Pré-venda 2019: A Arte das Letras

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Período da pré-venda: 45 dias (início: 16/02)

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Veja um trecho do livro: Prévia A Arte das Letras

livro impresso tem 160 páginas, com muitos exercícios para cada capítulo.

– O material é utilizado em colégios de São Paulo.

– A preocupação, além de montar um bom currículo, foi garantir que ele fosse aplicável. 

A Arte das Letras já foi utilizado com sucesso por 120 famílias homeschoolers e mais de 40 alunos de colégios paulistanos.

– Por 2 anos, o material foi utilizado por famílias homeschoolers. Portanto, se você está se perguntando se poderá usar em casa com seus filhos, a resposta é: com toda certeza!

Recital de Natal

Nosso recital de Natal foi muito bonito! Marcou o fim de ano do nosso grupo de famílias amigas – grupo que formamos há mais ou menos 5 anos. De lá para cá, houve muito amadurecimento, encontros, ajustes e lindas inciativas, como as nossas feiras temáticas. No recital, as crianças puderam mostrar seus dotes musicais, com a enorme honra de oferecer tudo ao Menino Jesus. Os meus participaram do coral dos pequenos com a música “Vinde, Adoremos”. Quem sabe, ano que vem, já podem mostrar algo nos instrumentos?

Muitos talentos

Grupo Maravilhoso

Novo curso: Ambiente Literário Familiar

O curso será composto de 4 aulas online, disponibilizadas a cada 10 dias, a contar do dia 07 de Janeiro de 2019.

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A maior parte dos pais desejosos em educar bem seus filhos sabe que o hábito de ler figura no topo dos objetivos a serem alcançados. Eles procuram fórmulas, listas e quaisquer cronogramas que possam seguir para garantir que o filho – que atualmente já demonstra sinais de relutância – passe a gastar algumas de suas horas diárias diante de um livro.

O curso é um guia de como criar um ambiente literário em casa, do qual se beneficiam e participam todos os filhos. Estes benefícios são radicalmente distintos de quaisquer outros benefícios que a criança (mesmo a criança que lê muito acima da média) possa obter, sozinha, a partir da leitura individual de boas obras literárias. Não é uma questão de tentar estabelecer qual valeria mais, mas apenas de afirmar que os benefícios de um ambiente literário familiar são de uma natureza que não se confunde com aqueles tantos (e bastante elevados) que se extrai quando a criança torna-se leitora, sem o possuir.

O ambiente literário é uma realidade completa muito mais abrangente do que a abordagem comum de simplesmente incentivar os filhos a adquirirem o hábito da leitura – uma visão que está quase sempre restrita ao desempenho da criança. Neste tipo de abordagem, as ações dos pais são conduzidas pela expectativa do resultado, isto é, os pais fazem apenas aquilo que poderá levar o filho a ler mais ou a gostar mais de ler. Geralmente, a criança cujo temperamento e disposição natural tende à atividade da leitura aproveita bem esta abordagem. Mas é comum que pais relatem que o mesmo sistema não obteve qualquer resultado com outros filhos.

Homeschooling, um ano de cada vez

Escrever tornou-se um luxo. Entre viver e registrar alguma coisa, quase sempre escolho a primeira. Este dia é uma dessas exceções.

Desde que aprendi com a Jessica, do Shower of Roses, a decidir-me pelo homeschooling, um ano de cada vez (alternativa para decidir-me pela vida toda ou a perder de vista), ficou mais fácil também ater-me aquelas palavras de Nosso Senhor: “Para cada dia, as próprias preocupações bastam”. Muitos me procuram sobre o homeschooling com questões tais como “vestibular” e eu gostaria apenas de dizer: “Seu filho tem dois anos; se a preocupação for genuína, haverá o momento de ir à escola – ensino médio ou coisa parecida, mas certamente não uma creche!” (antes que me pergunte: é possível começar a frequentar a escola na adolescência e ser encaixado na série escolar adequada a faixa etária). Depende muito de cada preocupação.

Neste ano, eu virei uma curva – ou como diz uma amiga minha, é apenas quando o homeschooling começa de fato (a partir dos 6 anos da criança). Até então, qualquer coisa que você possa fazer na infância livre de escola é um ganho, já que as necessidades da criança são realmente brincar de massinha, com terra, ao ar livre, muita leitura e o processo de alfabetização. Agora, houve uma real angústia. Os dias em que o LEGO ou a ida ao SESC contavam maravilhosamente como dia letivo ficaram para trás. E não do ponto de vista curricular: bem longe disso. Pode ser que ainda conte, mas o fato é que algumas coisas mudaram. Eu mudei. “Tudo Muda”, como diz um livro de Anthony Browne.

Primeira infância concluída com sucesso…

E os dias em que eu tinha alguma individualidade estão cada vez mais distantes. Pouco mais de seis anos, e minha melhor definição para este processo é que se parece com a dependência de um puerpério, guardada as devidas proporções. Nunca sozinha.  Arrumando e bagunçando ao mesmo tempo. Sem projetos pessoais, por enquanto. Ou apenas nas horas vagas e improdutivas da noite.

Como eu disse uma vez (provavelmente aqui mesmo no blog), minha escolha por este caminho nunca envolveu uma educação de qualidade invejável, mas antes uma escolha por estar com meus filhos, por mais tempo. “Tempo é vida. E a vida mora nos corações” (Michael Ende). É claro que estar com eles – e estar com eles agora, num momento em que sou eu quem define isso – é mais importante do que qualquer outra coisa.  Mas agora eu registro uma mudança: estamos todo o tempo juntos e, ao mesmo tempo, não estamos. Não sou mais aquela mãe absolutamente necessária em todos os momentos, em todas aquelas brincadeiras no tapete, lendo na cadeira na frente de casa enquanto eles mexem nas plantas aleatoriamente, fazendo cada refeição, deixando-os dormir de tarde (enquanto as outras criancinhas estão na escola sendo estimuladas, ah-ha). Nos momentos em que minha presença não é muito notada (exceto pelo bebê, e lá vamos nós outra vez), parece que me resta vagar e lavar os pratos num dia que ou houve leitura demais ou não houve por cansaço de minha parte. A principal mudança é uma sensação de que quando precisam muito de você, ficar é divertido – mas quando esta perspectiva muda, como é que nós mudamos em conjunto?

Ah, talvez eu esteja exagerando. Ainda continua sendo melhor ter esta rotina entre os nossos livros e nossos problemas cotidianos do que numa classe escolar. Mas estou um tanto surpresa com essa sensação de desprendimento. Até aqui, não houve dúvidas com relação ao que eu estava proporcionando a eles ou a mim mesma, pois parece bastante natural que uma mãe fique com seus filhos pequenos em casa.  Começo a pensar que com este tempo em que não estão precisando tanto de mim, eu poderia aproveitar para fazer voltar a fazer coisas básicas como ir ao salão ou trabalhar no meu livro (pausa para onde vivem os monstros).  Agora tenho de corresponder  expectativas de sair e fazer atividades num dia entediante, quando o romantismo de sentar na porta de nossa casa já não basta. E estes dias de expectativas têm se multiplicado. Mas não se trata de sair ou não, até porque sair é uma das melhores alternativas para a atual conjuntura.

 

Saindo com mais frequência…

Como as demandas imediatas de sobrevivência – lavar roupas, louça e fazer refeições – igualmente se multiplicam, é como passar da fartura para a ponta do lápis ano a ano. Como nas finanças, estas coisas começam a causar ansiedade e, infelizmente, irritação. As crianças demandam mais necessidades no homeschooling (intelectuais, afetivas ou de pura ocupação saudável) enquanto você passa mais tempo preparando refeições e limpando a mesa. Nunca me ocorreu que café da manhã, almoço, jantar e dois lanches pudessem me consumir tanto. Como eu posso ter mais tempo para ensinar matemática se estou mais tempo colocando as roupas em ordem mínima (ênfase no mínima)? O que significa essa sensação de que estou dispensando-os da minha atenção a todo momento simplesmente para que eu possa limpar a cozinha?

Antes que isso se transforme num post de desistência (pois não é), eis a minha maneira de lidar com todas estas questões (e, acredite, elas me são muito caras): é o escolher um ano de cada vez que tem me ajudado a suportar e continuar numa direção viável.  Isto me permite ficar com meus problemas reais, pois os imaginários não têm limites. Um ano de cada vez me permite não surtar com o vestibular, com a adolescência, com o meu cansaço. Por exemplo: se estou cansada, preciso colocá-los na escola ou preciso de ajuda com a casa? Posso precisar e querer os dois, mas eu não estou neste árduo caminho do homeschooling por acaso, então é bom pensar direito para que o alívio não seja nas costas erradas.

Andando a cavalo nas horas vagas…

Uma amiga me dizia que até o segundo filho – com homeschooling – seria relativamente fácil ficar sem ajuda na limpeza da casa, mas a partir do terceiro mais valia investir numa limpeza quinzenal do que nas aulas de piano. Que isso lhe parece? Sempre me pareceu um exagero da parte dela. Até que a alegria dos meus dias foi sendo tomada pela necessidade real de limpeza versus o meu cansaço. Uma mãe tranquila e alegre vale mais para o homeschooling do que aprender piano clássico – se é realmente de coisas que importam que estamos falando. Comecei com uma limpeza pesada por mês: orçamento cortado de parte dos livros, já que eu costumava investir mais nisso. Recentemente consegui o formato de dividir uma diária em dois dias na semana, de modo que posso realocar as minhas necessidades mais urgentes com a casa. E estou tentando investir mais nisso.

Claro, não é um atestado de que você vai precisar fazer o mesmo. Cada um com as suas circunstâncias. No início, quando eu não podia nem mesmo investir em livros, 50 reais a cada dois meses era o que eu podia pagar em material. Apenas tenho em perspectiva que o homeschooling não é algo que estou fazendo somente para eles e por eles. Não se trata de cortar tudo o que for tempo pessoal e orçamento doméstico para reverter em benefício material ou intelectual para as crianças, pois enquanto isso, há uma pessoa fazendo isto funcionar, e esta pessoa sou eu. Não levar isso em conta seria como não pagar o professor no fim do mês e esperar que ele apareça em sala de aula por puro ideal. Não me parece justo comigo que eu invista todo o orçamento em currículo (aulas, material, passeios, etc.), uma vez que este se tornou oficialmente o meu trabalho (como eu não canso de repetir: tem que haver realização pessoal). Tenho visto como erro comum pais que tiram os filhos da escola particular (que custava em média 1000 reais para cada um dos dois filhos) e relutam (e não fazem mesmo) comprar 300 reais em material mensal no homeschooling. Não acho que se deva mudar muito o orçamento em educação, mas aproveitá-lo melhor.

A escolha a cada novo ano é, na nossa experiência, motivacional e guarda o verdadeiro sentido da nossa escolha: é pela nossa família, e não por uma bandeira.  É para a nossa felicidade, é como estamos vivendo concretamente cada momento dentro daquelas circunstâncias. O homeschooling não precisa de mim, nem do meu blog, nem da minha defesa, senão quando for muito conveniente para ambas as partes. Eu deixo isso muito claro para mim mesma, pois acabo sendo vista como uma referência para aqueles que estão começando e me procuram buscando ajuda. Ajudo, adoro ajudar, não posso fazer isso como gostaria, pois tenho pouca disponibilidade.  Também por isso eu parei de blogar: não tenho muito tempo livre! Gostaria, porque amo partilhar, mas tenho concentrado esta ânsia de dividir o que vivo com famílias em encontros reais.  A medida, todavia, é sempre o mundo real e não virtual: sei que há uma “questão homeschooler” no país, no mundo, nas conferências, em livros publicados, nos tribunais de justiça, mas no final… se  minha família não estiver feliz, se não tivermos momentos inesquecíveis, se não suportarmos as dificuldades com amor… então, não terá valido a pena. Tenho me tornado cada vez mais presente no pequeno grupo de famílias que formam minha rede de amigos há anos e menos em postagens na internet. Acho que meus filhos nem sabem que eu tenho um blog… mas eles sabem os dias dos nossos encontros. E eu não quero perder jamais o foco da verdadeira luta…

Apresentando O Túnel na nossa Feira Literária

Continua…

 

Exercícios de Escrita (1): ensinando a interpretar um provérbio (duas abordagens)

por Vladimir Lachance (via blog Perelim – Literatura, Educação, Humanidades)

No livro A Arte de Escrever e de Falar: Volume 2 – A Composição Literária, o prof. Osmar Barbosa propõe duas maneiras para se interpretar um provérbio.

A primeira maneira é interpretá-lo através de um CONCEITO. Assim, sintetiza-se a ideia que o provérbio quer comunicar através de um texto que o explica conceitualmente.

A segunda maneira é interpretá-lo através de uma NARRAÇÃO. Assim, desenvolve-se a ideia que o provérbio quer comunicar através de um texto narrativo que o explica imageticamente.

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Vejamos um exemplo dado por Barbosa:

  1. Interpretar o provérbio: “Casa de ferreiro, espeto de pau.”

a) Em forma de conceito: Nem sempre a aparência reflete o interior. Também, muita gente que vive pregando a paz, num contraste com seu espírito, tem ao seu redor pensamentos hostis. Quantas escolas exigindo de seus alunos aplicação e disciplina, com professores sem competência ou negligentes! Para casos assim, nada mais certo que a aplicação do provérbio: “Casa de ferreiro, espeto de pau”.

b) Em forma de narração: Havia, em certa cidade, um famoso escritor. Suas obras eram admiradas por todos e ele vivia mergulhado em sua vasta biblioteca. Ninguém possuía ali uma outra igual. No entanto, seu filho, contrariando a aspiração paterna, mal folheava os livros escolares, frequentando apenas os botequins, onde se entregava aos jogos de aposta e desperdiçava o seu tempo em conversas vazias. Era um dos estudantes menos aplicados, não obstante existir em casa tantos livros que poderiam torná-lo um aluno aplaudido por todos os professores. De onde se conclui que tem sua vez o provérbio: “Casa de ferreiro, espeto de pau”.

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Este tipo de exercício pode ser utilizado também com crianças, tendo-se o cuidado de propor-lhes provérbios adequados à sua compreensão – o que passa pelo conhecimento da linguagem utilizada e também do universo de coisas a que o provérbio se remete.