Por que ler contos de fadas – Parte 2

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Esta é a continuação de Por que ler contos de fadas- Parte 1. O texto continua exatamente de onde o anterior parou, por isso recomendo ler a primeira parte.

Agora, a segunda hipótese: contos de fadas iniciam a criança na cultura pagã porque falam de seres fantásticos como duendes, bruxas e elfos, além de ter a magia como desencadeadora de problemas ou como solução para os mesmos. Com isso pretende-se dizer que a criança, ao ter contato com estes elementos, flertará com o paganismo, e se interessará por práticas ocultas. Bem, se isto fosse mesmo verdade, deveríamos ver algum reflexo de tal corolário na realidade. Há muitos séculos que os contos de fadas são contados e re-contados e tudo o que eles reúnem ao redor de si mesmos são um público familiar (geralmente dos mais respeitáveis), sem que se possa propor, como evidência, alguma ligação entre a difusão das histórias e o aumento ou legitimidade das seitas pagãs durante qualquer época.

Como eu sou uma pessoa de bom senso eu gosto de estatísticas. Porque se a preocupação de alguns parece epidêmica (é um argumento invariável) a estatística de crianças que leram contos de fadas e foram para o paganismo wicca ou coisa parecida deve estar em algum lugar. Alguém, com igual bom-senso, deve ter os números desses destinos trágicos. Uma criança verdadeiramente cristã que foi para o paganismo mais tarde porque leu muitos contos de fadas na infância deveria ser tão fácil de encontrar quanto as crianças verdadeiramente cristãs que abandonaram a religião quando entraram na faculdade.

Os contos de fadas foram uma maneira eficaz de falar sobre um mundo antigo onde as práticas ocultas eram realmente condenáveis. Você, que está lendo isto no século XXI, sabe que não está neste mundo. Não estamos num mundo onde o paganismo está bem escondido no meio de uma floresta escura, mas em um onde o consenso o colocou à luz do dia, enquanto os cristãos começaram a ser empurrados para a sombra. Ainda há luz em ambos os lados, mas você (sem más intenções), por alguma razão continua acreditando que são aquelas histórias contadas por pessoas que temiam e odiavam as bruxas que o levarão para elas. Se as bruxas são grotescamente feias nos contos de fadas, se têm poderes tais como transformar uma pessoa num ser asqueroso, é  porque as pessoas que estavam contando isso sabiam de que lado elas estavam, e para as pessoas que contam histórias pouco importa que o demônio não tenha forma alguma por ser um espírito: ele é mau, então sua aparência será sombria.

Talvez agora que as bruxas podem ser vistas facilmente em cada esquina esteja mais simples do que nunca resolver a questão. Como você deve saber muito bem, bruxas não são feias – pelo menos não são mais feias do que a vida social permite. E como se pode comprovar, as bruxas não estalam os dedos e transformam pessoas em coisas, e é razoável afirmar que elas também não voam à noite. Mas bruxas matam crianças e às vezes as comem, e sim, é verdade que as usam em sacrifícios, e adoram especialmente as mais novas e não batizadas, razão pela qual elas impõem o aborto. É surpreendente olhar para elas hoje, cara a cara, e não saber distinguí-las em nada, nem sequer que estão fazendo sacrifícios humanos bem debaixo do nosso nariz, exceto para aqueles que têm a mais firme convicção do que seja a maldade. Alguém que ainda acredite em maldade.

É verdade que os elementos da cultura pagã celta e alemã estão misturados nos contos de fadas sem que estejam todos ao lado do mal. Há magos, duendes, elfos e muitos outros que transitam às vezes pela terra das fadas como ajudantes e pessoas boas. Desde que esses elementos entraram lá eles se tornaram folclóricos porque tudo o que se pode fazer com figuras esquecidas do paganismo e com deuses mortos é inventar histórias. As pessoas dizem que magos como Gandalf são nada menos do que os druídas, antigos líderes filosóficos e rituais da religião celta – líderes que faziam sacrifícios humanos e praticavam antropofagia. Eu concordo da mesma forma que concordo que o Papai Noel é o bispo (aliás, papa) católico Nicolau: você pode dizer à uma criança que a origem é esta, mas não tente convencê-la de o Papai Noel celebra missas. No ponto em que um símbolo vira uma história fantástica seria injusto trazê-lo para ser julgado no mundo real pelo irrefutável motivo que o escritor Michael Ende imortalizou na sua obra-prima A história sem Fim: o personagem de fantasia se torna uma mentira do lado de cá. Fadas no nosso mundo não existem. Magos não são druídas do mundo real. Os gigantes já foram extintos, como diz a Bíblia. A única coisa que permanece é o que é universal: o mal e o bem, em eterna disputa e os sentimentos humanos. A criança não pode amar a magia de Cinderela e amar a magia de uma cartomante porque são coisas completamente diferentes. A magia de Cinderela pode ter saído de uma varinha mágica, mas uma varinha mágica se parece mais com um milagre do que com as vísceras de um animal.

Se o problema é tão somente o paganismo,  nós lemos uma grande quantidade de literatura pagã e não nos preocupamos muito. Chesterton diz em O Homem eterno que há dois tipos de paganismo: o bom e o ruim. O bom é o greco-romano, o ruim são aqueles mencionados na Bíblia que adoravam Baal e muitos outros. A explicação, é claro, é filosófica. Os romanos não estavam com os deuses certos, mas derrotaram Catargo (coisa que os hebreus, que estavam com o Deus verdadeiro, jamais poderiam ter feito). Eles estavam com os deuses errados mas tinham herdado as perguntas certas da filosofia grega. Seus sacrifícios rituais não eram humanos. Com as perguntas certas, poderiam chegar às respostas certas, e de fato chegaram e aqui estamos nós. Nossos filhos podem ler toda a mitologia greco-romana, saber a lista de deuses de cor (algo que talvez nem as pessoas da época soubessem) que nós nos encheremos de orgulho. Podem andar fantasiados como gladiadores. Os deuses gregos estão mortos. 

Mas os contos de fadas não são literatura pagã e nós sabemos disso. Nós simplesmente não temos algo como uma cultura ocidental de literatura pagã ruim, no sentido chestertoniano do termo. É muito difícil encontrar o que tenha sobrado de filosofia ou autêntica obra pagã celta ou o que seja –  para quê serviram as fogueiras, afinal? Quem estava fazendo o trabalho de selecionar o que ficaria para a posteridade fez um bom trabalho. Ficaram as obras dos bons pagãos, foram-se as ruins. Alguma coisa sempre sobrevive, mas não porque foram conservadas. Quando as bruxas iam para a fogueira o ódio era tanto que queimavam até as provas dos crimes. O ocultismo sobreviveu não por excesso de literatura, mas por nunca lhe terem faltado adeptos. Os gregos careceram de adeptos, apesar da excelente literatura. Esta lógica é bíblica: São Paulo diz que o sustentáculo da verdade cristã não são as escrituras, mas sim uma Igreja viva (I Tim, 3:15). Em outras palavras: tivesse a bíblia sobrevivido, mas não tivesse uma igreja pregando o evangelho ao longo dos séculos, seria apenas um livro a ser lido academicamente e ninguém se atreveria hoje a pregá-la como verdade irrefutável.

Com isso compreendemos que as duas objeções principais à leitura dos contos de fadas parte de motivos frágeis, que podem ser refutados por muitos argumentos que não apenas os que foram apresentados aqui. A literatura permanece como um aspecto indispensável para a nossa vida, muito embora não possamos apontar sua utilidade prática. Podemos apenas reconhecer o quanto ela nos fala da condição humana, e é este o tema fundamental dos contos de fadas.

 

 

Por que ler contos de fadas – Parte 1

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Tão relevante quanto as sugestões de histórias parece ser, em primeiro lugar, a pergunta “Por que eu deveria ler contos de fadas para os meus filhos?”: algo que, se não estiver bem resolvido, comprometerá todo o resto. Se por um lado muitos pais não sabem ao certo porque esta literatura é tão relevante para a imaginação da criança, há também um sem número de pais – cristãos, de uma maneira geral – que têm uma resistência quase moral aos contos de fadas, impressionados por sua violência e crueldade. Ou talvez sejam os elementos mágicos, a presença de fadas, elfos e bruxas, que imprimam nestes a convicção de que os contos são, senão uma apologia, uma perigosa iniciação ao paganismo.

Rejeitamos, de imediato, as objeções e explicaremos o porquê. Tratemos da primeira hipótese: a violência dos contos de fadas é aterrorizante para a criança. Esta declaração tem de ser matizada, porque não podemos ser injustos: de fato, há violência. Alguns contos – como admitem os próprios irmãos Grimm – podem ser selecionados pelos pais, a fim de não serem lidos até determinada idade. É o caso (a indicação é minha) de O pássaro do bruxo Fitcher, que traz referências explícitas a esquartejamento:

“Mas assim que ele saiu,  a garota foi até a sala proibida, destrancou-a com a chave e, assim que entrou, avistou um tanque bem no meio da sala e, dentro dele, muitas pessoas mortas e mutiladas”.

Um prefácio escrito pelos irmãos Grimm e que se encontra da edição Contos Maravilhosos infantis e domésticos (Editora Cosac Naify, e até então, a única edição brasileira que reúne todos os contos originais dos irmãos Grimm) responde à primeira objeção de maneira exata e, ao mesmo tempo, bastante poética, onde poderemos apenas fazer um comentário mais elucidativo. Diz o prefácio:

“Nada pode nos defender melhor do que a própria natureza, que deixa crescer flores e folhas com determinadas cores e formas; aquele para quem elas não são salutares, segundo suas necessidades especiais e das quais a natureza nada sabe, pode facilmente passar por elas ignorando-as; mas não pode exigir que elas sejam tingidas de outra cor ou que tenham outra forma. (…) As crianças apontam sem medo as estrelas; outros, seguindo a crença popular, veem nisso uma ofensa contra os anjos.”

Em outras palavras: as crianças não leem a crueza dos contos de fadas – tal como é apresentada – da maneira como nós, imersos na avalanche de notícias e referências do que vem a ser a maldade humana, lemos. Não visualizam o gigante que come crianças mais do que o símbolo do que deve ser temido e porquê. Certamente a criança sabe que ser devorada por uma criatura perversa é algo horrível, e não seria ela a querer ter semelhante destino: seu temor, todavia, concentra-se no gigante, na bruxa ou o que seja, e passa imediatamente à relacioná-lo com o mal. Este é o ponto-chave da razão pela qual estas histórias parecem ter sido mantidas vivas por gerações: o mal é sempre o mesmo, em suas diferentes facetas; está à espreita e por vezes é esperto, mas invariavelmente é vencido por alguma criatura indefesa. G.K. Chesterton, o grande escritor católico, tem a célebre frase “Contos de fadas são reais, não porque nos dizem que os dragões existem, mas porque nos dizem que eles podem ser vencidos” e Tolkien, não menos célebre, personificou esta verdade sobre os contos de fadas na sua própria criação, ao colocar um pequeno hobbit para vencer o Senhor Escuro quando tantos outros, mais fortes, poderiam tê-lo feito.

Nos contos de fadas – diferente dos romances psicológicos que inundam a nossa literatura – o mal (ou quem é mau) não têm uma gênese. Você não encontrará em Grimm as explicações – que atualmente se tornaram a nova obsessão do cinema – do que aconteceu para que a bruxa fosse tão grotesca ou as razões que justifiquem a perversidade de um rei. A pessoa má é tal como é, e a resposta que as histórias nos dão, caso alguém se atreva a perguntar, é a de “são más porque querem”, e de fato não existe melhor justificativa. É de nosso conhecimento que estas histórias, colhidas na tradição oral dos povoados alemães de séculos atrás, não nasceram como literatura infantil, mas tanto as crianças quanto os adultos daquela época não podiam sequer conceber as manobras intelectuais que são feitas, neste século, para isentar o mal.

O que se torna cada vez menos palpável para as pessoas de nossos dias é a seguinte verdade: saber porque uma pessoa se tornou má não é de grande ajuda para se defender dela. Na verdade, psicologicamente, justificar a maldade se torna mais eficaz para não se defender de modo algum: perdemos a vontade de nos precaver de algo que inspira a nossa pena e achamos que o lobo à nossa frente está apenas à espera de uma oportunidade para se redimir. Em contrapartida, as pessoas que narravam e ouviam estes pequenos relatos maravilhosos não tinham nenhuma razão para duvidar de que o lobo era mesmo perverso. Aliás, se um lobo pudesse se desfazer da sua pele e se revelar como um cordeiro, as sagradas escrituras teriam sinalizado: ao invés disso, devemos nos preocupar com os cordeiros, que podem ou não ser lobos.

Se há uma razão primordial pela qual eu, particularmente, leio contos de fadas para os meus filhos, é esta: que existe o mal e ele é assustador, e o é em tal medida que produz suas perversidades por motivos inexistentes ou muito superficiais, tal como a madrasta de Branca de Neve pediu seu coração numa travessa por invejar a sua beleza. O mal existe: sua realidade está, de tantos modos, evidente na nossa existência, que tão logo começamos a travar diálogo com nossos filhos, nos vemos na necessidade de falarmos sobre ele. E se pensamos com clareza no que é esse mal, teremos que admitir que não haverá maneira mais branda de descrevê-lo do que usando a analogia de uma bruxa que come crianças desprotegidas.

As narrativas nos falam de alguns tipos de vilões, dos quais poderíamos destacar: o parente perverso (madrasta, tios, irmãos ou mesmo os maus pais) que se aproveitam do poder que têm para humilhar ou eliminar o herói; e o estranho:   que bate na porta oferecendo qualquer coisa de interessante ou cruza o caminho do herói e o convence a mudar de rumo (e por isso, vem a ruína). Para uma criança, a maldade reside no que uma pessoa, criatura ou animal possa fazer contra as outros e, por conseguinte, contra ela. Se eu perguntar à minha filha o que é uma pessoa malvada, ela me responderá algo como “é alguém que bate, devora ou leva as crianças embora para longe”, no que estará sendo muito precisa.O mundo sempre foi este lugar ameaçador, e ainda mais para uma criança, que hoje como antes precisa saber se defender de alguma forma. Não estaremos mentindo se dissermos que estranhos na rua são uma ameaça semelhante à uma feiticeira devoradora de carne humana: é o que eles podem ser; e não há melhor contador desta verdade universal  quanto as histórias.  

Considero a apresentação do elemento mau nos contos de fadas como seu aspecto mais instrutivo – e não tanto  o ensinamento da moral ou virtudes, como querem alguns. Em muitas histórias não será possível tirar qualquer lição moral – pelo menos não de modo claro – e menos ainda enaltecer boas virtudes. Com isto não estou dizendo que sejam prejudiciais, mas sim que, deste ponto de vista em particular, não são em geral pedagógicas. Estas coisas aparecem nos contos de maneira simbólica e para que o símbolo ganhe força é necessário que se tenha uma ideia clara do que venha a ser, realmente, o ensinamento moral ao qual a criança deva estar vinculada. Falando claramente: se você deseja ensinar moral para seus filhos, certifique-se de que aprendam antes com os exemplos dos santos, os mandamentos e a prática da religião, presumindo que seja este o caso.

Continua…

Cesta de livros de Junho

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Mais um mês, mais uma cesta de livros para ler e reler! Clique no título para ser direcionado à livraria, quando houver link!

As penas do dragão, Arnica Esterl

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A Coleção Os mais belos contos, da Cosac Naify, traz belíssimas ilustrações e histórias com alto nível literário. Infelizmente a editora acabou, pois a minha esperança era de que novos títulos fossem lançados. As penas do dragão, na minha opinião, é o melhor da coleção, tanto na história quanto nos desenhos. Não demore de garantir o seu na Amazon, pois quando acabar… só em sebos.  Meus filhos adoram esse história (quem não gosta de dragões?) e eu também!


A arca de Noé, Vinicius de Moraes

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Nós estamos lendo e passando as músicas, e eles amam, principalmente A pulga, São Francisco, As abelhas, A casa, O pato. A Arca de Noé, de Vinícius de Moraes, é um clássico que sempre agrada as crianças pequenas. Vale a pena ter e ouvir as músicas!


Quando esta história aconteceu..., Alan Garner

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Esse livro eu encontrei num sebo. Maravilhoso! Histórias que lembram fábulas ou contos de fadas com muito nonsense, cheias de falas engraçadas para se divertir com as crianças. Também gostei das ilustrações. Um livro que eles amam ouvir, especialmente se você caprichar na interpretação! É um dos meus preferidos da nossa biblioteca.


Kachtanka, Tchekhóv

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Livro esgotado. Faz parte da coleção Os mais belos contos e também é lindo. Crianças adoram cachorros e logo meus filhos se encantaram pela cadelinha Kachtanka, também chamada de Titia no livro, o perfeito retrato de uma simpática vira-lata.


Peanuts, completo

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Aqui adoramos as tirinhas da turma do Charlie Brown, e embora meus filhos obviamente não compreendam todo o sentido delas, eles gostam e acham engraçado. Eu percebo que eles vão ficando mais espertos tentando compreender do que falam os personagens.


Pedro e o Lobo, Sergei Prokofiev

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Meus filhos adoram histórias com lobos! Pedro e o Lobo é originalmente uma história narrada através da música, onde cada personagem representa um instrumento. Agora que estou lendo, vou passar a orquestra e a pequena animação da Disney. É o livro preferido de Dimi deste mês.


Histórias do Balé, edições Usborne

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Volta e meia este livro está sendo muito lido aqui em casa (claro que por Lupita, Dimi não se interessa muito). Nossos balés preferidos: Quebra-nozes, Coppélia, A Bela Adormecida.  Meninas vão amar!


Maria Fumaça – Sons Divertidos
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Como toda criança pequena meus filhos amam livros de sons. Não invisto em muitos por serem caros e também porque, em geral, as histórias são bobas. Escolho com cuidado. Este da Maria Fumaça é interessante porque, sonoramente, é criativo e instigante para crianças. Também investi em um com sons de animais (ótimo para quando eles são pequeninos) e um sobre Orquestra, que fala de diferentes tipos de instrumentos musicais.


Moisés entre os juncos

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Embora eu adore a ideia dos meus filhos terem bíblias infantis onde as histórias mais importantes estão reunidas (e assim eles comparam suas bíblias com as nossas e ganham logo uma noção do que são as Sagradas Escrituras), sempre invisto em histórias bíblicas individuais, para que eles conheçam melhor e vejam ilustrações diferentes. Difícil não se encantar pela história do bebê Moisés!


Histórias à brasileira, V1, Ana Maria Machado
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Meu marido está trabalhando este livro com seus alunos do quarto ano. Ele começou a ler com as crianças em casa e elas adoraram. Apesar de ser um livro com bastante texto (há algumas ilustrações entre  uma história e outra), as histórias reunidas por Ana Maria Machado fazem parte da tradição oral brasileira, e portanto são gostosas de ler e fáceis de serem compreendidas. Para quem não sabe o que ler do folclore brasileiro e não conhece outra coisa além de Saci e Mula sem cabeça, eu recomendo vivamente essa coleção em 4 volumes.


Espero que tenham gostado! Até julho!

Memórias sobre educação

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Lendo a biografia de um dos maiores críticos literários vivos – George Steiner – eu encontrei um emocionante relato de educação familiar. Steiner narra com entusiasmo como seu pai havia lhe contado a história da Ilíada, mantendo o livro fora do seu alcance (afinal, ele era um menino), e do impacto que estas narrações “informais” e, mais tarde, as leituras de trechos em voz alta, marcaram a sua alma com altos níveis de ansiedade e paixão. Leituras, convites para conferir a tradução grega, perguntas que só deveriam ser respondidas no dia seguinte.  Presenciar um amor assim vale mais do que qualquer leitura acadêmica que se faça de Homero, anos mais tarde.

Então hoje eu mesteiner proponho a perguntar que tipo de educação posso dar para os meus filhos. Talvez o que mais se destaque na informação acima seja a menção à Ilíada. Eu compreendo. Quando você começa a fazer homeschooling é maravilhoso saber que um mundo de possibilidades se apresenta, e é normal, num primeiro momento, você achar que tudo é uma questão de escolha – escolher entre Homero ou os livros da escolinha. Você quer dar uma educação clássica? Claro. Uma educação livre? Certamente. E que tal a educação que os grandes escritores receberam? Que tal a educação do próprio George Steiner e de quem mais lhe prometerem?

Bem, talvez você pense que George Steiner foi educado com Homero. E adormecendo ouvindo Schubert. Steiner, cujo livro preferido de infância foi uma coleção de brasões da nobreza. Eu poderia fazer uma enorme lista, e você decidiria se George Steiner se tornou o que é pela sua infância e juventude com sua família ou pelo árduo – eu disse árduo – trabalho individual, durante o tempo em que estudou na Universidade e depois dela. Não importa. Se você tivesse lido dois (apenas dois) parágrafos da biografia de Steiner você saberia com toda certeza que jamais poderia ter a educação dele. Ou dar para os seus filhos. Ainda que você siga um currículo rigoroso – e realmente o ponha em prática -, desde Homero na infância até fazer seu filho adormecer ouvindo música clássica (mencionando, é claro, que ele estará ouvindo apenas indiretamente; tudo se trata de você apreciar naturalmente os grandes compositores, com eventuais deleites).

Não se trata tanto de currículo quanto de família – e não é que Homero ou Schubert não tenham lá muita relevância na educação de alguém. É porque mesmo com a escola (e Steiner foi à escola), o mais decisivo ainda será como acontece o convívio familiar de cada um. Se você acha isso um detalhe, subjetivo demais ou modesto demais, eu convido você a olhar para a sua própria rotina  – especialmente se você for um pai ou mãe homeschooler. Vamos olhar o exemplo que inspirou este texto: George Steiner narrando suas memórias de infância. Mais do que narrar o quanto de erudição a leitura da Ilíada agregou na sua vida, ele recorda os momentos em que os cantos de Homero, na voz de seu pai – alguém que Steiner amava profundamente – passaram a ser admirados justamente por causa disso:  pois antes de ler a Ilíada – e mesmo que jamais a lesse, depois – George Steiner já a amava.

Era o amor de seu pai por Homero, por ouvir música na sala antes de deitar. Eu sou da opinião de que livros e toda forma de arte tem um valor estético; definitivamente, Homero não é o mesmo que Paulo Coelho. Talvez você tenda a achar que sem algo no nível de Homero a memória ou a educação de Steiner não teriam sido as mesmas.. Mas todos nós temos memórias semelhantes de nossos pais, com coisas mais triviais, coisas que eles puderam nos dar simplesmente porque aquilo era o que eles eram. Pais podem dar, culturalmente, mais do que tiveram – estamos cheios de relatos de mães analfabetas que praticamente alfabetizaram seus filhos, pela força do incentivo. O que foi essencialmente dado, no entanto, para uma criança nesse contexto, não foi tanto a leitura quanto uma mãe de incrível fibra. Há crianças que se alfabetizam com pais que não fazem muito por elas: não é verdadeiro afirmar que necessariamente levem todas as vantagens práticas sobre as que tiveram pais dedicados nesse ponto. Mas é verdadeiro e seguro dizer que as primeiras foram melhor educadas. Pais certamente educam com o que não tiveram, mas jamais com o que não são.

Na minha casa e na minha estante, como vocês sabem, há muitos livros. Eu gosto de livros. Meus filhos tem que gostar, e já gostam. Não é uma mera exigência: é quem eu sou. Isso é importante para mim, mas meus filhos são educados por Luciana, que de vez em quando fica nervosa por umas bobagens. Com casa bagunçada, por exemplo. Luciana tem um grande movimento melancólico na alma, e precisa se animar para fazer coisas que algumas pessoas devem fazer com as mãos amarradas; os filhos já sabem que a casa da família não é a mais organizada do mundo, mas há orações diárias e certos passeios que são invariavelmente os mesmos. Outro dia a minha filha insistiu que queria a minha presença para dormir na cama: como eu queria me ver livre dela, lhe disse que convidasse Jesus  para dormir. Isso gerou um pequeno diálogo cheio de conjecturas por parte de Lupita (“Eu tenho que guardar um espaço para Ele na minha cama? Ele vai me abraçar?); o mais importante é que por certo número de dias ela me deixou em paz e Jesus assumiu o controle – em primeiro lugar porque Ele está sempre no controle mesmo, mas em segundo porque a mãe era Luciana que costuma falar coisas desse tipo. Coisas belas, mas também coisas que precisam ser vencidas (outro dia minha filha se recusou a entrar na cozinha porque estava muito suja; eu posso levantar muitas defesas como dizer que estou sempre muito cansada, mas tive que limpar o chão com mais frequência já que uma cozinha nojenta pode ser em certo sentido mais educativa que os livros que eu leio depois do jantar).

A minha família tem uma série de particularidades que são as maiores responsáveis pelo verdadeiro homeschooling aqui em casa. Não dá para fazer uma lista destas coisas, como dá para fazer cestas de livros mensais e indicar para vocês. Eu não posso descrever o modo como papai e eu temos de nos esforçar para manter o estado de graça. Como eu tenho que vencer o meu mau humor ou como meus filhos já nos conhecem a ponto de saberem de quais pessoas somos realmente amigos. Conheço uma família que, até onde se pode verificar, educa de modo muito católico e devoto os filhos há muitos anos; a filha, no entanto, tem uma opinião bastante pesarosa sobre as amizades da família: os pais cortam laços inesperadamente com quem “não corresponde ao apostolado”. Para ela, a mãe é uma pessoa de humor exaltado, que se ofende muito rápido. Como criança, ela foi obrigada a desenvolver sucessivos laços de amizade com pessoas que foram facilmente descartadas pela família depois. Há pessoas que mantêm um número elevado de amigos virtuais, mas não se esforçam para ver a família amiga que é sua vizinha. Isso educa. Não pense que seus filhos não estão vendo, que isso não os afeta de fato.

Eu não desprezo o valor que uma grande literatura pode proporcionar. Eu poderia dizer, apenas a nível de comparação, que também fui educada com Homero. Na verdade, assim como Steiner, por muitos anos eu ouvi o meu pai narrar a Ilíada e a Odisséia durante o jantar ou enquanto estávamos na sala de livros. Eu conhecia todos os personagens bem antes de ler os poemas. E quando eu li, aos 15 anos, meu pai achou que eu o fiz demasiado “tarde” e não me levou muito a sério (eu havia recusado suas sugestões de leituras várias vezes antes). A minha maior lição de Homero continua sendo o dia em que meu pai recebeu a notícia que eu estava lendo o livro. Ou quando, aos 20 anos, sem ler Crime e Castigo, ele me deu um pequeno sermão (“Como você pode pensar em escrever sem ler estes grandes clássicos?” – e olhe que eu já havia lido três livros de Dostoiévski até então). Somos educados não para nos tornarmos necessariamente iguais aos nossos pais ou a termos os mesmos tipos de atitude (a menina cujos pais se desfazem de amizades pode vir a ser o oposto), mas somos influenciados e nunca saberemos até que ponto.

Particularmente, eu me mantenho bastante cética quando se trata de “diretrizes” para homeschooling. Ninguém pode direcionar a educação domiciliar na minha casa – pelo menos não da maneira como se tem propagado ou como algumas pessoas anseiam. “Como eu vou educar o meu filho em casa?” Olhe para a sua família. Mas olhe de verdade. O melhor currículo do mundo, hoje, muda a sua família? Elimina aqueles probleminhas que você e seu marido precisam enfrentar para criar um cotidiano feliz? Seu empenho em conseguir todas as informações educacionais está no mesmo nível que seu empenho em ter vida interior? Eu não consigo disfarçar o tédio por atitudes que prometem ou pretendem atingir alvos que não estão mesmo ao nosso alcance. Como a educação de George Steiner. Como salvar o mundo. A arte, a cultura.

O melhor currículo facilitaria muito a minha vida prática, mas eu sou honesta o suficiente para reconhecer que ele não seria transformador. Há coisas transformadoras na minha vida que duraram bem menos tempo do que eu levaria aplicando um currículo nos 20 anos de homeschooling: coisas que estão lá na minha grande e na minha pequena lista de prestar contas a Deus. Eu não imagino Jesus Cristo perguntando sobre Homero na educação dos meus filhos, isso simplesmente não parece a pauta. Eu sei que muitas pessoas fazem odes à educação de excelência, mas eu só faço em certa medida. Na medida em que você tem tempo livre, disposição e que isso não lhe traga nem dor de cabeça e nem orgulho demais. Os elogios à “melhor educação que você pode dar ao seu filho” poucas vezes incluem aqueles êxtases dos santos, aqueles divisores de água no caráter humano – mesmo quando se está propondo ler os clássicos. Não é que eu pense que certas coisas venham em segundo lugar no que realmente importa. Eu nem tenho certeza se há um lugar para elas. Às vezes eu me pego pensando naquele trecho de O Diálogo das Carmelitas, sobre a vocação das religiosas. É um dos trechos mais belos que eu já li. Fala sobre a vida de oração das freiras; é a Priora quem fala:

“Assim como a oração do pastorzinho que guarda suas ovelhas (…) O que o pastorzinho faz de vez em quando, a partir de um movimento do coração, nós devemos fazer dia e noite. Não que esperemos rezar melhor do que ele, muito pelo contrário. Essa simplicidade de alma, esse terno abandono à Majestade divida que é nele uma inspiração de momento, uma graça e como a iluminação do gênio, nós consagramos a vida para adquirir, ou para reencontrar se já o tivermos conhecido, pois é como um dom da infância, que raramente sobrevive à infância… Depois de sair da infância, é preciso sofrer muito tempo para voltar a ela, como no final da noite reencontramos uma nova aurora. E eu, será que voltei a ser criança?”

Nos longos anos em que eu dedicarei o meu tempo à educação dos meus filhos, esta parece ser uma grande inspiração. Então, você trabalha anos e anos para alcançar a salvação eterna de si mesmo e dos seus. Ou em outras palavras, trabalha para não ver sumir completamente o que tão gratuitamente você vê na infância deles: coisas que você necessita para aprender, viver e se alimentar espiritualmente… mas você lembra que não é um privilégio eterno, que os problemas vão aumentando a cada dia que passa, do ponto de vista do pecado, claro. Eu realmente gostaria de não ter tantos anseios quanto os que eu tenho, fizesse eu homeschooling ou não. Claro que agora a educação de George Steiner vai me influenciar. Especialmente quando eu penso que o mais importante no fato pode ser como a inspiração desse pastorzinho, pois o amor une estas coisas.

Como ensinamos… Artes

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ATENÇÃO: ESTE POST ESTÁ SENDO PUBLICADO NOVAMENTE.

Salve Maria!

Este post faz parte da série “Como ensinamos…” – partilhas sobre a educação das crianças aqui em casa. (No caso de Artes, o mais adequado, sem dúvida, seria “Como trabalhamos…”) Veja o post de Ciências.

Artes: um conceito amplo, pois envolve a própria literatura, música, apreciação de obras de arte, dança, artes plásticas… aqui fazemos de tudo um pouco. Neste post eu vou me ater às artes plásticas e apreciação de pinturas – farei outros posts com os outros. Meus filhos ainda são pequenos, então, procuro fazer com que eles experimentem livremente diversos tipos de artes. Com o passar dos anos, eles podem sentir que devem seguir determinado caminho – de modo que poderemos investir em alguma dessas coisas que eles agora vivenciam.

Meus principais Guias.

Apreciação

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Este livro me ensinou a ver as obras de arte com outra perspectiva, quando se trata de crianças: a perspectiva da brincadeira e da sensibilidade. Em “Para a criança brincar com arte” a autora seleciona quadros e ilustrações famosas para propor que a criança imite o semblante, perceba as cores, faça de conta que está provando uma comida… Uma ideia para transpor as páginas deste livro e ir adiante! (Foi lançado da década de 90, por isso atualmente, só encontramos em sebos. Veja na Estante Virtual)

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Child’s Book of prayer in Art, Sister Wendy Beckett – esta freira tem muitos títulos dedicados à arte e religião. Este livro foi lançado no Bras há mais de 15 anos, mas é difícil encontrar.  Na Amazon é possível importar outros títulos da freira, todos de excelente nível.

Para mim, como católica, um livro como este vale muito. As reflexões tão singelas e elevadas sobre a fé, felicidade, oração, presença de Deus… me ensina e estimula a conversar sobre estas coisas com meus filhos – e tudo através do Belo, que é, diga-se, um dos atributos de Deus. Esta freira fez um trabalho notável com estes livros! (Ao clicar em links de livros importados na Amazon, sempre verifique se é a versão kindle, que é digital, e capa comum, que é livro físico). Veja também Sister Wendy’s Bible Treasury (Tesouro bíblico) e Sister Wendy on the Art of Saints (Santos).

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Coleção ARTE COM CIÊNCIA: Cenas da Terra, Caminhos da Àgua, Espetáculos da Vida e Fenômenos da Natureza.  Belíssima coleção que permite ensinar conceitos da ciência através das obras de arte. São tópicos que servem de inspiração, caso você queira desenvolver e aprofundar o tema. Meus filhos são pequenos e por isso não faço um estudo sistemático (como poderei fazer mais adiante, usando esta coleção), mas eles já conseguem perceber certas coisas e já vão ganhando vocabulário. Além do mais, tem coisa mais genial do que aprender o que é pradaria através de um belo quadro?

Trabalhinhos

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Fazendo e Brincando, da coleção O mundo da criança (versão da década de 90) traz o passo a passo de diversos trabalhinhos artísticos que nos inspira sempre! E quase tudo com material de fácil acesso! Nossa meta é fazer tudo que o livro propõe nos próximos 2 ou 3 anos. Eu fiz tudo com minha irmã, quando éramos crianças. Eu gosto dele porque propõe o uso de materiais como argila, tintas, costuras, papier machê, pedras e outros cacarecos.  Na fase em que os meus filhos estão é onde estas propostas são mais proveitosas e interessantes. Claro que eu também pesquiso de vez em quando e faço outras coisas durante o ano…

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Livros de atividades Usborne

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Livros de Artes diversos da editora Usborne: eles tem vários títulos legais, com propostas de colorir como “Meu livro de arte para colorir” e adesivos – “Minha galeria de Arte com adesivos”.  Há muitas opções como Meu livro de artes com adesivos, (parecido com o meu, da foto , que está esgotado), Meu livro de artes – tudo sobre as cores (indicado para crianças maiores que as minhas).

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Conexão com Literatura e História

Eu estou escrevendo o post Como ensinamos… História (bem aos poucos, desculpem a falta de tempo) e nele ficará mais evidente a relação entre os livros clássicos que lemos e o estudo da perspectiva histórica… e também como relaciono tudo isso com as artes em geral. Estamos lendo o livro As mais Belas Fábulas Russas ao mesmo tempo em que observamos as diferentes culturas (no caso, a russa, mas temos outras para estudar este ano). Eu aproveito para escutar as músicas típicas do lugar, fazer uma receita do país, um trabalhinho manual… é um estudo que eu comecei ano passado, mas que apenas este ano ganhou forma (meus filhos eram ainda menores e eu não me cobrei tanto quanto a isso), de modo que espero poder ilustrar aos poucos como tenho feito na prática. Fica a sugestão para você pensar em fazer um estudo semelhante com teus filhos! Poupa tanto tempo de pesquisa! Além do mais, é uma tendência clássica e humanística, muito recomendada pelas pedagogias católicas tradicionais: tudo através dos livros de literatura… a minha ideia é, com o passar dos anos, ter mais experiência nisto e aprimorar sempre para que tudo que for possível venha através do tronco que são os livros. Como meus filhos são pequenos eu não me cobro muito – sabe por que? Porque um estudo assim só era feito mesmo a partir dos 10, 12 anos da criança, quando ela tinha um estudo realmente formal. Agora eu aproveito para experimentar e formar a mim mesma (convenhamos que uma coisa é ler os livros sobre como estas coisas funcionam, outra coisa é pôr em prática… é mais ou menos a diferença entre fazer uma equação de determinado experimento e fazê-lo no laboratório… rs). Partilhe experiências se você também tem isto como meta!

Aguarde os próximos posts!