Advento 2016

O Natal ainda não terminou, mas o Advento sim! E este foi o ano em que eu obtive mais sucesso em cumprir as atividades planejadas ou substituir por similares. Funcionou melhor porque até aqui eu já adquiri alguma prática, e devo dizer que me esforcei mais que nos anos anteriores. Neste post, alguns flashes do nosso Advento 2016!


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Foi o primeiro ano em que tivemos um enfeite na porta… ano passado eu tentei fazer uma guirlanda, mas não deu certo… este ano pegamos os enfeites da árvore – as chaves – e fizemos um!


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Quase sempre começamos com os cartões de Natal para dar tempo de enviar… eu postei aqui sobre os cartões, mas vale registrar que conseguimos mandar 2 para o Instituto do Verbo Encarnado, que encaminhou para as crianças da Igreja que sofre na Síria. Minha madrinha também ficou emocionada por receber um cartão de Natal feito pelas crianças. Vale a pena enviar cartões de verdade!


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Pintar desenhos do presépio com um livrinho simples que tem uma história! Até hoje pintamos (eu ajudo)


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Biscoitos de Natal: uma coisa que sempre entrou na minha lista e que eu sempre enrolei para fazer…assamos em 3 dias…. rsrsrs como vocês veem, são poucos biscoitos por fornalha, então, foram 3 dias porque eu estava sempre meio ocupada em cada um deles. O papai ajudou muito!


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Alguns dos livros novos de Natal deste ano!


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A vista à uma decoração de Natal. Eu não invisto na figura do Papai Noel, mas ele sempre está lá, e as crianças tiram foto. Bem, para elas Papai Noel e São Nicolau são a mesma pessoa; quanto aos papais noéis de shopping elas sabem que são ajudantes do verdadeiro São Nicolau; ajudantes que precisam se dividir para falar com as crianças.


15267920_731082993710654_8781181664592544458_nE haja música de Natal no advento. Acima, o cd que vem com o livro – já esgotado e por isso eu não indiquei – “Natal Encantado!” (vem com quebra-cabeça). Abaixo, Lupita montando a Missa do Galo:

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A peça de Natal foi a melhor! Muitas crianças participando; eu fui a narradora… Dimi ia fazer O Menino Jesus, mas não quis, fez Joãozinho, o primo de Jesus… Lupita fez um anjo.


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Eles ajudaram a arrumar a mesa na manhã da véspera de Natal


 Eu não consegui tirar fotos de tudo… quando eu vi, o momento já tinha passado… mas foram ótimas leituras, aberturas de livros, filmes, músicas… amei este advento! Com a graça de Deus!

Ensinar Ciências – Parte 2


ESTE POST É UMA CONTINUAÇÃO DO ANTERIOR, ENSINAR CIÊNCIAS: UMA DEFESA. 

Dimi ama regar as plantas


Como prometido, este é o post para mostrar como está sendo o caminho percorrido pela nossa família para aprender Ciências de verdade! Em primeiro lugar – e por razões até óbvias, especialmente para quem leu a primeira parte do texto – tudo têm sido feito aos poucos, a medida em que meus filhos têm necessidades novas. Basicamente, a minha contribuição será mais útil para quem tiver filhos na faixa etária dos meus.

No entanto, servirá a todos de uma maneira geral por dois motivos: o princípio da minha busca é simples e útil para quem quiser montar o próprio currículo. Além disso, eu posso indicar alguns materiais que encontrei no meio do caminho, mas que ainda não se destinam aos meus filhos.

Dois princípios gerais guiam o nosso aprendizado:

1 – Estudos Naturais

2 – Experiências

Por Estudos Naturais eu quero dizer: Inspirada na perspectiva de Charlotte Mason, proporcionar aos meus filhos um contato constante com a natureza, trabalhando a observação, pesquisa e sensibilidade. Por experiências eu quero dizer aprender as coisas a partir de investigações, postas à prova, de conceitos de ciências em geral.

Pronto. Aí está, de maneira bem resumida, a nossa filosofia para os anos iniciais da educação infantil. Deve haver outras coisas mais adiante, quando o ensino fundamental têm suas próprias exigências. Vou ilustrar com atividades do cotidiano, como tenho feito para colocar estes dois princípios em prática. Mas, antes, uma palavra sobre como eu costumo me orientar:

Basicamente, eu aconselho você a fazer o mesmo que eu: veja como as famílias homeschoolers americanas estão trabalhando aquilo que você quer fazer. Pode ser qualquer coisa. Nenhuma família é igual a outra, por isso, eu olho muitas famílias ao longo do ano: salvo as imagens de atividades ou livros no meu Pinterest (ferramenta muito útil, faça já a sua conta!), pois assim tudo fica organizado em pastas fáceis de serem acessadas. Eu também pesquiso alguns currículos americanos prontos e consulto o material deles. Muitas famílias se sentem frustradas por não termos um currículo pronto para HS; eu digo que adoraria ter o mercado americano disponível, mas continuaria montando o meu personalizado – isto é, pegando daqui e ali o que se encaixa melhor com a minha família. Pensando assim, eu consigo neutralizar a frustração de não ter este mercado, porque a verdade é que o nosso mercado editorial – pasmem – não é dos piores, e é possível encontrar similares.

Pois muito bem. Filhos de qualquer idade podem cumprir os Estudos Naturais sem nenhum “livro didático”. É muito simples, mas permite muita dedicação. Como atividade formal (você pode chamar isto de seu livro didático, se quiser) tenha um caderno de folhas sem pautas para a confecção de um journal – termo sem equivalente que quer dizer mais ou menos diário de registro com colagens, desenhos e observações em geral. Você pode criar um journal de pássaros, insetos, natureza em geral, animais, etc. Depende do foco de estudo dos seus filhos. Eis o nosso:

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Meus filhos são pequenos, por isso, é um journal no qual eu participo muito. O pássaro é minha tentativa de desenhar um garrincha, muito popular na nossa região. Ele fez um ninho no nosso telhado. Não sabíamos o seu nome, agora sabemos um pouco mais sobre ele. As folhas e flores são de nossa vizinhança. Um dia inteiro para colher; duas semanas secando em folhas de jornal prensadas; um dia para colagens e registro – quando eu aproveito para ensinar conceitos. Nós comparamos o estado das folhas e flores vivas com as das páginas; coloco as crianças para cheirarem as flores que ainda estão na frente de casa ou na nossa rua e comparamos com as secas. Eles mesmos são capazes de perceber: perdeu o cheiro, secou, perdeu a cor, etc. Eu não chego com o “assunto” pronto: “Lição sobre a diferença de uma flor viva e uma flor morta“. Nada disso. Isto seria fazer ciências do jeito errado, mais ou menos como os livros das nossas escolas, descrevendo o crescimento de uma planta. Nós já observamos o crescimento de uma planta: por semanas, plantando uma na frente de nossa casa. Imagine que somente agora, dois anos depois, ela deu uma flor roxa. Estamos impressionados.

Como diário, para fazer o journal você pode fazer uma pequena lista prévia do que gostaria de abordar ao longo da confecção do mesmo, desde que você se mantenha flexível. Um direcionamento é desejável, mas é preciso lembrar que um estudo natural envolve aproveitar os momentos que a vida lhe oferece. Eu não sou exatamente uma pessoa conectada à natureza, mas adotei o princípio de parar e prestar atenção nas paisagens naturais ao meu redor, e sempre que estamos num lugar novo eu aproveito a chance para mostrar as árvores, animais, guardamos folhas, flores, pequenos frutos.

Mas claro que não é tudo prático ou natural:  eu sempre uso livros criativos para aprendermos nomes de flores,relembrarmos como se deu o processo que observamos. Porque os livros são muito importantes: apenas em Ciências não se deve aprender a partir da descrição de coisas que você precisa compreender na vida real. Isso me lembra que…

… os Estudos Naturais são completados com o estudo de “Livros Vivos”

Sem dúvida, eu preciso fazer um post elucidativo para o conceito de “livro vivo” de Charlotte Mason. Você pode aprender mais AQUI.   São livros que se mantém verdadeiros ao tema a que se dedicam, por serem inspiradores e não meramente catálogos; escritos por autores que entendem e se dedicam ao assunto. Um exemplo bem palpável: se você está interessada em livros de receitas… Ora, um mero fascículo de receitas, com a descrição do passo a passo de cada prato, compilado por alguém que não faz questão de aparecer na publicação e dizer algumas palavras sobre os alimentos, nutrição, etc., definitivamente não seria considerado um “livro vivo” do gênero. Em contrapartida, um livro de receitas infantil de Annabel Karmel é um livro vivo do gênero: nele você percebe a dedicação ao assunto, informações adicionais relevantes que inspiram, além de informarem. Como veem, não é uma catalogação precisa, mas uma observação da tendência do livro: algo que você só aprenderá após alguma prática.

Eis alguns de nossos livros vivos usados em Ciências:

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Livros pequenos, extensos, ilustrados, mais didáticos… são muitos estilos. A editora Usborne, embora nem sempre tenha obras autorais, costuma ter livros vivos de ciências, principalmente em inglês (há livros dedicados a plantas, insetos, animais). François Crozat lançou esta coleção de livros de animais que, além de uma fofura, descreve tudo de maneira muito natural.


Para fazer experiências, nesta fase da educação infantil, não é preciso investir muito. O pinterest permite que você encontre rapidamente o passo a passo de qualquer experiência, bastando buscar os termos, principalmente em inglês. Uma pesquisa em currículos americanos (Mother of Divine Grace, Memoria Press, Seton Homeschool, Sonlight Homeschool) pode mostrar o que geralmente é trabalhado em cada ano. Eu costumo fazer um “mix” daquilo que eu acho relevante e possível para a nossa família, geralmente no meu período de pré-planejamento (como agora).

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Experiência das cores

Há algumas publicações no mercado brasileiro. Estas são algumas:

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1- Grandes ideias para pequenos cientistas, da editora Usborne, traz 365 experiências. Com certeza é um livro para acompanhar durante todo o ensino fundamental I

2 – Pequenos Cientistas – uma coleção voltada para crianças de 2 a 6 anos. Passo a passo, ricamente ilustrado, de  experiências temáticas

3 – Coleção Jovem Cientista – procure em sebos. Experiências para crianças, detalhadas e fáceis de fazer. Creio que a partir dos 7 anos a coleção é melhor aproveitada, e pode ser usada até uns 14 anos. AQUI VOCÊ ENCONTRA O PDF de vários volumes.


Definindo o seu próprio currículo de Ciências.

 Um passo a passo bem básico de como eu costumo montar aquilo que vou utilizar com os meus filhos, só para dar uma luz (tenho certeza de cada família poderá traçar seu próprio caminho, a partir de algumas ideias):

1 – Se você está totalmente por fora do que sejam bons currículos de ciências/homeschool, LEIA ESTE POST. Nele você conhecerá vários currículos de Ciências, poderá visitar os sites onde quase sempre eles oferecem uma pequena amostra em PDF do material. O Real Science for kids é o material que a Jessica do Shower of Roses costuma usar com os filhos, e que a Géssica Hellmanm, do Valorizando o Conhecimento, também (Ou seja, DEVE SER BOM MESMO). No SITE você confere todo o catálogo e pode comprar diretamente pela Amazon Brasil!

2 – Atualmente, eu me guio por dois currículos: Memoria Press e SONLIGHT. O que eu gosto deles é que, além de um material próprio, eles indicam muitos livros complementares para cada disciplina; alguns dos quais eu já encontrei tradução no Brasil, outros que me inspiram para buscar títulos similares. Como são baseados – em parte –  em indicações de livros, eu tenho em mente montar uma boa cesta de livros, usando o que é possível encontrar no mercado editorial brasileiro, e em casos bem selecionados, eu importo poucos títulos.

Por exemplo, em Ciências, o Sonlight indica para a faixa de 4 anos os livrinhos da serie Wells of knowledge Science, que você encontra na Amazon Brasil por 32,00 ou 23,00 a versão kindle. Outro livrinho é “What’s under the sea”, que eu substituí pelo livrinho Animais Marinhos (outra opção para crianças maiores é Fique por dentro do fundo do mar, da editora Usborne). Como vê, é um trabalho de adaptação, que me custa algumas horas de pesquisa, olhares em bibliotecas, catálogos de editoras… até eu ter os títulos similares localizados em bibliotecas da minha cidade, sebos e listas para compras (sim, eu realmente faço o dever de casa!)

O Memoria Press tem sempre uma lista de livros de Ciências para leitura complementar, a partir dos 5 anos. Definitivamente, eu não sou rica para comprar todos os livros dos currículos que me encantam… por isso, eu uso boa parte dos títulos como temas que eu simplesmente vou abordar e miro naqueles que eu até mesmo investiria importando, se valer muito a pena. Tenho tido sucesso em observar o tema do livro indicado e encontrar um  no mercado editorial brasileiro que aborda o mesmo tema ou algum tangente. Equilíbrio, orçamento, pesquisa (bibliotecas e sebos) são meus grandes aliados. O principal é você perceber o quanto tudo isso pode ser feito adaptando o currículo ao orçamento. Até a Lupita fazer 2 anos, eu investia muito pouco (cerca de 50 reais por mês) no homeschool, porque foi uma fase de muita dificuldade. Eles eram pequenos, eu pude fazer os brinquedos e montar atividades. Tudo depende de cada família. Eu digo que mesmo que você não pudesse investir em nenhum livro de ciências para o próximo ano, conhecer todas estas informações lhe ajudaria a buscar em bibliotecas e na internet aquilo que você pode abordar em casa. O bom do HS é justamente o fato de que você pode adaptar muito.

3 – Preparar com antecedência uma caixa com o material útil para os estudos de Ciências ajuda bastante. Dê uma olhada em experiências simples que usam barbantes, corantes de comida, tesouras, fitas adesivas, etc.: reúna algumas que usem os mesmos materiais básicos, imprima pelo menos as 5 próximas que você fará com eles e deixe organizado. Dessa forma, você não protela e já tem à mão um mês de trabalho.

O modelo das cestas de livros, journal e experiências é um modelo que serve para todas as idades – mesmo – , mas a partir dos primeiros anos do ensino fundamental I os pais se veem na necessidade de um livro didático mais sistemático, e neste caso eu aconselho selecionar um no mercado americano e comprar. Para quem não sabe inglês, eu indicaria assim mesmo, se possível comprando a versão kindle (se houver) porque é mais barata. Isto para que pelo menos você veja, com a ajuda de alguém, como é possível trabalhar os conceitos com as crianças e possa providenciar um material próprio. Estou indicando isso porque como o ensino de Ciências é um fracasso no nosso país, esta me parece a alternativa para o futuro (pelo menos, para mim).

É isso! Espero que tenham aproveitado. Quando eu divulgar o meu planejamento 2017, posso indicar os livros que eu pretendo trabalhar!

Fiquem com Deus!

Fazendo cartões de Natal

As crianças adoram pintar, mais do que fazer colagens. Por isso, fizemos os cartões de natal deste ano com stencil. Para quem não conhece, são moldes vazados onde se aplica tinta. Depois, retira-se o molde, formando um desenho no papel ou em qualquer outra superfície.

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Meu marido desenhou os modelos e depois usou estilete para cortar.  Mas você pode pesquisar na internet por “christmas stencil” ou termos análogos.

As crianças amaram fazer. Com elas são muito pequenas, esta atividade é boa por não tomar muito tempo. Dimi pintou dois e Lupita, quatro.

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Até porque, já que eles ainda não escrevem, o que eles podem fazer é se envolverem completamente na confecção dos cartões! E foi o que eles fizeram! Foi uma de nossas atividades do CALENDÁRIO DO ADVENTO.

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