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	<title>As chamas do lar católico</title>
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	<description>por Luciana Lachance</description>
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		<title>Mãe: figura aristocrática na família católica</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 20:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[dona-de-casa]]></category>
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		<description><![CDATA[Introdução Para iniciarmos este artigo é preciso desde já esclarecer o que queremos dizer por aristocracia, para daí entendermos porque a mãe representa este papel dentro do lar. A palavra aristocracia é formada por duas palavras gregas: áristos, que quer dizer &#8216;melhor&#8217;; e krátos, que significa &#8216;poder, governo&#8217;. Portanto, o significado etimológico de aristocracia pode [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=925&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><strong>Introdução</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Para iniciarmos este artigo é preciso desde já esclarecer o que queremos dizer por aristocracia, para daí entendermos porque a mãe representa este papel dentro do lar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">A palavra aristocracia é formada por duas palavras gregas:<em> áristos</em>, que quer dizer &#8216;melhor&#8217;; e <em>krátos</em>, que significa &#8216;poder, governo&#8217;. Portanto, o significado etimológico de aristocracia pode ser dado como &#8216;governo dos melhores&#8217;.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Este sentido básico inspira muitos outros, e, a partir dele, podemos formar conceitos interessantes para explicar a vida de família.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Na filosofia, a ideia de aristocracia, segundo o Cardeal Angel Herrera Oria, “leva entranhada em si a ideia de perfeição, a ideia de virtude”. Assim, o aristocrata seria alguém que possuiria “hábitos virtuosos” e que almejaria a “perfeição moral e o amor ao povo”(1).</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><strong>A família</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2012/01/the-happy-family-1.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="alignright size-medium wp-image-926" title="the-happy-family-1" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2012/01/the-happy-family-1.jpg?w=231&#038;h=300" alt="" width="231" height="300" /></span></a></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">De acordo com a doutrina tradicional da Igreja, a autoridade da família católica corresponde ao esposo, a quem se submetem a esposa, os filhos e os empregados da casa. A família seria, portanto, um pequeno reino em que o pai representa a figura do rei&#8230; e como se sabe, o rei deve governar com firmeza, para que sua autoridade se faça valer – do mesmo modo o pai, do contrário, nem a mãe nem muito menos os filhos se habituariam em obeceder-lhe. Claro está que firmeza não é sinônimo de tirania, e, deste modo, o pai não precisa ser somente como que um policial do lar, que aparece para corrigir as infrações às leis domésticas: o pai precisa ser firme, mostrando que os limites dados por ele serão cumpridos, mas, geralmente, deve fazer com que isto fique evidente sem a necessidade de criar uma tensão excessiva no lar, gerando um constante temor tanto na mulher quanto nos filhos. Nos momentos necessários, obviamente, o pai pode se valer de sua autoridade para corrigir os filhos rebeldes, com um tratamento mais enérgico do que o de costume.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Enfim, pelo descrito acima, percebe-se que o pai é um misto de rei, juiz, policial, tendo também o seu lado afetuoso e dedicado, que a palavra “paternal” exprime bem. Mas, carregando a autoridade, o tipo de influência e exemplo que dá aos filhos é diverso do que é dado pela mãe, figura mais afável e delicada aos olhos da prole.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><strong>A Mãe Aristocrática: mediadora e conselheira</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Quem de nós nunca aprontou uma “bagunça” daquelas e acabou ficando mau visto aos olhos do pai, que – de tão bravo – decidiu dar-nos um castigo severo para aprendermos que não podíamos nos portar de tal modo? Quem de nós nunca pensou em apelar para a mãe, para que ela &#8211; com toda sua doçura e “jeito” de falar – convencesse o pai de que a lição já havia sido muito bem aprendida e por isso deveria cessar o castigo? Pois bem, este é um dos papéis aristocráticos de nossas mães.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Esta intermediação que a mãe faz entre o pai e os filhos é uma qualidade aristocrática, visto que ela vai, a partir de conselhos, conciliando a autoridade do pai com a psicologia dos filhos, de modo que a harmonia familiar vai se formando. A mãe sente até que ponto os filhos estão recebendo os “mandos” do pai, para que o jugo não seja por demais pesado e o que poderia ser uma correção acabe se transformando num problema maior. De igual modo ela sente quando o marido está insatisfeito com a postura dos filhos e vai procurando melhorá-los em alguns pontos, de modo que o pai não se desgoste da vida familiar. Por exemplo, os filhos podem ser pouco estudiosos, e então o pai começa a se indispor por sempre receber notas baixas da escola; a mãe, percebendo tal situação, deve esforçar-se para que os filhos tomem gosto pelo estudo e, com o passar do tempo, possam entregar boletins com notas melhores. Assim, o pai vê seu desejo atendido sem a necessidade de se criar um novo problema de família que poderia demandar longas conversas ou a aplicação de castigos por vezes desnecessários.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Do sentido etimológico, dado no início do texto, podemos dizer que em certo sentido a mãe participa do “governo dos melhores”, pois, apenas pelo conselho e influência pessoal consegue com que o lar alcance a ordem necessária para o bom convívio de todos. No sentido filosófico, poderíamos dizer que a mãe concorre para a “perfeição” do lar, para a prática das virtudes; do mesmo modo, ela almeja a “perfeição moral” no seu lar e tem profundo “amor ao [seu] povo” (marido e filhos).</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><strong>A Mãe Aristocrática: o espírito de caridade no Lar</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">A mãe também representa a caridade dentro do lar: primeiro por ser aquela que olha pela necessidade dos seus e procura aliviá-las. Se um filho está doente, ela é toda atenção e sacrifícios para o retorno de sua boa saúde; se uma filha vai mau na escola, gasta seu precioso tempo revendo as lições com a pequenina, de modo que ela fixe bem o assunto; se o marido está estressado por causa dos trabalhos, ela é toda doçura e amenidade, para que o seu amado não se sobrecarregue ainda com os pequenos problemas do lar, dos quais a própria mãe muitas vezes pode se encarregar. Ela também representa a caridade porque habitualmente é quem inculca nos filhos o espírito de economia, de amor aos necessitados, ensinando-lhes o valor das coisas e como é importante rezar pelos que mais precisam de bens espirituais e materiais.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2012/01/absolute-best-and-final-mothers-love150.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-927" title="Absolute best and final Mother's Love150" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2012/01/absolute-best-and-final-mothers-love150.jpg?w=219&#038;h=300" alt="" width="219" height="300" /></span></a></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Uma outra caridade feita pela mãe, muitas vezes sem que ninguém da casa o perceba, é a administração do tempo e atenção do esposo. As vezes acontece de o marido chegar do trabalho e dedicar muita atenção a um dos filhos e passar toda a noite sem dar afeto suficiente ao outros&#8230; a mãe, neste momento, arranja um modo pelo qual o pai note a presença dos demais e se entretenha com a presença deles: seja contando algo que aconteceu com o filho mais velho na escola, seja cantando despretensiosamente com a filha mais nova alguma cantiga de que o pai tenha um gosto especial&#8230; enfim, usando sua criatividade materna em favor dos seus pequenos.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">No livro do Cardeal Herrera Oria, há uma ilustração da caridade materna na pessoa da Virgem Santissima. Eis o trecho:</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">“C. No Evangelho aparece muito claro o contraste entre a falta de misericórdia, de caridade, de espírito aristocrático dos apóstolos na cena que comentamos (o Evangelho da multiplicação dos pães – Jo. 6,1-15) e a inefável missão aristocrática que desempenhou Maria Santíssima nas Bodas de Caná.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">“a) Atenta às necessidades dos demais, Maria aproxima-se de quem pode remediá-las para as expor.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">“b) E depois se aproxima do povo, representado pelos criados, para mostrar-lhes que devem ser obedientes”.</span></p>
</blockquote>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;"><strong>É pedir demais que as mães tenham uma presença aristocrática no Lar?</strong></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#000000;">Lendo este pequeno texto, a leitora pode pensar que talvez o texto tenha dado informações demais, e que seria impossível para uma mãe dar conta de tantas “funções” ao mesmo tempo. De fato, se para cada uma destas coisas a esposa/mãe precisasse de um longo tempo de preparação ou já tivesse que fazê-las impecavelmente, sem cometer nenhum deslize. Mas, no fundo estas são coisas que toda mãe de família dedicada naturalmente aplica no seu lar. Com um pouco de boa vontade e desejo de fazer do lar um ambiente ameno e em que se respira a paz de Nosso Senhor, a mãe de família vai se dando conta destas necessidades e começa a criar, ao seu modo, estratégias eficazes para que reine em sua casa o espírito da verdadeira família católica.  </span></p>
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		<title>Co-educação: respondendo a um questionamento</title>
		<link>http://lucianalachance.wordpress.com/2011/09/11/co-educacao-respondendo-a-um-questionamento/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 20:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<description><![CDATA[  Após a leitura de nosso artigo sobre a co-educação a leitora Graziela levantou a seguinte questão:   Se a Igreja é contrária a co-educação, por que ela permite que suas instituições tenham co-educação? Hoje, se você for procurar uma escola católica para colocar os seus filhos, praticamente todas tem meninos e meninas juntas (eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=916&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Após a leitura de nosso artigo sobre a co-educação a leitora Graziela levantou a seguinte questão:</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se a Igreja é contrária a co-educação, por que ela permite que suas instituições tenham co-educação? Hoje, se você for procurar uma escola católica para colocar os seus filhos, praticamente todas tem meninos e meninas juntas (eu não conheço nenhuma que não tenham). Cite-se: as escolas que são administradas pelos jesuítas, por religiosas, pelos salesianos, etc… Onde encontramos escola católica (ou não) que seja só de meninas? Ou só de meninos? PS: Até o Colégio Militar (e dos Bombeiros) que era só para meninos há alguns anos vem aceitando meninas.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:center;"> <strong>***</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">De fato, causa certa incompreensão quando de um lado vemos o que a doutrina da Igreja diz sobre a co-educação e de outro vemos o que está acontecendo na prática na maioria das escolas católicas. Até onde pudemos investigar, apenas duas escolas católicas no Brasil se mantêm não-mista: o Colégio São Bento no Rio de Janeiro &#8211; com mais de cem anos de existência, considerada a melhor escola do Brasil e que só atende a meninos &#8211; e a Escola do Bosque no Paraná (esta relativamente recente e que atende meninos e meninas em prédios separados).</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não é fácil explicar porque a maior parte das escolas católicas foram deixando de educar do modo como a Igreja propõe, pois em cada uma delas as coisas podem ter se dado de modo diferente, mas podemos assinalar em linhas gerais alguns dos principais motivos para isto ter ocorrido (pesquisando o assunto vimos que normalmente estes pontos costumam se repetir):</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>1 – </strong>Pressão do Ministério da Educação, a partir da década de 70, quando foi <a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/09/escola_antiga.png"><span style="color:#000000;"><img class="alignright size-full wp-image-918" title="escola_antiga" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/09/escola_antiga.png?w=535" alt=""   /></span></a>implantado o sistema de co-educação para as escolas. O MEC assinala que este sistema é opcional, sendo livre a adesão a ele ou não; mas na prática, na educação pública &#8211; que é diretamente administrada por este Ministério – todas as escolas se tornaram mistas. Esta mudança de orientação das escolas públicas criou uma espécie de abismo moral e educacional entre o setor público e o privado: os estudantes de escola pública tendo já uma educação moral muito laxa, onde a promiscuidade imperava, e os estudantes de escola particular católica, com a educação moral de sempre e vivendo uma separação sádia entre os sexos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>2 –</strong> Este estado de coisas fez a situação das escolas não-mistas mudar bruscamente de forma normal de educação, para uma forma muito restrita de educar às crianças e adolescentes. Sabe-se que, geralmente, quando um modelo educacional começa a sair de “moda”, os pais se sentem numa posição de desprestígio, o que costuma gerar desconfortos e receios de estar expondo os filhos a métodos ultrapassados, vistos como retrógrados.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>3 –</strong> Deste desconforto, começa a surgir os anseios dos pais por escolas mais modernas, “adaptadas” à realidade atual, etc.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>4 –</strong> Aliado a tudo isto entra o componente de crise moral das famílias e crise da Igreja. Se referindo a esta crise, o Papa João Paulo II disse: “É necessário admitir realisticamente e com profunda e sentida sensibilidade que os cristãos hoje, em grande parte, sentem-se perdidos, confusos, perplexos e até desiludidos: foram divulgadas prodigamente ideias contrastantes com a Verdade revelada e desde sempre ensinada; foram difundidas verdadeiras heresias, no campo dogmático e moral, criando dúvidas, confusões e rebeliões; alterou-se até a Liturgia; imersos no &#8216;relativismo&#8217; intelectual e moral e por conseguinte no permissivismo, os cristãos são tentados pelo ateísmo, pelo agnosticismo, pelo iluminismo vagamente moralista, por um cristianismo sociológico, sem dogmas definidos e sem moral objetivo” (L&#8217;Osservatore Romano, 7-2-81).</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>5 –</strong> Assim, tanto os pais quantos os responsáveis pela educação católica,<a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/09/sala-de-aula.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="size-medium wp-image-919 alignleft" title="sala-de-aula" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/09/sala-de-aula.jpg?w=270&#038;h=179" alt="" width="270" height="179" /></span></a> padres e freiras, afetados por esta crise moral, não puderam avaliar pelo ângulo correto a questão das escolas mistas. Os problemas em relação à castidade, à ocasião próxima de pecado, foram deixadas de lado, decorrente do esquecimento destas verdades nos púlpitos, pregações e confissões.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>6 –</strong> Neste sentido, no livro “História das ideias pedagógicas no Brasil” de Demerval Saviani, relata-se que houve uma abertura de membros do clero no Brasil para as novas ideias pedagógicas a partir da década de 50. Muitos padres aceitaram as teses dos chamados “nova-escolistas”, que defendiam um modelo de educação de viés socialista, baseado nos escritos marxistas e liberais sobre este tema.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>7 –</strong> Portanto, quando o Ministério da Educação, em 1970, implanta as escolas mistas na educação pública, os pais e não pouco sacerdotes administrados de escolas apenas seguiram o exemplo, não levando em conta a doutrina da Igreja sobre a promiscuidade sexual nas escolas;</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>8 –</strong> Em outras escolas houve certa resistência dos pais, como no caso dos Maristas, que só admitiram a primeira menina em 1975. Há referências de que em algumas escolas administradas pelos Salesianos, as meninas também demoram a ser admitidas, sendo que numa delas isto só aconteceu em 1978.</span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#000000;">***</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Enfim, como havia dito, não é possível encerrar o assunto, visto a complexidade do mesmo. Precisaríamos fazer um estudo num grande número de escolas católicas, assim como precisaríamos de mais bibliografia sobre o tema: o que, infelizmente, não é fácil de encontrar. Em geral, os estudos sobre educação citam o problema da co-educação (escolas mistas) muito por cima, ou por os estudiosos quererem calar sobre o tema, que lhes poderia ser incomodo, ou pelo fato de que talvez a resistência católica não tenha se mostrado realmente eficaz, dando a impressão ao historiador do tema de que este é um pormenor que não merece ser esmiuçado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Espero ter respondido minimante à sua pergunta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em Jesus e Maria!</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
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	</item>
		<item>
		<title>O problema da co-educação: as escolas mistas, sistema de ensino que a Igreja sempre recusou</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 21:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Vladimir Lachance . Por co-educação se entende a educação de meninos e meninas feita em comum, modelo que domina a maior parte das escolas do Brasil e do mundo. Apesar de dominante, este modelo educacional só se estabeleceu no último século: pouco a pouco foi substituindo as escolas não-mistas, até que, por volta da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=905&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="justify"><em>Por Vladimir Lachance</em></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Por co-educação se entende a educação de meninos e meninas feita em comum, modelo que domina a maior parte das escolas do Brasil e do mundo.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Apesar de dominante, este modelo educacional só se estabeleceu no último século: pouco a pouco foi substituindo as escolas não-mistas, até que, por volta da década de 70, se tornou o modelo normal de educação, enquanto que as escolas que educavam apenas um dos sexos foram desaparecendo, à força da pressão feita pelos órgãos de educação do país – e em parte também pela mudança de mentalidades da sociedade em geral.</span></p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/08/sala-de-aula1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-910" title="sala-de-aula1" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/08/sala-de-aula1.jpg?w=535" alt=""   /></a></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Então, o que para nós parece algo comum na verdade não o foi. Até o século XIX a influência da Igreja sobre a educação ainda se fazia presente de algum modo, preservando o princípio de que a educação deveria ser diferenciada para cada sexo. Mas, neste mesmo século, as vozes incorfomadas com os ideais católicos já começam a se fazer ouvir: eis que a propaganda pela co-educação aparece.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">De 1882 a 1884 ocorreu o “Congresso de Instrução” no Rio de Janeiro. Embebido da influência pseudo-científica do Positivismo, este congresso abordou questões avançadas para a época, como a “liberdade de ensino”, o “ensino obrigatório” e a “organização do ensino secundário feminino”. Além disto, nos parece interessante destacar neste Congresso o parecer dado pelo Inspetor da Instrução Pública do Rio de Janeiro, Dr. João Barbalho Uchôa, que levanta inúmeros argumentos em favor da co-educação – que constituem praticamente os mesmos argumentos utilizados pelos propugnadores da co-educação atualmente, por isso vemos a necessidade de analisá-los. Os seus argumentos se resumem a:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">1. [...] <strong>a influencia irrecusavel que o ensino mixto produz com relação aos costumes e maneiras, contribuindo de modo muito decisivo para ameniza-los</strong>. Como é, porém, que se apparece esse estimulo, e como se dá essa amenização. É simples, e facilmente se comprhende. <strong>As alumnas pretendem não se mostrar inferiores em aproveitamento aos alumnos, e por sua parte estes não querem deixar-se vencer por ellas. Resultado: mais applicação; mais assiduidade; melhores lições; maior proveito e adiantamento</strong> (CONGRESSO DE INSTRUÇÃO 1882-1884, item I).</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Para fazer este primeiro ponto funcionar, o Inspetor então saca do segundo argumento – introdução de mulheres no quadro de professores, para amenizar a dificuldade das meninas em aceitar a presença de meninos na classe; a professora funcionaria como mediadora das duas partes:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">2. Sabe-se que a mulher tem mais facilidade, mais jeito de transmittir nos meninos os conhecimentos que lhes devem ser communicados. Maneiras menos rudes e seccas, mais affaveis e attrahentes que os mestres, aos quaes incontestavelemnte vence em paciência, doçura e bondade. Nella predominam os instinctos maternaes, e ninguém como ella possue o segredo de captivar a attenção de seus travessos e inquietos ouvintes, sabendo conseguir que as lições, em vez de tarefa aborrecida, tornem-se-lhes como uma diversão, um brinco (CONGRESSO DE INSTRUÇÃO 1882-1884, item II).</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">3. Assim educados, elles <strong>sahem da escola com a profunda imprensao que ahi receberam e serão homens attenciosos, cheios de acatamento para com as senhoras, e de costumes que honram a sua educação</strong> (CONGRESSO DE INSTRUÇÃO 1882-1884, item II).</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">4. <strong>Em vez de dous mestres, duas escolas, duas casas [...], uma aula mixta presta o mesmo e melhor serviço: e com a quantia poupada da creação e custeio, que assim se tornam desnecessários, de mais outra escola, proporcionam-se os meios para em outro lugar terem os meninos o preciso ensino</strong> (CONGRESSO DE INSTRUÇÃO 1882-1884, item V).</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">5. O preconceito e prevenção tem de ceder à experiência e ao tempo, que os hão de vencer, atestando mais tarde, com os factos, não serem razoáveis os receios dos que levam tão longe seus escrúpulos para condemnar, por uma preoccupação que os domina, providencia de vantagens não duvidosas. (CONGRESSO DE INSTRUÇÃO 1882-1884, item VIII). <strong>(1)</strong></span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Vejamos agora, pois, qual o argumento moral defendido pela Igreja, para em seguida examinar mais detidamente os itens elencados pelo Inspetor Dr. Uchôa.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Posicionamento da Igreja quanto à co-educação</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">Iniciemos com as palavras do Magistério de Pio XI</span>, na encíclica<em> Divini Illius Magistri </em>– de 1929, que repete o ensinamento perene da Igreja na matéria da educação. Eis as palavras do Papa:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">“D) COEDUCAÇÃO</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">“De modo semelhante, erroneo e pernicioso à educação cristã é o chamado método da &#8216;coeducação&#8217;, baseado também para muitos no naturalismo negador do pecado original, e ainda para todos os defensores deste método, sobre uma deplorável confusão de ideias que confunde a legítima convivência humana com a promiscuidade e igualdade niveladora. O Criador ordenou e dispos a convivência prefeita dos dois sexos somente na unidade do matrimônio e gradualmente distinta na família e na sociedade. Além disso não há na própria natureza, que os faz diversos no organismo, nas inclinações e nas aptidões, nenhum argumento donde se deduza que possa ou deva haver promiscuidade, e muito menos igualdade na formação dos dois sexos. Estes, segundo os admiráveis desígnios do Criador, são destinados a completar-se mutuamente na família e na sociedade, precisamente pela sua diversidade a qual, portanto, deve ser mantida e favorecida na formação educativa, com a necessária distinção e correspondente separação, proporcionada às diversas idades e circunstâncias. Apliquem-se estes princípios no tempos e lugar oportunos, segundo as normas da prudência cristã, em todas as escolas, nomeadamente no período mais delicado e decisivo da formação, qual é o da adolescência; e nos exercícios ginásticos e desportivos, com particular preferência à modéstia cristã na juventude feminina, a qual fica muito mal toda a exibição e publicidade.” (Papa Pio XI, Encíclica <em>Divini Illius Magistri, </em>Ed. Escolas Profissionais Salesianas, 1938, p. 46)</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">As bases da doutrina contra a co-educação se firmam, pois, nas palavras do Santo Padre, que diz que Deus Nosso Senhor criou o homem e a mulher desiguais, para que se completassem perfeitamente por meio do matrimônio. A cada um dos sexos caberia um papel na vida de família e na sociedade e por isto se faz necessário que a educação de meninos e meninas seja também desigual. Portanto, a “igualdade niveladora” na educação, como diz Pio XI, é contrária aos desígnios de Deus para a família e a sociedade. Daí já decorre um grave defeito da co-educação nas escolas.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">E, além do igualitarismo, há ainda o problema moral relacionado com a pureza e castidade. Como diz o Papa, a co-educação promove a promiscuidade entre os sexos, visto que a convivência entre os sexos se torna constante: no Brasil são pelos menos 6 horas de convívio comum, na ida para a escola, nas aulas, nos recreios, na volta para casa&#8230; É neste sentido que Pio XI diz que grande parte dos defensores da co-educação se baseiam num naturalismo que nega o pecado original, pois quem imagine que um convívio tão longo e próximo não apresente riscos para a pureza – quer seja por um contato sexual precoce e pré-matrimonial ou por uma influência malfazeja à práticas anti-naturais – só pode fazer pouco caso do ensinamento tradicional da Igreja tanto em relação ao pecado original e quanto à inclinação do homem ao pecado.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Sintetizando, Pio XI diz:</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>I)</strong> contra o igualitarismo: meninos e meninas são diferentes, portanto precisam de educação diferenciada;</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>II)</strong> contra a sensualidade: a proximidade excessiva entre os dois sexos degenera em promiscuidade;</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>III)</strong> a separação dos sexos na escola deve acontecer sempre que possível, mas principalmente no período da adolescência e nas aulas de educação física.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Vejamos agora o que dizem os moralistas católicos, começando pelas palavras do <em>Dizionario di Teologia Morale</em> de 1968, dirigido pelo Cardeal Roberti e revisto à luz do Concílio Vaticano II. No verbete <em>Sexo</em> pode-se ler:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">“&#8217;O contato social entre pessoas dos dois sexos tem influência benéfica e educativa. Este contato o oferece, de uma maneira mais natural e equilibrada, a vida da família numerosa, na qual há pai e mãe e a prole quase sempre é composta de irmãos e irmãs. Um contato fora da família, demasiado grande e frequente, não está isento de perigos. Por isso, <strong>deve-se evitar tanto quanto possível a co-educação de jovens de sexo diferente nas mesmas escolas</strong>&#8216;” (<em>Dizionario di Teologia Morale</em>, Ed. Studium, Roma, 1968, 4.ª ed., revista à luz do Concílio ecumênico Vaticano II, p. 1524-1525 / <em>Imprimatur</em>: Sac. Marius Iacovelli, Vic. Gen., Tibure, 25-2-1968 in <em>A TFP: uma vocação, TFP e famílias, TFP e famílias na crise espiritual e temporal do século XX, </em>Vol. I, elaborada por uma comissão de estudos da TFP, em fevereiro de 1986)</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Este trecho repete o ensinamento do Magistério de Pio XI, acrescentando que a Igreja considera o contato social entre os dois sexos benéfico, desde que seja feito dentro do próprio ambiente familiar, entre pai, mãe, filhos e filhas. Como bem disse o Papa, a convivência perfeita entre os dois sexos se dá no matrimônio, e menos perfeita que esta convivência vem logo abaixo a convivência dos filhos e filhas do casal no mesmo lar: convivência imperfeita, mas que é, para crianças e adolescentes, a que mais condiz com seu estado de desenvolvimento. Mas, para que este relacionamento seja ainda mais rico, o Cardeal reitera que contribui enormemente a prole numerosa: geralmente composta por meninos e meninas. Eis a sabedoria da Igreja!</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">No mesmo <em>Dizionario</em>, o Cardeal Palazzini, na época Prefeito da Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, escreve:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">“&#8217;Co-educação é a educação de meninos e meninas feita em comum com o fim de favorecer um pretenso encontro natural e progressivo entre os dois sexos.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">&#8216;Além dos propugnadores do naturalismo e de alguns protestantes, que julgaram encontrar na co-educação um elemento favorável para a sanidade dos costumes em contraposição aos perigos do auto-erotismo, tal método tem sido elogiado também por alguns católicos. Estes têm sustentado ver nele uma forma de imunização gradual contra o mal, um incentivo para a gentileza e a emulação e uma expressão análoga à vida de família.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">&#8216;Porém <strong>a Igreja tem-se declarado constantemente contrária a tal método, porque tem visto nele um grave perigo para a pureza e para a formação dos jovens.</strong> Com efeito, a comparação com a vida familiar é claramente forçada, e uma vez mais se abusa na aplicação do princípio da imunização produzida pelo hábito (&#8216;ab assuetis non fit passio&#8217;), esquecendo- se de que <strong>o hábito pode eliminar o choque da impressão nova, mas não elimina, pelo contrário aumenta o perigo proveniente do contato contínuo, constituindo um estímulo natural para as paixões, não só pela novidade, como também por seu conteúdo. E a experiência só faz confirmar a observação</strong>&#8216;” (Cardeal Pietro Palazzini, in <em>Dizionario di Teologia Morale</em>, Ed. Studium, Roma, 1968, 4.ª ed., revista à luz do Concílio ecumênico Vaticano II, p. 323 / <em>Imprimatur</em>: Sac. Marius Iacovelli, Vic. Gen., Tibure, 25-2-1968 in <em>A TFP: uma vocação, TFP e famílias, TFP e famílias na crise espiritual e temporal do século XX, </em>Vol. I, elaborada por uma comissão de estudos da TFP, em fevereiro de 1986)</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">O Cardeal aponta para os argumentos dos co-educadores. Notemos que, curiosamente, são os mesmos argumentos do Dr. Uchôa no século XIX. Os argumentos seriam:</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>a)</strong> O contato entre os sexos favorece a convivência natural (o mesmo ponto 1 do Dr. Uchôa);</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>b)</strong> O contato entre os sexos evita certas práticas anti-naturais [auto-erotismo];</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>c)</strong> O contato entre os sexos incentiva a gentileza e representa a vida de família, preparando os jovens para a vida futura (o mesmo ponto 3 do Dr. Uchôa);</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Ao que o Cardeal Palazzini opõe os seguintes contra-argumentos:</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>a.1)</strong> A convivência frequente entre os sexos elimina o choque da novidade, porém aumenta o perigo de pecado, incitando as paixões inferiores;</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>b.1)</strong> Decorrente do que se disse acima, as práticas anti-naturais só tendem a aumentar;</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>c.1)</strong> A comparação com a vida de família é evidentemente forçada, apenas visando justificar a posição da co-educação;</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Por fim, citemos – ainda no Dizionario – a posição do Professor Carlo Rizzo, livre-docente de Clínica de enfermidades nervosas e mentais na Universidade de Roma:</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">“&#8217;Um dos corolários desses deletérios princípios – de Hirschfeld, criador da teoria do terceiro sexo, que seria o sexo do homossexual &#8211; é <strong>a promiscuidade sexual: mal que à primeira vista pode parecer sem gravidade, mas que, de fato, se torna frequentemente pernicioso já que pode constituir facilmente a premissa, a ocasião e o incentivo para aqueles males já mencionados – [homossexualidade, amor livre, neo- maltusianismo, etc...]</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">&#8216;A todos é notório como a prudente separação entre os jovens e as jovens, que existia até há alguns decênios, praticamente desapareceu atualmente.&#8217;” (Prof. Carlo Rizzo, in <em>Dizionario di Teologia Morale</em>, Ed. Studium, Roma, 1968, 4.ª ed., revista à luz do Concílio ecumênico Vaticano II, pp. 1525-1526 / <em>Imprimatur</em>: Sac. Marius Iacovelli, Vic. Gen., Tibure, 25-2- 1968 in <em>A TFP: uma vocação, TFP e famílias, TFP e famílias na crise espiritual e temporal do século XX, </em>Vol. I, elaborada por uma comissão de estudos da TFP, em fevereiro de 1986)</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Duas coisas chamam a atenção neste trecho: a primeira é que, mesmo que inconscientemente, os defensores da co-educação – promovendo a promiscuidade sexual – se aproximam dos princípios de pensadores como Magnus Hirschfeld, que defendia a tese de que haviam três sexos, sendo que homens e mulheres tinham diversas características em comum, não podendo ser taxados inflexivelmente enquanto seres do sexo masculino e feminino, e a síntese destes constituiria o indivíduo homossexual, que estaria numa posição intermediária entre os dois seres. Deste modo, os homens não são homens, as mulheres não são mulheres e os homossexuais representam os dois primeiros: no fundo, uma teoria do bissexualismo e da androginia. Portanto, não haveria mal algum em se colocar meninos e meninas na mesma classe, visto que no fundo todos são iguais. E, de uma maneira ou de outra, é isto o que reproduzem os co-educadores quando dizem que meninos e meninas têm as mesmas aptidões, as mesmas capacidades para diferentes coisas, e propõem o ensino em comum.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">E o segundo ponto que chama atenção é o alerta dado pelo prof. Rizzo: a separação entre os sexos praticamente desapareceu; ou seja, estamos num ambiente abertamente influenciado pelas teorias igualitárias e anti-naturais de estudiosos como Sigmund Freud, Hirschfeld e outros, e ao mesmo tempo afastado da influência benigna e santificante da Igreja Católica.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Considerações finais à luz da doutrina católica sobre os pontos em favor da co-educação</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">A primeira e mais importante consideração a se fazer é que <strong>os defensores da co-educação passam completamente por cima de todo e qualquer argumento moral, dando a impressão de que o ponto central da discussão é de nível exclusivamente intelectual e/ou econômico.</strong> Em verdade, no ponto 5 o Dr. Uchôa tece, veladamente uma crítica ao argumento moral, taxando-o de preconceituoso e retrógrado, que deve dar espaço à racionalidade do ponto de vista dos co-educadores. Como costumeiro nos meios positivistas e progressistas, o Dr. Uchôa deixa a cargo da experiência e do tempo a extinção dos posicionamentos dos moralistas escrupulosos. Ou seja, o processo evolutivo da sociedade se encarregará de fazer desaparecer qualquer elemento ultrapassado, pois esta seria a verdadeira marcha da história e da humanidade: o progresso indefinido, atropelando sempre os costumes e crenças do passado. Mas, poderíamos pergunta, porque a doutrina católica será ultrapassada e os ideais dos co-educadores, velhos já de mais de 200 anos, podem continuar os mesmos? Como exemplo podemos ver que os argumentos listados pelo Cardeal Palazzini em 1968 são os mesmos dados pelo Dr. Uchôa em 1882: então, só as ideias positivistas não serão nunca ultrapassadas?</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">O professor Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP – Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade – no jornal Legionário de 1943 escreveu artigo intitulado “Co-educação” em que trata de analisar alguns dos pontos aqui discutidos. Ele diz que “(&#8230;) o problema consiste em saber se realmente os adversários da co-educação têm fundados motivos para sustentar sua tese. Em caso afirmativo, não há economia que compense os desastres da co-educação”. <strong>(2)</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Portanto, seguindo o esquema do Dr. Uchôa, tudo depende do seu ponto 5, que é onde ele apresenta a religião como sistema velho e dominado por escrupulos. Se realmente existir um problema moral, e de fato existe – como já comprovado pelas citações do Magistério, moralistas e cientista colocadas acima -, vantagem econômica nenhuma pode justificar a manutenção de um sistema que põe em risco as almas de milhões de crianças e adolescentes: deste modo, o ponto 4, que apresenta o argumento econômico deixa de ter razão de ser.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Então, como podemos ver, todos os pontos em favor da co-educação são contrários ao ensinamento perene da Igreja. Tanto assim, que na encíclica <em>Divini Illius Magistri</em>, Pio XI chega a proibir a frequência dos jovens católicos em escolas acatólicas, neutras e mistas <strong>(3)</strong>. Como, infelizmente, “as circunstâncias de lugar e de tempo” <strong>(4)</strong> nos obrigam atualmente a ter os filhos matriculados em tais escolas, o mesmo Santo Padre já dizia que nestas ocasiões a frequência se faz tolerável, visto não haver outra solução imediata – mas, que os pais devem procurar as escolas menos danosas para a alma de seus filhos.</span></p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>***</strong> </span></p>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>(1)</strong> Fabiane Freire França &#8211; <em>A Co-educação dos sexos na escola pública brasileira: 1870-1932</em>, Universidade Estadual de Maringá;</span></p>
<p style="text-align:justify;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>(2)</strong> Plinio Corrêa de Oliveira &#8211; &#8220;Co-educação&#8221;, <em>Mensário Legionário</em>, nº 555, 28 de março de 1943;</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>(3)</strong> Papa Pio XI, Encíclica <em>Divini Illius Magistri, </em>Ed. Escolas Profissionais Salesianas, 1938, p. 52;</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>(4)</strong> Papa Pio XI, Encíclica <em>Divini Illius Magistri, </em>Ed. Escolas Profissionais Salesianas, 1938, p. 52.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucianalachance.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucianalachance.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucianalachance.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucianalachance.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucianalachance.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucianalachance.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucianalachance.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucianalachance.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucianalachance.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucianalachance.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucianalachance.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucianalachance.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucianalachance.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucianalachance.wordpress.com/905/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=905&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esclarecimento sobre o casamento civil</title>
		<link>http://lucianalachance.wordpress.com/2011/06/25/esclarecimento-sobre-o-casamento-civil/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 18:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Prezados leitores, Salve Maria! Recebi algumas mensagens e comentários de pessoas que desejam saber como é possível eliminar o casamento civil&#8230; como eu disse no meu texto, é algo que depende de uma justificativa justa, da possibilidade da paróquia, e &#8211; especialmente &#8211; do bom-senso das pessoas. A maioria das paróquias não dispensa do casamento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=895&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">Prezados leitores, Salve Maria!</p>
<p style="text-align:center;">Recebi algumas mensagens e comentários de pessoas que desejam saber como é possível eliminar o casamento civil&#8230; como eu disse no meu texto, é algo que depende de uma justificativa justa, da possibilidade da paróquia, e &#8211; especialmente &#8211; do bom-senso das pessoas.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>A maioria das paróquias não dispensa do casamento civil, pelo fato de que isso pode trazer algumas complicações jurídicas.</strong> No meu caso, foi bastante tranquilo conseguir a dispensa: tudo se resolveu rapidamente pelo fato de que éramos bastante conhecidos dos padres de nossas [minha e de meu noivo] paróquias; além do fato que o vigário era bastante próximo a um desses sacerdotes. Só é possível conseguir a dispensa mediante a assinatura do Bispo ou de seu vigário, que enviando uma carta à paróquia de um dos noivos, autoriza o casamento mesmo sem que os noivos entreguem o documento do casamento civil.</p>
<p style="text-align:center;">Dito isso, é preciso dizer que os noivos, para dispensarem o casamento civil, necessitam de uma justificativa real. No meu caso, estava de mudança para São Paulo, de modo que o prazo do casamento civil era muito apertado para nós. Como o padre que celebrou nosso casamento realmente nos conhecia, sabia que não haveria maiores complicações, de modo que escreveu ele mesmo a carta que serviu de esclarecimento para o bispo.</p>
<p style="text-align:center;">Como assim, &#8220;maiores complicações&#8221;? Infelizmente, as pessoas que procuram a dispensa do casamento civil o procuram porque possuem uma <strong>complicação civil</strong>.  Já são casadas com outras pessoas no civil, e não tem o divórcio, por exemplo. Gostaria de lembrar a estas pessoas que, uma vez que o casamento católico também tem validade civil, a justiça deverá considerar como bigamia alguém que seja casado no civil com uma, e na igreja com outra. Pior: a pessoa casada na igreja pode ser preterida em favor da primeira união civil, no que toca os direitos puramente jurídicos. Isto dá uma complicação enorme! Não façam isso com vocês mesmos&#8230;</p>
<p style="text-align:center;">Como católica, eu sei que o casamento civil é nulo perante Deus, mas eu também sei que burlar a lei para tirar vantagens dos outros é errado. <strong>Pessoas com tal situação devem regularizar a vida primeiro perante a justiça, para então se casarem com outra na igreja.</strong> Inclusive tive uma amiga muito próxima que passou por tal situação: ela teve de se submeter a lei de Portugal, e esperar o divórcio do seu noivo que era casado apenas no civil<strong> (porque é óbvio que se uma pessoa casou na Igreja uma vez, jamais poderá casar de novo, nem se relacionar com outra pessoa, pois é pecado mortal: o casamento católico é indissolúvel, transgredir esta lei leva ao inferno)</strong>, para então casar com ele na Igreja. Eu a aconselhei muito a não casar na igreja enquanto o noivo, perante a lei, estivesse unido à outra. Recomendo o mesmo a qualquer um que esteja nesta situação.</p>
<p style="text-align:center;">Outra situação bastante comum de quem procura a dispensa do casamento civil: a pessoa em questão já teve algum relacionamento anterior &#8211; mesmo que não tenha sido oficialmente casada, mas morou com alguém ou teve filhos. Pela justiça, 2 anos dividindo a casa  já constitui uma união estável. Se há filhos, não é necessário nem que se tenha morado junto: os direitos já são garantidos à mulher, como pensão. Portanto, a pessoa pode requerer os mesmos direitos de quem foi casado no civil. Se você já morou com alguém antes, não se case  na igreja sem se casar também no civil&#8230; pois isso também traz dores de cabeça. Infelizmente, o mundo moderno criou estas realidades, e é preciso falar delas. Se há filhos envolvidos &#8211; ou seja, a pessoa se relacionou de maneira adúltera com alguém antes, teve filhos, e agora procura casar com uma terceira pessoa na igreja&#8230; também deve &#8220;casar&#8221; de forma regularizada no civil &#8211; para a segurança dos filhos.</p>
<p style="text-align:center;">Há até aquelas pessoas que nem sequer resolveram a vida &#8220;anterior&#8221; primeiro, e resolvem casar na igreja&#8230; são as pessoas que se dizem separadas dos &#8220;parceiros&#8221;, mas moram na mesma casa! Bem, para a justiça, um homem e uma mulher, que se relacionaram, e que continuem a morar debaixo do mesmo teto&#8230; isso não constitui separação. Essa é a distinção entre &#8220;separação&#8221; e &#8220;divórcio&#8221;. Separação é a separação de corpos (quando cada um vai para um lado), divórcio é o documento propriamente dito, que é resolvido na justiça. O engraçado nesse mundo moderno, é que não é necessário ir na justiça regularizar que se está casado [2 anos ou filhos bastam], mas é preciso ir quando se decide terminar tudo. Daí a importância de se ter a vida bem resolvida nesses aspectos, quando se está disposto agora a seguir a Lei de Deus, com o matrimônio.</p>
<p style="text-align:center;">As únicas pessoas que eu aconselho, quando precisam, a pedir a dispensa do civil, são aquelas que realmente são livres e desimpedidas perante a lei dos homens; não tiveram &#8220;parceiros&#8221;, nem filhos, nem nada disso&#8230; digo isso com o intuito de ajudar e alertar as pessoas, para que façam a coisa certa, e o melhor para suas vidas. Nestes assuntos tão sérios, é sempre bom evitar dores de cabeça, ocasiões de escândalo para o próximo, e prejuízos materiais para outras pessoas. Façam a coisa certa, e tenham um santo matrimônio!</p>
<p style="text-align:center;">Em Jesus e Maria!</p>
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		<title>Adoráveis mulheres &#8211; Parte Um</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 12:54:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[dona-de-casa]]></category>
		<category><![CDATA[esposa]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[mulher católica]]></category>

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		<description><![CDATA[. 1 &#8211; Educação de meninos e meninas No ano passado, eu tinha cerca de nove alunas na minha pequena turma de catequese, além de cinco meninos. A mais nova delas tinha nove anos, e a mais velha, onze. Meu então noivo (hoje marido) e eu preparamos as crianças para a primeira comunhão, e dentre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=357&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/06/amenina.png"><img class="alignleft size-full wp-image-889" title="amenina" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/06/amenina.png?w=535&#038;h=379" alt="" width="535" height="379" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em><br />
</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><strong>1 &#8211; Educação de meninos e meninas</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No ano passado, eu tinha cerca de nove alunas na minha pequena turma de catequese, além de cinco meninos. A mais nova delas tinha nove anos, e a mais velha, onze. Meu então noivo (hoje marido) e eu preparamos as crianças para a primeira comunhão, e dentre os assuntos que separamos do catecismo propriamente dito, uma de nossas metas era criar um universo de meninas para meninas, e um universo de meninos para meninos. Pode parecer inusitado incluir este objetivo quando se está dando lições para o sacramento, mas sabíamos que estávamos com uma difícil tarefa nas mãos: plantar uma pequena semente, para que ela desse frutos, com a graça de Deus, no futuro. As crianças precisavam mais do que decorar as verdades da fé, elas precisavam aprender a serem elas mesmas. Eu cuidava das meninas, e Vladimir dos meninos. Vou me deter na história das meninas:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A Igreja sempre recomendou, vivamente, que se educassem meninos e meninas separadamente. É impossível resumir, neste breve texto, todos os prejuízos trazidos com a educação mista &#8211; mas sabemos que são muitos. Não há mais disciplinas direcionadas às aptidões próprias de cada sexo, mas uma verdadeira educação <em>unissex</em>, que não pôde sequer admitir que as moças continuassem com os uniformes de moças &#8211; ou seja, as saias e vestidos como farda escolar. O cardeal Palazzini escreveu:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;<em>Co-educação é a educação de meninos e meninas feita em comum com o fim de favorecer um pretenso encontro natural e progressivo entre os dois sexos. Além dos propugnadores do naturalismo e de alguns protestantes, (&#8230;) tal método tem sido elogiado também por alguns católicos. (&#8230;) Porém a Igreja tem-se declarado constantemente contrária a tal método, porque tem visto nele um grave perigo para a pureza e para a formação dos jovens. Com efeito, a comparação com a vida familiar é claramente forçada.</em>&#8221; <strong>[1]</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O resultado de tal educação mista é que os jovens atualmente vivem uma relação de camaradagem que descamba no amor livre. <strong>[2] </strong>É possível perceber isto claramente quando se educa crianças e jovens. No meu caso, que também ensinava numa escola pública, não podia deixar de observar como as consequências são desastrosas &#8211; sobretudo nas meninas. Elas estão masculinizadas: nas atitudes, nas palavras, na maneira de sentar-se, no modo como se relacionam com os garotos. Um aluno meu disse-me ano passado durante a aula de língua portuguesa (quando eu o repreendi por ter falado uma palavra inadequada, e &#8220;<em>ainda mais na frente de sua colega</em>&#8220;):</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">- <em>Mas, professora, a senhora não sabe que ela fala coisas piores do que eu?</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estes meninos e meninas, que crescem sem respeito entre si &#8211; e sem qualquer mistério &#8211; não tarde começam a se relacionar. Agora, que tipo de relacionamento é esse que se inicia entre um rapaz de péssimos modos, e uma moça que tem as mesmas atitudes? Basta observarmos o que são os relacionamentos atuais: sem cerimônias, repleto de liberdades e imoralidades, cada qual tirando o maior proveito que pode da dignidade do outro. Mesmo entre os bons namorados católicos sobrevive a pergunta (e geralmente, é o homem que a faz): &#8220;<em>o que eu posso fazer num namoro?</em>&#8220;, que equivale à pergunta: &#8220;<strong><em>até onde eu posso usar essa moça? até onde me é permitido ter prazer com ela?</em></strong>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em um mundo onde as pessoas fazem o máximo de imprudências, as &#8220;boas pessoas&#8221; desejam fazer o <strong>mínimo de virtudes</strong>. Por isso elas desejam ardentemente descobrir o que elas podem &#8220;fazer num namoro&#8221;, pois dessa forma pretendem usar até a última prerrogativa do que lhes for permitido. Pouco importa quem lhes diga que &#8220;é possível fazer certas coisas&#8221;, desde que esta pessoa esteja de acordo que o rapaz pode sim, usar um pouquinho a namorada. Nenhum rapaz é honesto e católico o suficiente para perguntar: &#8220;<em>como eu posso respeitar ainda mais a minha namorada ou noiva?</em>&#8221; &#8211; pois eles sabem que esta pergunta os obrigaria a renunciar muitas coisas. Os obrigaria, em suma, a preservar a inocência da moça, a tratá-la com todo decoro e delicadeza&#8230;  é de partir o coração, mas a juventude hoje não procura saber o que pode fazer de mais virtuoso, mas apenas o mínimo. É o cúmulo da mediocridade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Todos os sábados de manhã (além do material básico do catecismo), eu procurava levar desenhos de colorir com imagens delicadas, filmes para emprestar para as meninas, histórias de fadas, livros, músicas&#8230; as meninas ficavam encantadas com tudo aquilo, mas infelizmente 1 ano é muito pouco tempo. Contra aquele pequeno universo que eu tentava criar uma vez por semana, havia as famílias, a televisão, a escola, o mundo. E as famílias eram péssimas. Apenas duas alunas tinham pais que frequentavam a igreja, e apenas 1 (uma!) podia dizer que os pais receberam o sacramento do matrimônio.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><strong>2 &#8211; Onde está o universo feminino?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8221; <em>A todos é notório como a prudente separação entre os jovens e as jovens, que existia até há alguns decênios, praticamente desapareceu atualmente. Nas escolas, nas fábricas, nos escritórios e em toda sorte de agrupações, os jovens de ambos os sexos costumam viver juntos em uma camaradagem aparentemente assexual; encontram-se a qualquer hora do dia e da noite, e se reúnem em bailes, excursões, acampamentos, etc., sem nenhum acompanhamento de parentes, e assim por diante. E isto pode favorecer qualquer irregularidade moral.</em>&#8221;  - Dicionário de Teologia moral <strong>[3]</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É tolo dizer que a necessidade da separação entre homens e mulheres seja apenas um arcaísmo, coisa de &#8220;tempos passados&#8221;. Quem de nós, moças, não poderá dizer que passou um grande inconveniente com rapazes? Amigos que tomaram certas liberdades? Muitas afirmam que, durante a adolescência, acabavam por ter &#8220;<em>mais amigos rapazes que moças</em>&#8220;. Justamente na época em que se deveria ter uma distância maior &#8211; por conta da natural atração entre os sexos &#8211; homens e mulheres estão &#8220;misturados&#8221;&#8230; ao mesmo tempo em que se pode dizer que aumenta o interesse entre os dois, cada um se torna mais <strong>desinteressante</strong> para o outro. Não há grandes novidades&#8230; as moças estão por toda parte: é fácil chegar até elas, fácil até demais. Não é preciso passar por ninguém: pai, mãe, família&#8230; também não é preciso ter boas referências, bom caráter&#8230; a maioria das vezes não se sabe nada sobre o outro, só &#8220;que é agradável aos olhos&#8221;. Triste realidade, mas as moças não sabem mais o que é o universo feminino!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/04/02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-848" title="02" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/04/02.jpg?w=535&#038;h=406" alt="" width="535" height="406" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em>A mãe se dedica a ler histórias para o bebê</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Recolhimento, orações, paciência, trabalhos manuais, cozinha, costura, canto e música, ofícios domésticos, profissão digna: eis algumas das ocupações das moças de família até a primeira metade do século XX.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Por outro lado, preocupação excessiva com a aparência física, vários parceiros durante a vida, evitar filhos, moda sensual: tudo isso estava reservado às mulheres de vida escandalosa no passado. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Cruzamos uma linha definitiva, e não percebemos quando as boas moças se tornaram as <em>péssimas moças</em>. Em marcha lenta, mas constante, fomos caminhando para o ponto exato onde a pequena mocinha de boa família, com seus dezesseis anos, ouve da própria mãe que precisa &#8220;se cuidar e tomar a pílula&#8221;. No lugar do piano, o estojo de maquiagem. Ao invés das aulas de bolos ou massas, as baladas noturnas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Teme-se que a adolescente típica de nossos dias, que lê a revista Capricho, leve vida pior do que a moça que acabava por entrar na &#8220;vida fácil&#8221; dos anos 20. Parece exagerado? Mas de fato não é. Quantos namorados têm as moças de nossos dias? Seis? Sete, sem contar os &#8220;ficantes&#8221;? Quais as modas que elas vestem? Quais as preocupações centrais? Acaso não estão todas obrigadas a estarem sempre jovens e sensuais? Não estão condicionadas a não darem filhos das relações de que são escravas? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando falamos em universo feminino, não percebemos que estamos, em verdade, falando de um universo dignamente construído pela doutrina cristã; não é à toa, portanto, que tais &#8220;prendas&#8221; são tão atacadas. Fala-se com desprezo da mulher de antigamente, reservada às tarefas domésticas, quase como se ela fosse &#8220;incapaz&#8221;. Na verdade, o discurso &#8220;feminista&#8221; se alastrou em alguns pontos fundamentais &#8211; entre eles, por exemplo, a máxima do <strong>planejamento familiar</strong>. É preciso admitir que mesmo as pessoas mais respeitáveis [até mesmo padres, senhoras muito dedicadas à religião...] reagem à possibilidade de uma mãe ter muitos filhos como se fosse falta de higiene: &#8220;<em>mas com tantos recursos? hoje em dia não&#8230; ah, se eu tivesse toda essa informação na minha época</em>&#8221; &#8211; afirma hoje uma senhora, mãe de 14 filhos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;">3 &#8211; Relação entre homens e mulheres:  falta o mistério</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Podemos não perceber, mas ainda sentimos falta do mistério necessário para a relação entre homens e mulheres. A diferença bem marcada no caráter de cada um é algo que fortifica o interesse natural entre o casal&#8230; tal diferença não é, como se poderia supor, de opiniões ou de crenças. Ao contrário: sabemos da importância de princípios sólidos e comuns para o matrimônio santo. Falamos especificamente daquilo que é próprio do homem e da mulher, das disposições de alma que cada um possui para exercer seu papel nos planos de Deus. A mulher se torna adorável aos olhos do homem precisamente naquilo que lhe é inteiramente particular: a disposição para a maternidade, o silêncio, a resolução em encarar os sacrifícios. Estas são coisas absolutamente necessárias para a harmonia da vida em família, onde homem e mulher precisam aprender a conviver juntos e educar os filhos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Notas</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>[1] </strong>Cardeal Pietro Palazzini, in <em>Dizionario di Teologia Morale</em>, Ed. Studium, Roma, 1968, revista à luz do Concílio Ecumênico Vaticano II.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>[2]</strong> Prof. Carlos Rizzo in  <em>Dizionario di Teologia Morale</em>, Ed. Studium, Roma, 1968, revista à luz do Concílio Ecumênico Vaticano II.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>[3]</strong> idem.</p>
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		<title>O papel da mulher na sociedade cristã</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 21:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[dona-de-casa]]></category>
		<category><![CDATA[esposa]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[rainha do lar]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído da Revista Catolicismo. Por Sérgio Bertoli Proclamada a República no Brasil, muitos esperavam novos hábitos, novos costumes, novos procedimentos; enfim, nova mentalidade. Em certo sentido foi o que aconteceu; mas em outro sentido, não. A chamada República velha manteve na sociedade brasileira, de algum modo até acrescido, um ambiente aristocrático e nobre, muito influenciado pela cultura [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=879&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Extraído da <a href="http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/AB674788-3048-313C-2E42BC3D82871C31/mes/Mar%C3%A7o2011" target="_blank"><span style="color:#000000;">Revista Catolicismo</span></a>. Por <em>Sérgio Bertoli</em></span></p>
<div id="attachment_880" class="wp-caption alignleft" style="width: 304px"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/reminiscencias201103a1.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="size-full wp-image-880" title="reminiscencias201103a" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/reminiscencias201103a1.jpg?w=535" alt=""   /></span></a></span><p class="wp-caption-text">A Rainha do Universo, na invocação de Mater Admirabilis, é representada como uma humilde fiadeira</p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Proclamada a República no Brasil, muitos esperavam novos hábitos, novos costumes, novos procedimentos; enfim, nova mentalidade. Em certo sentido foi o que aconteceu; mas em outro sentido, não. A chamada República velha manteve na sociedade brasileira, de algum modo até acrescido, um ambiente aristocrático e nobre, muito influenciado pela cultura francesa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na vida de família, apesar de defeitos notórios, prezava-se uma formação moral autêntica, influenciada por uma elite católica de escol. Em especial, tinha-se cuidado com a formação e preservação das filhas, adorno indispensável das famílias dignas deste nome.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Como tratamos em artigo anterior, esta elite vinha sendo impulsionada por pessoas do porte de um D. Antonio Joaquim de Melo, fiel seguidor das orientações do Papa Pio IX; de um D. Vital, bispo de Olinda; ou de uma Madre Teodora de Voiron, semeadora de grande obra apostólica. Muitas outras figuras de destaque faziam parte desse rol admirável de católicos autênticos e zelosos.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>“A mulher forte, viril, isenta do feminismo moderno”</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O dia 13 de dezembro de 1916 foi especialmente festivo. Era a data da formatura de uma turma de moças do Colégio Nossa Senhora do Patrocínio em Itu, cidade do interior paulista. Comoveu o público presente o discurso de uma das privilegiadas formandas, que depois dos habituais cumprimentos às autoridades, aos pais e ao público em geral, narrou um episódio da Roma antiga, do qual tirou uma nobre lição. Transcrevemos alguns trechos desse discurso:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>“Ao redor de Roma, um sábio arqueólogo ouve ansioso os golpes da picareta. De súbito, no meio da terra úmida encontra uma pedra tumular. O túmulo é de uma senhora. De quem seria? De Clélia, Túlia, Vetúria, Cornélia, célebres mulheres da Roma antiga, cada uma tendo se destacando por uma atitude que deixou marcas na História?</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>O sábio procura, procura sempre alguma inscrição. A noite já se projetava em largas sombras, quando consegue decifrar este epitáfio: ‘Ela fiou a lã e velou sobre a casa’.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Resumo de uma vida toda. Que geração de heróis saiu, talvez, dessa obscura matrona, cujo nome a posteridade devia ignorar? Ó mulher, dize-nos o segredo de tua existência! Ensina-nos onde se acha a sabedoria: a quem devemos dar razão? À antiga matrona fiando em sua casa, ou à Eva moderna, ávida de ostentação, de glória, de emancipação, de direitos iguais aos do homem?</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>A primeira impressão foi de um sentimento de revolta contra a obscuridade a que fora condenada aquela existência. Fiou a lã e velou sobre a casa. Aparenta-se não haver nisto nem muito mérito, nem muita virtude.</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Reflexões mais profundas revelam coisa diversa. Esta mulher cumpriu verdadeiramente o seu destino, legando à posteridade o exemplo da mais alta sabedoria. O lar é o lugar que mais convém à mulher. Não é ela a alma da família, o centro ao redor do qual gravitam todas as afeições? Esposo e filhos querem vê-la ali no meio deles, a toda hora, como um farol luminoso, com uma misericordiosa providência, para indicar-lhes o dever, ensinar-lhes a virtude, consolá-los nas tristezas, compartilhar as alegrias. Sim, mais que da matrona pagã, o lar é o lugar da cristã. Este foi o lugar de Maria. E Maria, Mãe de Deus, não é a mais augusta, a mais gloriosa, a mais santa de todas as mulheres?</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em>Pais, vossas filhas serão no porvir a vossa glória, o vosso conforto, compendiando em toda a sua vida as imortais palavras descobertas pelo arqueólogo, resumindo essas virtudes que farão a mulher forte, viril, isenta do feminismo moderno, fiel, dedicada até o heroísmo no cumprimento do dever. Nossas educadoras nos fazem cotidianamente haurir, na fonte da ciência literário-artística, a verdadeira e sólida educação cristã. Ufano-me em dizê-lo, é um laboratório aquecido ao lume da fé robusta, onde se formaram nossas diletas mães e essas legiões de senhoras que na família, na sociedade cristã, brilham quais jóias preciosas, preparadas com o mesmo carinho e esmero com que nos preparam hoje para tesouro do futuro”.</em>*</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Feminismo: o que demônio promete mas não dá</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Outros tempos, outros costumes, outra vida. A doutrina católica tradicional</span></p>
<div id="attachment_882" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/remin.png"><span style="color:#000000;"><img class="size-full wp-image-882" title="remin" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/remin.png?w=535" alt=""   /></span></a></span><p class="wp-caption-text">O lar é o lugar que mais convém à mulher. Não é ela a alma da família, o centro ao redor do qual gravitam todas as afeições?</p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">estava na dianteira da formação dessa mentalidade. Nenhuma instituição dignificou mais a mulher do que a Igreja. A situação do sexo feminino no mundo antigo era inteiramente diversa da atitude que se passou a tomar em relação à mulher na civilização cristã: No paganismo, ela era quase uma escrava; a santa Igreja esculpiu na prática o que Deus Nosso Senhor traçou como modelo da mulher ideal. Inúmeras são as mulheres que a Igreja apresenta como exemplos ao longo da História, formadas segundo seus veneráveis princípios: Santa Helena, Santa Clotilde, Santa Isabel da Hungria, Isabel a Católica, Branca de Castela, Santa Teresa de Ávila, mais recentemente Santa Teresinha, e quantas outras. Que reações provocará este artigo em mentalidades imbuídas do ambiente mundano, tão condenado pelo Apóstolo das Gentes? Fúrias, indignações, ironias? Cansamo-nos de ouvir expressões como estas: “Isto é machismo”; “a mulher tem que desfrutar sua independência”; “não sirvo para ser doméstica”, e quantas coisas mais&#8230; Como se costuma dizer, o demônio não dá o que promete. Quantas lamentações ouvem-se hoje em dia de mães que, além de cumprir todas as tarefas do lar, têm que executar algum trabalho profissional que decidiram assumir, ou a isso viram-se obrigadas! Quantos lares desfeitos! Como diz um provérbio: “Expulsai o que é natural, e ele voltará a galope”. Se é certo, como dizem numerosas profecias particulares, que este mundo não se libertará de sua situação anticristã e neopagã, a não ser por meio de uma intervenção especial da Providência Divina, peçamos essa pronta interferência para que seja restaurado o papel fundamental, e quão grandioso, da mulher na sociedade, a exemplo da Santíssima Virgem, Mãe de todas as mães.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Nota:<br />
* &#8211; Ivan A . Manoel, A Igreja e a educação feminina (1859-1919), Editora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, 1996, pp. 13 e 14<span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
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		<title>Diante da Noiva – Parte Três: o apostolado de princípios e de exemplos</title>
		<link>http://lucianalachance.wordpress.com/2011/05/21/diante-da-noiva-%e2%80%93-parte-tres-o-apostolado-de-principios-e-de-exemplos/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 May 2011 14:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Vladimir Lachance Como prometido, retomamos a reflexão sobre noivado e matrimônio. Relembrando um pouco o que já foi dito Na primeira postagem desta série, colocamos que um dos pontos principais da procura pela noiva é a questão das mentalidades. Destacamos o fato de que a maioria das moças, infelizmente, desconhece a vocação de mãe, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=856&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Por Vladimir Lachance</em></p>
<p style="text-align:justify;">Como prometido, retomamos a reflexão sobre noivado e matrimônio.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Relembrando um pouco o que já foi dito</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Na primeira postagem desta série, colocamos que um dos pontos principais da procura pela noiva é a questão das mentalidades. Destacamos o fato de que a maioria das moças, infelizmente, desconhece a vocação de mãe, esposa e rainha do lar, e, que todos os ambientes que elas costumam frequentar só incentivam o contrário disto: trabalho fora, controle de natalidade e relacionamentos sem compromisso. E mencionamos que não é por acaso que a sociedade em geral propõe um ideal para a mulher que representa o oposto do que a Igreja ensina &#8211; como já dissemos, retirando a moral da mulher, retira-se a moral da família, e, portanto, de toda a sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Tocamos neste ponto para explicar que na procura da noiva devemos saber que não encontraremos ninguém pronto: a futura noiva precisará das orações do rapaz, de seu exemplo e de sua paciência para explicar aquilo que é correto &#8211; a doutrina da Igreja. Mas, de outro lado, é preciso que o jovem também se esforce para aprender aquilo que não sabe: pois, acredite, em geral nós também não estamos prontos. Então, os dois terão que construir juntos a base onde estará sustentado seu amor mútuo, do contrário, aquele sentimento inicial que podem ter sentido, logo passará, e terão a sensação de engano e tristeza.</p>
<p style="text-align:justify;">Não podemos negar que esta situação é muito triste, pois poucos de nós conhecemos suficientemente o que a Igreja diz, e por isso caímos em tantos erros. Mas, não se diz que Deus tira dos males o bem? De certo modo, podemos ver que até nisto Deus Nosso Senhor quis pôr uma graça especial: um casal de jovens que vai conhecendo o que a Igreja diz e por isso decidem fazer sempre o melhor, que vão crescendo juntos em graça e conhecimento, certamente recebem graças de Nossa Senhora para que fortaleçam este laço. Parece que Nossa Senhora dá uma certa graça de clareza, pela qual o casal vai entendendo as coisas sem pôr muitos obstáculos, e, não só entendendo, mas tendo a força de vontade para cumprir alguns deveres morais que poderiam entravar o processo de conversão. Como é difícil, por exemplo, para um casal que tinha certos maus hábitos &#8211; beijos, etc. &#8211; descobrir que estas coisas não são permitidas antes do casamento! O mundo faz parecer que um beijo é tão banal e descompromissado&#8230; e, de repente, lemos que não se pode fazê-lo. Mas, até este tipo de impasse Nossa Senhora costuma dissolver: e o casal galga mais um degrau no caminho de sua santificação. Este é o papel da graça, sobre o qual falamos na segunda parte do texto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Princípios e Exemplos: partindo para a ação</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Muito do que temos a dizer neste ponto será uma ampliação do que dissemos no primeiro texto, mas, tentando tocar em alguns pontos específicos para esclarecer aos leitores como agir nesta procura &#8211; de certo modo difícil, mas também muito gratificante.</p>
<p style="text-align:justify;">Por onde começar neste assunto tão delicado? Digamos que o rapaz já encontrou uma pretendente, uma moça que o encantou. Neste momento ele precisa ser astuto, pois, se de um lado deve ter a lembrança de que ninguém vem pronto, por outro deve ter os olhos bem atentos para não fazer disto um atenuante moral que o libera dos deveres religiosos: não é porque a moça desconhece a moral que o rapaz fará vista grossa e lhe dará um abraço indecoroso. Não se trata disto! Ele deve saber que a moça não está pronta, mas para ajudá-la, e, pelos exemplos, ir apresentando uma postura diferente da que o mundo costuma apresentar para os relacionamentos. Em geral, quando uma moça percebe que o rapaz não é apegado a contatos corporais, que gosta de conversar, de conhecer melhor com quem está conversando, isto já desperta nela uma certa curiosidade para saber o porque: evidente! Num mundo que só aceita conversas despudoradas, geralmente sem sentido, e que só tem como fim o contato físico, é de se estranhar que exista um jovem que se comporte de modo tão diverso. Este é o verdadeiro apostolado a fazer: demonstrar que se pode ser diferente do ambiente em que se vive.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, e de onde o rapaz colherá seus exemplos? Obviamente, dos princípios que a Igreja estabelece sobre o assunto de namoro e noivado. Não é difícil encontrar bons livros sobre o tema, basta procurar com alguma dedicação. Ao fim do artigo, listaremos alguns livros que indicam as regras gerais para os relacionamentos entre rapazes e moças.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Uma idéia geral do que vêm a ser estes princípios. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Dizionario di Teologia Morale (publicado pelos Cardeais Francesco Roberti e Pietro Palazzini e revisto à luz dos ensinamentos do Concílio Vaticano II) indica algumas ocasiões impróprias para quem deseja ter vida casta. Assim, pode-se aplicar perfeitamente para o casal, para que evitem estes locais e ocasiões, pois, se para uma pessoa &#8211; individualmente &#8211; frequentar estes locais já constitui perigo, ainda mais perigoso será para duas pessoas que tenham intenção de casar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Sobre os bailes (ou qualquer outra festa em que se dance):</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A fuga das ocasiões e do perigo é o pressuposto para que se possa cultivar o pudor e a modéstia, último baluarte da castidade. [...] O baile não é, de si, um ato ilícito&#8230; Mas, em toda a História do Cristianismo, desde os antigos Padres até hoje, as admoestações contra o baile têm sido inumeráveis. A questão se agrava com as danças mais modernas, que por sua própria natureza (às vezes quase expressões doe comoções e atos sexuais) parecem quase inventadas para provocar o pecado. [...]</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Na prática, feita abstração de qualquer outro perigo imediato de pecado ou comoção sexual, o hábito freqüente do baile é fortemente reprovável, especialmente o do tipo mais moderno.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, parece evidente que se um rapaz pretende que a moça com quem deseja noivar seja pura e casta, ele evitará locais em que ela possa expor a sua pureza a qualquer mancha. E, todos sabem o que significa a dança no mundo contemporâneo: as mais inocentes são sensuais&#8230; Basta lembrar das músicas &#8220;infantis&#8221; de cantoras como Xuxa e do tipo de roupa que usam, como dançam evidenciando o corpo, fazendo contorções com os quadris e pernas. O que dizer, então, das músicas para públicos mais maduros? Não há muito o que pensar, em geral são indecentes e devem ser evitadas&#8230; pois, como diz São Paulo, devemos evitar o mal e até aquilo que é bom, mas pode ter aparência de mal!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Banhos (praias e piscinas):</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Quanto a banhos em comum, em locais como praias e piscinas, também é preciso dizer algo. Antes de citar o que diz a Teologia, usemos um pouco de lógica. O rapaz quer ter uma esposa casta, quer ser único para ela, e quer que ela seja única para ele. Ao menos, é o que deveria querer: este é o desejo de quem quer receber o sacramento do matrimônio, tornar-se uma só carne. Pois, então! Quererá o rapaz revelar o corpo daquela que está reservada para ser uma com ele? Ficará feliz em que olhares estranhos descubram o corpo da futura esposa, que deveria ser conhecido somente pelo esposo? Não deveria! O rapaz deveria preocupar-se em zelar pela futura esposa e mãe de seus filhos. E, do mesmo modo, ele deve vigiar os próprios olhares, afinal, por mais que tenham o propósito de casar, não são marido e mulher. E, se de repente as coisas vão noutra direção, e o noivado se desfaz? Com que direito o rapaz pôs os olhos no corpo da moça? Enfim, são questões simples, mas que muitas vezes esquecemos de nos colocar.</p>
<p style="text-align:justify;">Aliás, para aqueles que desejam ser perfeitos, mesmo no matrimônio estas coisas deveriam ser tratadas com reverência e respeito. Não é porque se está casado que as cerimônias acabam&#8230; O marido e a mulher não devem viver seu amor no matrimônio por pura sensualidade, mas buscar ter reta intenção para buscar os fins mais altos do casamento, que, evidentemente, são espirituais: a santificação da família &#8211; pais e filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Passamos a citar (novamente do Dizionario di Teologia Morale):</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Os banhos em comum [...] se são entre pessoas de sexo diferente, dificilmente (especialmente hoje em dia) estão isentos do perigo de pecado, sendo, portanto, ilícitos. O excesso de liberdade, comum em tais banhos, constitui um forte incentivo ao mal. Tampouco se pode crer que o perigo diminua com o hábito, posto que no homem, especialmente nos jovens, o contínuo ver, mesmo que proximamente não suscite os baixos estímulos do mal, debilita todavia o pudor natural e faz com que a pessoa se permita facilmente qualquer leviandade. Portanto, as paixões não diminuem, pelo contrário aumentam, especialmente nas praias, piscinas etc., onde ao relaxamento físico se acrescenta o do espírito.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O contato entre os jovens e as jovens</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/3639494604_295586d236.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-862" title="3639494604_295586d236" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/3639494604_295586d236.jpg?w=535" alt=""   /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;">O prof. Carlos Rizzo, renomado professor de Clínica de enfermidades nervosas e mentais da Universidade de Roma diz que &#8220;a prudente separação entre os jovens e as jovens (&#8230;) praticamente desapareceu atualmente. Nas escolas, nas fábricas, nos escritórios e em toda sorte de agrupações, os jovens de ambos os sexos costumam viver juntos em uma camaradagem aparentemente assexual; encontram-se a qualquer hora do dia e da noite, e se reúnem em bailes, excursões, acampamentos etc., sem nenhum acompanhamento de parentes, e assim por diante; e isto pode favorecer qualquer irregularidade moral.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Infelizmente, o diagnóstico dado pelo prof. Rizzo é real. O que mais vemos é grupinhos de rapazes e moças andando por todos os lugares, e quase não se pode notar diferença entre eles: o modo como se tratam é quase como se todos fizessem parte do mesmo sexo. Homens e mulheres falam os palavrões mais indecorosos, conversam sobre relações sexuais, namoros, brigas e experiências de todo tipo. De repente, sem muitas explicações, neste grupo amorfo começam a se distinguir os casais, e pouco depois já estão a se entregar a todo tipo de imoralidade. E, no dia seguinte, os casais já não existem e rapazes e moças já podem procurar livremente um novo par para a próxima festa. Quem não conhece esta realidade?</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso, os jovens católicos devem evitar que o seu relacionamento assemelhe-se com o que o mundo apresenta. Não só para distinguir-se dos demais, mas para evitar a ocasião de pecado, que sempre existe nestas situações.</p>
<p style="text-align:justify;">Já mencionamos em outro texto o perigo que existe quando o casal decide ir ao cinema sozinhos: por mais bem intencionados que sejam, a própria ocasião facilita os maus costumes. E, quando estes não são praticados, os maus pensamentos podem surgir&#8230; Obviamente, o pecado nunca é inevitável, mas colocar-se numa ocasião que favoreça os pensamentos pecaminosos, por si só já pode ser um pecado. Portanto, é importante evitar o máximo possível estas situações. Por que, ao invés de ir ao cinema, o casal não assiste ao filme em casa, na companhia dos irmãos, ou dos pais? Se é para ver o filme, não há motivo para que o façam a sós.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/casamento-87311.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-863" title="casamento-87311" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/05/casamento-87311.jpg?w=535" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Pode haver momentos para que o casal converse a sós; mas, o correto é que surjam naturalmente. Pode ser que durante a despedida de uma das visitas que o rapaz faça à moça surja ocasião de trocar algumas palavras. Entretanto, em geral é bom que estas ocasiões não sejam freqüentes e longas&#8230; Pois, conversa honesta não tem necessidade de ser feita às escondidas, já dizia Santo Afonso de Ligório. Na verdade, conversar na presença dos parentes da noiva abertamente sobre o matrimônio, sobre o ideal que se tem para a família, os planos para o futuro, demonstra que o rapaz tem caráter e não deseja apenas passar algum tempo com aquela moça e depois partir para um outro relacionamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre o namoro, o Pe. Damen &#8211; professor de Teologia Moral no Pontifício Ateneu Urbaniano de Roma -, afirma:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Dado que o amor e a íntima familiaridade entre homem e mulher tendem quase naturalmente às relações sexuais, o namoro facilmente se torna um grave perigo de pecado, que deve ser afastado com rigorosa cautela: por exemplo, só começar o relacionamento quando exista possibilidade de se casar em um tempo razoavelmente breve (por exemplo dentro de um ano), evitar ficarem a sós, usar os meios sobrenaturais etc.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Transfomando os princípios em exemplos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem, os princípios que a Igreja estabelece para o relacionamento, dos quais citamos alguns, o rapaz deve colocá-los em prática, no dia-a-dia. Só assim ele comunicará à moça a doutrina católica&#8230; Ele poderia propor à moça que sentam-se, estudassem o que diz a moral, e, a partir daí, iniciar um relacionamento. Mas, na prática funciona assim? Geralmente não. O mais comum é que o rapaz vá apresentando, através do comportamento, um modo diferente de viver, e, deste contato vivo que a moça terá com ele, comece por si mesma a deduzir certas coisas. Depois, ela provavelmente se interessará por saber onde o moço aprendeu a ser assim; pode ser que decida pesquisar na internet ou em livros&#8230; Pode ser que pergunte diretamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Tanto uma coisa ou outra já demonstra que o caminho para o noivado vai bem. Pois, se, ao contrário, ela achar o rapaz excêntrico e se decidir afastar, teríamos um bom sinal de que não é esta a futura esposa.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, obviamente, além do comportamento, é importante que o rapaz vá dando entrada em assuntos que evidenciem as idéias que tem, a religião que segue. As vezes pode-se começar por um assunto que aparentemente não tem ligação com relacionamentos e namoro, mas que vá dando indicações à moça de como é a personalidade e a mentalidade do rapaz.</p>
<p style="text-align:justify;">E, como sempre, não esquecer de que quando Nossa Senhora quiser enviar a noiva, Ela resolverá tudo num piscar de olhos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Alguns livros que falam deste assunto</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A Maternidade Cristã &#8211; Pe. Humberto Gaspardo</p>
<p style="text-align:justify;">O Brilho da Mocidade &#8211; Dom Tihamer Toth</p>
<p style="text-align:justify;">O Moço de Caráter &#8211; Dom Tihamer Toth</p>
<p style="text-align:justify;">As Três Chamas do Lar &#8211; Pe. Geraldo Pires de Souza</p>
<p style="text-align:justify;">A TFP: uma vocação, TFP e famílias, TFP e famílias na crise espiritual e temporal do século XX (todas as citações deste texto foram retiradas desta fonte)</p>
<p style="text-align:justify;">Dizionario di Teologia Morale &#8211; Cardeais Francesco Roberti e Pietro Palazzini (disponível para download em espanhol no site <a href="http://obrascatolicas.com/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=58&amp;Itemid=53" target="_blank">Obras Raras do Catolicismo</a>)</p>
<p style="text-align:justify;">Declaração sobre alguns pontos de Ética Sexual &#8211; Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 1976.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos blogs <a href="http://leiturascatolicas.blogspot.com" target="_blank">Leituras Católicas</a>, <a href="http://alexandriacatolica.blogspot.com" target="_blank">Alexandria Católica </a>e <a href="http://a-grande-guerra.blogspot.com/" target="_blank">A Grande Guerra </a>encontra-se material sobre este mesmo assunto.</p>
<p style="text-align:justify;">Espero que tenham gostado! Em Jesus e Maria!</p>
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		<title>Diante da noiva &#8211; Parte Dois: fazer apostolado</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 20:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[esposa]]></category>
		<category><![CDATA[namoro católico]]></category>
		<category><![CDATA[noivado]]></category>

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		<description><![CDATA[por Vladimir Lachance O apostolado com as moças de nossos tempos e o papel da graça Que belas são as histórias das conversões das mulheres romanas! Quantas boas mães, religiosas, consagradas e leigas, deram à nascente civilização católica! As moças (e os rapazes) de nossos tempos vivem situação análoga e nós devemos ter isto bem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=841&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/diante2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-842" title="diante2" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/diante2.png?w=535" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>por Vladimir Lachance</em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">O apostolado com as moças de nossos tempos e o papel da graça</span></span> </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Que belas são as histórias das conversões das mulheres romanas! Quantas boas mães, religiosas, consagradas e leigas, deram à nascente civilização católica! </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">As moças (e os rapazes) de nossos tempos vivem situação análoga e nós devemos ter isto bem claro. É evidente que não devemos cair na falsa caridade de ver com bons olhos os atos maliciosos e mesmo pecaminosos destas pessoas: não se trata disto! O pecado deve sempre ser abominado, e sempre deve-se fugir dele. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Em geral, quando um rapaz considera-se em condição de procurar uma moça para contrair matrimônio, a regra a se adotar é procurar alguém que tenha maior disposição para aceitar os princípios que a Igreja determina. Obviamente, quem melhor se adequará a isto é uma católica de boa formação, o que infelizmente é – na expressão de Santa Teresa D&#8217;Ávila &#8211; “mosca branca”, “bicho raro” hoje em dia.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Alguém uma vez me disse: “as pessoas que procuram matrimônio hoje em dia têm que colocar uma coisa na cabeça: ninguém vem pronto para nós! É difícil imaginar que vamos encontrar aquela moça que já tem o catecismo todo na cabeça, que conhece exatamente o seu papel na família, que já é plenamente modesta e livre dos ransos de sensualismo de nossa época. Provavelmente o processo vai se dar em conjunto, e mesmo o rapaz precisará conhecer muitas coisas novas sobre o papel de esposo, pai de família e provedor do lar. Portanto, é preciso espírito de confiança e paciência!” É a mais pura verdade!</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Se formos olhar o mundo ao redor, pelo que as pessoas são e pelo que aparentam ser, parece que a noiva casta nunca aparecerá e que o melhor será viver como leigo celibatário – os mais desesperados chegam até a “inventar” uma vocação sacerdotal temporária. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Mais uma vez tenhamos calma! Não esqueçamos da graça, da oração, da intercessão dos santos, e, acima de tudo, da Medianeira de Todas as Graças, Nossa Senhora! Ou seja, devemos ter a clareza da vida sobrenatural, que a tudo transforma! </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Georgia, serif;font-size:small;">Sobretudo Rezar!</span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">O primeiro apostolado que o rapaz deve fazer em vista de encontrar a futura esposa é o da oração. Recomendo vivamente que se empenhe a rezar o Rosário diariamente nesta intenção, pedindo a Nossa Senhora que lhe dê graças para discernir a fiel companheira e para que dê graças para a moça, para que possa ouvir a voz da Divina Providência que a encaminha para a felicidade matrimonial. Além do Rosário, pode-se fazer visitas regulares ao Santíssimo Sacramento, e em todos os momentos do dia, oferecer algum pequeno sacríficio nesta intenção. Eis o começo: mesmo que não se saiba ainda quem é a moça em questão, Nossa Senhora já o sabe e decidirá o momento certo do encontro!</span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">Ainda em espírito de oração, procurar com vigilância uma boa pretendente</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">C</span></span><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">omo se procura uma noiva? É preciso ir a algum lugar específico? Ou procurar conversa com todas as moças que pareçam interessadas? Não. Quando dizemos “procurar”, não queremos dizer que o rapaz deve ficar indo de um lugar a outro como se estivesse atrás de algo que perdeu, mas sim apenas que esteja atento às melodias da graça divina. Nossa Senhora dá a forma que bem quer a estes acontecimentos, e as vezes ocorre de modo bem inusitado: conheço histórias muito pitorescas de como casais de bons católicos se conheceram – e, friso, quando se encontraram pela primeira vez não sabiam nada da vida cristã – e estão casados há 20 ou 30 anos, com inúmeros filhos e criando-os de modo exemplar. Quer dizer, é difícil prever como estas coisas acontecerão, mas, como disse, se o rapaz estiver atento é certo que N. Senhora favorecerá.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Ainda há uma outra questão, que atualmente não se pode deixar de notar: a internet. Pois muitos rapazes e também muitas moças acabam se valendo deste meio para <em>encontrar</em> o futuro companheiro, baseando-se tão somente nos grupos virtuais que a pessoa se vincula, aos gostos pessoais que ela diz ter, e coisas deste gênero. Na verdade, isto costuma trazer mais frustrações do que alegrias, visto que as pessoas tendem a acreditar que estão conhecendo as outras com tão escassas informações, mas isto não é assim.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Apenas para exemplificar: a dona deste blog escreve inúmeros textos sobre família e matrimônio, sobre comportamento das moças católicas, etc. Mas, em verdade, quem é Luciana Lachance? Como é diferente a impressão das pessoas que a conhecem pessoalmente depois de terem lido os textos postados aqui. Pela internet – através de textos, mensagens, e-mails, fotos – pode-se conhecer (em parte) as opiniões e a aparência de alguém, mas apenas com o contato real se conhece o jeito da pessoa: o modo como se anda, fala, gesticula, olha – o que há nesse olhar, o espelho da alma! Por vezes simpatizamos ou não com alguém à primeira vista, e não poucos “relacionamentos” de internet duram meses ou até anos, entre mensagens, vídeos, fotos&#8230; mas um só encontro real basta para pôr termo às ilusões: vê-se a realidade, e o quanto ela não corresponde às expectativas. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Faz parte da vida observar a pessoa sem ter a real certeza de que estamos sendo observados em retorno; conhecer alguém melhor antes de se sentir pronto para dizer algo; esperar o momento adequado para começar um relacionamento – pois as circunstâncias reais não dependem só da pessoa estar “online”. A internet acaba fazendo as vezes de uma sala intimista, onde mais do que o adequado acaba sendo <em>dito: </em>será que diríamos as mesmas coisas se estivéssemos ao vivo? E se admito que deve haver um trato decoroso entre homens e mulheres – sobretudo entre aqueles cujo amor e interesse começam a nascer – é conveniente passar horas e horas vasculhando a intimidade e o pensamento do outro? Entre as coisas que tanto favorece o relacionamento entre homens e mulheres está o mistério que se encerra em cada um, o modo como pouco a pouco vamos descobrindo mais sobre a namorada ou noiva.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Não ignoramos que realmente parece “mais fácil” se aproximar de pessoas com quem temos afinidade pela internet, visto que conseguimos rapidamente certas informações sobre elas. Mas é preciso estar vigilante para não confundir certas coisas: em matéria de matrimônio, não é tão importante o fato da moça ter lido Chesterton &#8211; ou qualquer outro autor que você considere digno de nota &#8211; quanto que ela tenha espírito de sacríficio e entenda bem sua vocação. Infelizmente o mundo moderno repartiu as amizades e relacionamentos em “tribos” que agrupam gostos pessoais, como filmes, música, livros. Havia um ditado na década de 90 que dizia: “você é aquilo de que gosta” Muitas pessoas acabam sendo tolas o suficiente para crer nisso&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">A internet pode ser um meio – e assim como se conhece uma pessoa na faculdade, na igreja, através de amigos, etc., pode-se conhecer alguém pela internet. A preocupação está sobretudo nos pontos que destacamos acima – o excesso de intimidade e a própria fantasia que o meio cria em torno das pessoas. Então, é importante que antes de se comprometer em qualquer relacionamento, se tenha o contato real com a moça, converse bastante sobre a vida que ela leva, como ela encara a família, o papel da esposa, mãe e dona-de-casa, para que não se tenha surpresas desagradáveis.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><span style="font-size:small;">Continua em&#8230; Diante da Noiva &#8211; Parte Três: </span><span style="font-family:Georgia, serif;font-size:small;">o apostolado de princípios e de exemplos</span></em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Georgia, serif;font-size:x-small;"><br />
</span></p>
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		<title>Festa de Casamento</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[dona-de-casa]]></category>
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		<description><![CDATA[Detalhes da minha festa de casamento! Uma singela maneira de comemorar as graças que se recebe no santo matrimônio, promovida por uma querida família muito experiente em organizar tais reuniões. Talvez seja útil para você, se achar alguma vantagem no espírito de uma comemoração como esta &#8211; bem diferente das badalações e luzes do salão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=819&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/nc3b3s.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-821" title="nós" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/nc3b3s.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></span></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Detalhes da minha festa de casamento! Uma singela maneira de comemorar as graças que se recebe no santo matrimônio, promovida por uma querida família muito experiente em organizar tais reuniões. Talvez seja útil para você, se achar alguma vantagem no espírito de uma comemoração como esta &#8211; bem diferente das badalações e luzes do <em>salão de festas</em>. Pode ser realizada no mesmo dia do casamento, ou &#8211; como no meu caso &#8211; posteriormente, no dia seguinte ou alguns dias depois. Se tivesse feito no mesmo dia, teria usado o meu vestido de noiva, mas acabei não o levando para São Paulo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O que mais agradará numa festa como esta é, sem dúvida, a oportunidade de comemorar o casamento com alegria, mas sem irreverência. Por irreverência queremos dizer pista de dança, música duvidosa e situações embaraçosas (tais como: comentários de duplo sentido, convidados que passam da conta, etc.). Preferimos descrever para evitar qualquer mal-entendido &#8211; e se damos uma descrição exata do que sejam as festas de casamento atualmente, não quer dizer que seja impossível realizar uma sem tais inconvenientes. O tipo de festa mostrado aqui também atende àqueles que desejam aproveitar as graças do sacramento no recolhimento e na oração &#8211; para então celebrar entre amigos. Quem não pode ou não deseja gastar muito, igualmente tirará proveito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Organizando a festa</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Uma festa de casamento em casa é uma celebração mais íntima, de modo que não é necessário convidar todos os que foram chamados para a cerimônia religiosa. Com isto não se quer dizer que os preteridos na lista da festa são menos dignos, pois se foram convidados para a igreja,  aí reside a verdadeira honra. No entanto, por uma série de razões (grau de aproximação, conveniência, etc.), parece mais acertado que haja diferença nas duas listas de convidados. Quando isto estiver definido, convém decidir o horário e o que oferecerá para os mesmos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Você pode oferecer um almoço, jantar, chá, café da manhã, ou o bolo de casamento &#8211; o nosso caso, com champagne! Éramos apenas quatro casais, mas você pode pensar em algo que envolva apenas a família, por exemplo. Tudo depende de como for melhor para os noivos, e de algumas circunstâncias.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Eis a mesa:  prepare-a com carinho, pois é como encantará os convidados! É também onde tirará as belas fotos para o álbum de família, que começa a montar com o seu marido a partir do dia do casamento. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0553.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-822" title="SAM_0553" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0553.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></a></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Detalhes desta mesa</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Com poucas coisas é possível montar uma mesa atraente. Já agora, começo a pensar na utilidade das caixas com fitas de cetim, aranjos de flores artificiais, tecidos guardados, etc. Tendo estas e outras coisas à mão, não terá dificuldade para embelezar o ambiente. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0564.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-823" title="SAM_0564" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0564.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></span></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O bolo (delicioso, de chocolate)  foi enfeitado com um arranjo de flores artificiais. Simples e barato, não? Anote esta dica para outras ocasiões, como aniversários. No centro da mesa, um tecido de cetim rosa colocado de maneira a formar um ninho amassado prestes a abrigar o bolo! Uma fita de cetim dá o toque especial no bolo (ela foi presa com durex no suporte). O cartão é nosso convite.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0560.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-824" title="SAM_0560" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0560.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mais um arranjo de flores artificiais para compor a mesa. Você pode comprar flores naturais ou espalhar pétalas de rosa caso dispense o tecido de cetim ou algo mais volumoso no centro. Ter boas peças para servir é indispensável &#8211; mas elas não precisam ser caras. As porcelanas ou as peças em madeira são opções mais em conta, e pode-se montar outro tipo de decoração com elas. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0588.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-825" title="SAM_0588" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0588.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na mesa, apenas as taças dos noivos. Note como a mesa da festa de casamento deve ser mais direcionada ao casal&#8230; por isso, não se deve colocar coisas demais, nem tudo o que será servido. O intuito é pôr em evidência a felicidade a dois &#8211; onde os amigos serão as testemunhas daquela união que se inicia. Nas festas em geral, o comum é arrumar a mesa da forma mais convidativa para os presentes, que quase sempre se servem nela &#8211; mas aqui tem-se em vista algumas das cenas mais significativas dos primeiros momentos entre esposo e esposa: agora cada qual está a serviço do outro. O esposo abre o champagne e serve a mulher; esta parte e serve o bolo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"> Colocar um detalhe para representar o casal é interessante: na mesa, o conde e a condessa de porcelana (outra opção é pôr um porta-retrato já com uma foto do casamento).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Cenas da festa</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0590.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-826" title="SAM_0590" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0590.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para o álbum de família, algumas cenas são lindas! A foto do casal em frente a mesa, bem como partindo o bolo&#8230; não pode faltar&#8230; eis algumas da minha festa:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0601.jpg"><span style="color:#000000;"><img class="aligncenter size-full wp-image-827" title="SAM_0601" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0601.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></span></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Todos reunidos! Meu sinceros agradecimentos à linda família, que nos ensina tantas coisas, principalmente com seu exemplo!</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0611.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-828" title="SAM_0611" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0611.jpg?w=535" alt=""   /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Meu marido abrindo o champagne&#8230; (eu estava com tanto medo que estraguei a foto&#8230;)</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_06152.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-831" title="SAM_0615" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_06152.jpg?w=535" alt=""   /></a>Servindo a esposa&#8230;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0618.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-832" title="SAM_0618" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0618.jpg?w=535" alt=""   /></a>Isto deveria ter sido a foto clássica, cruzando as taças&#8230; mas eu estava com muita vergonha, não consegui&#8230; me perdoem!</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0630.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-833" title="SAM_0630" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0630.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></a>Cortando o bolo e servindo os convidados&#8230;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0623.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-834" title="SAM_0623" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/sam_0623.jpg?w=535&#038;h=401" alt="" width="535" height="401" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Um brinde a todos os que rezaram pelo meu casamento! Obrigada, mais uma vez! Salve Maria Santíssima!</span></p>
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		<title>Diante da noiva &#8211; Parte Um: o contexto</title>
		<link>http://lucianalachance.wordpress.com/2011/03/19/diante-da-noiva-parte-um-o-contexto/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 23:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucianalachance</dc:creator>
				<category><![CDATA[esposa]]></category>
		<category><![CDATA[modéstia]]></category>
		<category><![CDATA[moral]]></category>
		<category><![CDATA[namoro católico]]></category>
		<category><![CDATA[noivado]]></category>

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		<description><![CDATA[por Vladimir Lachance Hoje me incubi de uma tarefa delicada, porém extremamente importante para muitos rapazes que estão à procura de uma boa moça para casar: como escolher a pessoa certa? Como resolver aqueles obstáculos que o mundo atual tanto nos oferece, seja porque as moças não querem mais ser tratadas com decoro, seja ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianalachance.wordpress.com&amp;blog=13142848&amp;post=810&amp;subd=lucianalachance&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/caminho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-811" title="caminho" src="http://lucianalachance.files.wordpress.com/2011/03/caminho.jpg?w=535" alt=""   /></a></p>
<p><span style="color:#000000;"><em>por Vladimir Lachance</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;">Hoje me incubi de uma tarefa delicada, porém extremamente importante para muitos rapazes que estão à procura de uma boa moça para casar: como escolher a pessoa certa? Como resolver aqueles obstáculos que o mundo atual tanto nos oferece, seja porque as moças não querem mais ser tratadas com decoro, seja ainda porque não entendem – e as vezes não aceitam – o que é ser esposa e mãe? Eis algumas das questões que pretendemos responder e assim ajudar aqueles que se vêem quase sem alternativas santas para a vida matrimonial. </span></p>
<p><strong><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">As moças e a mentalidade moderna</span></span> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Não escapa a ninguém que a sociedade atual é um caos de (des)informações, ideias e modos de vida os mais diferentes possíveis, e tudo isto entra diariamente em milhões – ou bilhões – de casas do mundo inteiro principalmente pela televisão, internet, rádio, etc. Mas, apesar deste aparente emaranhado desconexo de notícias e imagens, todos nós percebemos uma tendência unilateral de liberdade, que é a de aceitar todo modo de vida para a mulher, desde que não seja aquele proposto desde sempre pela Igreja: de aceitar a maternidade, de submeter-se alegremente ao esposo, de procurar a vida do lar. Deixa-nos muitas vezes perplexos o fato de que em poucos lugares é que se vê o igualitarismo feminista ser pregado <em>abertamente</em>, mas ainda assim ver que as moças em geral compraram a ideia de que ter um número reduzido de filhos trará mais conforto para a família, que trabalhar fora e não depender em tudo do marido é o mais seguro, que vestir-se e comportar-se de maneira sensual é o que de fato lhes dará prestígio e personalidade. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;"><span style="font-size:small;">Sem me estender muito no assunto, há uma explicação do porque de tal unidade de ideias: existe uma tendência no mundo moderno de afastar ao máximo as pessoas da doutrina católica, e isto é muito evidente com relação às mulheres, visto que são elas o firme pilar da família. Cada moça que é arrastada por esta onda de imoralidade é na verdade mais uma família destroçada desde seu fundamento. A Igreja sempre se preocupou com a formação das moças, pois, em certo sentido, são elas que mantêm as famílias.(1)</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;">Então, desde que a sociedade decidiu excluir a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo, foram tentados todos os meios para o retorno ao paganismo. E, dentre estes meios, um dos que deu mais frutos foi a corrupção das mulheres.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;color:#000000;">Infelizmente as moças de nossa geração, assim como nós, já nascem na sociedade neo-pagã com os costumes degenarados que conhecemos, e muitas vezes nunca tiveram contato com outra coisa. Por isso, de modo geral, aceitam facilmente todos os “dogmas” modernos sobre família, sexualidade, trabalho, educação, etc.</span></p>
<p><strong><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">O mundo romano quando apareceu o Cristianismo</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;font-size:small;">De fato, não é exagerado comparar a situação do mundo atual com o estado em que se encontrava o mundo na época do surgimento do cristianismo, no paganismo romano. E, para nossa infelicidade, nem podemos comparar nossa civilização com o auge do paganismo, pois mesmo lá havia mais princípios e ordem: só podemos comparar-nos com o que houve de pior, que foi a decadência dos costumes em Roma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">Nas aulas de História da Civilização do professor Plinio Corrêa de Oliveira ele nos descreve sumariamente o estado em que se encontrava o mundo pagão: as matronas estavam acorrentadas ao luxo e às modas, passando o dia banhando-se em leite, pintando os cabelos de loiro, cercadas de escravas especialistas em unhas, sobrancelhas, cabelos, pele, etc. Outras escravas serviam apenas para segurar os espelhos! </span></span></p>
<p style="text-align:justify;">“<span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;">Como é inevitável, desde que a beleza seja considerada como a principal qualidade de uma pessoa, começa-se a lhe fazer o sacrifício dos mais caros afetos. As mães, para conservarem por muito tempo o viço da mocidade, tinham horror à prole numerosa. Já se conheciam então certas &#8220;facilidades&#8221; criminosas, e muito freqüentemente a mãe, apenas nascia o filho, enviava-o para longe, confiando sua educação a qualquer camponês que aceitasse o encargo mediante gorda remuneração.”(2)</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">As semelhanças saltam aos olhos! E como parece desesperador perceber isto! Mas, não esqueçamos do grande tesouro que Nosso Senhor nos deu: a vida da graça.</span></span></span></p>
<p><strong><span style="font-family:Georgia, serif;font-size:small;">O papel da graça na transformação do mundo pagão</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">Humanamente falando, a situação de Roma era irreversível, e parecia que daquela civilização nada puro poderia florescer. Mas, eis que Nosso Senhor quis que dos escombros daquela corrupção moral nascesse a Civilização Cristã: e não só dos escombros, mas também de muitos dos antigos pagãos Nosso Senhor quis utilizar-se para erguer o mundo cristão. </span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">De fato, a corrupção era como que geral, mas havia, dentre os pagãos, muitos justos. Estes, ao se depararem com a beleza da vida cristã, encontraram aquilo pelo que ansiaram a vida inteira, converteram-se e serviram de exemplos para muitos outros. E, também havia muitos que viviam má vida, mas que pela força do exemplo e integridade de princípios dos bons católicos, comoveram-se e decidiram romper com a iniquidade e aderir completamente a Nosso Senhor Jesus Cristo. </span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">Os exemplos são tantos que basta procurar na internet e em bons livros para encontrá-los: dentre os homens, Santo Agostinho é o mais famoso. Mas, quantas e quantas mulheres pagãs, as vezes justas, as vezes pecadoras, converteram-se e tornaram-se santas e pessoas piedosas!</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Continua em&#8230; Diante da noiva &#8211; Parte Dois: Fazer Apostolado</em></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">(1) Mais sobre o assunto da crise do mundo moderno em: Revolução e Contra-Revolução, do prof. Plinio Corrêa de Oliveira e A Crise do Mundo Moderno, do Pe. Leonel Franca S.J.</span></span></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Georgia, serif;"><span style="font-size:small;">(2) História da Civilização – A Evolução Política e dos Costumes em Roma – Prof. Plinio Corrêa de Oliviera &#8211; </span></span></span><a href="http://www.pliniocorreadeoliveira.info/BIO_1936_Pre_Universitário_10.htm">http://www.pliniocorreadeoliveira.info/BIO_1936_Pre_Universit%C3%A1rio_10.htm</a><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p><span style="color:#000000;"><em><br />
</em></span></p>
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