Ensinar Ciências – Parte 2


ESTE POST É UMA CONTINUAÇÃO DO ANTERIOR, ENSINAR CIÊNCIAS: UMA DEFESA. 

Dimi ama regar as plantas


Como prometido, este é o post para mostrar como está sendo o caminho percorrido pela nossa família para aprender Ciências de verdade! Em primeiro lugar – e por razões até óbvias, especialmente para quem leu a primeira parte do texto – tudo têm sido feito aos poucos, a medida em que meus filhos têm necessidades novas. Basicamente, a minha contribuição será mais útil para quem tiver filhos na faixa etária dos meus.

No entanto, servirá a todos de uma maneira geral por dois motivos: o princípio da minha busca é simples e útil para quem quiser montar o próprio currículo. Além disso, eu posso indicar alguns materiais que encontrei no meio do caminho, mas que ainda não se destinam aos meus filhos.

Dois princípios gerais guiam o nosso aprendizado:

1 – Estudos Naturais

2 – Experiências

Por Estudos Naturais eu quero dizer: Inspirada na perspectiva de Charlotte Mason, proporcionar aos meus filhos um contato constante com a natureza, trabalhando a observação, pesquisa e sensibilidade. Por experiências eu quero dizer aprender as coisas a partir de investigações, postas à prova, de conceitos de ciências em geral.

Pronto. Aí está, de maneira bem resumida, a nossa filosofia para os anos iniciais da educação infantil. Deve haver outras coisas mais adiante, quando o ensino fundamental têm suas próprias exigências. Vou ilustrar com atividades do cotidiano, como tenho feito para colocar estes dois princípios em prática. Mas, antes, uma palavra sobre como eu costumo me orientar:

Basicamente, eu aconselho você a fazer o mesmo que eu: veja como as famílias homeschoolers americanas estão trabalhando aquilo que você quer fazer. Pode ser qualquer coisa. Nenhuma família é igual a outra, por isso, eu olho muitas famílias ao longo do ano: salvo as imagens de atividades ou livros no meu Pinterest (ferramenta muito útil, faça já a sua conta!), pois assim tudo fica organizado em pastas fáceis de serem acessadas. Eu também pesquiso alguns currículos americanos prontos e consulto o material deles. Muitas famílias se sentem frustradas por não termos um currículo pronto para HS; eu digo que adoraria ter o mercado americano disponível, mas continuaria montando o meu personalizado – isto é, pegando daqui e ali o que se encaixa melhor com a minha família. Pensando assim, eu consigo neutralizar a frustração de não ter este mercado, porque a verdade é que o nosso mercado editorial – pasmem – não é dos piores, e é possível encontrar similares.

Pois muito bem. Filhos de qualquer idade podem cumprir os Estudos Naturais sem nenhum “livro didático”. É muito simples, mas permite muita dedicação. Como atividade formal (você pode chamar isto de seu livro didático, se quiser) tenha um caderno de folhas sem pautas para a confecção de um journal – termo sem equivalente que quer dizer mais ou menos diário de registro com colagens, desenhos e observações em geral. Você pode criar um journal de pássaros, insetos, natureza em geral, animais, etc. Depende do foco de estudo dos seus filhos. Eis o nosso:

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Meus filhos são pequenos, por isso, é um journal no qual eu participo muito. O pássaro é minha tentativa de desenhar um garrincha, muito popular na nossa região. Ele fez um ninho no nosso telhado. Não sabíamos o seu nome, agora sabemos um pouco mais sobre ele. As folhas e flores são de nossa vizinhança. Um dia inteiro para colher; duas semanas secando em folhas de jornal prensadas; um dia para colagens e registro – quando eu aproveito para ensinar conceitos. Nós comparamos o estado das folhas e flores vivas com as das páginas; coloco as crianças para cheirarem as flores que ainda estão na frente de casa ou na nossa rua e comparamos com as secas. Eles mesmos são capazes de perceber: perdeu o cheiro, secou, perdeu a cor, etc. Eu não chego com o “assunto” pronto: “Lição sobre a diferença de uma flor viva e uma flor morta“. Nada disso. Isto seria fazer ciências do jeito errado, mais ou menos como os livros das nossas escolas, descrevendo o crescimento de uma planta. Nós já observamos o crescimento de uma planta: por semanas, plantando uma na frente de nossa casa. Imagine que somente agora, dois anos depois, ela deu uma flor roxa. Estamos impressionados.

Como diário, para fazer o journal você pode fazer uma pequena lista prévia do que gostaria de abordar ao longo da confecção do mesmo, desde que você se mantenha flexível. Um direcionamento é desejável, mas é preciso lembrar que um estudo natural envolve aproveitar os momentos que a vida lhe oferece. Eu não sou exatamente uma pessoa conectada à natureza, mas adotei o princípio de parar e prestar atenção nas paisagens naturais ao meu redor, e sempre que estamos num lugar novo eu aproveito a chance para mostrar as árvores, animais, guardamos folhas, flores, pequenos frutos.

Mas claro que não é tudo prático ou natural:  eu sempre uso livros criativos para aprendermos nomes de flores,relembrarmos como se deu o processo que observamos. Porque os livros são muito importantes: apenas em Ciências não se deve aprender a partir da descrição de coisas que você precisa compreender na vida real. Isso me lembra que…

… os Estudos Naturais são completados com o estudo de “Livros Vivos”

Sem dúvida, eu preciso fazer um post elucidativo para o conceito de “livro vivo” de Charlotte Mason. Você pode aprender mais AQUI.   São livros que se mantém verdadeiros ao tema a que se dedicam, por serem inspiradores e não meramente catálogos; escritos por autores que entendem e se dedicam ao assunto. Um exemplo bem palpável: se você está interessada em livros de receitas… Ora, um mero fascículo de receitas, com a descrição do passo a passo de cada prato, compilado por alguém que não faz questão de aparecer na publicação e dizer algumas palavras sobre os alimentos, nutrição, etc., definitivamente não seria considerado um “livro vivo” do gênero. Em contrapartida, um livro de receitas infantil de Annabel Karmel é um livro vivo do gênero: nele você percebe a dedicação ao assunto, informações adicionais relevantes que inspiram, além de informarem. Como veem, não é uma catalogação precisa, mas uma observação da tendência do livro: algo que você só aprenderá após alguma prática.

Eis alguns de nossos livros vivos usados em Ciências:

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Livros pequenos, extensos, ilustrados, mais didáticos… são muitos estilos. A editora Usborne, embora nem sempre tenha obras autorais, costuma ter livros vivos de ciências, principalmente em inglês (há livros dedicados a plantas, insetos, animais). François Crozat lançou esta coleção de livros de animais que, além de uma fofura, descreve tudo de maneira muito natural.


Para fazer experiências, nesta fase da educação infantil, não é preciso investir muito. O pinterest permite que você encontre rapidamente o passo a passo de qualquer experiência, bastando buscar os termos, principalmente em inglês. Uma pesquisa em currículos americanos (Mother of Divine Grace, Memoria Press, Seton Homeschool, Sonlight Homeschool) pode mostrar o que geralmente é trabalhado em cada ano. Eu costumo fazer um “mix” daquilo que eu acho relevante e possível para a nossa família, geralmente no meu período de pré-planejamento (como agora).

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Experiência das cores

Há algumas publicações no mercado brasileiro. Estas são algumas:

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1- Grandes ideias para pequenos cientistas, da editora Usborne, traz 365 experiências. Com certeza é um livro para acompanhar durante todo o ensino fundamental I

2 – Pequenos Cientistas – uma coleção voltada para crianças de 2 a 6 anos. Passo a passo, ricamente ilustrado, de  experiências temáticas

3 – Coleção Jovem Cientista – procure em sebos. Experiências para crianças, detalhadas e fáceis de fazer. Creio que a partir dos 7 anos a coleção é melhor aproveitada, e pode ser usada até uns 14 anos. AQUI VOCÊ ENCONTRA O PDF de vários volumes.


Definindo o seu próprio currículo de Ciências.

 Um passo a passo bem básico de como eu costumo montar aquilo que vou utilizar com os meus filhos, só para dar uma luz (tenho certeza de cada família poderá traçar seu próprio caminho, a partir de algumas ideias):

1 – Se você está totalmente por fora do que sejam bons currículos de ciências/homeschool, LEIA ESTE POST. Nele você conhecerá vários currículos de Ciências, poderá visitar os sites onde quase sempre eles oferecem uma pequena amostra em PDF do material. O Real Science for kids é o material que a Jessica do Shower of Roses costuma usar com os filhos, e que a Géssica Hellmanm, do Valorizando o Conhecimento, também (Ou seja, DEVE SER BOM MESMO). No SITE você confere todo o catálogo e pode comprar diretamente pela Amazon Brasil!

2 – Atualmente, eu me guio por dois currículos: Memoria Press e SONLIGHT. O que eu gosto deles é que, além de um material próprio, eles indicam muitos livros complementares para cada disciplina; alguns dos quais eu já encontrei tradução no Brasil, outros que me inspiram para buscar títulos similares. Como são baseados – em parte –  em indicações de livros, eu tenho em mente montar uma boa cesta de livros, usando o que é possível encontrar no mercado editorial brasileiro, e em casos bem selecionados, eu importo poucos títulos.

Por exemplo, em Ciências, o Sonlight indica para a faixa de 4 anos os livrinhos da serie Wells of knowledge Science, que você encontra na Amazon Brasil por 32,00 ou 23,00 a versão kindle. Outro livrinho é “What’s under the sea”, que eu substituí pelo livrinho Animais Marinhos (outra opção para crianças maiores é Fique por dentro do fundo do mar, da editora Usborne). Como vê, é um trabalho de adaptação, que me custa algumas horas de pesquisa, olhares em bibliotecas, catálogos de editoras… até eu ter os títulos similares localizados em bibliotecas da minha cidade, sebos e listas para compras (sim, eu realmente faço o dever de casa!)

O Memoria Press tem sempre uma lista de livros de Ciências para leitura complementar, a partir dos 5 anos. Definitivamente, eu não sou rica para comprar todos os livros dos currículos que me encantam… por isso, eu uso boa parte dos títulos como temas que eu simplesmente vou abordar e miro naqueles que eu até mesmo investiria importando, se valer muito a pena. Tenho tido sucesso em observar o tema do livro indicado e encontrar um  no mercado editorial brasileiro que aborda o mesmo tema ou algum tangente. Equilíbrio, orçamento, pesquisa (bibliotecas e sebos) são meus grandes aliados. O principal é você perceber o quanto tudo isso pode ser feito adaptando o currículo ao orçamento. Até a Lupita fazer 2 anos, eu investia muito pouco (cerca de 50 reais por mês) no homeschool, porque foi uma fase de muita dificuldade. Eles eram pequenos, eu pude fazer os brinquedos e montar atividades. Tudo depende de cada família. Eu digo que mesmo que você não pudesse investir em nenhum livro de ciências para o próximo ano, conhecer todas estas informações lhe ajudaria a buscar em bibliotecas e na internet aquilo que você pode abordar em casa. O bom do HS é justamente o fato de que você pode adaptar muito.

3 – Preparar com antecedência uma caixa com o material útil para os estudos de Ciências ajuda bastante. Dê uma olhada em experiências simples que usam barbantes, corantes de comida, tesouras, fitas adesivas, etc.: reúna algumas que usem os mesmos materiais básicos, imprima pelo menos as 5 próximas que você fará com eles e deixe organizado. Dessa forma, você não protela e já tem à mão um mês de trabalho.

O modelo das cestas de livros, journal e experiências é um modelo que serve para todas as idades – mesmo – , mas a partir dos primeiros anos do ensino fundamental I os pais se veem na necessidade de um livro didático mais sistemático, e neste caso eu aconselho selecionar um no mercado americano e comprar. Para quem não sabe inglês, eu indicaria assim mesmo, se possível comprando a versão kindle (se houver) porque é mais barata. Isto para que pelo menos você veja, com a ajuda de alguém, como é possível trabalhar os conceitos com as crianças e possa providenciar um material próprio. Estou indicando isso porque como o ensino de Ciências é um fracasso no nosso país, esta me parece a alternativa para o futuro (pelo menos, para mim).

É isso! Espero que tenham aproveitado. Quando eu divulgar o meu planejamento 2017, posso indicar os livros que eu pretendo trabalhar!

Fiquem com Deus!

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Como ensinamos… Artes

ATENÇÃO: ESTE POST ESTÁ SENDO PUBLICADO NOVAMENTE.

Salve Maria!

Este post faz parte da série “Como ensinamos…” – partilhas sobre a educação das crianças aqui em casa. (No caso de Artes, o mais adequado, sem dúvida, seria “Como trabalhamos…”) Veja o post de Ciências.

Artes: um conceito amplo, pois envolve a própria literatura, música, apreciação de obras de arte, dança, artes plásticas… aqui fazemos de tudo um pouco. Neste post eu vou me ater às artes plásticas e apreciação de pinturas – farei outros posts com os outros. Meus filhos ainda são pequenos, então, procuro fazer com que eles experimentem livremente diversos tipos de artes. Com o passar dos anos, eles podem sentir que devem seguir determinado caminho – de modo que poderemos investir em alguma dessas coisas que eles agora vivenciam.

Meus principais Guias.

Apreciação

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Este livro me ensinou a ver as obras de arte com outra perspectiva, quando se trata de crianças: a perspectiva da brincadeira e da sensibilidade. Em “Para a criança brincar com arte” a autora seleciona quadros e ilustrações famosas para propor que a criança imite o semblante, perceba as cores, faça de conta que está provando uma comida… Uma ideia para transpor as páginas deste livro e ir adiante! (Foi lançado da década de 90, por isso atualmente, só encontramos em sebos. Veja na Estante Virtual)

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Child’s Book of prayer in Art, Sister Wendy Beckett – esta freira tem muitos títulos dedicados à arte e religião. Este livro foi lançado no Bras há mais de 15 anos, mas é difícil encontrar.  Na Amazon é possível importar outros títulos da freira, todos de excelente nível.

Para mim, como católica, um livro como este vale muito. As reflexões tão singelas e elevadas sobre a fé, felicidade, oração, presença de Deus… me ensina e estimula a conversar sobre estas coisas com meus filhos – e tudo através do Belo, que é, diga-se, um dos atributos de Deus. Esta freira fez um trabalho notável com estes livros! (Ao clicar em links de livros importados na Amazon, sempre verifique se é a versão kindle, que é digital, e capa comum, que é livro físico). Veja também Sister Wendy’s Bible Treasury (Tesouro bíblico) e Sister Wendy on the Art of Saints (Santos).

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Coleção ARTE COM CIÊNCIA: Cenas da Terra, Caminhos da Àgua, Espetáculos da Vida e Fenômenos da Natureza.  Belíssima coleção que permite ensinar conceitos da ciência através das obras de arte. São tópicos que servem de inspiração, caso você queira desenvolver e aprofundar o tema. Meus filhos são pequenos e por isso não faço um estudo sistemático (como poderei fazer mais adiante, usando esta coleção), mas eles já conseguem perceber certas coisas e já vão ganhando vocabulário. Além do mais, tem coisa mais genial do que aprender o que é pradaria através de um belo quadro?

Trabalhinhos

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Fazendo e Brincando, da coleção O mundo da criança (versão da década de 90) traz o passo a passo de diversos trabalhinhos artísticos que nos inspira sempre! E quase tudo com material de fácil acesso! Nossa meta é fazer tudo que o livro propõe nos próximos 2 ou 3 anos. Eu fiz tudo com minha irmã, quando éramos crianças. Eu gosto dele porque propõe o uso de materiais como argila, tintas, costuras, papier machê, pedras e outros cacarecos.  Na fase em que os meus filhos estão é onde estas propostas são mais proveitosas e interessantes. Claro que eu também pesquiso de vez em quando e faço outras coisas durante o ano…

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Livros de atividades Usborne

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Livros de Artes diversos da editora Usborne: eles tem vários títulos legais, com propostas de colorir como “Meu livro de arte para colorir” e adesivos – “Minha galeria de Arte com adesivos”.  Há muitas opções como Meu livro de artes com adesivos, (parecido com o meu, da foto , que está esgotado), Meu livro de artes – tudo sobre as cores (indicado para crianças maiores que as minhas).

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Conexão com Literatura e História

Eu estou escrevendo o post Como ensinamos… História (bem aos poucos, desculpem a falta de tempo) e nele ficará mais evidente a relação entre os livros clássicos que lemos e o estudo da perspectiva histórica… e também como relaciono tudo isso com as artes em geral. Estamos lendo o livro As mais Belas Fábulas Russas ao mesmo tempo em que observamos as diferentes culturas (no caso, a russa, mas temos outras para estudar este ano). Eu aproveito para escutar as músicas típicas do lugar, fazer uma receita do país, um trabalhinho manual… é um estudo que eu comecei ano passado, mas que apenas este ano ganhou forma (meus filhos eram ainda menores e eu não me cobrei tanto quanto a isso), de modo que espero poder ilustrar aos poucos como tenho feito na prática. Fica a sugestão para você pensar em fazer um estudo semelhante com teus filhos! Poupa tanto tempo de pesquisa! Além do mais, é uma tendência clássica e humanística, muito recomendada pelas pedagogias católicas tradicionais: tudo através dos livros de literatura… a minha ideia é, com o passar dos anos, ter mais experiência nisto e aprimorar sempre para que tudo que for possível venha através do tronco que são os livros. Como meus filhos são pequenos eu não me cobro muito – sabe por que? Porque um estudo assim só era feito mesmo a partir dos 10, 12 anos da criança, quando ela tinha um estudo realmente formal. Agora eu aproveito para experimentar e formar a mim mesma (convenhamos que uma coisa é ler os livros sobre como estas coisas funcionam, outra coisa é pôr em prática… é mais ou menos a diferença entre fazer uma equação de determinado experimento e fazê-lo no laboratório… rs). Partilhe experiências se você também tem isto como meta!

Aguarde os próximos posts!

Como ensinamos… Matemática

Salve Maria!

Este post é para mostrar como trabalhamos matemática neste momento – Lupita acaba de fazer 4 anos e Dimi fará 3 no segundo semestre. Basicamente, aprendemos a contar de muitas maneiras diferentes. No caso da Lupita, já estou introduzindo soma e subtração, mas apenas com materiais manipuláveis. Aliás, é o que mais usamos nesta fase. Deixei a escala cuisenaire para o próximo semestre (ou mesmo o próximo ano, ainda não me decidi). Também fazemos pequenas atividades de lógica: é o mais indicado para Dimi, por exemplo, que ainda não consegue reconhecer os números.

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Use tudo o que der

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Nessa fase, não é preciso investir muito em materiais de matemática. Eu fiz um apanhado de brinquedos e cacarecos das crianças e fiz nossa pequena “cesta de matemática”. Eu pesquiso no pinterest algumas atividades simples e tento ver o que eu já tenho ou posso providenciar facilmente: deste modo, quase todos os dias da semana fazemos alguma coisa diferente.

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Contar, contar, contar! Se você ficar apenas nos números e nas figuras de um livro, é claro que vai ficar chato – além disso, a criança é bem visual, sensível e prática, de modo que se ela está contando alguma coisa, deixe que ela segure. A atividade acima é muito simples: eu separo os conjuntos com os objetos e ela deve contar para pôr o número correto. Depois, o inverso: deixo o número embaixo de cada quadradinho e ela deve colocar a quantidade adequada.

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Noção de conjuntos: coloco diferentes objetos em forminhas para Lupita contar. Variações da atividade:

1 – Coloque os números embaixo de cada forminha

2 – Explicar noção de conjunto: local onde estão reunidas algumas coisas. Use o quadro branco para mostrar corações ou flores em diferentes círculos. Use outras coisas para guardar os objetos: caixas de fósforos, cestas, etc.

3 – Qual conjunto  é maior? Qual é o menor? (Quantidade)

4 – Qual é o conjunto de discos de madeira? Qual o conjunto de casinhas? (Dimi já pode fazer esse)

5 – Quais conjuntos tem a cor vermelha, quais conjuntos tem a cor verde, etc.? (Dimi também faz)

6 – Quais conjuntos tem 4 objetos, etc.?

7 – Pintei placas de madeira: relacione os objetos à cor da placa (principalmente para Dimi)

8 – Forme 4 conjuntos com 3 objetos cada. Objetos diferentes. Objetos iguais.

9 – Dou 2 forminhas e 10 peças iguais de madeira. Divida igualmente. (Coloque 1 em cada, por vez. Depois conte quantos ficou em cada forminha. Coloque o número embaixo)

10 – Dou um conjunto com 10 peças. Dou comandos: diminua 2. (Ela tira duas coisas) Some 1 (ela põe.) Etc, etc.

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Dimi ainda está aprendendo as cores, por isso, eu faço algumas brincadeiras de lógica: ele deve relacionar os objetos às cores do giz de cera. Depois, aproveitamos para contar. Uso feijões e coisas da cozinha para incrementar e mudar a mesma atividade de relacionar números e quantidade.

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O joguinho é um Mini mosaico, muito legal porque eles ficam tentando encaixar de diversas maneiras e é possível formar figuras diferentes. COMPREI AQUI. O livrinho de adesivos se chama Os números para colar e aprender, onde é possível cobrir pontilhados e fazer várias atividades relacionando números e quantidade com adesivos.

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Pequenas variações de jogos de emparelhamento: pares de meias, discos de E.V.A. decorados, recortados no meio e misturados para a criança montar corretamente. Você pode selecionar algumas peças de um jogo da memória para fazer a mesma proposta (cartas de baralho, peças de dominós, fotos de santos, enfim, tudo o que puder ser identificado como igual)

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Sequências lógicas e sequências de padrões. Acima, um jogo de sequência lógica. Comprei por uns 20 reais e é MDF. Mas você pode imprimir imagens que devam ser colocadas numa sequência.

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Seguir o mesmo padrão: este jogo de blocos da Melissa and Doug é um dos preferidos dos meus filhos. Comprei por 59 nas Americanas, é de madeira, vem várias formas e permite muitas brincadeiras. Eles montam cidades, brincam de doces, bonecos. Eu aproveito as peças para ensinar sequências.

1 – Faço sequências com diferentes cores e formas e eles tem que fazer igual.

2 – Eu faço uma sequência de retângulos coloridos e eles tem que fazer a mesma sequência de cores com quadrados (trabalhamos formas)

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Empilhar: as mesmas atividades, só que empilhando. Na primeira imagem, igualzinho. Na segunda, blocos de espessuras diferentes, o que exige mais atenção.

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JOGOS

Nós temos alguns jogos, como todas as crianças: jogos de opostos, quebra-cabeças, jogos da memória, e nossos próprios jogos “adultos” que eles já aprendem algumas noções básicas. Todo tipo de jogos de raciocínio são bons nessa fase, e nós incluímos muitos momentos semanais para brincar – especialmente em família, quando o papai está conosco. Inclua jogos, mesmo para os pais.  DÊ UMA OLHADA NESTA PÁGINA, onde eu encontro muitos jogos tradicionais de madeira para os pais ou crianças.

LIVROS

Não deu para tirar foto de todos, mas eu uso alguns livros simples e baratos para trabalhar cores, formas, números, etc. Tenho livros de pontilhados (na verdade, estão mais para revistas, até porque compro em bancas por menos de 10 reais), de adesivos.

A COLEÇÃO TAN TAN é uma coleção de livros simples que trabalham conceitos matemáticos, desde básicos como números de 1 a 10 até frações e medidas. Confira os títulos, é bem lúdico.

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Como ensinamos… História

Salve Maria!

Este post faz parte da série “Como ensinamos…” onde eu gostaria de mostrar como estamos fazendo neste momento a nossa educação domiciliar. Sem dúvida, há muito para aprender e aprimorar! A prática tem me ensinado mais do que os livros… os princípios e os bons exemplos de outras famílias me inspiram! (Veja o post de Ciências AQUI)

Literatura: um ponto de partida para crianças.

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Conforme já mencionei em outro post, eu acompanho alguns currículos norte-americanos e é uma tendência que, no homeschool, as crianças na fase da minha filha (“kindergarten”) sejam introduzidas às diferenças culturais através dos diferentes povos. A ideia é muito simples: há pessoas diferentes no mundo, que estão imersas em outras culturas, outros países. Tudo isso é muito rico: um estudo assim permite um olhar sobre o folclore tradicional dos lugares. Não é indicado nestes currículos que eu mencionei, mas na nossa casa decidimos que o ponto de partida para a história será, sempre que possível, a Literatura (uma ideia clássica). Então, escolhemos livros que falem de histórias ambientadas em outros países. Nada melhor que os contos de fadas, fábulas e histórias tradicionais. Sempre que possível, opte por edições em que as ilustrações sejam igualmente ricas culturalmente. Esta edição de “As mais belas fábulas russas” atende esta necessidade: os personagens usam roupas tradicionais da Rússia. Lembre-se de que as crianças são muito visuais.


Nosso intuito, este ano, é contemplar as culturas: Russa, Árabe Moderada, Japonesa e Chinesa, Brasileira I, Européia I.  Conforme o ritmo, é possível que contemplemos outras culturas. Estes são os livros de literatura escolhidos para cada uma das culturas:

Russa: As mais belas fábulas russas, conforme imagem acima.

Katchanka, do escritor usso Tchekhov

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*Importante*: o ensino de História pode ser muito lúdico se você aproveitar a ocasião para ouvir as músicas folclóricas do país (meus filhos gostaram de música folclórica russa!), testar uma receita típica (comida chinesa eles já provam), customizar uma fantasia com feltro (quimono japonês, chapéu russo), usando E.V.A., etc. E obras de arte, então? Estamos apaixonadas pelas pinturas orientais chinesas! 

Apenas: faça aos poucos e sem superestimar a atividade. O que eu quero dizer com isso: Não tente fazer “A” fantasia como se seus filhos fossem à um baile. Uns pedaços de panos, mesmos sem costurar, amarrados com um cinto, já servem. Crianças precisam fazer de conta, experimentar, e o trabalho imaginativo é justamente transformar aqueles panos que apenas lembram um quimono japonês em um quimono autêntico. E brinque com eles: faça perguntas, faça vozes engraçadas, divirta-se!


Árabe: Os mais belos contos das Mil e uma noites

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As histórias clássicas das Mil e uma noites são excelentes. Nós já passamos um pouco da noção de que há povos diferentes com crenças diferentes;  eu procuro pular as partes que falam claramente de outro Deus que não é Cristo, pelo fato deles ainda não terem maturidade – em qualquer cultura que eu esteja lendo. Uma abordagem assim valeria um post, mas a verdade é que eu não complico muito: pulo e leio a história como um todo. Simples assim.


Japonesa e Chinesa: Histórias tecidas em seda.

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O pote vazio, Demi

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Dois livros lindos para introduzir o lado japonês e chinês, respectivamente. Minha filha também gostou muito do desenho animado Mulan. Ano passado estudamos especificamente o Japão, e ela até ganhou uma kokeshi!


Histórias à brasileira, Ana Maria Machado

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Folclore brasileiro de uma maneira mais “saudável” e fácil de filtrar, é só pular algumas histórias que você julgar forte (à exemplo dos contos de Grimm). Ana Maria Machado reuniu nos vários volumes de Histórias à brasileira contos típicos do nosso país e histórias clássicas adaptadas e devidamente abrasileiradas.


 

Contos de fadas: Vários

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É claro que minha filha ama os contos de fadas e eu tenho muitas edições diferentes. A edição acima tem vários títulos e é recontada pela renomada autora Maria Heloísa Penteado. São recontados, porém fiéis; com linguagem mais literária e belas ilustrações, as edições da Ática são mais atrativas para crianças. A desvantagem é que algumas estão com preço elevado para a simplicidade da edição. A edição completa da Cosac Naify tem a vantagem de reunir todos os contos de Grimm, numa tradução fiel, mas as xilogravuras não são interessantes para crianças. Além disso, você notará que uma boa parte dos contos de Grimm contém cenas fortes e finais nada felizes; alguns beiram ao nonsense… eu tenho e vou filtrando. Geralmente, eu leio a história e conto de cabeça (no caso da Cosac).


 

Livro Crianças como Você

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Este livro traz imagens de crianças de várias partes do mundo, com curiosidades e detalhes bem explicados. Claro que no caso dos meus filhos eu não vou ler todos os detalhes, mas conversar sobre alguns deles de maneira geral. A proposta do livro se encaixa perfeitamente nesta noção de ir explicando as diferenças culturais através dos povos – melhor ainda, através de crianças!


Conforme mencionei em post anterior, outro livro que me ajuda nesta proposta é “Gente de todo o mundo”, da Coleção Mundo da Criança (década de 90).

A ideia, claro, é durante o ano prestar atenção em livros que possam enriquecer a nossa proposta, especialmente porque temos o hábito de alugar livros nas bibliotecas todo mês.

Nossos projetos incluem a confecção de um scrapbook com colagens referentes às diferentes culturas e brincar muito ao redor dos livros – exatamente como explicitei no post, que já é nosso costume: fantasiando, fazendo uma receita, um trabalho manual.

Espero que tenham gostado!

Fiquem com Deus!

 

Como ensinamos… Ciências

Salve Maria!

Recebo muitas mensagens perguntando como acontece o nosso homeschool e por isso farei uma série de posts que mostram um pouco do nosso esforço. Este post é para explicar como ensinamos Ciências. Eu convido você a ler este texto: ENSINO DE FÍSICA NO BRASIL. Eu já tinha muitas desconfianças sobre o ensino de Ciências no Brasil e, através de alguns blogs de HS americano, havia decidido que ensinaria meus filhos mais pela prática do que pela teoria. Este texto, no entanto, esclareceu de uma vez por todas para a nossa família onde reside precisamente o problema do ensino de Ciências no nosso país e nos ajudou muito a modificar a nossa perspectiva.

A partir deste contexto, eu também conheci um pouco da perspectiva da Charlotte Mason (ver POST) e sobre explorar o ambiente da natureza tendo como ponto de partida aquilo que você tem mais perto de si: ou seja, a sua casa. Comece onde você está. Pode ser pouco, mas se você começa daquilo que você pode acessar todos os dias, você aprenderá todos os dias. Este livro está à venda na Amazon e possui excelentes dicas (é ricamente ilustrado, mesmo que seu inglês não seja avançado, dá para aproveitar):

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Isto mudou nossa rotina para melhor. Temos projetos e experiências toda semana. Na minha casa não há muito espaço com plantas, mas há duas árvores no passeio da minha casa e quase todos os dias, nos sentamos sob elas. São dois agradáveis chorões com terra suficiente para meu filho cavar e descobrir minhocas. Plantamos ao redor das árvores, brincamos com flores, observamos os insetos e pássaros.

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Reconhecer o canto dos pássaros e depois pesquisá-los em casa; colher flores no caminho até a padaria e ir aprendendo sobre as partes de uma planta; aprender que a minhoca tem entre 2 e 15 pares de corações; molhar as plantas: com crianças pequenas isto é fundamental para o ensino de Ciências. Isto também é o grande alívio nos meus dias, pois quando simplesmente sentamos sob a árvore eles ficam calmos, não criam conflitos, passam horas mexendo com terra, água e sementes e gastam energia. Eles são cheios de perguntas, e assim, eu as respondo e depois invisto em livros, imagens e pequenos vídeos educativos durante a semana.

No meu bairro há outros espaços verdes: o jardim externo que um vizinho montou no passeio, um campo aberto para eles correrem. Uma vez por semana eu dou um jeito de passar por lá.

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Quem faz HS não tem que enfrentar uma rotina diária de levar as crianças na escola, por isso se na sua casa ou perto dela não há espaços semelhantes, faça um esforço para incluir um passeio fixo num espaço aberto uma vez por semana.

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No meu quadro de planejamento semanal, Ciências aparece duas vezes por semana – quando eu geralmente me esforço para fazer alguma experiência científica, ler nossos livros temáticos ou mesmo algum trabalhinho de registro (desenhos, etc.). Quanto ao contato direto: como mencionei, quase todos os dias, e se eu consigo fazer apenas estes contatos durante a semana, cumpri o meu planejamento, já que está é a parte mais importante e significativa,o  que me permite conversar e ensinar muitas coisas. Lupita, por conta de um machucado, aprendeu rapidamente sobre os glóbulos brancos – eu expliquei de brincadeirinha, mas agora ela vive a repetir o assunto e eu vou mostrar um pouco mais. Alguns nos nossos livros preferidos de Ciências incluem:

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Este foi o nosso primeiro livro de Ciências e ajudou os meus filhos a conhecerem diferentes tipos de animais. Conversamos e eu vou ensinando os nomes. Depois, pergunto: onde está o elefante? Onde está a zebra? Faço isto desde que meus bebês tinham 1 ano, e eles já apontavam e acertavam! Quantos nomes tem os animais! Lembra-se de quando Adão deu nome a todos os animais que Deus criou? Lembra-se da criação do mundo? (e assim, estou sempre ensinando sobre Deus)

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Ideal para crianças entre 1-4 anos, livrinhos com abas passam o tempo com alegria e ensinam muito! Pequenos Cientistas (resume bem como eu pretendo ensinar formalmente meus filhos em todas as disciplinas de Ciências que temos pela frente):

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A coleção Pequenos Cientistas é muito fofa e tem a descrição completa de experimentos fáceis para crianças pequenas, geralmente a partir dos 3 anos (mas Dimi aproveita pelo lado lúdico). Há também a coleção Jovem Cientista, lançada há alguns anos atrás, com volumes disponíveis ON LINE. Esta pode ser trabalhada por toda a infância e adolescência.

Também lemos as fábulas de Esopo para eles e muitos livros de literatura que tem animais como personagens (você não terá dificuldades em encontrar exemplos). As fábulas mostram um lado de comportamento animal que pode ser comparado com algumas virtudes, vícios e costumes humanos em geral. Esta analogia permite que as crianças entendam o que vem a ser o caráter.

Fora isto, temos 2 projetos este ano.

Primeiro semestre: pequeno jardim externo + horta vertical (na garagem), mais ou menos nestes moldes:

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Segundo Semestre: Observação do Céu Noturno, com binóculo de observação astronômica. Nós gostamos de ficar na garagem simplesmente deitados olhando o Céu e falando sobre ele. Tenho certeza de que as crianças ficarão animadíssimas em ver as estrelas mais de perto! :)

Os assuntos vão aparecendo e eu vou incluindo no nosso planejamento anual conforme o interesse das crianças. Estações do ano, de onde vem a chuva… apenas para responder os anseios delas, não como ensino conteudista. Vou me esforçar – de verdade – para compartilhar no blog. Eu não tenho muito tempo, mas estou melhor organizada este ano e sei que muitos gostam da partilha, assim como eu gosto de tantas famílias maravilhosas compartilharem suas experiências! Espero vocês aqui! Fiquem com Deus!