I Feira de Ciências – Cientistas do Futuro em Ação

Eu faço parte de um grupo de famílias homeschoolers e tivemos a grande alegria de realizarmos uma Feira de Ciências! Com simplicidade e muita dedicação, a I Feira dos Cientistas do Futuro em Ação contou com nada menos que 25 expositores, com idades entre 2 e 11 anos!

Isto foi possível graças ao fato de que durante um bom período nós mantivemos encontros periódicos entre as famílias. Há muitas famílias que desejam montar um grupo de famílias homeschoolers, mas acabam não indo a mais do que um ou dois encontros, e o grupo não se forma. É preciso insistir, colocar como prioridade, dirigir para longe, não perder oportunidades. Então, ao propor uma Feira como esta, vocês já têm força e entrosamento suficiente para fazer funcionar, abrigar famílias em sua casa e fazer sacrifícios pelos outros.

Eu fiz a proposta há alguns meses, mas a ideia não foi adiante. Compromissos, faltava disponibilidade. E, então, o momento apareceu! Nesta primeira feira, não houve um tema, mas deixamos em aberto para que as crianças pudessem escolher aquilo que fosse de maior interesse para expor.

Foram muitos os temas: Experiências com o ar, trem magnético, animais, armas de Guerra, Corpo Humano, Vulcões, Cristais, insetos, aranhas, gravidez e parto…

Os meus filhos queriam fazer mapas. Por serem muito pequenos, a ideia de mapas deles está sempre relacionada aos mapas fictícios. Aqui brincamos de reproduzir os mapas para eles – especialmente do Hobbit. Escolhemos apresentar o Mapa de Nárnia, mas como eu não queria me envolver a ponto de fazer o trabalho por eles, decidimos fazer de Lego! O papai orientou sobretudo para que a maquete estivesse disposta geograficamente como no mapa original, mas é preciso dizer que eles fizeram quase tudo por si mesmos.

O processo foi muito bom. Eles se divertiram e aprenderam algumas coisas sobre mapas e orientação espacial. Nada tímidos, eles apresentaram muito bem para toda a platéia!

Foi uma experiência única para todas as crianças, que saíram motivadas e orgulhosas de seus projetos. O mais importante, no entanto, são os laços desenvolvidos entre as famílias que buscam o mesmo ideal. Já saímos com planejamento de feiras futuras, não apenas de Ciências, mas de Santos (amo!), das Nações e a tão aguardada Feira Literária!

Rezem por nós!

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Dixit: um jogo para a imaginação das crianças

Há muito tempo eu quero falar com vocês sobre um jogo que trabalha bastante a imaginação das crianças: é o Dixit. E, para além da maneira clássica de jogar, eu tenho conseguido aproveitar para criar novos jogos no homeschooling com os meus filhos.

O jogo contém cartas, um tabuleiro, coelhos e fichas pequenas com números. A maneira clássica de jogar é meio difícil de explicar, mas basta saber que o jogo é um tanto subjetivo: trata-se de fazer uma relação entre a imagem do narrador e a do jogador. Mais ou menos assim:

Em Dixit, os jogadores assumem o papel do contador de histórias – o narrador. O narrador da vez deve olhar as 6 cartas em sua mão e, sem as revelar aos outros jogadores, falar uma frase sobre ela.

Os outros jogadores devem então selecionar uma carta (também secretamente), de suas mãos, que mais combina com a frase dita pela narrador.

O narrador embaralha todas as cartas recebidas e as revela sobre a mesa. Agora com todas as figuras à mostra, todos os jogadores devem apostar para acertar a imagem do narrador!

As imagens surrealistas das cartas são incríveis (algumas me lembraram o pintor Edgar Ende), e eu pude perceber várias referências visuais em filmes badalados, como O Show de Truman. Os meus filhos jogam à maneira clássica, mas o que mais gostamos de fazer é distribuir meia dúzia de cartas para cada um e inventar uma micro-história. O resultado é que eles estão cada dia mais criativos.

Que livro esta carta te lembra?

Relacionamos as cartas com as histórias que conhecemos; às vezes há apenas a semelhança de um animal ou castelo, porém o mais importante é ver como eles conseguem fazer relações inteligentes.

Jogo de rimas

Para a trabalhar a consciência fonológica, uma variante do jogo que criamos aqui é rimar uma carta com a outra, principalmente rimas de ação. Meia dúzia de cartas para cada um, mais meia dúzia na mesa: o desafio é rimar uma ação com cada carta exposta. Se na mesa há uma carta com um personagem chorando, devemos rimar com -ando: cantando, dançando, etc.; se o personagem está caindo, devemos encontrar algo nas nossas cartas que esteja sorrindo, saindo.., e por aí vai.

Além do jogo com tabuleiro clássico, há expansões: kits com mais cartas, no mesmo estilo!

As cartas servem para inspirar pinturas e desenhos. Ainda vamos criar por aqui outras maneiras de jogar, e você, com certeza, poderá criar a sua!

Homeschool: 10 coisas legais sobre o uso do caderno


Eu fiz uma lista com dez coisas legais sobre o preenchimento dos cadernos dos meus filhos.

1 – Indicar, no enunciado da atividade, o material a ser utilizado.

Meus filhos sempre me pediam para usar canetinha colorida onde não deviam; queriam usar lápis de cor quando deveriam usar lápis grafite. Eu passei a descrever o material necessário para cada atividade. Isso também me ajudou a variar, de modo que eles estão sempre usando coisas novas, ao mesmo tempo em que ficam felizes por seguir as instruções e ter permissão para usar as coisas que gostam.


2 – Páginas de conteúdo

Eu preencho o caderno com páginas de conteúdo, semelhante a uma apostila. O caderno acaba não sendo só para atividades, mas para apresentação de conceitos. Mesmo que eu já tenha isso impresso num livro ou cartilha: no caderno serve como revisão e eles acabam se acostumando a estudar por ele também.


3 – Xerox do material pedagógico

Se você, como eu, está usando uma cartilha ou livro didático, convém revisar no caderno ou aproveitar as imagens para criar novas atividades, mantendo uma unidade com outros materiais utilizados.


4 – Impressão de imagens ou atividades prontas

Se você não sabe desenhar muito bem, pode imprimir imagens diversas para montar atividades ou mesmo imprimir atividades completas prontas: basta colar na folha do caderno. Isso evita que as folhinhas soltas se acumulem pela casa. Além disso, as folhinhas soltas, depois de feitas, costumam ir parar no lixo com rapidez, sem que sirvam para você acompanhar o desenvolvimento pedagógico. Aqui, se eu imprimo alguma atividade, ela vai para o caderno. Isso faz com que eu  tenha meu banco de ideias num só lugar.


5 – Reutilizar figuras de livros de atividades

Eu costumo comprar livros de atividades e passatempos, que depois de completamente usados acabam por serem descartados… mas antes disso, você pode aproveitar imagens para o caderno. Ás vezes fazendo o mesmo tipo de atividade.


6 – Usar adesivos

Cartelas de adesivos são muito práticas para montar atividades criativas e bonitas para as crianças. Em poucos minutos, você cola e… pronto!


7 – Revisão do dia

O caderno de lições de casa com o papai costuma ter uma revisão do que trabalhamos durante o dia.  Não faço nada desconexo. É assim que o papai consegue ter uma visão global do que estamos trabalhando, e mais importante: sobre as dificuldades e progressos de cada um por si mesmo (e não somente pelo relato da mamãe).


8 – Usar manipuláveis pedagógicos

Aproveitando a facilidade de estudarmos em casa e termos tudo sempre à mão, as atividades do caderno costumam pedir que eles usem todo tipo de material manipulável: mosaico, escala cuisenaire, letras de madeira, números, massa de modelar…

Por exemplo: “Use as letras de madeira para reproduzir as palavras abaixo”; “Reproduza a sequência de formas abaixo usando o mosaico sobre a mesa”; “Conte quantas figuras há em cada conjunto e coloque os números de plástico ao lado” (Dimi, por exemplo, ainda não consegue fazer os números, mas sabe identificá-los).


9 – Usar livros de literatura, livros pedagógicos…

Frequentemente as atividades no caderno, especialmente aquelas que eles farão com o pai à noite, exigem o acompanhamento de outros livos. As instruções pedem: “Abra o livro de Artes… na página tal… e leiam juntos. Depois responda as questões abaixo.” Ou eu posso fazer perguntas para serem respondidas oralmente sobre um livro de literatura que estamos lendo durante a semana. Ou é necessário que o livro em questão, seja didático ou não, esteja aberto para que a compreensão da atividade seja melhor.

Esta semana, numa lição de casa, Dimi precisou de três livros e achou isso muito legal. Ele disse que estava “ansioso” para fazer a lição.


10 – Atividades sem lápis

Caderno não é apenas para ser “preenchido”. Muitas das minhas atividades são instruções para que elas ocorram fora da folha. Eu anoto algumas sugestões de atividades para a semana: aquelas que eu farei usando os meus flashcards, coisas que eu já tenho prontas ou simples jogos de música. Depois, eu vou marcando um “X” no que eu consegui cumprir. Uma estratégia que deu certo por aqui, já que eu tinha muitas ideias salvas e pouca disciplina para pôr em prática. Quando eu passei a anotar no caderno três ou quatro atividades para a semana, atingir o cumprimento se tornou meu foco!


Como vêem, há muitas coisas interessantes para o uso do caderno. Eu gosto de aproveitá-lo bem, e estou sempre em busca de coisas novas. Espero que tenham gostado!

Diário de fevereiro, 2017

Fim do período de planejamento…

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Chegamos ao fim do período de planejamento do meu grupo no Facebook.  Agora é o momento de evoluir no planejamento semanal e fazê-lo acontecer. Atualmente, tenho conseguido atingir a marca de 50% daquilo que eu me proponho a fazer na semana, com as crianças. Nas primeiras duas semanas de fevereiro, embora houvesse me planejado desde o início de janeiro, não atingi nem 20%. É um processo. E estamos caminhando com a graça de Deus. O bom é que a meta espiritual com eles – leitura pela manhã, orações e catecismo – está sendo cumprida e muito bem!

Já começou…

O nosso homeschooling. Pela manhã é o período mais proveitoso.  A escala cuisenaire e o mosaico tem sido tão melhor aproveitados este ano!

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Nosso Catecismo ilustrado está ficando lindo!

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Melhor Leitura em voz alta do mês…

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O conto maravilhoso do Star Saltan, de Puchkin

E a leitura espiritual do mês…

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Lições do Papa Francisco para crianças: Este livro usa pequenas citações de sermões do Papa Francisco para trabalhar virtudes cotidianas e evangélicas, além de aproximar os meus filhos da Igreja como uma organização hierárquica. Já o lemos completo duas vezes.

Assistindo juntos…

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“O som da Música” – ou no péssimo título dado em português, A Noviça Rebelde. Dividimos em várias partes e vamos vendo ao longo da semana, como se para eles fosse uma série. Empatia imediata! Lembro com nostalgia quando minha irmã e eu ficávamos acordadas até tarde para ver no Corujão, e de como eu sempre desertava e dormia antes da segunda parte.

Eu estou organizando…

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Minha primeira Morning Basket – uma cesta de organização familiar que muitas mães homeschoolers fazem nos Estados Unidos e que reúne a leitura de formação. Aqui eu dividi por temas: biografia, artes, virtudes, estudos naturais e poesia (por enquanto). A cada dia, logo pela manhã lemos um trecho de um dos livros selecionados. As crianças leem livros diferentes dos meus. É uma maneira de me manter estudando, mas como ainda estou bem no início não farei um post até ver se funciona conosco. Mas você pode pesquisar, se a ideia te agradou!

Por falar em Cestas de livros…

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Estou montando a próxima para o período da Quaresma, focada na Vida de Jesus e em mais leituras espirituais – como o Livro da Fé, que eles gostam tanto!

Estudos Naturais e Artes…

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Tenho conseguido unir Estudos Naturais e Artes, em parte porque o nosso estudo de Artes sempre foi simples: focado na apreciação artística e pequenos trabalhos com tintas e outros materiais. Até que eu evolua para coisa melhor (eu tenho uma vaga mas animadora ideia de como farei isto) têm sido muito proveitoso trabalhar as duas coisas juntas. É o que muitos seguidores de Charlotte Mason fazem, já que a proposta de Estudos Naturais dela inclui decorar livros/journal. Acima, o livro A árvore das Estações que vem e vão e as obras dos meus filhos (e minha: eu pintei a folha com duas árvores), que foram coladas no nosso journal, depois de receberem um título para cada pintura.

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16908921_248662398915576_8247581095273431040_nOs nossos livros queridos deste período

As melhores aulas…

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São aquelas em que estamos do lado de fora aprendendo; se estamos em companhia, melhor ainda!

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Ponderando estas palavras…

 Bendita a perseverança a do burrico de nora! Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. Um dia e outro, todos iguais. Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçanias no horto, nem teria aromas no jardim. Leva este pensamento para a tua vida interior.

São José Maria Escrivá

Pela Casa…

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Ás vezes a minha casa fica assim: eu não gosto muito, mas tenho de aprender a conviver com isso.

Um pedacinho do meu dia…

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Lições curtas – no máximo 25 minutos – permitem momentos como este:  breves; e os dois ainda precisam de atenção direcionada para fazer uma atividade. Os momentos de autonomia começam a aparecer, principalmente quando eles têm materiais criativos como lego e escala nas mãos, além dos livros preferidos.

Que Deus nos abençoe ainda mais em Março, neste tempo de Quaresma! Que nossos corações se tornem mansos como o Dele! 

[História] Crianças como você

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“Crianças como você” é um livro da década de 90 (encontrado em sebos) com perfis de crianças do mundo todo, mostrando culturas diferentes e hábitos cotidianos –  o que  facilita a compreensão da proposta do livro. Ano passado foi o livro de “História” que mais utilizamos.

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Disposição das páginas internas do livro

Para a minha surpresa, meus filhos, embora pequenos, se interessaram muito pelo livro. Funciona mais ou menos como um álbum de fotografias, e logo eles estavam pedindo para verem novamente a Celina, Olia e outras crianças. Por muitas vezes, ao longo do ano, meus filhos foram capazes de associar estas culturas em coisas que líamos ou encontrávamos no cotidiano; Lupita era capaz de dizer que “Na África ou China, se costuma fazer assim…” (acho que foram destas conversas que ela aprendeu tão bem a empregar o verbo costumar, neste sentido).

Para fechar, eu resolvi produzir páginas para os dois, nos mesmos moldes do livro. Primeiro, eu os entrevistei, perguntando quais eram seus interesses. Como mãe, eu tinha seus livros e gostos como previsíveis, mas é curioso como eles apontam coisas diferentes a depender do momento particular (Lupita tinha acabado de ganhar o livro sobre o urso panda e o definiu como seu livro favorito). Tentei também manter o espírito de espontaneidade do livro. Pedi a Dimi que dissesse algo sobre sua irmã e ele disse que amava a Lupita, mas que “às vezes ela lhe dava língua” e é isto que eu coloquei no nosso painel.

As fotos foram selecionadas e recortadas – em parte – por eles, que coloram na cartolina. Eu fiz as legendas e expliquei para eles como a montagem estava sendo feita, de modo que à noite eles foram capazes de fazer uma apresentação completa e muito bem parafraseada do próprio painel.

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Uma atividade simples para fazer em casa, mas que permite trabalhar habilidades novas (apresentar para o pai foi um ótimo ganho para eles.)