Meu planejamento semanal (Atividades)

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Salve Maria!

Este é meu quadro de planejamento semanal: depois de muitos ajustes, consegui organizar a minha rotina (clique na imagem para ampliar)! Antes que você pergunte: eu não faço tudo o que está descrito em cada dia todos os dias. Este é um guia geral que me mostra as oportunidades que eu posso ter em cada dia, levando em conta a nossa rotina (horário das refeições, soneca das crianças, quando elas estão mais dispostas a fazer atividades, etc.).

planejamento semanal

Para compreender o quadro:

Basicamente, o meu dia funciona da seguinte forma: pela manhã eu consigo fazer uma atividade com eles (Atividade 1). Nesta atividade, eu dou prioridade a qualquer coisa que não seja ficar sentado “estudando”. É o momento de caminhar um pouco no bairro, brincar com plantas, com água, coisas que se sujem, dançar, passear (quando é o caso de irmos no SESC ou parquinho, coisa que fazemos 1 vez por semana ou a cada 15 dias). Por isso você vai notar que a cada dia da semana eu descrevo mais de 3 opções em cada Atividade: obviamente, eu escolho uma destas coisas para fazer em determinado dia, trocando também os dias da semana. Esta é a atividade mais longa do dia, e pode durar de 45 minutos a 1 hora e meia.

Antes da Atividade 1, nós já rezamos, tomamos café da manhã e já dei uma arrumada na casa. Nesta hora, eu os incentivo a me ajudar. Depois que eles ajudaram um pouco, eles brincam no quarto com os brinquedos, enquanto eu dou continuidade à faxina. Então, se tudo correu como de costume, fazemos a primeira atividade do dia (exceto nos dias em que eu vou ao parquinho ou saio de casa, quando a faxina fica para depois).

Pela manhã é quando eles estão mais ativos. Não faz sentido começar o dia com eles na mesa. Se eles não gastam energia pela manhã, ficam entediados e não querem tirar soneca.

A atividade livre que você vê no quadro é o que eu os deixo fazendo enquanto eu estou terminando o almoço (eu costumo deixar o almoço  parcialmente pronto no dia anterior) por volta das 11: 15 da manhã.

A Atividade 2 é geralmente feita após o descanso do almoço (13:30) ou após a soneca deles (o horário varia muito, mas vamos colocar às 17:00 hrs). É geralmente a atividade “senta e faz”, seja lendo, recortando, desenhando, etc (dura em média 30-45 minutos).

Quanto à leitura de livros: eu espalho ao longo do dia, conforme as oportunidades. Pode ser uma sessão imediatamente após o café da manhã (antes de arrumar a casa, especialmente quando não está muito bagunçada) ou até mesmo antes do café, quando eles não estão ainda dispostos e eu sei que eles irão apenas enrolar muito e comer pouco. Posso ler no descanso do almoço ou após a soneca (a depender da Atividade 2) e o pai certamente faz uma sessão diariamente, quando chega do trabalho. É comum que eles decidam ler, por isso quando eles escolhem alguns livros da estante, eu leio!

Como vocês sabem, eu tenho uma cesta mensal de livros: todo fim de mês eu separo cerca de 12 livros que serão nossos companheiros no mês subsequente. Eu faço isto para “dar conta” de alguns livros mais extensos e ler e reler todos os que estão na cesta.  No quadro, eu indico os livros “temáticos” (artes, música, ciências, etc.) para que, além dos livros da cesta, eu leia estes mais “educativos” ao longo da semana (estes livros ás vezes são livros de atividades).

Matemática: todos os dias em que há tempo e oportunidade (na prática, quase todos os dias). Jogos, contar coisas, livrinhos de contar, e tudo o que eu conseguir ensinar de forma lúdica.

Atividade 3: 4 vezes por semana, em família, uma atividade religiosa – Dia da Bíblia ou Catecismo ilustrado. Após o jantar ou café da noite, quando já descansamos (dura em média, 20-30 minutos).

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O planejamento semanal fica fixado no meu quadro e é o meu principal guia. Ás vezes eu planejo a semana específica, às vezes não. Depende das ideias que eu tenho e de que tipo de material eu terei de providenciar.

Este não é o planejamento perfeito, eu tenho que consolidar um pouco algumas coisas para então aprimorá-lo. Para a idade deles eu creio que seja importante não direcionar demais e deixá-los com tempo livre suficiente para brincar. São 3 atividades, mas a primeira é basicamente proporcionar uma diversão mais interessante do que simplesmente deixá-los com brinquedos.

O importante é investir em hábitos que atendam às necessidades deles e se adaptem à vida em família. Depois de muito insistir em detalhar absolutamente toda a rotina diária (horário de banho, orações, quando escutamos músicas, etc.), eu reconheci que comigo a rotina deve ser orgânica, justamente porque os meus dias são feitos de oportunidades. Crio as condições para que as coisas tenham a tendência de acontecer e elas começaram a acontecer. Há pessoas que são metódicas. Precisam detalhar que naquele dia específico ouvirão Bach, rezarão tais e tais orações com os filhos, lerão aqueles livros. No meu caso, fazer isto só conseguia me desanimar, porque eu não conseguia cumprir metade de um dia sequer! No dia me ocorria de ouvir Mozart ou pior: aquele planejamento acabava por exercer forte pressão em mim, pois embora conseguisse cumprir algumas coisas, ter deixado de ouvir a tal música ou ter mostrado determinadas pinturas me deixava com saldo negativo. Definitivamente, eu não sou uma pessoa metódica (admiro algumas amigas que são); comigo funciona: compre diversos livros de arte e tenha o hábito de ler com eles. Ouça música clássica no café da manhã. Vez ou outra, sim: faça um pequeno programinha, talvez envolvendo as biografias dos grandes compositores. E assim, eu sigo vencendo a mim mesma, pois organização nunca foi o meu forte.

Fiquem com Deus e a Santíssima Virgem!

Como ensinamos… Ciências

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Salve Maria!

Recebo muitas mensagens perguntando como acontece o nosso homeschool e por isso farei uma série de posts que mostram um pouco do nosso esforço. Este post é para explicar como ensinamos Ciências. Eu convido você a ler este texto: ENSINO DE FÍSICA NO BRASIL. Eu já tinha muitas desconfianças sobre o ensino de Ciências no Brasil e, através de alguns blogs de HS americano, havia decidido que ensinaria meus filhos mais pela prática do que pela teoria. Este texto, no entanto, esclareceu de uma vez por todas para a nossa família onde reside precisamente o problema do ensino de Ciências no nosso país e nos ajudou muito a modificar a nossa perspectiva.

A partir deste contexto, eu também conheci um pouco da perspectiva da Charlotte Mason (ver POST) e sobre explorar o ambiente da natureza tendo como ponto de partida aquilo que você tem mais perto de si: ou seja, a sua casa. Comece onde você está. Pode ser pouco, mas se você começa daquilo que você pode acessar todos os dias, você aprenderá todos os dias. Este livro está à venda na Amazon e possui excelentes dicas (é ricamente ilustrado, mesmo que seu inglês não seja avançado, dá para aproveitar):

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Isto mudou nossa rotina para melhor. Temos projetos e experiências toda semana. Na minha casa não há muito espaço com plantas, mas há duas árvores no passeio da minha casa e quase todos os dias, nos sentamos sob elas. São dois agradáveis chorões com terra suficiente para meu filho cavar e descobrir minhocas. Plantamos ao redor das árvores, brincamos com flores, observamos os insetos e pássaros.

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Reconhecer o canto dos pássaros e depois pesquisá-los em casa; colher flores no caminho até a padaria e ir aprendendo sobre as partes de uma planta; aprender que a minhoca tem entre 2 e 15 pares de corações; molhar as plantas: com crianças pequenas isto é fundamental para o ensino de Ciências. Isto também é o grande alívio nos meus dias, pois quando simplesmente sentamos sob a árvore eles ficam calmos, não criam conflitos, passam horas mexendo com terra, água e sementes e gastam energia. Eles são cheios de perguntas, e assim, eu as respondo e depois invisto em livros, imagens e pequenos vídeos educativos durante a semana.

No meu bairro há outros espaços verdes: o jardim externo que um vizinho montou no passeio, um campo aberto para eles correrem. Uma vez por semana eu dou um jeito de passar por lá.

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Quem faz HS não tem que enfrentar uma rotina diária de levar as crianças na escola, por isso se na sua casa ou perto dela não há espaços semelhantes, faça um esforço para incluir um passeio fixo num espaço aberto uma vez por semana.

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No meu quadro de planejamento semanal, Ciências aparece duas vezes por semana – quando eu geralmente me esforço para fazer alguma experiência científica, ler nossos livros temáticos ou mesmo algum trabalhinho de registro (desenhos, etc.). Quanto ao contato direto: como mencionei, quase todos os dias, e se eu consigo fazer apenas estes contatos durante a semana, cumpri o meu planejamento, já que está é a parte mais importante e significativa,o  que me permite conversar e ensinar muitas coisas. Lupita, por conta de um machucado, aprendeu rapidamente sobre os glóbulos brancos – eu expliquei de brincadeirinha, mas agora ela vive a repetir o assunto e eu vou mostrar um pouco mais. Alguns nos nossos livros preferidos de Ciências incluem:

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Este foi o nosso primeiro livro de Ciências e ajudou os meus filhos a conhecerem diferentes tipos de animais. Conversamos e eu vou ensinando os nomes. Depois, pergunto: onde está o elefante? Onde está a zebra? Faço isto desde que meus bebês tinham 1 ano, e eles já apontavam e acertavam! Quantos nomes tem os animais! Lembra-se de quando Adão deu nome a todos os animais que Deus criou? Lembra-se da criação do mundo? (e assim, estou sempre ensinando sobre Deus)

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Ideal para crianças entre 1-4 anos, livrinhos com abas passam o tempo com alegria e ensinam muito! Pequenos Cientistas (resume bem como eu pretendo ensinar formalmente meus filhos em todas as disciplinas de Ciências que temos pela frente):

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A coleção Pequenos Cientistas é muito fofa e tem a descrição completa de experimentos fáceis para crianças pequenas, geralmente a partir dos 3 anos (mas Dimi aproveita pelo lado lúdico). Há também a coleção Jovem Cientista, lançada há alguns anos atrás, com volumes disponíveis ON LINE. Esta pode ser trabalhada por toda a infância e adolescência.

Também lemos as fábulas de Esopo para eles e muitos livros de literatura que tem animais como personagens (você não terá dificuldades em encontrar exemplos). As fábulas mostram um lado de comportamento animal que pode ser comparado com algumas virtudes, vícios e costumes humanos em geral. Esta analogia permite que as crianças entendam o que vem a ser o caráter.

Fora isto, temos 2 projetos este ano.

Primeiro semestre: pequeno jardim externo + horta vertical (na garagem), mais ou menos nestes moldes:

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Segundo Semestre: Observação do Céu Noturno, com binóculo de observação astronômica. Nós gostamos de ficar na garagem simplesmente deitados olhando o Céu e falando sobre ele. Tenho certeza de que as crianças ficarão animadíssimas em ver as estrelas mais de perto! :)

Os assuntos vão aparecendo e eu vou incluindo no nosso planejamento anual conforme o interesse das crianças. Estações do ano, de onde vem a chuva… apenas para responder os anseios delas, não como ensino conteudista. Vou me esforçar – de verdade – para compartilhar no blog. Eu não tenho muito tempo, mas estou melhor organizada este ano e sei que muitos gostam da partilha, assim como eu gosto de tantas famílias maravilhosas compartilharem suas experiências! Espero vocês aqui! Fiquem com Deus!

 

Cesta de livros de fevereiro

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Salve Maria!

Todos os meses eu separo a dúzia de livros que irão nos acompanhar. É claro que eu leio muitos outros livros durante o mês e deixo meus filhos pegarem o que quiserem na estante, mas eu tenho a minha pequena lista de prioridades para cada mês – o que inclui aproveitar as novas aquisições, os livros que alugamos nas bibliotecas da cidade e, principalmente, estar atenta ao planejamento da educação domiciliar (não pensem nisto como um currículo muito rígido). Eis a cesta de livros de fevereiro (clique no título para ser direcionado ao site):

1 – Fábulas de ouro: As mais belas fábulas russas (Ed. Paulinas)

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Contos de fadas com belas ilustrações. Leio em voz alta algumas vezes por semana. O interessante é que há personagens com o nome do meu filho e do meu esposo (os dois tem nomes russos) e isso deixa as crianças interessadas. Este lado oriental é muito rico, especialmente porque estamos conhecendo através da literatura. Este ano vamos estudar, em história, o costume de diferentes povos (conforme mencionei no planejamento 2016) e eu faço um esforço para fazê-los prestar atenção a alguns aspectos culturais quando vamos lendo os contos.

2- O Hobbit, em quadrinhos 

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Lupita está adorando esta fiel adaptação do Hobbit em quadrinhos, originalmente lançada em 1937. Quase todas as noites eu leio algumas páginas. Ela já conhecia um pouco da história, pois havíamos contado e mostrado duas cenas do primeiro filme do Hobbit. Tolkien não pode faltar aqui em casa!

3 – Asas! , Jane Yolen – Dennis Nolan (comprei num sebo)

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Eis uma versão particularmente bela da história de Dédalo e Ícaro! Uma vez por semana, lemos para as crianças! Elas gostaram bastante!

4 – Zog / O filho do grúfulo , Julia Donaldson

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Nas minhas cestas eu sempre coloco livros clássicos, com as grandes histórias, mas nunca deixo de acrescentar livros mais indicados para a faixa etária dos meus filhos. Os livros mais longos (como os 3 primeiros do post) dão conta de um aspecto, estes, de outros. Livros criativos como estes fazem com que eles literalmente decorem o texto das páginas, ganhem vocabulário rapidamente e se divirtam mais.

5 – Onde vivem os monstros – Maurice Sendak

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Maurice Sendak entende como a cabeça das crianças funcionam! Este é o livro preferido de Dimi e, sem dúvida, o autor captou bem a personalidade dos meninos. Lupita sabe este livro de cor, página por página, letra por letra.

6 –  Alfabetando – Lia Zatz

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Poesias de A a Z. Lupita ainda não começou a ser alfabetizada, mas já está ganhando consciência fonológica. Ela me pergunta: “Mãe, amor é com a letra A?”

7 – Homens, Heróis e Santos – Cândido de Alencar Machado

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Gosto do texto e das ilustrações e é um dos poucos livros sobre a vida dos Santos em língua portuguesa. Já li algumas vezes, mas este mês lerei histórias toda semana.

8 – Famílias Animais – Publifolha

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Comprei este livrinho por 14 reais na Amazon e é um ótimo auxílio no ensino de Ciências. Curiosidades animais para crianças com sentido familiar.

9 – O soldado e a trombeta – Olavo Bilac

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Poesia divertida de Olavo Bilac! As ilustrações não são lá muito bonitas, mas os meus gostam assim mesmo!

10 – Livros para a diversão:

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Livros de Adesivos Usborne e Meu livro de Arte para colorir: passatempos também são educativos e eu aproveito para conversar sobre as obras de artes ou sobre castelos e bailarinas!

Charlotte Mason Lista de realizações – (Homeschool)

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Charlotte Mason –  Lista de realizações

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Charlotte Mason incluiu em seus livros da série original Homeschool algumas listas de realizações, metas ou objetivos a serem cumpridas por certas idades. Ela tem uma para crianças de 6 anos e outra para crianças de 12 anos. (A lista foi levemente adaptada por mim, substituindo termos como “histórias inglesas antigas” por “histórias clássicas”, por uma questão óbvia de equivalência à nossa realidade)

Meu comentário: Gostei particularmente da lista de realizações para crianças de 6 anos: muito lúdica e estimulante. Quanto à lista para crianças de 12 anos: admirável, mas eu tenderia à adaptação de alguns pontos em específico, de acordo com a minha própria ideia de educação domiciliar. Como católica, eu acrescentaria coisas como: Saber narrar a vida de pelo menos 10 santos; Conhecer bem o catecismo e a doutrina da Igreja. Da mesma forma, teria de fazer pequenos ajustes ainda não calculados por mim, porque a educação que eu intenciono dar é mais ligada ao humanismo jesuíta (a questão dos jogos, por exemplo: é imprescindível na visão de Dom Bosco). A tendência na minha família, embora intelectual, é artística e prática, por isso, uma educação puramente clássica como a proposta de Mason serve como inspiração, mas não como guia absoluto. Dito isto, inspire-se você também!

“A incrível lista de realizações para uma criança de seis anos”
1. Recitar, belamente, 6 poemas fáceis e hinos
2. Recitar, de maneira perfeita e bela, uma  parábola e um salmo
3. Somar e subtrair números até 10, com dominós ou materiais manipuláveis
4. Ler  – o que e quanto, vai depender do que é indicado à criança em questão
5.Ser capaz de copiar, à mão, trechos de um livro impresso
6. Saber orientar-se com relação à sua própria casa, onde o sol nasce e se põe, e a forma como o vento sopra
7. Descrever os limites de sua própria casa
8. Ser capaz de descrever qualquer lago, rio, lagoa, ilha etc a uma curta distância
9. Narrar com bastante precisão (porém de forma breve) 3 histórias bíblicas, 3 histórias clássicas, e 3 de história antiga
10. Ser capaz de descrever 3 passeios e 3 paisagens
11. Montar em um scrapbook com uma dúzia de flores silvestres comuns, com folhas (uma por semana); saber nomeá-las, descrevê-las em suas próprias palavras, e dizer onde elas foram encontrados.
12. Fazer o mesmo com folhas e flores de 6 árvores da floresta, reserva ou campo
13. Saber identificar 6 pássaros por seu canto, cor e forma
14. Saber contar três histórias sobre seus próprios “animais de estimação” – coelho, cão ou gato.
15. Nomear 20 objetos comuns em francês (ou outra língua estrangeira), e dizer uma dúzia de pequenas frases
16. Cantar um hino, uma canção popular nacional, e uma canção popular em outra língua
17. Ter em casa uma lagarta e contar a história de vida de uma borboleta a partir de suas próprias observações.

O que uma criança deve saber aos doze anos.

Os seis anos de trabalho – de seis a doze – que eu sugiro, deve e tem como consequência a potencialidade da criança.
(A) Saber compreender o sentido de uma passagem relativamente extensa numa única leitura: ser capaz de narrar a substância do que se leu ou ouviu.
(B) Soletrar e expressar-se por escrito com facilidade e exatidão
(C)Fornecer um relato ordenado e detalhado de qualquer assunto que tenha estudado.
(D) Descrever por escrito o que têm visto ou ouvido pelos jornais.
(E) Devem ter um conhecimento familiarizado com os objetos comuns do país, com o poder de reproduzir alguns destes em pinceladas (literalmente, um trabalho artístico).
(F) Deve ter habilidade em vários trabalhos manuais, argila de modelagem, etc.
(G) Em aritmética, eles devem ter algum conhecimento de frações vulgares e decimais, porcentagem, contas domésticas, etc.
(H) Deve ter um conhecimento de Álgebra elementar, e deve ter feito exercícios práticos em Geometria.
(I) Sobre latim: deve ler fábulas e contos fáceis, e, digamos, um ou dois livros de “César”.
(J) Eles devem ter algum poder de compreensão de um idioma estrangeiro falado, e ser capaz de falar um pouco; e ler um livro fácil deste idioma, sem um dicionário.
(L) Em História, terá passado por um estudo bastante detalhado do próprio país, uma nação estrangeira relevante, e História Clássica.
(M) Em Geografia eles vão ter estudado em detalhes o mapa do mundo, e ser o ao mesmo tempo capaz de preencher a paisagem, a partir de seus estudos, de cada divisão do mapa.
(N) Eles terão aprendido os elementos da Geografia Física, Botânica, Fisiologia Humana e História Natural e terá de ler livros interessantes sobre alguns desses assuntos.
(O) Eles devem ter algum conhecimento de gramática em sua própria língua.
(P) Eles devem ter um conhecimento considerável de História da Escritura e do texto da Bíblia.
(Q) Eles devem ter aprendido muito da Escritura e da Poesia, e devem ter lido bons livros de literatura.
(R) Eles deveriam ter aprendido a cantar e devem saber um número de canções em sua própria língua, além de algumas outras em outros dois idiomas.
(T) No campo artístico eles devem ser capazes de representar objetos comuns da casa e do campo com pincel ou carvão; devem ser capazes de dar expressão rudimentar para ideias; e devem estar familiarizados com as obras de alguns artistas por meio de reproduções.
(U) Na música o seu conhecimento da teoria  deve manter o ritmo com os seus poderes de execução.

Nosso “Dia da Bíblia”

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Salve Maria!

Atualmente fazemos dois esforços principais com as crianças para a vida católica em família: o Dia da Bíblia e o Catecismo ilustrado. Hoje eu vou falar um pouco sobre como acontece o Dia da Bíblia, que começamos a fazer no segundo semestre do ano passado.

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Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Duas vezes por semana (geralmente às terças e quintas) fazemos um momento de oração em conjunto e lemos as bíblias infantis das crianças e/ou quaisquer outros livros com temática religiosa. Começamos a rezar 1 dezena do terço este ano antes das leituras e foi tão bem recebido que até o final do ano eu espero rezar o terço completo com eles nessas ocasiões. Eu não quero parecer sistemática (realmente, não sou), mas se não começamos de um ponto suave fica difícil introduzir o terço diário em família com crianças pequenas. É um exercício também para nós: eu desejo que Lupita reze diariamente o terço com mais ou menos 5 anos, então, nestes anos que ainda faltam, é preciso trabalhar. Conheço alguns pais que introduziram até antes: isto vai de família em família.

12695826_567579413394347_1771297489_n Páginas do livro “Passagens bíblicas para cada dia do ano”, da editora Rosari

O ideal é que o momento dure no máximo 30 minutos (os nossos geralmente ficam em torno de 15-20 minutos), especialmente se as crianças forem pequenas como as minhas, para não cansá-las. Você também não vai querer enfadar os filhos, fazendo o momento solene demais e extenso, de modo que acabará por fazer deste o momento penoso da vida em família. Ao contrário: uma pequena dose é recebida senão com alegria, com resignação; mesmo nos dias em que os meus não estão muito dispostos, conseguimos fazer com que eles sentem, rezem e ouçam as histórias . Nos dias indispostos, lemos apenas 2 histórias após a oração, sem jamais comunicar que estamos fazendo isto por conta deles: longe de estimulá-los, isto só lhes permitiria fazer uso do mesmo comportamento para fazer o encontro durar menos. Mas há muitos dias em que lemos várias histórias, e somos nós que limitados, apesar dos pedidos.

Colocamos  algum ícone (o Menino Jesus ou Santa Teresinha), os terços e os livros na mesa. Então sentamos, dizemos alguma oração inicial, fazemos pedidos e intenções e rezamos a dezena do terço. Ás vezes lemos na bíblia antes sobre a meditação do mistério. Depois, lemos as histórias que tenham relação com a  liturgia (por exemplo, Natal, Páscoa, padroeiro) ou simplesmente deixamos que eles escolham.

Tenho feito o esforço de ler o livro “Passagens bíblicas…” durante o dia, ao longo da semana.

É isto! Simples como convém à nossa família… depois venho mostrar como ocorre o Catecismo ilustrado!