Memórias sobre educação

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Lendo a biografia de um dos maiores críticos literários vivos – George Steiner – eu encontrei um emocionante relato de educação familiar. Steiner narra com entusiasmo como seu pai havia lhe contado a história da Ilíada, mantendo o livro fora do seu alcance (afinal, ele era um menino), e do impacto que estas narrações “informais” e, mais tarde, as leituras de trechos em voz alta, marcaram a sua alma com altos níveis de ansiedade e paixão. Leituras, convites para conferir a tradução grega, perguntas que só deveriam ser respondidas no dia seguinte.  Presenciar um amor assim vale mais do que qualquer leitura acadêmica que se faça de Homero, anos mais tarde.

Então hoje eu mesteiner proponho a perguntar que tipo de educação posso dar para os meus filhos. Talvez o que mais se destaque na informação acima seja a menção à Ilíada. Eu compreendo. Quando você começa a fazer homeschooling é maravilhoso saber que um mundo de possibilidades se apresenta, e é normal, num primeiro momento, você achar que tudo é uma questão de escolha – escolher entre Homero ou os livros da escolinha. Você quer dar uma educação clássica? Claro. Uma educação livre? Certamente. E que tal a educação que os grandes escritores receberam? Que tal a educação do próprio George Steiner e de quem mais lhe prometerem?

Bem, talvez você pense que George Steiner foi educado com Homero. E adormecendo ouvindo Schubert. Steiner, cujo livro preferido de infância foi uma coleção de brasões da nobreza. Eu poderia fazer uma enorme lista, e você decidiria se George Steiner se tornou o que é pela sua infância e juventude com sua família ou pelo árduo – eu disse árduo – trabalho individual, durante o tempo em que estudou na Universidade e depois dela. Não importa. Se você tivesse lido dois (apenas dois) parágrafos da biografia de Steiner você saberia com toda certeza que jamais poderia ter a educação dele. Ou dar para os seus filhos. Ainda que você siga um currículo rigoroso – e realmente o ponha em prática -, desde Homero na infância até fazer seu filho adormecer ouvindo música clássica (mencionando, é claro, que ele estará ouvindo apenas indiretamente; tudo se trata de você apreciar naturalmente os grandes compositores, com eventuais deleites).

Não se trata tanto de currículo quanto de família – e não é que Homero ou Schubert não tenham lá muita relevância na educação de alguém. É porque mesmo com a escola (e Steiner foi à escola), o mais decisivo ainda será como acontece o convívio familiar de cada um. Se você acha isso um detalhe, subjetivo demais ou modesto demais, eu convido você a olhar para a sua própria rotina  – especialmente se você for um pai ou mãe homeschooler. Vamos olhar o exemplo que inspirou este texto: George Steiner narrando suas memórias de infância. Mais do que narrar o quanto de erudição a leitura da Ilíada agregou na sua vida, ele recorda os momentos em que os cantos de Homero, na voz de seu pai – alguém que Steiner amava profundamente – passaram a ser admirados justamente por causa disso:  pois antes de ler a Ilíada – e mesmo que jamais a lesse, depois – George Steiner já a amava.

Era o amor de seu pai por Homero, por ouvir música na sala antes de deitar. Eu sou da opinião de que livros e toda forma de arte tem um valor estético; definitivamente, Homero não é o mesmo que Paulo Coelho. Talvez você tenda a achar que sem algo no nível de Homero a memória ou a educação de Steiner não teriam sido as mesmas.. Mas todos nós temos memórias semelhantes de nossos pais, com coisas mais triviais, coisas que eles puderam nos dar simplesmente porque aquilo era o que eles eram. Pais podem dar, culturalmente, mais do que tiveram – estamos cheios de relatos de mães analfabetas que praticamente alfabetizaram seus filhos, pela força do incentivo. O que foi essencialmente dado, no entanto, para uma criança nesse contexto, não foi tanto a leitura quanto uma mãe de incrível fibra. Há crianças que se alfabetizam com pais que não fazem muito por elas: não é verdadeiro afirmar que necessariamente levem todas as vantagens práticas sobre as que tiveram pais dedicados nesse ponto. Mas é verdadeiro e seguro dizer que as primeiras foram melhor educadas. Pais certamente educam com o que não tiveram, mas jamais com o que não são.

Na minha casa e na minha estante, como vocês sabem, há muitos livros. Eu gosto de livros. Meus filhos tem que gostar, e já gostam. Não é uma mera exigência: é quem eu sou. Isso é importante para mim, mas meus filhos são educados por Luciana, que de vez em quando fica nervosa por umas bobagens. Com casa bagunçada, por exemplo. Luciana tem um grande movimento melancólico na alma, e precisa se animar para fazer coisas que algumas pessoas devem fazer com as mãos amarradas; os filhos já sabem que a casa da família não é a mais organizada do mundo, mas há orações diárias e certos passeios que são invariavelmente os mesmos. Outro dia a minha filha insistiu que queria a minha presença para dormir na cama: como eu queria me ver livre dela, lhe disse que convidasse Jesus  para dormir. Isso gerou um pequeno diálogo cheio de conjecturas por parte de Lupita (“Eu tenho que guardar um espaço para Ele na minha cama? Ele vai me abraçar?); o mais importante é que por certo número de dias ela me deixou em paz e Jesus assumiu o controle – em primeiro lugar porque Ele está sempre no controle mesmo, mas em segundo porque a mãe era Luciana que costuma falar coisas desse tipo. Coisas belas, mas também coisas que precisam ser vencidas (outro dia minha filha se recusou a entrar na cozinha porque estava muito suja; eu posso levantar muitas defesas como dizer que estou sempre muito cansada, mas tive que limpar o chão com mais frequência já que uma cozinha nojenta pode ser em certo sentido mais educativa que os livros que eu leio depois do jantar).

A minha família tem uma série de particularidades que são as maiores responsáveis pelo verdadeiro homeschooling aqui em casa. Não dá para fazer uma lista destas coisas, como dá para fazer cestas de livros mensais e indicar para vocês. Eu não posso descrever o modo como papai e eu temos de nos esforçar para manter o estado de graça. Como eu tenho que vencer o meu mau humor ou como meus filhos já nos conhecem a ponto de saberem de quais pessoas somos realmente amigos. Conheço uma família que, até onde se pode verificar, educa de modo muito católico e devoto os filhos há muitos anos; a filha, no entanto, tem uma opinião bastante pesarosa sobre as amizades da família: os pais cortam laços inesperadamente com quem “não corresponde ao apostolado”. Para ela, a mãe é uma pessoa de humor exaltado, que se ofende muito rápido. Como criança, ela foi obrigada a desenvolver sucessivos laços de amizade com pessoas que foram facilmente descartadas pela família depois. Há pessoas que mantêm um número elevado de amigos virtuais, mas não se esforçam para ver a família amiga que é sua vizinha. Isso educa. Não pense que seus filhos não estão vendo, que isso não os afeta de fato.

Eu não desprezo o valor que uma grande literatura pode proporcionar. Eu poderia dizer, apenas a nível de comparação, que também fui educada com Homero. Na verdade, assim como Steiner, por muitos anos eu ouvi o meu pai narrar a Ilíada e a Odisséia durante o jantar ou enquanto estávamos na sala de livros. Eu conhecia todos os personagens bem antes de ler os poemas. E quando eu li, aos 15 anos, meu pai achou que eu o fiz demasiado “tarde” e não me levou muito a sério (eu havia recusado suas sugestões de leituras várias vezes antes). A minha maior lição de Homero continua sendo o dia em que meu pai recebeu a notícia que eu estava lendo o livro. Ou quando, aos 20 anos, sem ler Crime e Castigo, ele me deu um pequeno sermão (“Como você pode pensar em escrever sem ler estes grandes clássicos?” – e olhe que eu já havia lido três livros de Dostoiévski até então). Somos educados não para nos tornarmos necessariamente iguais aos nossos pais ou a termos os mesmos tipos de atitude (a menina cujos pais se desfazem de amizades pode vir a ser o oposto), mas somos influenciados e nunca saberemos até que ponto.

Particularmente, eu me mantenho bastante cética quando se trata de “diretrizes” para homeschooling. Ninguém pode direcionar a educação domiciliar na minha casa – pelo menos não da maneira como se tem propagado ou como algumas pessoas anseiam. “Como eu vou educar o meu filho em casa?” Olhe para a sua família. Mas olhe de verdade. O melhor currículo do mundo, hoje, muda a sua família? Elimina aqueles probleminhas que você e seu marido precisam enfrentar para criar um cotidiano feliz? Seu empenho em conseguir todas as informações educacionais está no mesmo nível que seu empenho em ter vida interior? Eu não consigo disfarçar o tédio por atitudes que prometem ou pretendem atingir alvos que não estão mesmo ao nosso alcance. Como a educação de George Steiner. Como salvar o mundo. A arte, a cultura.

O melhor currículo facilitaria muito a minha vida prática, mas eu sou honesta o suficiente para reconhecer que ele não seria transformador. Há coisas transformadoras na minha vida que duraram bem menos tempo do que eu levaria aplicando um currículo nos 20 anos de homeschooling: coisas que estão lá na minha grande e na minha pequena lista de prestar contas a Deus. Eu não imagino Jesus Cristo perguntando sobre Homero na educação dos meus filhos, isso simplesmente não parece a pauta. Eu sei que muitas pessoas fazem odes à educação de excelência, mas eu só faço em certa medida. Na medida em que você tem tempo livre, disposição e que isso não lhe traga nem dor de cabeça e nem orgulho demais. Os elogios à “melhor educação que você pode dar ao seu filho” poucas vezes incluem aqueles êxtases dos santos, aqueles divisores de água no caráter humano – mesmo quando se está propondo ler os clássicos. Não é que eu pense que certas coisas venham em segundo lugar no que realmente importa. Eu nem tenho certeza se há um lugar para elas. Às vezes eu me pego pensando naquele trecho de O Diálogo das Carmelitas, sobre a vocação das religiosas. É um dos trechos mais belos que eu já li. Fala sobre a vida de oração das freiras; é a Priora quem fala:

“Assim como a oração do pastorzinho que guarda suas ovelhas (…) O que o pastorzinho faz de vez em quando, a partir de um movimento do coração, nós devemos fazer dia e noite. Não que esperemos rezar melhor do que ele, muito pelo contrário. Essa simplicidade de alma, esse terno abandono à Majestade divida que é nele uma inspiração de momento, uma graça e como a iluminação do gênio, nós consagramos a vida para adquirir, ou para reencontrar se já o tivermos conhecido, pois é como um dom da infância, que raramente sobrevive à infância… Depois de sair da infância, é preciso sofrer muito tempo para voltar a ela, como no final da noite reencontramos uma nova aurora. E eu, será que voltei a ser criança?”

Nos longos anos em que eu dedicarei o meu tempo à educação dos meus filhos, esta parece ser uma grande inspiração. Então, você trabalha anos e anos para alcançar a salvação eterna de si mesmo e dos seus. Ou em outras palavras, trabalha para não ver sumir completamente o que tão gratuitamente você vê na infância deles: coisas que você necessita para aprender, viver e se alimentar espiritualmente… mas você lembra que não é um privilégio eterno, que os problemas vão aumentando a cada dia que passa, do ponto de vista do pecado, claro. Eu realmente gostaria de não ter tantos anseios quanto os que eu tenho, fizesse eu homeschooling ou não. Claro que agora a educação de George Steiner vai me influenciar. Especialmente quando eu penso que o mais importante no fato pode ser como a inspiração desse pastorzinho, pois o amor une estas coisas.

Como ensinamos… Artes

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ATENÇÃO: ESTE POST ESTÁ SENDO PUBLICADO NOVAMENTE.

Salve Maria!

Este post faz parte da série “Como ensinamos…” – partilhas sobre a educação das crianças aqui em casa. (No caso de Artes, o mais adequado, sem dúvida, seria “Como trabalhamos…”) Veja o post de Ciências.

Artes: um conceito amplo, pois envolve a própria literatura, música, apreciação de obras de arte, dança, artes plásticas… aqui fazemos de tudo um pouco. Neste post eu vou me ater às artes plásticas e apreciação de pinturas – farei outros posts com os outros. Meus filhos ainda são pequenos, então, procuro fazer com que eles experimentem livremente diversos tipos de artes. Com o passar dos anos, eles podem sentir que devem seguir determinado caminho – de modo que poderemos investir em alguma dessas coisas que eles agora vivenciam.

Meus principais Guias.

Apreciação

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Este livro me ensinou a ver as obras de arte com outra perspectiva, quando se trata de crianças: a perspectiva da brincadeira e da sensibilidade. Em “Para a criança brincar com arte” a autora seleciona quadros e ilustrações famosas para propor que a criança imite o semblante, perceba as cores, faça de conta que está provando uma comida… Uma ideia para transpor as páginas deste livro e ir adiante! (Foi lançado da década de 90, por isso atualmente, só encontramos em sebos. Veja na Estante Virtual)

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Child’s Book of prayer in Art, Sister Wendy Beckett – esta freira tem muitos títulos dedicados à arte e religião. Este livro foi lançado no Bras há mais de 15 anos, mas é difícil encontrar.  Na Amazon é possível importar outros títulos da freira, todos de excelente nível.

Para mim, como católica, um livro como este vale muito. As reflexões tão singelas e elevadas sobre a fé, felicidade, oração, presença de Deus… me ensina e estimula a conversar sobre estas coisas com meus filhos – e tudo através do Belo, que é, diga-se, um dos atributos de Deus. Esta freira fez um trabalho notável com estes livros! (Ao clicar em links de livros importados na Amazon, sempre verifique se é a versão kindle, que é digital, e capa comum, que é livro físico). Veja também Sister Wendy’s Bible Treasury (Tesouro bíblico) e Sister Wendy on the Art of Saints (Santos).

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Coleção ARTE COM CIÊNCIA: Cenas da Terra, Caminhos da Àgua, Espetáculos da Vida e Fenômenos da Natureza.  Belíssima coleção que permite ensinar conceitos da ciência através das obras de arte. São tópicos que servem de inspiração, caso você queira desenvolver e aprofundar o tema. Meus filhos são pequenos e por isso não faço um estudo sistemático (como poderei fazer mais adiante, usando esta coleção), mas eles já conseguem perceber certas coisas e já vão ganhando vocabulário. Além do mais, tem coisa mais genial do que aprender o que é pradaria através de um belo quadro?

Trabalhinhos

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Fazendo e Brincando, da coleção O mundo da criança (versão da década de 90) traz o passo a passo de diversos trabalhinhos artísticos que nos inspira sempre! E quase tudo com material de fácil acesso! Nossa meta é fazer tudo que o livro propõe nos próximos 2 ou 3 anos. Eu fiz tudo com minha irmã, quando éramos crianças. Eu gosto dele porque propõe o uso de materiais como argila, tintas, costuras, papier machê, pedras e outros cacarecos.  Na fase em que os meus filhos estão é onde estas propostas são mais proveitosas e interessantes. Claro que eu também pesquiso de vez em quando e faço outras coisas durante o ano…

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Livros de atividades Usborne

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Livros de Artes diversos da editora Usborne: eles tem vários títulos legais, com propostas de colorir como “Meu livro de arte para colorir” e adesivos – “Minha galeria de Arte com adesivos”.  Há muitas opções como Meu livro de artes com adesivos, (parecido com o meu, da foto , que está esgotado), Meu livro de artes – tudo sobre as cores (indicado para crianças maiores que as minhas).

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Conexão com Literatura e História

Eu estou escrevendo o post Como ensinamos… História (bem aos poucos, desculpem a falta de tempo) e nele ficará mais evidente a relação entre os livros clássicos que lemos e o estudo da perspectiva histórica… e também como relaciono tudo isso com as artes em geral. Estamos lendo o livro As mais Belas Fábulas Russas ao mesmo tempo em que observamos as diferentes culturas (no caso, a russa, mas temos outras para estudar este ano). Eu aproveito para escutar as músicas típicas do lugar, fazer uma receita do país, um trabalhinho manual… é um estudo que eu comecei ano passado, mas que apenas este ano ganhou forma (meus filhos eram ainda menores e eu não me cobrei tanto quanto a isso), de modo que espero poder ilustrar aos poucos como tenho feito na prática. Fica a sugestão para você pensar em fazer um estudo semelhante com teus filhos! Poupa tanto tempo de pesquisa! Além do mais, é uma tendência clássica e humanística, muito recomendada pelas pedagogias católicas tradicionais: tudo através dos livros de literatura… a minha ideia é, com o passar dos anos, ter mais experiência nisto e aprimorar sempre para que tudo que for possível venha através do tronco que são os livros. Como meus filhos são pequenos eu não me cobro muito – sabe por que? Porque um estudo assim só era feito mesmo a partir dos 10, 12 anos da criança, quando ela tinha um estudo realmente formal. Agora eu aproveito para experimentar e formar a mim mesma (convenhamos que uma coisa é ler os livros sobre como estas coisas funcionam, outra coisa é pôr em prática… é mais ou menos a diferença entre fazer uma equação de determinado experimento e fazê-lo no laboratório… rs). Partilhe experiências se você também tem isto como meta!

Aguarde os próximos posts!

Como ensinamos… Matemática

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Salve Maria!

Este post é para mostrar como trabalhamos matemática neste momento – Lupita acaba de fazer 4 anos e Dimi fará 3 no segundo semestre. Basicamente, aprendemos a contar de muitas maneiras diferentes. No caso da Lupita, já estou introduzindo soma e subtração, mas apenas com materiais manipuláveis. Aliás, é o que mais usamos nesta fase. Deixei a escala cuisenaire para o próximo semestre (ou mesmo o próximo ano, ainda não me decidi). Também fazemos pequenas atividades de lógica: é o mais indicado para Dimi, por exemplo, que ainda não consegue reconhecer os números.

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Use tudo o que der

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Nessa fase, não é preciso investir muito em materiais de matemática. Eu fiz um apanhado de brinquedos e cacarecos das crianças e fiz nossa pequena “cesta de matemática”. Eu pesquiso no pinterest algumas atividades simples e tento ver o que eu já tenho ou posso providenciar facilmente: deste modo, quase todos os dias da semana fazemos alguma coisa diferente.

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Contar, contar, contar! Se você ficar apenas nos números e nas figuras de um livro, é claro que vai ficar chato – além disso, a criança é bem visual, sensível e prática, de modo que se ela está contando alguma coisa, deixe que ela segure. A atividade acima é muito simples: eu separo os conjuntos com os objetos e ela deve contar para pôr o número correto. Depois, o inverso: deixo o número embaixo de cada quadradinho e ela deve colocar a quantidade adequada.

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Noção de conjuntos: coloco diferentes objetos em forminhas para Lupita contar. Variações da atividade:

1 – Coloque os números embaixo de cada forminha

2 – Explicar noção de conjunto: local onde estão reunidas algumas coisas. Use o quadro branco para mostrar corações ou flores em diferentes círculos. Use outras coisas para guardar os objetos: caixas de fósforos, cestas, etc.

3 – Qual conjunto  é maior? Qual é o menor? (Quantidade)

4 – Qual é o conjunto de discos de madeira? Qual o conjunto de casinhas? (Dimi já pode fazer esse)

5 – Quais conjuntos tem a cor vermelha, quais conjuntos tem a cor verde, etc.? (Dimi também faz)

6 – Quais conjuntos tem 4 objetos, etc.?

7 – Pintei placas de madeira: relacione os objetos à cor da placa (principalmente para Dimi)

8 – Forme 4 conjuntos com 3 objetos cada. Objetos diferentes. Objetos iguais.

9 – Dou 2 forminhas e 10 peças iguais de madeira. Divida igualmente. (Coloque 1 em cada, por vez. Depois conte quantos ficou em cada forminha. Coloque o número embaixo)

10 – Dou um conjunto com 10 peças. Dou comandos: diminua 2. (Ela tira duas coisas) Some 1 (ela põe.) Etc, etc.

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Dimi ainda está aprendendo as cores, por isso, eu faço algumas brincadeiras de lógica: ele deve relacionar os objetos às cores do giz de cera. Depois, aproveitamos para contar. Uso feijões e coisas da cozinha para incrementar e mudar a mesma atividade de relacionar números e quantidade.

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O joguinho é um Mini mosaico, muito legal porque eles ficam tentando encaixar de diversas maneiras e é possível formar figuras diferentes. COMPREI AQUI. O livrinho de adesivos se chama Os números para colar e aprender, onde é possível cobrir pontilhados e fazer várias atividades relacionando números e quantidade com adesivos.

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Pequenas variações de jogos de emparelhamento: pares de meias, discos de E.V.A. decorados, recortados no meio e misturados para a criança montar corretamente. Você pode selecionar algumas peças de um jogo da memória para fazer a mesma proposta (cartas de baralho, peças de dominós, fotos de santos, enfim, tudo o que puder ser identificado como igual)

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Sequências lógicas e sequências de padrões. Acima, um jogo de sequência lógica. Comprei por uns 20 reais e é MDF. Mas você pode imprimir imagens que devam ser colocadas numa sequência.

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Seguir o mesmo padrão: este jogo de blocos da Melissa and Doug é um dos preferidos dos meus filhos. Comprei por 59 nas Americanas, é de madeira, vem várias formas e permite muitas brincadeiras. Eles montam cidades, brincam de doces, bonecos. Eu aproveito as peças para ensinar sequências.

1 – Faço sequências com diferentes cores e formas e eles tem que fazer igual.

2 – Eu faço uma sequência de retângulos coloridos e eles tem que fazer a mesma sequência de cores com quadrados (trabalhamos formas)

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Empilhar: as mesmas atividades, só que empilhando. Na primeira imagem, igualzinho. Na segunda, blocos de espessuras diferentes, o que exige mais atenção.

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JOGOS

Nós temos alguns jogos, como todas as crianças: jogos de opostos, quebra-cabeças, jogos da memória, e nossos próprios jogos “adultos” que eles já aprendem algumas noções básicas. Todo tipo de jogos de raciocínio são bons nessa fase, e nós incluímos muitos momentos semanais para brincar – especialmente em família, quando o papai está conosco. Inclua jogos, mesmo para os pais.  DÊ UMA OLHADA NESTA PÁGINA, onde eu encontro muitos jogos tradicionais de madeira para os pais ou crianças.

LIVROS

Não deu para tirar foto de todos, mas eu uso alguns livros simples e baratos para trabalhar cores, formas, números, etc. Tenho livros de pontilhados (na verdade, estão mais para revistas, até porque compro em bancas por menos de 10 reais), de adesivos.

A COLEÇÃO TAN TAN é uma coleção de livros simples que trabalham conceitos matemáticos, desde básicos como números de 1 a 10 até frações e medidas. Confira os títulos, é bem lúdico.

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Cesta de livros de Maio

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Salve Maria!

Fiquei devendo as cestas de livros dos últimos dois meses, mas venho trazer a cesta deste mês! (CLIQUE NO TÍTULO DO LIVRO PARA SER DIRECIONADO À LIVRARIA, quando houver)

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A Virgem Maria

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No mês dedicado à Nossa Senhora, estas narrativas são interessantes, sobretudo para não ler diretamente o livro (para o caso de crianças pequenas, como as minhas), mas para ir contando de cabeça, passar as páginas, mostrar as figuras. Este livro traz pequenos relatos sobre a vida de Nossa Senhora, sua importância para a Igreja – tudo numa linguagem simples e piedosa. Crianças maiores apreciarão uma leitura individualizada.

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O Pote Vazio (Demi)12527861_582035825282039_1525560861_n

A Demi é uma talentosa ilustradora e escritora de livros infantis – inclusive biografias de Santos – que, infelizmente, tem quase nada traduzido para o português. Já ilustrou a vida de Santa Joana D’arc, Madre Teresa, São Francisco de Assis. Mas ela não é uma escritora católica (até onde sei); antes, é uma artista muito ligada às religiões tradicionais como um todo (orientais, de um modo geral). Este “O pote vazio” ganhou diversos prêmios e é uma excelente fábula chinesa com ilustrações típicas e mensagem universal.

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Bruxa, Bruxa Venha à minha festa

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Passamos dias e dias lendo este livro várias vezes. Crianças pequenas adoram estes livros criativos, que elas podem decorar depois de poucas leituras! Fizemos leituras com representação e eles amaram. Um livro curto, simples, mas interessante demais!

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A velhinha que dava nome às coisas (Cynthia Rylant)

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A história de uma velhinha que dá nome às coisas que irão durar mais do que ela – uma forma de superar a perda de todos os seus amigos de longa data, que à esta altura, já partiram desta vida. Lupita amou este livro e eu também. É muito bonito, terno e fala da amizade de uma velhinha com um cachorro – duas coisas que crianças pequenas costumam gostar.

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Alice no Jardim de Infância (Lewis Carroll)

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Esta é uma versão de Alice no País das Maravilhas escrita pelo próprio Lewis Carroll, para crianças até 5 anos. A linguagem é bastante lúdica, aponta para as ilustrações e faz perguntas aos leitores. Eu já tinha este livro há mais de 1 ano – havia tentado ler com Lupita, que não se interessou pela história. (Imagine o meu pânico, já que Alice é simplesmente meu segundo livro infanto-juvenil preferido) O livro não é exatamente longo, mas de qualquer forma, é mais extenso do que os livros que crianças pequenas costumam ler (na época, líamos muito os livros da Audrey Wood). Acontece que este ano eu fui contando, aos poucos, a história de Alice, com muitos detalhes, cantando as músicas da animação da Disney de 1951, e as crianças ficaram interessadíssimas (histórias de cabeça ainda são o sucesso absoluto aqui em casa). Ela mesma foi à nossa estante procurar o livro e assim, lemos ele umas duas vezes em uma semana (tive que incluir leituras do livro original, tanto No país das Maravilhas quanto Através do Espelho).

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Tonho Choca o Ovo (Dr Seuss)

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Dr Seuss! O primeiro livro que eu li para meus filhos (até porque já o tinha antes de casar, fiz até um trabalho sobre Dr Seuss na faculdade). Escritor fantástico, entre os meus favoritos! Tonho é um elefante leal que aceita chocar o ovo de uma ave avoada que não quer cumprir com suas responsabilidades. Mas como pode um elefante chocar um frágil ovo?

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Céu Menino

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Poesia para crianças com belas ilustrações! O meu estilo de poesia está mais para histórias rimadas – como as de Dr Seuss -, mas é bom incluir livros de poesia à maneira tradicional, embora o resultado seja completamente diferente. Por exemplo: nas histórias rimadas como O Gatola de Cartola (Dr Seuss) ou Malhado Miau (Julia Donaldson) há um grande envolvimento dos meus filhos na história, na memorização dos versos e no interesse mesmo pelo livro. Com poesias como estas de Céu Menino (no mesmo estilo: Adélia Prado, Cecília Meireles) , eles não conseguem acompanhar tão bem; eles não pedem para ler de novo. Mas me perguntam o significado de algumas palavras e eu faço muitos comentários sobre as imagens que os versos produzem. Uma criança mais velha poderá aproveitar mais; todavia, eu penso que uma criança mais velha cujo histórico de leitura inclua desde sempre poesias assim. É uma operação interpretativa diferente, por isso, vez ou outra, eu trago livros assim para o nosso cotidiano!

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O dia de Chu (Neil Gaiman)

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Livrinho clássico (na minha casa, pelo menos), excelente para crianças até 3 anos. Agora: você tem que representar, certo? Quando Chu estiver para espirrar, capriche no suspense do espirro, pois é isso que torna o livro interessante – pois é preciso mencionar: Quando Chu espirrava, coisas ruins aconteciam.

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Espero que tenham gostado!

 

Alfabeto dos Santos

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Este é o nosso Alfabeto dos Santos, feito pela lojinha “Feltro do Céu“. A loja é de uma artesã muito talentosa, que caprichou na confecção de cada santinho de feltro! Eu entrei em contato com ela, passei a minha lista de 23 santos, e em menos de 2 meses, ela me entregou a encomenda.

Inicialmente, eu tinha planejado o Alfabeto dos Santos Católicos para o Caminho do alfabeto. Mas como a Lupita ainda estava muito nova para ser alfabetizada, eu deixei para este ano, já que vou começar a ensiná-la no segundo semestre.

A Vida dos Santos reforça a verdade de que Jesus Cristo é o único mediador da Salvação. Os protestantes, erroneamente, interpretam o Cristo único mediador como se fosse proibido estar em comunhão com os santos. Felizmente, São Paulo em 1 Coríntios 12 definiu a Igreja como a comunhão dos Santos, sendo um único organismo. Quando nós usamos os exemplos das vidas dos Santos, nós dizemos ao mundo que se por um só homem veio a salvação – Cristo Jesus – há somente uma via para viver esta realidade: sendo cristãos. Não é Buda o mediador, por isso não dá para ser budista, não é Maomé, e assim por diante, fica mais do que sacramentado que cristãos verdadeiros é o que nós devemos ser.

Esta é a nossa lista:

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Santo Antônio, São Bento e Santa Catarina de Siena

1 – Santo Antônio, Martelo dos Hereges: Santo Antônio é o padroeiro da minha família (assim como Sant’ Ana). Quando eu era criança, a minha avó fazia a trezena a Santo Antônio em casa, com tradicionais músicas em português e Latim. Cresci e quando me converti, passei a fazer algumas noites em junho, com as mesmas músicas!

2 – São Bento: Por ter muita influência na minha conversão ao catolicismo, temos por São Bento um carinho especial. O Mosteiro, em Salvador, nos abrigou muitas vezes, e por isso, pedimos sua intercessão pela nossa família!

3 – Santa Catarina de Siena: filósofa escolástica e Doutora da Igreja. A história de vida é impressionante.

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São Domingos Sávio, Santa Elisabete da Trindade, São Francisco de Assis e Santa Gianna

São Domingos Sávio: “Prefiro morrer do que pecar!”. Quando recebemos os santinhos, São Domingos imediatamente se tornou o preferido das crianças – pelo fato de, segundos eles, Domingos ser “um neném”. Lupita e Dimi já deram até banho nele!

Santa Elisabete da Trindade: Às vezes chamada de Santa Isabel do Brasil, foi Carmelita descalça (só a menção “descalça” faz meus filhos vibrarem!).

São Francisco de Assis: Difícil não incluir São Francisco numa lista dessas!:)

Santa Gianna: padroeira das famílias, a escolhi por ser uma Santa tão atual aos nossos tempos, especialmente na defesa da vida.

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Santa Helena, Santo Inácio de Loyola e São Jorge

Santa Helena: A mãe do imperador Constantino. Foi ela quem descobriu o local da crucificação onde foi erguida a Basílica do Santo Sepulcro.

Santo Inácio: Fundador dos jesuítas. Nossa família é muito ligada à eles!

São Jorge: Escolhi pelo Dimi, que ama a história de São Jorge e seu espírito de cavaleiro!

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Santa Luzia e São Martinho dos Porres

Santa Luzia: Na verdade, Santa Lúcia, mas como ela é chamada de “Santa de Luz”, é popularmente chamada de Luzia.

São Martinho dos Porres: Dominicano. Muitas pessoas simples o chamam de “São Martinho dos Pobres”, por se identificarem com sua vida difícil e sua entrega à vida religiosa.

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São Nicolau

São Nicolau é muito popular aqui em casa, sobretudo por conta de sua festa, próxima ao Natal, e sua ligação com a figura do Papai Noel.

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Santo Onofre

Santo Onofre não é um santo muito conhecido, mas rapidamente se tornou o queridinho dos meus filhos, por sua representação singular e sua vida eremita do deserto.

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São Pedro, Santa Quitéria e Santa Rosa de Lima

São Pedro: O primeiro Papa é um importante instrumento de catequese para os católicos e aqui em casa não podia ser diferente.

Santa Quitéria: Virgem Mártir do Segundo século.

Santa Rosa de Lima: Nossa madrinha tem este nome, razão pela qual escolhemos a santinha!

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Santa Teresinha do Menino Jesus e São Silvestre

Santa Teresinha é a queridinha da nossa família!

São Silvestre: talvez você o conheça pela famosa corrida brasileira, mas ele foi Papa sob o Imperador Constantino e um dos primeiros a serem canonizados sem o martírio.

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São Vicente e Santa Úrsula

São Vicente, cujo corpo está incorrupto, foi nada mais nada menos que o fundador dos Lazaristas e padroeiro das Obras de Caridade.

Santa Úrsula: para escapar do casamento com o terrível Átila, que se encantou por ela, Santa Úrsula disse que já era casada com o mais poderoso dos reis da terra: Jesus Cristo. Furioso, Àtila a degolou pessoalmente.

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São Francisco Xavier e Santa Zita

 São Francisco Xavier: considerado pela Igreja como o missionário que mais converteu pessoas, depois de São Paulo. Acha pouco?

Santa Zita: Padroeira dos que trabalham com serviço doméstico, e portanto, de todas nós!