Algumas tradições para a páscoa…

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Este ano descobri algumas tradições de páscoa e gostaria de dividir outras já conhecidas. A morte e ressurreição de Nosso Senhor é o principal acontecimento da nossa fé católica, mais importante que o Natal – mas como o tempo de quaresma é um tempo de recolhimento e penitência, é fácil perceber porque o nascimento do Salvador acaba sendo mais “comemorado”. No entanto, a Páscoa não é apenas o Domingo (este ano, dia 20/04), mas um período, o chamado Tempo Pascal, que se inicia no Domingo de Páscoa e vai até a Ascensão do Senhor (num total de 50 dias): ou seja, bastante tempo para nós refletirmos em família… o que nos dá muitas oportunidades para  o apostolado em casa.

1 – Árvore de Páscoa

20Geralmente é feita de galhos secos, enfeitada com muitos ovinhos! Tem relação com a chegada da primavera, quando os ramos secos começam a florescer depois do inverno. Mas você também pode armar novamente a árvore de natal e decorar com os ovos! Ideias:

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2 – Jardim da Ressurreição

26Lindo, não? Bastante simbólico para enfeitar a sala, a varanda ou onde achar conveniente: a sepultura vazia, pois Ele ressuscitou! As crianças vão amar este projeto. CLIQUE AQUI para tutorial em inglês. Pesquise “easter garden tutorial” no google para outras opções.

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3 – Ovos Decorados

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Há muitas opções: comprar ovos de plásticos ou de porcelana para enfeitar a casa, ou decorar os ovos você mesma. Lembre-se de que, neste caso, os ovos devem estar cozidos e devem ser descartados logo… portanto, é a opção para fazer a brincadeira, no dia de Páscoa, de esconder os ovos ao longo da casa para as crianças acharem. Além de pintar, você pode fazer colagens nos ovos – aqueles guardanapos de decoupage são ótimos, você deve seguir o mesmo estilo, usando pincel. 36

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4 – Guirlanda

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 Assim como no Natal, você pode enfeitar a porta de casa com uma guirlanda; há quem use a mesma , mudando as bolas pelos ovos. Aquelas bóias redondas de natação são ótimas para fazer artesanato! Abaixo, a cruz com flores! :)

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5 –  Cena ou Maquete (Imitando o presépio)

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Olhando assim, parece difícil montar a  maquete de Páscoa para fazer as vias de “presépio”, mas se você for em lojas de santinhos, facilmente encontra imagens pequenas de Nosso Senhor ressuscitado, anjos, Nossa Senhora e alguns apóstolos e outros que quiser acrescentar na cena, como Santa Maria Madalena. Um excelente complemento para o Jardim da Ressurreição.

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6 – A Cruz 

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A Cruz “vazia” nos lembra que Ele foi morto, retirado, colocado na sepultura, mas que está Vivo: a faixa é o pano que cobria Nosso Senhor no momento da Crucifixão. Seria excelente colocá-la no jardim ou na entrada de casa (ou na varanda) nos dias que antecedem a Semana Santa e durante todo o tempo Pascal, porque representa a ressurreição, uma vez que tradicionalmente a cruz está com Jesus crucificado.

Projeto para fazer com as crianças:

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Aproveito para desejar-vos uma Santa Páscoa!

 

 

 

 

Presentes católicos para crianças!

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Neste post gostaria de dar algumas sugestões de presentes católicos para crianças – especialmente para os nossos próprios filhos. Muitas vezes podemos nos esquecer de entregar algo especial para o filho, que remeta à fé católica, por falta de ideias, local onde encontrar, entre outros motivos. Ou simplesmente alguns não julgam importante… o que é uma pena. É muito importante, pois estamos sempre presentando os nossos filhos com jogos, brinquedos, roupas e objetos que eles cobiçam, mas com relação à religião, oferecemos pouco. Podemos mudar isso! Uma boa ocasião são os aniversários (onde eles vão receber presentes de amigos e parentes, e certamente, nada semelhante), especialmente os de batismo, dias de santos de devoção, natal, páscoa, novenas familiares, etc. Vamos às sugestões!

1 – Almofada

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Neste link você pode encomendar almofadas personalizadas, de qualquer santo: muito fofo, não acha? Para enfeitar o quarto, pensando em fazer um conjunto também fica excelente! Na imagem, Nossa Senhora e o Menino Jesus.

2 – Terços Especiais

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Terços de fita ou de fuxico, pedras com rosinhas: é possível encantar quando se trata dessa poderosa arma de oração!

3 – Quadros com orações

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Lindo quadro com a oração ao anjo da guarda: é possível encontrar vários modelos e personalizar.

4 – Bonecos

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Acima, respectivamente: Sagrada Família , Nossa Senhora Aparecida e Papa Francisco. Mas é possível fazer encomendas de quaisquer santos. Você pode pesquisar em sites de artesanato como Airu e Elo7, para outros vendedores.

5 – Esculturas em Biscuit

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Santa Joana D’arc e muitos outros, com características infantis, para auxiliar os pequenos, apresentar a vida dos santos, entre tantas ideias!

6 – Chaveiros

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De Santo Antônio: por encomenda. Procure por outros estilos e modelos!

7 – Painel

painel-nossa-senhora-de-guadalupe De feltro, feitos em esteira, com muitos temas! Lindo para colocar na porta do quarto!

8 – Oratórios

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Modelos lindos (perfeitos para pôr na cabeceira): Estilo oriental, Monge Barroco e Rústico. Mas há tantos modelos que é difícil escolher! Basta procurar por “oratório” nas buscas do site.

 9 – Marcador de Bíblia

15Marcadores de vários santos para livros ou Bíblias!

10 – Caixas decoradas

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Divino Espírito Santo, Multiuso  e De Orações! Estou querendo uma é para mim! :)

 

Entrevista: Submissão da Mulher

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10013982_715927625095343_1016154174_nNão sei se vocês já conhecem o programa Modéstia e Pudor, que acontece todas as semanas na Rádio Vox – recomendo!  Esta semana sai uma entrevista que eu dei sobre a submissão da esposa ao marido, um tema que eu discorro de vez em quando aqui no blog, agora de maneira mais específica. Se puderem ouvir, basta ir no site da RADIO VOX no dia  27-03 às 21:00 hrs para conferir ao vivo. Depois de alguns dias, estará disponível como arquivo, e eu venho aqui passar o link. Aproveitem para conhecer os demais programas da radio, sempre com conteúdo excelente em vários assuntos! Obrigada e Salve Maria!

 

A vida no lar – e o trabalho fora dele – Parte 4

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Simone de Bouvair costumava dizer que a opção de ficar em casa e cuidar dos filhos jamais poderia ser dada à mulher, pois se assim fosse, “demasiadas mulheres farão esta opção”, o que não interessa à causa feminista. Quase ninguém conhece a afirmação, mas o eco dela está na sociedade como um todo, o que nos faz compreender porque esta vocação sofre ataques pejorativos por todos os lados.

Muitas pessoas, até hoje, continuam acreditando que toda melhoria para a vida das mulheres é fruto de alguma causa, de algum panfleto, de alguma queima de sutiã. Como se apenas a partir da “classe feminista” organizada é que a vida tivesse melhorado para nós. E corremos o risco de fazer uníssono com isto: é comum ver algumas devotadas feministas (especialmente em debates de internet, nas faculdades e meios mais ordinários) repetirem sandices como “agradeçam as feministas por terem um nível superior, por usar a internet.” É lamentável que esse discurso não consiga ser demovido; estamos tão mergulhados na desinformação histórica, que mentiras são ditas a todo instante, e com que direito de bom-senso!

Claro: a estória de não poder utilizar a internet é só uma estratégia das feministas de reduzirem a religião cristã à mesma categoria das religiões tradicionais orientais – estas sim, oprimem, muitas vezes, a mulher, mas não  vejo feministas ocidentais interessadas em defender os interesses daquelas mulheres. No Marrocos, por exemplo, há uma “Lei” que garante ao estuprador de uma menor a opção de se casar com ela, e assim escapar da pena. E tal é a mentalidade por lá, que geralmente a família da moça (a quem cabe a decisão), aceita. Recentemente, uma jovem de 16 anos, obrigada a aceitar estas condições, cometeu suicídio. Quanto a “nós”, a causa está tão ridícula e saturada, que agora elas reclamam o direito de urinar em pé – coisa que elas podiam, lamentavelmente, fazer em privado.

Sinto dizer as feministas (aliás, minto: fico bastante satisfeita) que nossas maiores conquistas foram materiais: se hoje não precisamos mais passar tanto tempo no tanque de lavar roupas, acendendo o fogão à lenha, salgando as carnes para todo um período, entre milhares de coisas do gênero, não foi porque elas nos libertaram do fardo, mas porque o fardo por si só ficou menor com o avanço das tecnologias (e a abrangência do cartão de crédito). Quando a mulher não podia pagar por estas coisas (o acesso a uma máquina de lavar, por exemplo, está bastante democrático atualmente), ela tinha de, invariavelmente, recorrer à outra mulher para que o fizesse em sua residência. Até mesmo as próprias feministas devem às facilidades da vida cotidiana o surto de suas existências: foi o tempo livre, sem dúvida, que pôde produzir estes discursos, já que, séculos atrás, quando a vida era bastante dura, todos estavam ocupados demais, dependentes demais uns dos outros, para pensar em igualdade de funções.

Explico: algumas pessoas se esquecem de como a vida funcionava até bem pouco tempo atrás… olham para o passado e não sabem do que estão falando, porque parece que estão sempre criticando a família dos anos 50, com poucas variantes. Esquecem que tanto a vida no lar, como o próprio trabalho tinham organizações  distintas: da cooperação mútua entre homem e mulher, unidos pela família, dependia a sobrevivência de todos, num mundo onde tudo isso que recebemos tão naturalmente – hospitais, educação, vacinas, saneamento básico, etc., etc. – não existia.  Esquecem que se (quase) nenhuma mulher tinha nível superior, bem poucos (pouquíssimos, aliás) homens o tinham. As mulheres “lutam” para ter uma jornada de trabalho, como o homem “sempre teve”, mas não desconfiam que na verdade, até a revolução industrial, o homem não tinha “jornada de trabalho”,  porque as pessoas – incluindo as mulheres – trabalhavam em períodos, frequentemente em estações, cada qual de acordo com a função que desempenhavam. Esta coisa de “sair de manhã e voltar à noite”, que nossas contemporâneas tanto desejam, é algo absurdamente novo, de todos os pontos de vista, e também indesejável de todos os pontos de vista – pelo menos, para as mães.

Nesta quarta parte de minhas reflexões, venho tocar em alguns pontos que permaneceram em aberto, após alguns questionamentos que recebi via mensagens, e mesmo perguntas feitas diretamente. Uma delas, bastante pertinente, porque pode ser a dúvida de muitas, será formulada da seguinte maneira: “Se o ideal é que a mulher fique em casa e cuide dos filhos, então por que pensar em formação acadêmica ou profissional para as moças?

A pergunta não é apenas simplista, ela é também carregada de radicalismo. Temos que ter muito cuidado com tais corolários: eles podem , aparentemente, resolver nossos dilemas, mas fatalmente não sobrevivem no mundo real. Por que estou dizendo isto? Porque não raro tenho visto mulheres defenderem um comportamento ultra-anacrônico, de não sair de casa para fazer qualquer atividade semelhante, sob pena de não estar sendo a “mulher ideal”- ou seja, aquela que fica apenas em casa, lavando, bordando e servindo a mesa para 13 filhos. Bem, se tal mulher realmente existiu, ela contava com a enorme vantagem de não ter toda esta consciência de classe que nossas atuais senhoras anacrônicas têm – e isto lhes dava a tranquilidade de serem ordinárias num mundo ordinário. Elas eram mulheres comuns. E precisamos, antes de tudo, compreender de fato o que isto significa.

Respondo de modo direto (como, aliás, já respondi várias moças e senhoras): demonstra-se, por muitos motivos – e isto levando em consideração não uma regra quinhentista, mas a própria configuração do mundo atual – que continua sendo ideal, melhor e mais saudável para todas as partes envolvidas [esposa, esposo e crianças], que a mãe se dedique aos filhos, especialmente enquanto pequenos e totalmente dependentes dela, o que se faz mais adequadamente quando ela dispõe de tempo, coisa que o trabalho – mas, preste atenção, o trabalho do modo padrão na sociedade industrial - não contempla. Refiro-me ao emprego diário, a jornada média ou longa, que ocupa e afasta a mãe deste lar.  Se por um lado, contamos com toda a facilidade material do mundo moderno, por outro, o aspecto emocional da família continua necessitado da presença e disponibilidade desta mãe. Eu diria mais: nunca, como hoje, se torna tão plausível. E é por isto – e não por mero saudosismo de “como as coisas costumavam ser”, é que se torna compreensível que se fale do papel desta mãe católica dentro da família, nos termos em que se discute aqui.

Devemos ser sensatos o suficiente para conferir à outra questão o mesmo rigor: a plausibilidade da formação da mulher na nossa sociedade contemporânea. É bom, útil, necessário e até indispensável que a mulher estude e saiba alguma profissão?  Sabemos que sim, e o por várias razões,então, sinceramente, de onde vem a dúvida? De onde vem essa vontade de ser “perfeito” até nos detalhes da louça, quando neste mundo não somente acabaram as ocasiões para os chás, mas as próprias ervas são desconhecidas? Não é somente anacrônico, é insustentável que aprovemos o raciocínio daquelas e daqueles que aparentemente “não vêem motivos” para uma moça ingressar na faculdade ou aprender um ofício, se pretende casar. O que acontece, então, se não se casa? Antes, a mulher que caía na má sorte de não se casar, era mais vista como desgraçada pelo fato de não poder sustentar a si mesma e acabar sendo responsabilidade da família ou ao menos condenada à uma vida extremamente penosa, que por não encontrar meios de seguir  a vocação que sonhava. Não há justificativas, atualmente,para não proporcionar à sua filha estudo e profissão, e não apenas pela incerteza do casamento: vale a pena fazê-lo porque tudo isso é acessível, bom e útil, de muitas maneiras, que não apenas uma ocupação na carteira de trabalho.

Estudar e fazer faculdade é algo que acrescenta em diversos âmbitos, inclusive na vida do lar. Eu tive a oportunidade de fazer faculdade, o que sem dúvida me ajudou em muitos aspectos (conhecer o marido,por exemplo), e o principal deles é ensinar muitas coisas para os meus filhos e para as pessoas ao meu redor, em especial as mães que educam em casa.  Eu entendo perfeitamente uma mulher que se case antes disto acontecer na sua vida, ou decida fazê-lo quando acha que tem oportunidade na vida de família, ou então que simplesmente não tenha interesse nisso, assim como é natural que os planos sejam abandonados no meio do caminho, quando acontece o matrimônio e os filhos vêm. Todas estas possibilidades são boas, de acordo com a vida pessoal que cada uma de nós pode e irá levar. Não nos esqueçamos, também, que nas sociedades antigas, longe de ser uma ociosa, a mulher encontrava espaço para se “formar” em muitas coisas: algo que atualmente só poderíamos suprir com estudos e cursos – alguém comentou, com razão: em certos meios sociais, a mulher antes era tão bem formada em artes e literatura, que nossos atuais diplomas de faculdade não chegam nem perto. Ademais, é notório que se em tempos de crise, a mulher “de antigamente” seria capaz de ajudar seu marido no sustento do lar, com sua própria iniciativa ou sua força de trabalho, atualmente, se não fornecemos estudo e profissão, a mulher moderna não poderá fazer nada senão lamentar.

Tenho certeza de que muitos de nós admiram o modo como nos parece que as sociedades antigas se organizavam, com cada um cumprindo seu papel de forma diversa, mas a matemática não é tão simples quanto supõe nossa deficiente compreensão: certamente há maneiras muito mais razoáveis de demonstrar reverência a um passado simbólico, que não repetindo um padrão de comportamento, na melhor das hipóteses, insincero.

Como eu afirmei nas partes anteriores, há muitas razões para que a mãe de família permaneça no lar, quando se têm essa possibilidade, e tão nobres são estas razões, que devemos lutar por esta oportunidade quando as coisas não são tão favoráveis. A permanência da mulher no lar já foi uma questão crucial de sobrevivência; se hoje, dadas as facilidades do mundo industrial, isto já não é assim, criou-se uma outra demanda, e é precisamente sobre esta demanda que minhas reflexões se direcionam. Uma das razões pelas quais não se consegue convencer muitas mulheres da importância de sua presença no lar e na vida integral de seus filhos pequenos é que ela não entende no que consiste sua indispensabilidade, uma vez que quase tudo pode funcionar sem ela; nesse sentido, o discurso anacrônico, que simplesmente deseja obrigar a mulher a repetir um modelo de sociedade antiga, quaisquer que sejam as condições, só as afasta dos reais motivos que temos hoje.

Eu acredito que neste século iniciou-se um importante debate sobre toda essa questão, porque mulheres em situações emblemáticas – chefes de multinacionais, popstars, líderes de governo –  estão retornando ao lar, abandonando carreiras, diminuindo o ritmo e mandando uma mensagem para o mundo. Esta mensagem não pode ser reduzida a “Nunca deveríamos ter escutado as feministas e abandonado nossos lares!“, porque não foram as feministas nem as únicas e nem mesmo as principais responsáveis por toda esta grande transformação que nossa sociedade passou nestes dois séculos; não pode ser reduzida a este slogan porque correríamos o risco da decepção ao ver que esta atitude não significa refazer tudo como um dia foi feito – mas, antes de tudo, é um alerta de que existe uma enorme demanda da presença da mãe no lar, uma demanda que é completamente deste século, é nossa e é eterna, é a demanda de Deus, que , com toda certeza, nos fez co-ajudadoras do homem, em todas as circunstâncias. Quando a mulher olha para a sociedade contemporânea, ela pode chegar à conclusão de que não é mais tão indispensável assim – mas é somente quando ela olha para Deus é que consegue tomar dimensão do que ela pode realizar dentro dos planos Dele, com as condições que temos agora.

Estas “facilidades” do mundo moderno nos permitem muitas coisas. Acho que estamos,enquanto mulheres e mães, aproveitando mal o fato de que indiscutivelmente ganhamos tempo para realizar muitos projetos,especialmente com nossos filhos. E até mesmo a nível profissional, há muito a ser feito: coisas e vias completamente novas – a médio e longo prazo. Querem exemplos? É difícil imaginar como uma mãe de família poderia conciliar o emprego diário na indústria com suas obrigações domésticas, mas não há obstáculo que a impeça de ser uma boa decoradora, o tipo de profissional liberal que faz seus próprios horários, trabalha por períodos e está com a família na imensa maioria do tempo. Sim, porque também não se trata de privar a mãe de qualquer individualidade ou tempo apenas dedicado à si mesma… isso é importante, é algo que foi imprescindível em todas as épocas. Há coisas essencialmente femininas, que sempre foram de nossa alçada e organização, e está muito equivocado o pensamento daqueles que acham que apenas os homens trabalharam, quase como se a nós só restasse consumir os produtos! Algumas coisas permanecem essencialmente masculinas, no que tocam as profissões, por exemplo, mas mesmo esta parte, ainda que de predominância dos homens, encontra um espaço para nós imprimirmos nossa rica contribuição. Apenas temos de estar atentas à nossa vocação e ao que nos é próprio, e então pararmos de perseguir a “carreira”, nos mesmos parâmetros que os homens…

São coisas que costumam ocupar meus pensamentos, e espero dividir com vocês muitos outros pontos em textos futuros.

Mais ideias para o Caminho do Alfabeto

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Desculpem o hiato  nas postagens, mas estava um tanto ocupada planejando coisas para este ano… mal consigo crer que já estamos na metade do mês. O jeito é ir fazendo as coisas, pois já vi que 2014 vai passar ainda mais rápido!

Algumas pessoas me escrevem perguntando sobre o Caminho do Alfabeto e querem ideias… é muito fácil desenvolver uma lista criativa: basta você pensar em diferentes áreas do conhecimento: história, geografia, ciências, literatura, astronomia, música: o alfabeto é o pretexto que você precisava para ensinar coisas diversas [e criativas].

Por exemplo: ao invés de selecionar muitas atividades para uma letra, você pode selecionar cidades ou países; escolhe-se, por exemplo J de Japão, e há uma infinidade de coisas para se fazer.

- Mangás, origami, bonecas de papel e de porcelana, artes marciais, quimono, hai kai, filmes, desenhos, livros, e muito mais!

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Este guia ilustrado mostra o dia-a-dia de uma criança do outro lado do mundo. Yumi, uma simpática japonesinha de sete anos, nos convida a conhecer um pouco da cultura de seu país. Por Etsuko Watanabe.

Se sua filha gosta de ballet, poderá levá-la ao teatro para ver peças (veja a  programação das principais escolas de ballet da cidade), além de incluir muita literatura sobre o tema, como a coleção “Os mais belos balés para crianças”, da Editora Salamandra, entre diversos títulos.

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“Você vai descobrir como surgiu o balé, quem criou a sapatilha de ponta, quem são os mais famosos bailarinos, a origem das grandes companhias, e ainda poderá ouvir as principais músicas compostas para os balés mais conhecidos do mundo. Aprenderá até mesmo alguns passos da dança! Um livro para jovens bailarinos e para todos aqueles que amam o balé.” AQUI.

Um programa diversificado inclui os dois princípios: na letra “A” podem trabalhar diversas palavras e atividades, e em determinada letra, apenas um tema, como demonstrei acima.