A vida no lar – e o trabalho fora dele – Parte 4

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Simone de Bouvair costumava dizer que a opção de ficar em casa e cuidar dos filhos jamais poderia ser dada à mulher, pois se assim fosse, “demasiadas mulheres farão esta opção”, o que não interessa à causa feminista. Quase ninguém conhece a afirmação, mas o eco dela está na sociedade como um todo, o que nos faz compreender porque esta vocação sofre ataques pejorativos por todos os lados.

Muitas pessoas, até hoje, continuam acreditando que toda melhoria para a vida das mulheres é fruto de alguma causa, de algum panfleto, de alguma queima de sutiã. Como se apenas a partir da “classe feminista” organizada é que a vida tivesse melhorado para nós. E corremos o risco de fazer uníssono com isto: é comum ver algumas devotadas feministas (especialmente em debates de internet, nas faculdades e meios mais ordinários) repetirem sandices como “agradeçam as feministas por terem um nível superior, por usar a internet.” É lamentável que esse discurso não consiga ser demovido; estamos tão mergulhados na desinformação histórica, que mentiras são ditas a todo instante, e com que direito de bom-senso!

Claro: a estória de não poder utilizar a internet é só uma estratégia das feministas de reduzirem a religião cristã à mesma categoria das religiões tradicionais orientais – estas sim, oprimem, muitas vezes, a mulher, mas não  vejo feministas ocidentais interessadas em defender os interesses daquelas mulheres. No Marrocos, por exemplo, há uma “Lei” que garante ao estuprador de uma menor a opção de se casar com ela, e assim escapar da pena. E tal é a mentalidade por lá, que geralmente a família da moça (a quem cabe a decisão), aceita. Recentemente, uma jovem de 16 anos, obrigada a aceitar estas condições, cometeu suicídio. Quanto a “nós”, a causa está tão ridícula e saturada, que agora elas reclamam o direito de urinar em pé – coisa que elas podiam, lamentavelmente, fazer em privado.

Sinto dizer as feministas (aliás, minto: fico bastante satisfeita) que nossas maiores conquistas foram materiais: se hoje não precisamos mais passar tanto tempo no tanque de lavar roupas, acendendo o fogão à lenha, salgando as carnes para todo um período, entre milhares de coisas do gênero, não foi porque elas nos libertaram do fardo, mas porque o fardo por si só ficou menor com o avanço das tecnologias (e a abrangência do cartão de crédito). Quando a mulher não podia pagar por estas coisas (o acesso a uma máquina de lavar, por exemplo, está bastante democrático atualmente), ela tinha de, invariavelmente, recorrer à outra mulher para que o fizesse em sua residência. Até mesmo as próprias feministas devem às facilidades da vida cotidiana o surto de suas existências: foi o tempo livre, sem dúvida, que pôde produzir estes discursos, já que, séculos atrás, quando a vida era bastante dura, todos estavam ocupados demais, dependentes demais uns dos outros, para pensar em igualdade de funções.

Explico: algumas pessoas se esquecem de como a vida funcionava até bem pouco tempo atrás… olham para o passado e não sabem do que estão falando, porque parece que estão sempre criticando a família dos anos 50, com poucas variantes. Esquecem que tanto a vida no lar, como o próprio trabalho tinham organizações  distintas: da cooperação mútua entre homem e mulher, unidos pela família, dependia a sobrevivência de todos, num mundo onde tudo isso que recebemos tão naturalmente – hospitais, educação, vacinas, saneamento básico, etc., etc. – não existia.  Esquecem que se (quase) nenhuma mulher tinha nível superior, bem poucos (pouquíssimos, aliás) homens o tinham. As mulheres “lutam” para ter uma jornada de trabalho, como o homem “sempre teve”, mas não desconfiam que na verdade, até a revolução industrial, o homem não tinha “jornada de trabalho”,  porque as pessoas – incluindo as mulheres – trabalhavam em períodos, frequentemente em estações, cada qual de acordo com a função que desempenhavam. Esta coisa de “sair de manhã e voltar à noite”, que nossas contemporâneas tanto desejam, é algo absurdamente novo, de todos os pontos de vista, e também indesejável de todos os pontos de vista – pelo menos, para as mães.

Nesta quarta parte de minhas reflexões, venho tocar em alguns pontos que permaneceram em aberto, após alguns questionamentos que recebi via mensagens, e mesmo perguntas feitas diretamente. Uma delas, bastante pertinente, porque pode ser a dúvida de muitas, será formulada da seguinte maneira: “Se o ideal é que a mulher fique em casa e cuide dos filhos, então por que pensar em formação acadêmica ou profissional para as moças?

A pergunta não é apenas simplista, ela é também carregada de radicalismo. Temos que ter muito cuidado com tais corolários: eles podem , aparentemente, resolver nossos dilemas, mas fatalmente não sobrevivem no mundo real. Por que estou dizendo isto? Porque não raro tenho visto mulheres defenderem um comportamento ultra-anacrônico, de não sair de casa para fazer qualquer atividade semelhante, sob pena de não estar sendo a “mulher ideal”- ou seja, aquela que fica apenas em casa, lavando, bordando e servindo a mesa para 13 filhos. Bem, se tal mulher realmente existiu, ela contava com a enorme vantagem de não ter toda esta consciência de classe que nossas atuais senhoras anacrônicas têm – e isto lhes dava a tranquilidade de serem ordinárias num mundo ordinário. Elas eram mulheres comuns. E precisamos, antes de tudo, compreender de fato o que isto significa.

Respondo de modo direto (como, aliás, já respondi várias moças e senhoras): demonstra-se, por muitos motivos – e isto levando em consideração não uma regra quinhentista, mas a própria configuração do mundo atual – que continua sendo ideal, melhor e mais saudável para todas as partes envolvidas [esposa, esposo e crianças], que a mãe se dedique aos filhos, especialmente enquanto pequenos e totalmente dependentes dela, o que se faz mais adequadamente quando ela dispõe de tempo, coisa que o trabalho – mas, preste atenção, o trabalho do modo padrão na sociedade industrial – não contempla. Refiro-me ao emprego diário, a jornada média ou longa, que ocupa e afasta a mãe deste lar.  Se por um lado, contamos com toda a facilidade material do mundo moderno, por outro, o aspecto emocional da família continua necessitado da presença e disponibilidade desta mãe. Eu diria mais: nunca, como hoje, se torna tão plausível. E é por isto – e não por mero saudosismo de “como as coisas costumavam ser”, é que se torna compreensível que se fale do papel desta mãe católica dentro da família, nos termos em que se discute aqui.

Devemos ser sensatos o suficiente para conferir à outra questão o mesmo rigor: a plausibilidade da formação da mulher na nossa sociedade contemporânea. É bom, útil, necessário e até indispensável que a mulher estude e saiba alguma profissão?  Sabemos que sim, e o por várias razões,então, sinceramente, de onde vem a dúvida? De onde vem essa vontade de ser “perfeito” até nos detalhes da louça, quando neste mundo não somente acabaram as ocasiões para os chás, mas as próprias ervas são desconhecidas? Não é somente anacrônico, é insustentável que aprovemos o raciocínio daquelas e daqueles que aparentemente “não vêem motivos” para uma moça ingressar na faculdade ou aprender um ofício, se pretende casar. O que acontece, então, se não se casa? Antes, a mulher que caía na má sorte de não se casar, era mais vista como desgraçada pelo fato de não poder sustentar a si mesma e acabar sendo responsabilidade da família ou ao menos condenada à uma vida extremamente penosa, que por não encontrar meios de seguir  a vocação que sonhava. Não há justificativas, atualmente,para não proporcionar à sua filha estudo e profissão, e não apenas pela incerteza do casamento: vale a pena fazê-lo porque tudo isso é acessível, bom e útil, de muitas maneiras, que não apenas uma ocupação na carteira de trabalho.

Estudar e fazer faculdade é algo que acrescenta em diversos âmbitos, inclusive na vida do lar. Eu tive a oportunidade de fazer faculdade, o que sem dúvida me ajudou em muitos aspectos (conhecer o marido,por exemplo), e o principal deles é ensinar muitas coisas para os meus filhos e para as pessoas ao meu redor, em especial as mães que educam em casa.  Eu entendo perfeitamente uma mulher que se case antes disto acontecer na sua vida, ou decida fazê-lo quando acha que tem oportunidade na vida de família, ou então que simplesmente não tenha interesse nisso, assim como é natural que os planos sejam abandonados no meio do caminho, quando acontece o matrimônio e os filhos vêm. Todas estas possibilidades são boas, de acordo com a vida pessoal que cada uma de nós pode e irá levar. Não nos esqueçamos, também, que nas sociedades antigas, longe de ser uma ociosa, a mulher encontrava espaço para se “formar” em muitas coisas: algo que atualmente só poderíamos suprir com estudos e cursos – alguém comentou, com razão: em certos meios sociais, a mulher antes era tão bem formada em artes e literatura, que nossos atuais diplomas de faculdade não chegam nem perto. Ademais, é notório que se em tempos de crise, a mulher “de antigamente” seria capaz de ajudar seu marido no sustento do lar, com sua própria iniciativa ou sua força de trabalho, atualmente, se não fornecemos estudo e profissão, a mulher moderna não poderá fazer nada senão lamentar.

Tenho certeza de que muitos de nós admiram o modo como nos parece que as sociedades antigas se organizavam, com cada um cumprindo seu papel de forma diversa, mas a matemática não é tão simples quanto supõe nossa deficiente compreensão: certamente há maneiras muito mais razoáveis de demonstrar reverência a um passado simbólico, que não repetindo um padrão de comportamento, na melhor das hipóteses, insincero.

Como eu afirmei nas partes anteriores, há muitas razões para que a mãe de família permaneça no lar, quando se têm essa possibilidade, e tão nobres são estas razões, que devemos lutar por esta oportunidade quando as coisas não são tão favoráveis. A permanência da mulher no lar já foi uma questão crucial de sobrevivência; se hoje, dadas as facilidades do mundo industrial, isto já não é assim, criou-se uma outra demanda, e é precisamente sobre esta demanda que minhas reflexões se direcionam. Uma das razões pelas quais não se consegue convencer muitas mulheres da importância de sua presença no lar e na vida integral de seus filhos pequenos é que ela não entende no que consiste sua indispensabilidade, uma vez que quase tudo pode funcionar sem ela; nesse sentido, o discurso anacrônico, que simplesmente deseja obrigar a mulher a repetir um modelo de sociedade antiga, quaisquer que sejam as condições, só as afasta dos reais motivos que temos hoje.

Eu acredito que neste século iniciou-se um importante debate sobre toda essa questão, porque mulheres em situações emblemáticas – chefes de multinacionais, popstars, líderes de governo –  estão retornando ao lar, abandonando carreiras, diminuindo o ritmo e mandando uma mensagem para o mundo. Esta mensagem não pode ser reduzida a “Nunca deveríamos ter escutado as feministas e abandonado nossos lares!“, porque não foram as feministas nem as únicas e nem mesmo as principais responsáveis por toda esta grande transformação que nossa sociedade passou nestes dois séculos; não pode ser reduzida a este slogan porque correríamos o risco da decepção ao ver que esta atitude não significa refazer tudo como um dia foi feito – mas, antes de tudo, é um alerta de que existe uma enorme demanda da presença da mãe no lar, uma demanda que é completamente deste século, é nossa e é eterna, é a demanda de Deus, que , com toda certeza, nos fez co-ajudadoras do homem, em todas as circunstâncias. Quando a mulher olha para a sociedade contemporânea, ela pode chegar à conclusão de que não é mais tão indispensável assim – mas é somente quando ela olha para Deus é que consegue tomar dimensão do que ela pode realizar dentro dos planos Dele, com as condições que temos agora.

Estas “facilidades” do mundo moderno nos permitem muitas coisas. Acho que estamos,enquanto mulheres e mães, aproveitando mal o fato de que indiscutivelmente ganhamos tempo para realizar muitos projetos,especialmente com nossos filhos. E até mesmo a nível profissional, há muito a ser feito: coisas e vias completamente novas – a médio e longo prazo. Querem exemplos? É difícil imaginar como uma mãe de família poderia conciliar o emprego diário na indústria com suas obrigações domésticas, mas não há obstáculo que a impeça de ser uma boa decoradora, o tipo de profissional liberal que faz seus próprios horários, trabalha por períodos e está com a família na imensa maioria do tempo. Sim, porque também não se trata de privar a mãe de qualquer individualidade ou tempo apenas dedicado à si mesma… isso é importante, é algo que foi imprescindível em todas as épocas. Há coisas essencialmente femininas, que sempre foram de nossa alçada e organização, e está muito equivocado o pensamento daqueles que acham que apenas os homens trabalharam, quase como se a nós só restasse consumir os produtos! Algumas coisas permanecem essencialmente masculinas, no que tocam as profissões, por exemplo, mas mesmo esta parte, ainda que de predominância dos homens, encontra um espaço para nós imprimirmos nossa rica contribuição. Apenas temos de estar atentas à nossa vocação e ao que nos é próprio, e então pararmos de perseguir a “carreira”, nos mesmos parâmetros que os homens…

São coisas que costumam ocupar meus pensamentos, e espero dividir com vocês muitos outros pontos em textos futuros.

A vida no lar e o trabalho fora dele –Segunda parte.

10048bf65d251f5809c6134d635d5bee{Vimos, na Primeira Parte, algumas considerações sobre a Vida no lar e o trabalho fora dele. Comecei a expor algumas de minhas reflexões, e divido com vocês mais alguns pontos…}

Sempre que me perguntam a respeito da minha escolha em permanecer em casa, para me dedicar aos filhos e assuntos do lar, considero as razões espirituais, já que ninguém mais o faz. Se você sofre os mesmos questionamentos, sabe que estas discussões giram sempre em torno de questões quase práticas – a ausência da mãe no lar gera uma demanda de tarefas a serem cumpridas, o que poderia ser realizado por outra pessoa. Quando você responde, por exemplo, que não colocaria seu filho numa creche porque teme os abusos e violência cometidos contra as crianças (coisa que, lamentavelmente, figura nos noticiários todos os dias), há geralmente um discurso bem embasado sobre paranoia, escolhas bem-feitas e até mesmo estatísticas que provam que mais crianças são abusadas dentro de “casa” que em escolas. A discussão torna-se interminável, pois cada parte apresenta uma série de possibilidades; no final, você se torna apenas uma mulher que faz suas escolhas baseadas no medo e a outra pessoa, alguém que corre riscos.

É claro que não se trata só disso, embora eu esteja de acordo com mãe “receosa”.  Como ela, eu engataria uma longa explicação do meu ponto de vista com relação a este assunto em específico (coisa que eu poderia fazer em outro post, sabendo que seria apenas repetitiva). Agindo assim, no entanto, eu estaria desprezando o aspecto mais importante da minha escolha de vida. Dedico-me à minha família não por crer que assim eu evitarei todo o mal exterior; não sou a sentinela perfeita contra os lobos (pois, infelizmente, eles estão por toda parte agora, e não apenas na floresta, lá fora… mas lembre-se: lá fora continua perigoso!); não faço isto somente por achar edificante ser eu mesma a limpar o que sujo (se você tiver ajuda, ótimo!). Sei que também poderia descrever todas as maravilhas que uma mãe em tempo integral é capaz de fazer por sua família em termos de cuidados com a casa, atenção para os filhos… mas isto ainda seria nada perto do que realmente importa, isto ainda seria prender-se ao lado “material” da questão. Como assim?

Ora, você sabe como há “super-mães” no mundo de hoje… sim, aquelas que trabalham, são empresárias, tem uma casa aconchegante e ensinam seus filhos a irem à igreja de maneira exemplar. Conheci uma moça – nem era casada ainda – que vivia me desafiando, mostrando toda sorte de exemplos tais, procurando me ridicularizar: “Então você acha que é preciso ficar em casa para ter isso? Veja só como elas conseguem, e de maneira invejável“. Católica, a tal pessoa sempre me mostrava exemplos de senhoras também católicas, com quatro ou cinco filhos, bem-sucedidas profissionalmente. “Fique em casa, se quiser, mas não diga que só é possível ter estas coisas da SUA forma.”

Acredite, não estou expondo isto porque fiquei ressentida. Conto-lhes porque talvez vocês ouçam coisas parecidas ou tenham este dilema. O que eu gostaria de dizer é que não estou em casa para atingir estes ou quaisquer outros objetivos que se possam medir em fatos, fotos ou na minha agenda pessoal de afazeres. Não estou fazendo isso nem mesmo para ir à mais Santas Missas, fazer mais novenas em casa, festejar o calendário litúrgico em família.  Isto depende de muitos fatores – não apenas de tempo ou até mesmo de vontade, pois atualmente minhas condições só permitem que eu cumpra o preceito dominical a duras penas, enquanto no passado, por conveniência da paróquia anterior, eu comungava quase que diariamente. Tudo isto é maravilhoso, e sem dúvida eu me empenho para fazer estas coisas em família, mas embora fonte de inúmeras graças – sabemos que absolutamente nada supera o valor inestimável da Missa e da comunhão – ainda serão meras atividades, se você achar que o lado espiritual de viver sua vocação consiste apenas no cumprimento delas. Porque posto dessa forma, vira um problema de mera organização de sua parte; você poderia eleger quantas missas, brincadeiras e surpresas ao marido faria por semana – você até mesmo superestimaria esse número, e então poderia ficar alegre ao se comparar com “Joana”, cuja vida dedicada exclusivamente ao lar não inclui sequer um terço em família.

Ter uma vocação é um chamado, um caminho. É diferente de utilizar os meios de que Deus dispôs para todo e qualquer cristão alcançar a salvação, embora uma coisa esteja ligada à outra (nesse sentido, é como tantos livros doutrinais trazem: a primeira vocação de toda e qualquer pessoa é ser cristã). A comunhão, as confissões e demais sacramentos, orações, exercícios espirituais … há as diferenças próprias de cada estado, mas tanto o monge quanto o pai de família devem rezar para se salvar.  Quando o rapaz sente o chamado ao sacerdócio, sabe-se o tipo de renúncia que ele terá de fazer, independente de que ordem ele possa vir a entrar ou do que venha a ser a realização da sua vida em concreto. Essa renúncia – que não pode ser definida em poucas palavras, mas que nós conseguimos apreender mais ou menos bem o significado – é a própria vocação em si. Não se pode construir a própria renúncia – porque é a antítese do termo – mas corresponder à ela.

O que “Joana” faz completamente, independente de como seja sua jornada diária, é renunciar. Ela não precisa ser perfeita para alcançar esta perfeição.  Ela não precisa de fotos bonitas, de uma casa enfeitada, de superlativos para a sua vida devota. O que acontece com ela é uma transformação interior; sem o saber, quase tudo que envolve o seu dia exige dela um sacrifício – e tanto mais porque ela não está ausente (fisicamente e espiritualmente) para que surjam mais e mais oportunidades de imolações. Talvez ela nunca consiga – por sua própria limitação ou esforço – oferecer tantos momentos atenciosos aos filhos, mas ela deu completamente o que uma mãe que decide se ausentar para alcançar outros objetivos, não dá: ela deu a si mesma. 

Se sou mãe e esposa, tenho uma vocação. Quem é a mulher forte das passagens bíblicas? Longe de ser uma figura romântica e exageradamente delicada, ela trabalha com as próprias mãos, atendendo a necessidade de uma micro-sociedade: sua própria família. Ela levanta antes de todos, dá comida aos seus, negocia o que convém ao seu lar, faz caridade e está atenta ao marido. Ela é uma administradora. Tudo isto faz parte do plano que Deus elegeu, desde sempre, para que a mulher pudesse se salvar.No plano de salvação do homem, como vimos, o esforço para prover o próprio sustento e o da sua família tem um papel primordial. Não é o caso da mulher. Não é um mero detalhe, não é algo a ser subestimado.  Talvez eu seja eloquente demais a ponto de fazer grandes reflexões sobre o assunto, mas o mundo não é feito de pessoas como eu ou você, que param e lêem blogs e livros sobre o tema, tentando se convencer (de um lado ou de outro) que aquilo que nos é mais conveniente é também um bom caminho.

Ficar em casa, cozinhar, acompanhar o crescimento dos filhos, estar disponível para se dedicar aos outros, trabalhar – e duro – pelo bem-estar de tudo aquilo que diz respeito a sua família: tal é a inclinação da mulher.  Isto não gera conforto, ao contrário, gera sacrifício. O homem se sacrifica trabalhando não porque seu ofício seja muito ruim, mas porque sua alma sabe, desde Adão, que tudo lhe fora dado gratuitamente por Deus;e embora ele não fosse um ocioso no Paraíso, já que ele cuidava e reinava sobre as criaturas (como bem pontuou o Thiago em comentário ao texto anterior), ele não temia por si mesmo, estava tudo ao alcance de suas mãos. Sair para trabalhar é algo que ele simplesmente não precisaria estar fazendo se tivesse sido obediente ao Senhor. Sua alma é marcada por isso, assim como a alma da mulher é marcada por uma dor – um padecimento, como diz o ditado – em relação à maternidade e a sujeição ao esposo. Se Eva tivesse sido obediente, isto não lhe teria sido imposto.

A mulher se sacrifica trabalhando fora? Às vezes. Quando ela tem necessidade, por exemplo. Mas não estamos falando desta mulher, até porque as mulheres que realmente precisam trabalhar, como sempre houveram desde que o mundo é o mundo, não tem o dilema que nos ocupa. O dilema vem necessariamente de uma possibilidade de escolha, ainda que gere perdas. As mulheres do passado que precisavam “trabalhar para fora” eram quase sempre mães solteiras ou que ajudavam o marido, seja no próprio ofício deste ou em algo que era, em geral, feminino e exigente – como lavar, costurar, etc. Não pense nisso como uma enorme dúvida que lhes afligia a consciência: “Será que o salário do meu marido é suficiente ou devo vender estes doces?”. Elas sabiam quem eram, o lugar que ocupavam, faziam o que estivesse à mão para ocupar a mente e contribuir para a renda, coisa, aliás, mais comum do que podemos imaginar. Elas tinham os talentos que hoje não temos, mas eram por vias muito distintas.  Em nada tem relação com a mulher de hoje, que é criada para  desempenhar a mesma função do homem na sociedade. Isto não quer dizer que, atualmente, mães professoras e advogadas nunca precisem trabalhar. Eu sei que, algumas vezes, a diferença na família com o salário da mulher é uma questão de viver com dignidade e não luxo. Mas eu também acho que há uma supervalorização do que seja necessário ao bem estar de uma família. Há muitos outros pontos nos quais nós podemos refletir para fazer nossas escolhas, sem que tenhamos de ser perfeitas ou multi-dedicadas. Fiquem á vontade para comentarem sobre novos pontos da questão.

{Continua…}

 

A vida no lar e o trabalho fora dele – Primeira parte.

mame e filhaLupita e mamãe, grudadas como de costume!

Há duas semanas atrás, Lupita e eu nos separamos realmente pela primeira vez e por algumas horas. Nunca havia ocorrido, e não foi assim por obstinação minha, mas por falta de ocasião. Algumas vezes ia à farmácia ou o pai a levava ao mercado, mas eram afazeres rápidos. Desta vez, fui fazer uma série de exames, saí muito cedo e só voltei perto do almoço. E ela passou muito bem sem mim!

Recebo sempre mensagens, aqui no blog e principalmente por e-mail, de mães que desejam saber mais sobre a minha opinião a respeito das obrigações da maternidade, e mais especificamente no que toca o trabalho fora do lar. Elas se sentem culpadas, em parte; gostariam de estar fazendo diferente ou amam não ter de fazê-lo… são muitas as situações. O que eu posso dizer são apenas as minhas reflexões. Eu não inventei a culpa, e quase todas as mães que trabalham fora passam por isso, sejam católicas ou não. Portanto, velar pelo próprio filho não é apenas um princípio explicitamente católico – como se precisasse ser lido num livro – ele faz parte da nossa disposição natural. É normal, portanto, que a mãe que se ausenta (seja por que motivo for) experimente um sentimento de angústia, pois por mais que ela deposite confiança na babá, creche ou até mesmo na sua própria mãe , não é ela que está lá. E algo no seu coração continua a dizer que ela deveria.

Deus foi generoso conosco. Vejamos os comoventes exemplos da natureza: como fica triste a gata que não encontra seus filhotes onde os deixou; como os patos e os pintinhos seguem sua mãe aonde quer que esta vá; todavia as pobres tem de se virar elas mesmas para suprir as necessidades dos filhos. Nós não precisamos carregar o filho “ao trabalho” como as galinhas, em busca do alimento, porque nosso marido é quem tem a obrigação de nos sustentar e a suas crianças. Nossas relações são diferentes, é claro. Adão não reclamou ajuda para fazer o que ele tinha de fazer no paraíso, ele sentiu falta de alguém que lhe completasse, que se unisse à sua alma, que lhe fosse completamente diferente. Perceba que estou falando apenas de obrigações, de coisas naturais.

Então, se me perguntam, é evidente que eu acredito que a mãe deve cuidar dos seus filhos ela mesma. Não tem absolutamente nenhuma relação com uma visão “machista” do que a mulher é ou não capaz de realizar em termos profissionais e pessoais. Ela pode fazer muitas coisas, é verdade. Mas ela também tem muitas limitações. Uma delas é a família. Os filhos limitam seu tempo e espaço. Você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo; se está no escritório e seu filho na creche, naquelas horas – embora você continue sendo a mãe e a responsável, e tenha, de todo coração, procurado um bom ambiente para uma criança – não é você que está cuidando do seu filho. Isso não é nenhum “terrorismo” de minha parte, é apenas tal como é. Uma criança mais velha necessita e começa, de forma natural, a ter suas próprias atividades e separa-se, consequentemente, cada vez mais de sua mãe, mas os bebês e as crianças menores não necessitam de uma jornada longa ou média fora de casa, “se socializando”, “aprendendo ludicamente” ou o que quer que se chame hoje em dia estas coisas.

Toda mãe (eu, com certeza) gostaria de ter ajuda para cumprir suas tarefas. Essa solidão que nós experimentamos nos dias de hoje não é natural, eu reconheço. Quando todas as mães ficavam em casa, havia companhia de sobra: tias, madrinhas, vida ativa na igreja, no bairro… hoje eu abro a porta de minha casa e não vejo ninguém. Não há o que se fazer nas paróquias no período da tarde, pois não existem mais aquelas mulheres que podiam se dedicar à caridade e aos outros.A despeito de tudo isso, as mulheres casadas sempre levaram vida de sacrifício. Nós reclamamos das tarefas, mas imagine a época em que o fogão não era à gás, não havia geladeira, entre tantas facilidades! A mãe quase sempre tinha de suportar a perda de um filho pequeno… hoje nós temos essa sensação de que se pode eliminar quase tudo aquilo que nos é penoso. Se é pesado demais para você, não lhe pertence! Nada mais errado… eu lhe digo que, ao contrário, quanto mais dura for a realidade da vida no lar, mais você precisa dela – precisa se dedicar e melhorar.

Conheço mulheres que me dizem: “Luciana, detesto ficar em casa, não aguento! Meus filhos me sufocam… vivo infeliz! Não seria melhor estar fora e passar menos tempo, porém um tempo que fosse mais agradável?”  Esta mãe, então, segue este raciocínio e provê tudo o que está ao seu alcance para atenuar sua ausência. Tudo parece melhorar, porque seus filhos crescem sem traumas, gostam da companhia da mãe nas poucas horas do dia, tem uma vida mais confortável e são espiritualmente amorosos para com Deus. É possível, portanto, cuidar dos filhos por este outro caminho. Não nego isso.  Não sou radical ao ponto de afirmar – e ser contrariada pelas evidências – de que a mãe que se ausenta cria necessariamente mal seus filhos. Penso comigo que, se ela cuida bem em pouco tempo, faria melhor em todo o tempo; mas, novamente, ela me diria que estando infeliz no lar, não poderia sequer oferecer uma hora de alegria e prazer para a família. Não parece óbvio que se faz uma escolha melhor? Só que a questão não pára aqui.

Estamos falando, até então, dos outros membros da família – em especial os filhos. Isto porque a mulher se doa tanto, que toda sua vida parece se resumir em termos do que ela precisar proporcionar á eles e a seu marido. Se ela consegue, em tese, resolver seu dilema vocacional seguindo os princípios do parágrafo anterior, então ela adquire certa convicção de que cumpre suas obrigações; seus filhos serão bem cuidados – e não se trata disso? Não é este o ponto crucial quando você se pergunta se deve permanecer em casa, quando se torna mãe? Mas, ao invés de pensar apenas neles, pense um pouco em si mesma. Contraditório propor isso, não? Nos parece que as mães que (assim como minha “amiga”) detestam ficar em casa pensam apenas em si mesmas… mas elas são as que menos pensam. Sim, pense na sua vocação de mulher, mãe e rainha do lar, para além das coisas puramente materiais. Serei mais clara:

Imaginemos um homem que diz: “Detesto trabalhar, seja trabalho braçal ou intelectual. Não gosto da obrigação de trabalhar todos os dias ainda que por algumas horas. No entanto, tenho que sustentar minha família, e quero que eles sejam assistidos em tudo!” Este homem segue seu princípio e passa a viver de renda, sem trabalho. Adquire imóveis que lhe garantem bom lucro, até melhor do que muitas profissões que ele poderia desempenhar. Longe de passar necessidade, a família leva vida abastada e ele pode passar mais tempo com os filhos e a mulher. Tudo parece bem, certo? Mas o trabalho é mesmo só para garantir o conforto próprio e da família? Não tem aquele ditado que diz que “o trabalho dignifica o homem?”. Cá entre nós, o que pensar de um homem que diz que detesta trabalhar? Não o próprio trabalho – porque aí ele poderia simplesmente se dedicar à outra coisa; não o regime de assalariado, porque ninguém discorda que é bem melhor ter projetos profissionais que possibilitem ao pai de família  ganhar mais e viver melhor; mas que detesta trabalhar e prefere dar um jeito para nunca ter de fazê-lo?

Claro, a mãe vai dizer que não detesta a maternidade o tempo inteiro. Só na maior parte do dia. Ao contrário do pai, que tem jornada de trabalho, a mãe é mãe 24 horas, sem interrupção. Portanto, a comparação entre as duas mentalidades é justa. Porque, acima de tudo, está Deus. E Deus, quando expulsou Adão e Eva do paraíso, castigou o homem dizendo-lhe que ele deveria, a partir de então, conseguir o sustento do próprio suor. Mas, observemos sem equívoco, isto não é uma condenação pelo pecado. A condenação é o inferno, quando não há arrependimento. Adão e Eva se arrependeram. O castigo então é a reprimenda do Pai que procura dar os meios do filho se consertar; é  o Senhor dizendo: “É deste modo que você vai ter conserto, meu filho”, ou seja, o homem deve conseguir as coisas pelo esforço, pelo trabalho. Se é ruim ou bom, se traz também prazer ao homem trabalhar, tudo bem. Mas o que antes ele teria gratuitamente – sua provisão sem ter de fazer o que seja – não existe mais. Por isso, um homem que não trabalhe e não se esforce de maneira alguma para sustentar sua família não está verdadeiramente se consertando, no sentido mais espiritual do termo.

Em contrapartida, Deus disse à Eva que ela estaria sujeita ao homem – submissa e dependente – e que lhe aumentaria as dores do parto. E não pensemos nesta dor apenas literalmente  – e é verdade que trazer os filhos de maneira natural ao mundo dói bastante – mas como símbolo do que é se tornar mãe. A emenda da mulher pressupõe que ela deve esperar do homem uma direção (“ele te dominará“), que ele é quem a conduzirá neste mundo – daí não haver jamais igualdade no que diz respeito ao papel  do homem e da mulher na sociedade; pressupõe ainda os sofrimentos próprios da maternidade… eis porque ficar em casa e  cuidar dos filhos tão dependentes dói tanto. É para doer. É assim que teremos conserto. Não pense na aridez e nas suas dificuldades em cumprir este papel como falta de “vocação”, como se houvessem “mulheres e mulheres” – aquelas que se realizam e as que não se realizam ficando em casa. Definitivamente, o que é se realizar? `Porque se for achar mais tranquilo e mais confortável abraçar esta vocação, pouquíssimas mulheres se dirão realizadas. Sempre parecerá melhor se ausentar um pouco, porque se ausentar é para a mulher o que é para um homem ganhar o dobro do salário fazendo o que só vale um, é como bater o cartão e ter de ficar apenas duas horas: é claro que traz uma sensação de alívio maravilhosa, porque retira o enorme peso que nos foi imposto por sermos mulheres e mães. Mas, imposto por quem? Quem ditou que a mulher deve cuidar dos seus filhos, do marido, etc., etc.? Foram os séculos anteriores? Foi a Igreja, em certos períodos históricos? Ora, olhemos para os patinhos na lagoa, que seguem a mãe de maneira obstinada. Foi Deus. Eis porque fazer escolhas não pode – jamais poderá – se tratar do que é melhor para mim ou para você. Tem de ser melhor para Deus.

Mas o plano espiritual é imenso e não tem fronteiras. Deve haver mais do que isso, pois não se trata apenas de ficar em casa e nem esta é uma competição para ver quem sofre mais fazendo tudo por si mesma. Cada pessoa é única. Assim como há o homem que levanta as 5 da manhã para pegar no machado levando vida áspera, e o homem que leciona e parece confortável no meio dos livros, há as mulheres que criam os filhos tendo também de sustentá-los, e as que ficam em casa, contando com ajuda para tudo, com empregada , e por aí vai. O que não se elimina em nenhuma condição é o esforço do homem e da mulher naquilo que lhe diz respeito. Mas isto deverá ser discutido em outra ocasião.

{Continua…}

Atividades para Mães e Filhas – os livrinhos

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Era para este post ter saído antes, mas fiquei sem computador por vários dias – e ainda por cima perdi tantas coisas! :(  Também por isso não tenho postado no Teus Vestidos, mas logo eu recupero o ânimo e volto a atualizá-lo!

Enquanto isso, aqui está onde escrevo o livro “Atividades para Mães e Filhas” para a minha Lupita, conforme contei a vocês no último post. São 4 caderninhos pequenos, que ficam guardados numa bela caixa; quando terminar de preenchê-los todos, creio que se encerra a obra!

OLYMPUS DIGITAL CAMERAÉ bem assim que pretendo entregar às minhas filhas: escrito à mão – por isso, se você for empreender um projeto semelhante, eu aconselho a escolher um caderno especial para o registro. Meu marido e eu sabemos encadernar, e estou pensando em diversos projetos para as nossas “Publicações Familiares”. Ora, penso que álbuns de família com legenda, cadernos de receitas, diários pessoais e de viagens, coletânea de histórias (até mesmo narrando aventuras de membros mais velhos da família): tudo isto é maravilha, é tesouro para ser guardado entre vocês, e verão como se fortalecem os vínculos familiares. A família precisa de tais coisas para reconhecer a unidade e o encanto de si mesma! Tudo, claro, com forte apelo às coisas de Deus.

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OLYMPUS DIGITAL CAMERANão tenha receio de lhe faltar talento para coisas assim: o que você puder fazer será muito especial, e com certeza virará relíquia com o passar dos anos! Realmente, poder segurar as memórias de nossos familiares é uma grande preciosidade… e pensar que posso, com algum esforço, providenciar isso para os meus entes queridos! 

Já estou rezando para que muitas mães católicas se inspirem e possam ir muito além: pois é verdade que quando começamos a nos ocupar com estas coisas, vão brotando na alma mais e mais ideias! Fiquem com Deus e a Santíssima Virgem!

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Atividades para mães e filhas

46395_379291595489753_1440311462_nÉ gracioso ir aprendendo a cuidar de uma menina… quantas coisas são tão próprias às mães e filhas! Alguns costumes permanecem fortes em determinadas culturas (como o Chá das Mães e Filhas, nos Estados Unidos), outros são universais, como ensinar a cozinhar e fazer tarefas domésticas. É fato que muitas atividades, outrora tão populares, estão completamente esquecidas… Isso se deve ao nosso modificado estilo de vida atual, com a desvalorização da educação familiar e domiciliar. Afinal, se vocês não estão juntas (ou juntos) em casa, que há para se fazer? E quando estão, no pouco tempo que lhes resta, não é verdade que há tantas preocupações, por conta de atividades fora do lar, a ponto de não haver ânimo e dedicação para o que seja?

Bem, eu gostaria de dar à minha filha – e filhas, e filhos! – coisas preciosas que são, na verdade, muito fáceis de serem providenciadas… e de maneira natural, ao contrário do que poderiam pensar algumas mães. Não lhes proponho educá-las como se estivessem há 3 séculos atrás, mas sim que busquem valores universais e atemporais – ainda que datem de não sei quantos séculos – em atividades que nada tem de antiquadas, pois podem perfeitamente serem compartilhadas atualmente. 

Pensando nisso, comecei há algum tempo a escrever um livro para a minha filha (e para todas as filhas que Deus me confiar), cujo título é “Atividades para Mães e Filhas“. É bem simples: nele registro algumas atividades que gostaria de fazer com elas; há uma pequena descrição do que pode ser feito tendo em mente alguma em particular – tudo escrito como se fosse um livro para mães em geral. Eis algumas das atividades que selecionei, sendo que alguns tópicos já foram escritos, outros, não:

Enfeitar a casa com flores naturais

Clube do Livro

Novenas (inclui confecção de altar e publicação das músicas e orações a serem cantadas)

Escrever cartas e cartões

Memórias de viagens e diários temáticos

Fazer doces para vender

Adotar Filhos Espirituais

Organizar  agendas

Planejamento de Festas e Jantares (inclui cardápio e arrumação de mesa)

Organizar álbuns (inclui encadernação brochura e técnicas de scrapbook)

Pequenos serviços de costura (principais pontos e mini-projetos)

Etc., etc….

401209_379291455489767_379544776_nPara se ter uma ideia do que se trata, transcrevo uma das atividades, tal como consta no livro (escrito manualmente):

“Enfeitar a casa com flores naturais”

{comentário: uma atividade simples, mas vários anos se passam sem que rosas ou margaridas perfumem nossas casas!}

Leve sua filha à floricultura. Em datas especiais? Certamente. Porém, faça um esforço para superestimar tais datas: desta forma, será um pequeno hábito a ocorrer algumas vezes no ano. Festas em honra de Nossa Senhora são excelente datas para figurar no Calendário das Flores! Aproveite a oportunidade para, sempre que possível, escolher diferentes tipos de flores; esta atividade poderá incentivar a aquisição de belos jarros e vasos próprios para tal. Mãe e Filha se dedicarão a arrumar as flores – e podá-las, se necessário – , colocando-as em pontos estratégicos da casa… o aroma, então, comunicará aos demais membros da família que aqueles são dias especiais!

Penso que cestas de vime serão úteis nas visitas à floricultura: são bonitas e tornarão a atividade ainda mais encantadora! Durante alguns dias, mãe e filha estarão ocupadas trocando a água dos jarros e re-arrumando as flores…

Atividades Complementares:

* Aproveite as pétalas das flores para montar caixas de bombons e oferecer à pessoas queridas. Há também uma variedade de trabalhos artesanais que podem ser feitos, como essências e sabonetes.

* É sempre bem-vindo o costume de levar uma flor ao altar de Nossa Senhora, ou oferecer aos amigos.

***

Você pode pensar em projetos semelhantes – algo como publicações familiares, como estamos fazendo aqui. Não é assim com o livro de receitas, que se torna cobiçado pelas moças da família que se casam, e desejam as receitas da mãe, da avó ou tia? Sim, penso que há coisas interessantes a se fazer tendo em vista esta perspectiva…. vejamos o que sai ainda pela minha família e pela sua!