Os melhores livros – crianças até 5 anos

Esta nova lista é um complemento à lista Os melhores livros – até 2 anos. A lista anterior contém livros criativos que podem ser lidos desde os primeiros dias de vida do bebê. Se você está começando uma biblioteca para os seus filhos, eu recomendo ver a lista anterior, mesmo que seus filhos tenham mais de 2 anos.  A maioria dos títulos da lista Os melhores livros até 2 anos é adequada para crianças mais velhas e seria interessante começar por alguns deles, e só então, passar para esta nova lista  – que de acordo com meus critérios muito pessoais (fique à vontade para discordar) pressupõe a leitura em voz alta de livros mais fáceis por um período.

Você verá por si mesmo que quase todos os títulos desta lista são adequados para crianças de todas as idades. A razão principal pela qual eu coloco faixa etária é o próprio caminho literário que eu tenho percorrido com os meus filhos (atualmente, a mais velha tem 5 anos).

Os livros desta lista que direcionam à AMAZON revertem para este blog. Não há custo algum para vocês, mas nos ajuda muito, por isso, eu peço a generosidade de, em caso de compra, fazê-lo através dos meus links. Não é necessário que sejam estes títulos em particular; basta clicar em um link e buscar no site qualquer produto Amazon, adicionando ao carrinho e finalizando a compra em alguns dias. Obrigada!


Livros que amamos

Eu gosto muito de livros infantis que falam do universo dos contos de fadas. Como estamos bem familiarizados, as crianças aproveitaram – e gostaram bastante – destes títulos.

A Floresta – belo livro da ilustradora Claire Nivola sobre o medo de um ratinho da floresta vizinha.

Na Floresta, de Anthony Browne, relembra alguns dos principais personagens dos contos de fadas numa floresta soturna.

O túnel, de Anthony Browne, é um pequeno conto de fadas sobre irmãos briguentos.

O Nabo Gigante  é uma divertida história em que um velhinho e uma velhinha plantam um nabo que cresce até ficar gigante. Para tirar o legume do solo será necessária a ajuda de todos os animais da fazenda .

Em os Fantásticos livros voadores de Modesto Máximo, uma comovente história de amor aos livros.

Carlinhos precisa de uma capa: Um livro de Tomie de Paola sempre vale a pena.

Narrativas um pouco mais longas.

O divertidíssimo O duende da Ponte

Alice no Jardim de Infância é uma versão de Alice escrita pelo próprio Lewis Carroll para crianças até 5 anos (daí o nome no Jardim de Infância; uma outra editora o lançou como Pequena Alice no país das Maravilhas, mas trata-se da mesma obra)

Petúnia é um clássico da década de 50 do famoso ilustrador Roger Duvoisin

 

Sr Bliss, ilustrado pelo próprio JRR Tolkien, é o livro ideal para apresentar aos pequenos este grande escritor (será reeditado no próximo ano)

Ola, Olê, Beto Por quê, do alemão Michael Ende, mostra a faceta nonsense que o autor exibe nas obras de Jim Knopf.

Os três ratos de Chantily, recontada e ilustrada pelo brasileiro Alexandre Camanho, é baseada no clássico francês Os três cegos de Compiegne e tem uma linguagem maravilhosa – meus filhos acompanharam bem apesar dos termos mais rebuscados.

O livro do foguete, de Peter Newell, é escrito em versos e tem um furo em todas as páginas do livro, para indicar a passagem do foguete num prédio alto.

Livros clássicos da Literatura infantil brasileira

A literatura infantil brasileira raramente é bem ilustrada: não digo que todas as ilustrações cheguem a ser ruins, às vezes são até bonitinhas, mas é muito difícil encontrar um ilustrador de peso, com viés mais artístico. Geralmente, são ilustrações com traços infantis mesmo; isto, e o fato de que a literatura infantil brasileira está repleta de histórias excêntricas sem muito valor literário acabam por me afastar um pouco dela. No entanto, existe um ponto em que ela é indispensável: a linguagem. Livros escritos em língua portuguesa têm uma grande vantagem de vocabulário vernáculo, e é por isso que eu recomendo que você sempre invista em títulos brasileiros. Nas bibliotecas municipais, o acervo infantil brasileiro costuma ser muito bom. Estes livros costumam trazer palavras e rimas próprias do nosso idioma, além de acrescentarem do ponto de vista cultural e ajudar no processo de alfabetização.

Lúcia-já-vou-indo, um clássico bem escrito de Maria Heloísa Penteado

A cesta de Maricota, de Tatiana Belink, escritora com vasta obra

O bichinho da maçã, de Ziraldo, continua divertido para crianças. Há muitos títulos interessantes para crianças do autor, como Flicts, Os dez amigos e a coleção ABZ (um livro para cada letra do alfabeto).

Ana Maria Machado foi uma das duas escritoras brasileiras de literatura infanto-juvenil a levar o prêmio Hans Christian Andersen, o maior prêmio internacional da categoria. Ela é responsável por registrar boa parte de nossos contos e lendas orais Brasil afora para crianças, além de escrever títulos próprios. Escreveu muito,  por isso, há que se filtrar bastante.

Por falar em linguagem, Sylvia Orthof tem muitos títulos que exploram termos e rimas da língua portuguesa, além de ser muito criativa.

Papai Bach, família e fraldas! e Cadê a peruca do Mozart são dois livros divertidos baseados na biografia dos dois músicos, com muita rima e ficção.

Veja também: A limpeza de Teresa, História Avacalhada.

Poemas e Rimas para crianças

Estes são, provavelmente, os principais clássicos (de língua inglesa) de poesias e rimas dedicadas às crianças pequenas disponíveis no nosso mercado editorial.

O flautista de manto malhado em Hamelim, famoso poema da literatura, na versão de Robert Browning, grande poeta inglês

Os gatos, do excelente T.S.Eliot (e que deu origem ao famoso musical Cats, da Broadway)

Jardim de Versos, de Stevenson, têm sido o maior clássico de rimas para crianças na língua inglesa

Viagem numa peneira, de Edward Lear, o poeta nonsense inglês, sempre lembrado com Lewis Carroll. Ele é famoso pelos limeriques, poemas curtos e não necessariamente com sentido.

Manuel Bandeira conta com alguns livros disponíveis de seus versos para crianças, como este Para Brincar e Berimbau

Zum-zum-zum, escrito por Lalau e ilustrado por Laura Beatriz –  uma parceria que rendeu outros títulos muito interessantes, de poesia e de fauna e flora brasileiras.

ABC até Z, de Bartolomeu de Campos de Queiróz, autor que tem muitos títulos infanto-juvenis pouco conhecidos no Brasil. Eu gostei desse livro porque os poemas de cada letra trazem exemplos menos óbvios de palavras.

Coleções

A coleção Os Mais belos contos, da Cosac Naify, trazia títulos como O Alfaiate Valente, As Penas do Dragão, e O Nariz, de Gógol. Infelizmente, a editora acabou e esses títulos esgotaram e são raros em sebos. Mas as ilustrações são incríveis e o texto muito bem trabalhado. Vale a pena procurar.

Fábulas de Ouro é uma coleção bem ilustrada da Editora Paulinas e conta com diversos títulos, como O Gato de Botas e outras histórias. É nesta fase que eu começo a apresentar contos que falam de outras culturas do mundo, a exemplo de As mais belas fábulas russas.

Na lista anterior, eu indiquei que você deveria ter pelo menos uma edição ricamente ilustrada das fábulas de Esopo. Esta edição das Fábulas de La Fontaine traz fábulas ampliadas (ou seja, aquelas fábulas curtas que conhecemos são recontadas numa narrativa mais extensa). As crianças acompanham melhor as fábulas quando têm à disposição um volume com belas ilustrações.

Versões individuais dos contos de fadas e coleções ricamente ilustradas

Embora eu ame contos de fadas e tenha algumas edições de contos completos de Andersen e Grimm, eu invisto nessa fase sobretudo em versões individuais dos contos mais adequados ou em coleções bem selecionadas, com muitas ilustrações em todas as páginas. Edições completas (à exemplo de Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos) trazem contos inadequados para a primeira infância, com excessiva violência. Por outro lado, edições com poucas ilustrações não atraem a atenção dos meus filhos entre 3 e 5 anos, por isso, eu prefiro deixar estas edições para quando eles forem fluentes e puderem ler por si mesmos.

A Editora Ática tem vários títulos ilustrados por A. Archipowa para os contos de Grimm.

Paul O. Zelinsky é um dos maiores ilustradores que eu já conheci. Esta versão de Rapunzel é uma obra-prima. Apenas em inglês, mas vale a pena importar pela Amazon Brasil.

Biografias

Comecei a incluir diversas biografias na biblioteca dos meus filhos.

A História de Jesus, da editora Rosari, numa das mais belas edições disponíveis.

Veja também: Biografias de Santos como São Francisco de Assis, Santa Catarina de Siena e Santa Bernadete (estes dois últimos da Paulinas)

Histórias em Quadrinhos

Embora por aqui nós já tenhamos feito leituras de quadrinhos como TinTin, eu sei que não é o mais adequado à faixa etária. Incluo alguns exemplares de banca da Turma da Mônica, mas é preciso olhar com cuidado o conteúdo das edições. No entanto, os personagens de Maurício são realmente muito criativos. Versões de histórias fechadas como este Turma da Mônica e o Mágico de Oz encantam os meus filhos.

Qualquer edição da Turma do Snoopy é bem-vinda

Invisto em adaptações de filmes clássicos, como este, nas bancas este mês, de A Bela e a Fera, o preferido da Lupita.


É isso. Não tem tudo (bem, temos quase 400 livros em casa para eles), não inclui livros educativos nem temáticos, mas espero que tenham gostado!

 

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I Feira de Ciências – Cientistas do Futuro em Ação

Eu faço parte de um grupo de famílias homeschoolers e tivemos a grande alegria de realizarmos uma Feira de Ciências! Com simplicidade e muita dedicação, a I Feira dos Cientistas do Futuro em Ação contou com nada menos que 25 expositores, com idades entre 2 e 11 anos!

Isto foi possível graças ao fato de que durante um bom período nós mantivemos encontros periódicos entre as famílias. Há muitas famílias que desejam montar um grupo de famílias homeschoolers, mas acabam não indo a mais do que um ou dois encontros, e o grupo não se forma. É preciso insistir, colocar como prioridade, dirigir para longe, não perder oportunidades. Então, ao propor uma Feira como esta, vocês já têm força e entrosamento suficiente para fazer funcionar, abrigar famílias em sua casa e fazer sacrifícios pelos outros.

Eu fiz a proposta há alguns meses, mas a ideia não foi adiante. Compromissos, faltava disponibilidade. E, então, o momento apareceu! Nesta primeira feira, não houve um tema, mas deixamos em aberto para que as crianças pudessem escolher aquilo que fosse de maior interesse para expor.

Foram muitos os temas: Experiências com o ar, trem magnético, animais, armas de Guerra, Corpo Humano, Vulcões, Cristais, insetos, aranhas, gravidez e parto…

Os meus filhos queriam fazer mapas. Por serem muito pequenos, a ideia de mapas deles está sempre relacionada aos mapas fictícios. Aqui brincamos de reproduzir os mapas para eles – especialmente do Hobbit. Escolhemos apresentar o Mapa de Nárnia, mas como eu não queria me envolver a ponto de fazer o trabalho por eles, decidimos fazer de Lego! O papai orientou sobretudo para que a maquete estivesse disposta geograficamente como no mapa original, mas é preciso dizer que eles fizeram quase tudo por si mesmos.

O processo foi muito bom. Eles se divertiram e aprenderam algumas coisas sobre mapas e orientação espacial. Nada tímidos, eles apresentaram muito bem para toda a platéia!

Foi uma experiência única para todas as crianças, que saíram motivadas e orgulhosas de seus projetos. O mais importante, no entanto, são os laços desenvolvidos entre as famílias que buscam o mesmo ideal. Já saímos com planejamento de feiras futuras, não apenas de Ciências, mas de Santos (amo!), das Nações e a tão aguardada Feira Literária!

Rezem por nós!

Dixit: um jogo para a imaginação das crianças

Há muito tempo eu quero falar com vocês sobre um jogo que trabalha bastante a imaginação das crianças: é o Dixit. E, para além da maneira clássica de jogar, eu tenho conseguido aproveitar para criar novos jogos no homeschooling com os meus filhos.

O jogo contém cartas, um tabuleiro, coelhos e fichas pequenas com números. A maneira clássica de jogar é meio difícil de explicar, mas basta saber que o jogo é um tanto subjetivo: trata-se de fazer uma relação entre a imagem do narrador e a do jogador. Mais ou menos assim:

Em Dixit, os jogadores assumem o papel do contador de histórias – o narrador. O narrador da vez deve olhar as 6 cartas em sua mão e, sem as revelar aos outros jogadores, falar uma frase sobre ela.

Os outros jogadores devem então selecionar uma carta (também secretamente), de suas mãos, que mais combina com a frase dita pela narrador.

O narrador embaralha todas as cartas recebidas e as revela sobre a mesa. Agora com todas as figuras à mostra, todos os jogadores devem apostar para acertar a imagem do narrador!

As imagens surrealistas das cartas são incríveis (algumas me lembraram o pintor Edgar Ende), e eu pude perceber várias referências visuais em filmes badalados, como O Show de Truman. Os meus filhos jogam à maneira clássica, mas o que mais gostamos de fazer é distribuir meia dúzia de cartas para cada um e inventar uma micro-história. O resultado é que eles estão cada dia mais criativos.

Que livro esta carta te lembra?

Relacionamos as cartas com as histórias que conhecemos; às vezes há apenas a semelhança de um animal ou castelo, porém o mais importante é ver como eles conseguem fazer relações inteligentes.

Jogo de rimas

Para a trabalhar a consciência fonológica, uma variante do jogo que criamos aqui é rimar uma carta com a outra, principalmente rimas de ação. Meia dúzia de cartas para cada um, mais meia dúzia na mesa: o desafio é rimar uma ação com cada carta exposta. Se na mesa há uma carta com um personagem chorando, devemos rimar com -ando: cantando, dançando, etc.; se o personagem está caindo, devemos encontrar algo nas nossas cartas que esteja sorrindo, saindo.., e por aí vai.

Além do jogo com tabuleiro clássico, há expansões: kits com mais cartas, no mesmo estilo!

As cartas servem para inspirar pinturas e desenhos. Ainda vamos criar por aqui outras maneiras de jogar, e você, com certeza, poderá criar a sua!

Homeschool: 10 coisas legais sobre o uso do caderno


Eu fiz uma lista com dez coisas legais sobre o preenchimento dos cadernos dos meus filhos.

1 – Indicar, no enunciado da atividade, o material a ser utilizado.

Meus filhos sempre me pediam para usar canetinha colorida onde não deviam; queriam usar lápis de cor quando deveriam usar lápis grafite. Eu passei a descrever o material necessário para cada atividade. Isso também me ajudou a variar, de modo que eles estão sempre usando coisas novas, ao mesmo tempo em que ficam felizes por seguir as instruções e ter permissão para usar as coisas que gostam.


2 – Páginas de conteúdo

Eu preencho o caderno com páginas de conteúdo, semelhante a uma apostila. O caderno acaba não sendo só para atividades, mas para apresentação de conceitos. Mesmo que eu já tenha isso impresso num livro ou cartilha: no caderno serve como revisão e eles acabam se acostumando a estudar por ele também.


3 – Xerox do material pedagógico

Se você, como eu, está usando uma cartilha ou livro didático, convém revisar no caderno ou aproveitar as imagens para criar novas atividades, mantendo uma unidade com outros materiais utilizados.


4 – Impressão de imagens ou atividades prontas

Se você não sabe desenhar muito bem, pode imprimir imagens diversas para montar atividades ou mesmo imprimir atividades completas prontas: basta colar na folha do caderno. Isso evita que as folhinhas soltas se acumulem pela casa. Além disso, as folhinhas soltas, depois de feitas, costumam ir parar no lixo com rapidez, sem que sirvam para você acompanhar o desenvolvimento pedagógico. Aqui, se eu imprimo alguma atividade, ela vai para o caderno. Isso faz com que eu  tenha meu banco de ideias num só lugar.


5 – Reutilizar figuras de livros de atividades

Eu costumo comprar livros de atividades e passatempos, que depois de completamente usados acabam por serem descartados… mas antes disso, você pode aproveitar imagens para o caderno. Ás vezes fazendo o mesmo tipo de atividade.


6 – Usar adesivos

Cartelas de adesivos são muito práticas para montar atividades criativas e bonitas para as crianças. Em poucos minutos, você cola e… pronto!


7 – Revisão do dia

O caderno de lições de casa com o papai costuma ter uma revisão do que trabalhamos durante o dia.  Não faço nada desconexo. É assim que o papai consegue ter uma visão global do que estamos trabalhando, e mais importante: sobre as dificuldades e progressos de cada um por si mesmo (e não somente pelo relato da mamãe).


8 – Usar manipuláveis pedagógicos

Aproveitando a facilidade de estudarmos em casa e termos tudo sempre à mão, as atividades do caderno costumam pedir que eles usem todo tipo de material manipulável: mosaico, escala cuisenaire, letras de madeira, números, massa de modelar…

Por exemplo: “Use as letras de madeira para reproduzir as palavras abaixo”; “Reproduza a sequência de formas abaixo usando o mosaico sobre a mesa”; “Conte quantas figuras há em cada conjunto e coloque os números de plástico ao lado” (Dimi, por exemplo, ainda não consegue fazer os números, mas sabe identificá-los).


9 – Usar livros de literatura, livros pedagógicos…

Frequentemente as atividades no caderno, especialmente aquelas que eles farão com o pai à noite, exigem o acompanhamento de outros livos. As instruções pedem: “Abra o livro de Artes… na página tal… e leiam juntos. Depois responda as questões abaixo.” Ou eu posso fazer perguntas para serem respondidas oralmente sobre um livro de literatura que estamos lendo durante a semana. Ou é necessário que o livro em questão, seja didático ou não, esteja aberto para que a compreensão da atividade seja melhor.

Esta semana, numa lição de casa, Dimi precisou de três livros e achou isso muito legal. Ele disse que estava “ansioso” para fazer a lição.


10 – Atividades sem lápis

Caderno não é apenas para ser “preenchido”. Muitas das minhas atividades são instruções para que elas ocorram fora da folha. Eu anoto algumas sugestões de atividades para a semana: aquelas que eu farei usando os meus flashcards, coisas que eu já tenho prontas ou simples jogos de música. Depois, eu vou marcando um “X” no que eu consegui cumprir. Uma estratégia que deu certo por aqui, já que eu tinha muitas ideias salvas e pouca disciplina para pôr em prática. Quando eu passei a anotar no caderno três ou quatro atividades para a semana, atingir o cumprimento se tornou meu foco!


Como vêem, há muitas coisas interessantes para o uso do caderno. Eu gosto de aproveitá-lo bem, e estou sempre em busca de coisas novas. Espero que tenham gostado!

Diário de fevereiro, 2017

Fim do período de planejamento…

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Chegamos ao fim do período de planejamento do meu grupo no Facebook.  Agora é o momento de evoluir no planejamento semanal e fazê-lo acontecer. Atualmente, tenho conseguido atingir a marca de 50% daquilo que eu me proponho a fazer na semana, com as crianças. Nas primeiras duas semanas de fevereiro, embora houvesse me planejado desde o início de janeiro, não atingi nem 20%. É um processo. E estamos caminhando com a graça de Deus. O bom é que a meta espiritual com eles – leitura pela manhã, orações e catecismo – está sendo cumprida e muito bem!

Já começou…

O nosso homeschooling. Pela manhã é o período mais proveitoso.  A escala cuisenaire e o mosaico tem sido tão melhor aproveitados este ano!

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Nosso Catecismo ilustrado está ficando lindo!

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Melhor Leitura em voz alta do mês…

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O conto maravilhoso do Star Saltan, de Puchkin

E a leitura espiritual do mês…

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Lições do Papa Francisco para crianças: Este livro usa pequenas citações de sermões do Papa Francisco para trabalhar virtudes cotidianas e evangélicas, além de aproximar os meus filhos da Igreja como uma organização hierárquica. Já o lemos completo duas vezes.

Assistindo juntos…

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“O som da Música” – ou no péssimo título dado em português, A Noviça Rebelde. Dividimos em várias partes e vamos vendo ao longo da semana, como se para eles fosse uma série. Empatia imediata! Lembro com nostalgia quando minha irmã e eu ficávamos acordadas até tarde para ver no Corujão, e de como eu sempre desertava e dormia antes da segunda parte.

Eu estou organizando…

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Minha primeira Morning Basket – uma cesta de organização familiar que muitas mães homeschoolers fazem nos Estados Unidos e que reúne a leitura de formação. Aqui eu dividi por temas: biografia, artes, virtudes, estudos naturais e poesia (por enquanto). A cada dia, logo pela manhã lemos um trecho de um dos livros selecionados. As crianças leem livros diferentes dos meus. É uma maneira de me manter estudando, mas como ainda estou bem no início não farei um post até ver se funciona conosco. Mas você pode pesquisar, se a ideia te agradou!

Por falar em Cestas de livros…

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Estou montando a próxima para o período da Quaresma, focada na Vida de Jesus e em mais leituras espirituais – como o Livro da Fé, que eles gostam tanto!

Estudos Naturais e Artes…

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Tenho conseguido unir Estudos Naturais e Artes, em parte porque o nosso estudo de Artes sempre foi simples: focado na apreciação artística e pequenos trabalhos com tintas e outros materiais. Até que eu evolua para coisa melhor (eu tenho uma vaga mas animadora ideia de como farei isto) têm sido muito proveitoso trabalhar as duas coisas juntas. É o que muitos seguidores de Charlotte Mason fazem, já que a proposta de Estudos Naturais dela inclui decorar livros/journal. Acima, o livro A árvore das Estações que vem e vão e as obras dos meus filhos (e minha: eu pintei a folha com duas árvores), que foram coladas no nosso journal, depois de receberem um título para cada pintura.

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16908921_248662398915576_8247581095273431040_nOs nossos livros queridos deste período

As melhores aulas…

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São aquelas em que estamos do lado de fora aprendendo; se estamos em companhia, melhor ainda!

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Ponderando estas palavras…

 Bendita a perseverança a do burrico de nora! Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. Um dia e outro, todos iguais. Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçanias no horto, nem teria aromas no jardim. Leva este pensamento para a tua vida interior.

São José Maria Escrivá

Pela Casa…

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Ás vezes a minha casa fica assim: eu não gosto muito, mas tenho de aprender a conviver com isso.

Um pedacinho do meu dia…

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Lições curtas – no máximo 25 minutos – permitem momentos como este:  breves; e os dois ainda precisam de atenção direcionada para fazer uma atividade. Os momentos de autonomia começam a aparecer, principalmente quando eles têm materiais criativos como lego e escala nas mãos, além dos livros preferidos.

Que Deus nos abençoe ainda mais em Março, neste tempo de Quaresma! Que nossos corações se tornem mansos como o Dele!