Atividades para o Advento

Salve Maria!

Novembro vem aí, e é o mês em que preparamos as coisas para o Natal! O calendário do advento precisa ficar pronto até 30 de novembro, já que 01 de dezembro já começamos a fazer as atividades. Eu separei neste post as atividades que faremos em cada dia do calendário – de 01 a 25 -12. Inspire-se!

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Nosso último calendário do Advento

*Nos anos anteriores eu sempre incluía “ler livros de natal” como algumas de nossas atividades. Este ano manterei, mas serão livros novos, que eles vão desembalar.

Sem ideias para livros de Natal? Confere meus posts: Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Lista Complementar. 

ATIVIDADES

1. Músicas natalinas. Presente do advento: Presépio de madeira para as crianças brincarem.

2. Escrever cartões de natal

3. Fazer enfeites para a nossa árvore.

4. Ler livro de natal: novo

5.  Separar coisas para doar

6. Dia de são Nicolau. Pegar presentes no sapato. Peça de São Nicolau à noite com o papai **

7. Assistir As Crônicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa

8. Colorir desenhos do presépio.

9. Passear e ver alguma decoração de natal (shopping)

10. Ouvir coral de natal

11. Receita de Natal com o papai

12. Ler livro de natal (novo)

13. Enviar uma mensagem cristã para os vizinhos na caixa de correios

14. Assistir ao desenho The Snowman

15. Fazer um craft de Natal

16.Início da Novena de Natal: lanche especial em família

17. Ler livro de Natal (novo)

18. Ouvir outro coral de natal (com crianças)

19. Passear e observar os enfeites de natal nas casas

20. Santinho de Natal: imprimir e plastificar

21. Jogo de natal em família

22. Assistir ao Natal de Charlie Brown

23. Fazer pão de natal

24. Observar as estrelas e falar sobre a estrela de Belém.

25. Fazer bolo de aniversário pro menino Jesus.

 

** A peça sobre São Nicolau eu escrevi há 2 anos. Vamos representar com figuras impressas e coladas no palito.

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** O presépio de madeira é este: AQUI

Nosso antigo presépio de madeira (comprei nas Americanas há 2 anos, e não encontro mais) continua lindo e é este aqui:

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Bolo simples para o Menino Jesus:

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Meu primeiro Calendário do Advento: Fácil de fazer!

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Como ensinamos… Ciências

Salve Maria!

Recebo muitas mensagens perguntando como acontece o nosso homeschool e por isso farei uma série de posts que mostram um pouco do nosso esforço. Este post é para explicar como ensinamos Ciências. Eu convido você a ler este texto: ENSINO DE FÍSICA NO BRASIL. Eu já tinha muitas desconfianças sobre o ensino de Ciências no Brasil e, através de alguns blogs de HS americano, havia decidido que ensinaria meus filhos mais pela prática do que pela teoria. Este texto, no entanto, esclareceu de uma vez por todas para a nossa família onde reside precisamente o problema do ensino de Ciências no nosso país e nos ajudou muito a modificar a nossa perspectiva.

A partir deste contexto, eu também conheci um pouco da perspectiva da Charlotte Mason (ver POST) e sobre explorar o ambiente da natureza tendo como ponto de partida aquilo que você tem mais perto de si: ou seja, a sua casa. Comece onde você está. Pode ser pouco, mas se você começa daquilo que você pode acessar todos os dias, você aprenderá todos os dias. Este livro está à venda na Amazon e possui excelentes dicas (é ricamente ilustrado, mesmo que seu inglês não seja avançado, dá para aproveitar):

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Isto mudou nossa rotina para melhor. Temos projetos e experiências toda semana. Na minha casa não há muito espaço com plantas, mas há duas árvores no passeio da minha casa e quase todos os dias, nos sentamos sob elas. São dois agradáveis chorões com terra suficiente para meu filho cavar e descobrir minhocas. Plantamos ao redor das árvores, brincamos com flores, observamos os insetos e pássaros.

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Reconhecer o canto dos pássaros e depois pesquisá-los em casa; colher flores no caminho até a padaria e ir aprendendo sobre as partes de uma planta; aprender que a minhoca tem entre 2 e 15 pares de corações; molhar as plantas: com crianças pequenas isto é fundamental para o ensino de Ciências. Isto também é o grande alívio nos meus dias, pois quando simplesmente sentamos sob a árvore eles ficam calmos, não criam conflitos, passam horas mexendo com terra, água e sementes e gastam energia. Eles são cheios de perguntas, e assim, eu as respondo e depois invisto em livros, imagens e pequenos vídeos educativos durante a semana.

No meu bairro há outros espaços verdes: o jardim externo que um vizinho montou no passeio, um campo aberto para eles correrem. Uma vez por semana eu dou um jeito de passar por lá.

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Quem faz HS não tem que enfrentar uma rotina diária de levar as crianças na escola, por isso se na sua casa ou perto dela não há espaços semelhantes, faça um esforço para incluir um passeio fixo num espaço aberto uma vez por semana.

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No meu quadro de planejamento semanal, Ciências aparece duas vezes por semana – quando eu geralmente me esforço para fazer alguma experiência científica, ler nossos livros temáticos ou mesmo algum trabalhinho de registro (desenhos, etc.). Quanto ao contato direto: como mencionei, quase todos os dias, e se eu consigo fazer apenas estes contatos durante a semana, cumpri o meu planejamento, já que está é a parte mais importante e significativa,o  que me permite conversar e ensinar muitas coisas. Lupita, por conta de um machucado, aprendeu rapidamente sobre os glóbulos brancos – eu expliquei de brincadeirinha, mas agora ela vive a repetir o assunto e eu vou mostrar um pouco mais. Alguns nos nossos livros preferidos de Ciências incluem:

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Este foi o nosso primeiro livro de Ciências e ajudou os meus filhos a conhecerem diferentes tipos de animais. Conversamos e eu vou ensinando os nomes. Depois, pergunto: onde está o elefante? Onde está a zebra? Faço isto desde que meus bebês tinham 1 ano, e eles já apontavam e acertavam! Quantos nomes tem os animais! Lembra-se de quando Adão deu nome a todos os animais que Deus criou? Lembra-se da criação do mundo? (e assim, estou sempre ensinando sobre Deus)

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Ideal para crianças entre 1-4 anos, livrinhos com abas passam o tempo com alegria e ensinam muito! Pequenos Cientistas (resume bem como eu pretendo ensinar formalmente meus filhos em todas as disciplinas de Ciências que temos pela frente):

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A coleção Pequenos Cientistas é muito fofa e tem a descrição completa de experimentos fáceis para crianças pequenas, geralmente a partir dos 3 anos (mas Dimi aproveita pelo lado lúdico). Há também a coleção Jovem Cientista, lançada há alguns anos atrás, com volumes disponíveis ON LINE. Esta pode ser trabalhada por toda a infância e adolescência.

Também lemos as fábulas de Esopo para eles e muitos livros de literatura que tem animais como personagens (você não terá dificuldades em encontrar exemplos). As fábulas mostram um lado de comportamento animal que pode ser comparado com algumas virtudes, vícios e costumes humanos em geral. Esta analogia permite que as crianças entendam o que vem a ser o caráter.

Fora isto, temos 2 projetos este ano.

Primeiro semestre: pequeno jardim externo + horta vertical (na garagem), mais ou menos nestes moldes:

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Segundo Semestre: Observação do Céu Noturno, com binóculo de observação astronômica. Nós gostamos de ficar na garagem simplesmente deitados olhando o Céu e falando sobre ele. Tenho certeza de que as crianças ficarão animadíssimas em ver as estrelas mais de perto! :)

Os assuntos vão aparecendo e eu vou incluindo no nosso planejamento anual conforme o interesse das crianças. Estações do ano, de onde vem a chuva… apenas para responder os anseios delas, não como ensino conteudista. Vou me esforçar – de verdade – para compartilhar no blog. Eu não tenho muito tempo, mas estou melhor organizada este ano e sei que muitos gostam da partilha, assim como eu gosto de tantas famílias maravilhosas compartilharem suas experiências! Espero vocês aqui! Fiquem com Deus!

 

Cesta de livros de fevereiro

Salve Maria!

Todos os meses eu separo a dúzia de livros que irão nos acompanhar. É claro que eu leio muitos outros livros durante o mês e deixo meus filhos pegarem o que quiserem na estante, mas eu tenho a minha pequena lista de prioridades para cada mês – o que inclui aproveitar as novas aquisições, os livros que alugamos nas bibliotecas da cidade e, principalmente, estar atenta ao planejamento da educação domiciliar (não pensem nisto como um currículo muito rígido). Eis a cesta de livros de fevereiro (clique no título para ser direcionado ao site):

1 – Fábulas de ouro: As mais belas fábulas russas (Ed. Paulinas)

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Contos de fadas com belas ilustrações. Leio em voz alta algumas vezes por semana. O interessante é que há personagens com o nome do meu filho e do meu esposo (os dois tem nomes russos) e isso deixa as crianças interessadas. Este lado oriental é muito rico, especialmente porque estamos conhecendo através da literatura. Este ano vamos estudar, em história, o costume de diferentes povos (conforme mencionei no planejamento 2016) e eu faço um esforço para fazê-los prestar atenção a alguns aspectos culturais quando vamos lendo os contos.

2- O Hobbit, em quadrinhos 

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Lupita está adorando esta fiel adaptação do Hobbit em quadrinhos, originalmente lançada em 1937. Quase todas as noites eu leio algumas páginas. Ela já conhecia um pouco da história, pois havíamos contado e mostrado duas cenas do primeiro filme do Hobbit. Tolkien não pode faltar aqui em casa!

3 – Asas! , Jane Yolen – Dennis Nolan (comprei num sebo)

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Eis uma versão particularmente bela da história de Dédalo e Ícaro! Uma vez por semana, lemos para as crianças! Elas gostaram bastante!

4 – Zog / O filho do grúfulo , Julia Donaldson

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Nas minhas cestas eu sempre coloco livros clássicos, com as grandes histórias, mas nunca deixo de acrescentar livros mais indicados para a faixa etária dos meus filhos. Os livros mais longos (como os 3 primeiros do post) dão conta de um aspecto, estes, de outros. Livros criativos como estes fazem com que eles literalmente decorem o texto das páginas, ganhem vocabulário rapidamente e se divirtam mais.

5 – Onde vivem os monstros – Maurice Sendak

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Maurice Sendak entende como a cabeça das crianças funcionam! Este é o livro preferido de Dimi e, sem dúvida, o autor captou bem a personalidade dos meninos. Lupita sabe este livro de cor, página por página, letra por letra.

6 –  Alfabetando – Lia Zatz

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Poesias de A a Z. Lupita ainda não começou a ser alfabetizada, mas já está ganhando consciência fonológica. Ela me pergunta: “Mãe, amor é com a letra A?”

7 – Homens, Heróis e Santos – Cândido de Alencar Machado

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Gosto do texto e das ilustrações e é um dos poucos livros sobre a vida dos Santos em língua portuguesa. Já li algumas vezes, mas este mês lerei histórias toda semana.

8 – Famílias Animais – Publifolha

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Comprei este livrinho por 14 reais na Amazon e é um ótimo auxílio no ensino de Ciências. Curiosidades animais para crianças com sentido familiar.

9 – O soldado e a trombeta – Olavo Bilac

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Poesia divertida de Olavo Bilac! As ilustrações não são lá muito bonitas, mas os meus gostam assim mesmo!

10 – Livros para a diversão:

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Livros de Adesivos Usborne e Meu livro de Arte para colorir: passatempos também são educativos e eu aproveito para conversar sobre as obras de artes ou sobre castelos e bailarinas!

Nosso “Dia da Bíblia”

Salve Maria!

Atualmente fazemos dois esforços principais com as crianças para a vida católica em família: o Dia da Bíblia e o Catecismo ilustrado. Hoje eu vou falar um pouco sobre como acontece o Dia da Bíblia, que começamos a fazer no segundo semestre do ano passado.

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Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Duas vezes por semana (geralmente às terças e quintas) fazemos um momento de oração em conjunto e lemos as bíblias infantis das crianças e/ou quaisquer outros livros com temática religiosa. Começamos a rezar 1 dezena do terço este ano antes das leituras e foi tão bem recebido que até o final do ano eu espero rezar o terço completo com eles nessas ocasiões. Eu não quero parecer sistemática (realmente, não sou), mas se não começamos de um ponto suave fica difícil introduzir o terço diário em família com crianças pequenas. É um exercício também para nós: eu desejo que Lupita reze diariamente o terço com mais ou menos 5 anos, então, nestes anos que ainda faltam, é preciso trabalhar. Conheço alguns pais que introduziram até antes: isto vai de família em família.

12695826_567579413394347_1771297489_n Páginas do livro “Passagens bíblicas para cada dia do ano”, da editora Rosari

O ideal é que o momento dure no máximo 30 minutos (os nossos geralmente ficam em torno de 15-20 minutos), especialmente se as crianças forem pequenas como as minhas, para não cansá-las. Você também não vai querer enfadar os filhos, fazendo o momento solene demais e extenso, de modo que acabará por fazer deste o momento penoso da vida em família. Ao contrário: uma pequena dose é recebida senão com alegria, com resignação; mesmo nos dias em que os meus não estão muito dispostos, conseguimos fazer com que eles sentem, rezem e ouçam as histórias . Nos dias indispostos, lemos apenas 2 histórias após a oração, sem jamais comunicar que estamos fazendo isto por conta deles: longe de estimulá-los, isto só lhes permitiria fazer uso do mesmo comportamento para fazer o encontro durar menos. Mas há muitos dias em que lemos várias histórias, e somos nós que limitados, apesar dos pedidos.

Colocamos  algum ícone (o Menino Jesus ou Santa Teresinha), os terços e os livros na mesa. Então sentamos, dizemos alguma oração inicial, fazemos pedidos e intenções e rezamos a dezena do terço. Ás vezes lemos na bíblia antes sobre a meditação do mistério. Depois, lemos as histórias que tenham relação com a  liturgia (por exemplo, Natal, Páscoa, padroeiro) ou simplesmente deixamos que eles escolham.

Tenho feito o esforço de ler o livro “Passagens bíblicas…” durante o dia, ao longo da semana.

É isto! Simples como convém à nossa família… depois venho mostrar como ocorre o Catecismo ilustrado!

É possível ensinar moral e virtudes através da Literatura?

por Luciana e Vladimir Lachance

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Perguntaram para Luciana se seria possível trabalhar as virtudes e a moral (ética) na educação domiciliar a partir de obras como As Crônicas de Nárnia, Os Contos dos Irmãos Grimm, O Livro das Virtudes para Crianças.

Ela respondeu no Facebook. A partir da resposta, expandi o comentário e fiz alguns adendos (principalmente com alguns exemplos).

Eis:

Todos os livros mencionados estão na nossa estante familiar. Mas, ocupam o espaço relativo à literatura e os trabalhamos principalmente nesta perspectiva.

Explico.

Neste tipo de livro, a virtude – mesmo no Livro das Virtudes para Crianças – deve ser apenas uma imagem do que seja a virtude real. Usar um livro como As Crônicas de Nárnia para ensinar moral, cristianismo, virtudes (coragem, fé, etc.) leva, invariavelmente, a certas complicações, porque contém imperfeições explícitas, e não apenas isso: as passagens que poderiam ser utilizadas para trabalhar esses pontos são insuficientes para construir uma ideia clara do que sejam a virtude, moral, etc.

É preciso que a criança aprenda bem a fé e a moral cristã no catecismo e na prática da religião, a partir de definições, de verdades evidentes. Se ensinamos a fé e a moral através de imagens literárias, é bem provável que criaremos ideias não tão claras sobre fé e moral para as nossas crianças.

Portanto, se a criança aprende bem a fé e a moral cristã – no catecismo e na prática da religião -, se entende o que é a coragem pelo exemplo dos santos (me parece que o melhor, neste caso, é fazê-lo através das biografias de santos romanceadas), então, e somente então, ela tomará com algum proveito o tal cristianismo em Nárnia, que contém até menções a inverdades bíblicas: 1. Dizer que Lilith foi a primeira mulher de Adão – está no primeiro volume de Nárnia, O sobrinho do Mago; 2. Explicar a Ressurreição como uma “magia profunda”, uma espécie de artifício quando a pedra se quebra e “morre” no lugar de Aslam – está no segundo volume, O leão, a feiticeira e o guarda-roupa; 3. Edmund enquanto representação de Judas, mas que, diferente dos Evangelhos, se arrepende e é perdoado por Aslam (Cristo): é de causar uma confusão enorme!; 4. A relação de Nárnia com as figuras mitológicas: Baco, ninfas, etc.

Há ainda outras coisas, mas esses pontos já ilustram como não é tarefa fácil utilizar a literatura como ferramenta de ensino moral e religioso. E talvez não só não seja fácil, como pode ser de fato equivocado esperar que a literatura possa cumprir essa função. A virtude em livros tais só tem proveito quando a criança conhece o real. Ela não deve apreender algo tão precioso como as virtudes em uma literatura que é somente transversal: a virtude pode até estar ali, mas ela está diluída, simplificada ou simbólica. Mas se conhecer o real, então o símbolo ganha força.

Quanto aos contos de fadas, servem mais para a imaginação e para apresentação do conceito do mal que das virtudes.