[História] Crianças como você

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“Crianças como você” é um livro da década de 90 (encontrado em sebos) com perfis de crianças do mundo todo, mostrando culturas diferentes e hábitos cotidianos –  o que  facilita a compreensão da proposta do livro. Ano passado foi o livro de “História” que mais utilizamos.

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Disposição das páginas internas do livro

Para a minha surpresa, meus filhos, embora pequenos, se interessaram muito pelo livro. Funciona mais ou menos como um álbum de fotografias, e logo eles estavam pedindo para verem novamente a Celina, Olia e outras crianças. Por muitas vezes, ao longo do ano, meus filhos foram capazes de associar estas culturas em coisas que líamos ou encontrávamos no cotidiano; Lupita era capaz de dizer que “Na África ou China, se costuma fazer assim…” (acho que foram destas conversas que ela aprendeu tão bem a empregar o verbo costumar, neste sentido).

Para fechar, eu resolvi produzir páginas para os dois, nos mesmos moldes do livro. Primeiro, eu os entrevistei, perguntando quais eram seus interesses. Como mãe, eu tinha seus livros e gostos como previsíveis, mas é curioso como eles apontam coisas diferentes a depender do momento particular (Lupita tinha acabado de ganhar o livro sobre o urso panda e o definiu como seu livro favorito). Tentei também manter o espírito de espontaneidade do livro. Pedi a Dimi que dissesse algo sobre sua irmã e ele disse que amava a Lupita, mas que “às vezes ela lhe dava língua” e é isto que eu coloquei no nosso painel.

As fotos foram selecionadas e recortadas – em parte – por eles, que coloram na cartolina. Eu fiz as legendas e expliquei para eles como a montagem estava sendo feita, de modo que à noite eles foram capazes de fazer uma apresentação completa e muito bem parafraseada do próprio painel.

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Uma atividade simples para fazer em casa, mas que permite trabalhar habilidades novas (apresentar para o pai foi um ótimo ganho para eles.)

As crianças na história + Literatura

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As Crianças na História é um dos livros que usarei com meus filhos este ano. Eu fiz um programinha para cada tópico do livro com Literatura, sobretudo contos que eu já tenho em casa. A ideia é ler com eles o tópico do livro, conversar, fazer alguma atividade como desenhar, colagens, etc. Usar o período em que estivermos trabalhando tudo isso para ler as histórias. Visualizar com literatura é um bom caminho para eles. Se você tem ou deseja comprar este livro pode querer fazer algo semelhante.

Entenda-se que não é um estudo – no caso dos meus filhos – aprofundado, mas uma oportunidade deles ganharem a noção de época, lugares distantes, passado, etc. Por vezes, as histórias batem com a época ou com o lugar, ou ainda com os costumes.

A verdade é que, dentro do meu planejamento anual do post anterior, há um planejamento dentro de cada tópico. Impressionante! Eu tento olhar para os “blocos” daquilo que eu planejei e desenvolver  – nada muito complexo – algumas formas criativas de abordagem.

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Abaixo, os tópicos do livro e o que eu encontrei na nossa biblioteca para ler sobre o tema.


Egito Antigo

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Egito Antigo: Para nós, uma ótima oportunidade para ler na Bíblia infantil, desde a história de José até o fim dos 40 anos no deserto. Assim eles podem compreender o Egito dentro da perspectiva cristã; um povo que escravizou os hebreus: um importante capítulo para o começo da história da salvação.

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Moisés entre os juncos

Minha primeira Bíblia – capítulos desde a história de José até o fim dos 40 anos no deserto.


China Antiga

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China Antiga: um assunto que interessa muito a Lupita (ela acha os chineses e japoneses peculiares). Observar roupas, costumes, nomes, feições.

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Estas histórias estão no volume 1 de O mundo da Criança, década de 90: Contos e Poesias

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Grécia Antiga

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Grécia Antiga: sempre com aventuras interessantes, que meus filhos já gostam!

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O toque de Midas: Esta história está no volume 1 de O mundo da Criança, década de 90: Contos e Poesias

Asas!- Jane Yolen e Dennis Nolan (belas ilustrações)


Império Romano

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Vamos aproveitar para ler a nossa bíblia, nas partes da história de Jesus onde o Império Romano está mais evidente, como na crucifixão de Jesus.

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Cultura dos povos bárbaros

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Geralmente representado pelos vikings, os povos bárbaros escandinavos que invadiram boa parte da Europa no período medieval. O que eu tenho aqui que mais se aproxima disso é uma história ilustrada de Beowulf, presente no livro já citado da coleção O Mundo da Criança.

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Num castelo espanhol

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Cultura medieval clássica: você pode usar histórias de cavalarias em geral, livros que falem de castelos medievais. A história de Santa Joana D’arc. Os filmes do Hobbit. Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.


Renascença

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Histórias de Contos de Fadas de princesas em geral. Nosso volume de Rapunzel e o conto ilustrado de Cinderela que nós temos no Vol.1 de O mundo da criança (OMDC, pela sigla que vou usar no post).

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Japão Antigo

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Nossos contos de OMDC continuam:

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OMDC tem também contos australianos tradicionais!

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Revolução Francesa

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Principalmente para mostrar a pobreza de uma época moderna, onde França e Inglaterra guardam boas histórias.

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Século 19 e 20

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Numa época contemporânea, no início do século passado. As Crônicas de Nárnia (livro e filme) e A princesinha (filme).

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É isto! Vai ser divertido!

Como ensinamos… História

Salve Maria!

Este post faz parte da série “Como ensinamos…” onde eu gostaria de mostrar como estamos fazendo neste momento a nossa educação domiciliar. Sem dúvida, há muito para aprender e aprimorar! A prática tem me ensinado mais do que os livros… os princípios e os bons exemplos de outras famílias me inspiram! (Veja o post de Ciências AQUI)

Literatura: um ponto de partida para crianças.

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Conforme já mencionei em outro post, eu acompanho alguns currículos norte-americanos e é uma tendência que, no homeschool, as crianças na fase da minha filha (“kindergarten”) sejam introduzidas às diferenças culturais através dos diferentes povos. A ideia é muito simples: há pessoas diferentes no mundo, que estão imersas em outras culturas, outros países. Tudo isso é muito rico: um estudo assim permite um olhar sobre o folclore tradicional dos lugares. Não é indicado nestes currículos que eu mencionei, mas na nossa casa decidimos que o ponto de partida para a história será, sempre que possível, a Literatura (uma ideia clássica). Então, escolhemos livros que falem de histórias ambientadas em outros países. Nada melhor que os contos de fadas, fábulas e histórias tradicionais. Sempre que possível, opte por edições em que as ilustrações sejam igualmente ricas culturalmente. Esta edição de “As mais belas fábulas russas” atende esta necessidade: os personagens usam roupas tradicionais da Rússia. Lembre-se de que as crianças são muito visuais.


Nosso intuito, este ano, é contemplar as culturas: Russa, Árabe Moderada, Japonesa e Chinesa, Brasileira I, Européia I.  Conforme o ritmo, é possível que contemplemos outras culturas. Estes são os livros de literatura escolhidos para cada uma das culturas:

Russa: As mais belas fábulas russas, conforme imagem acima.

Katchanka, do escritor usso Tchekhov

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*Importante*: o ensino de História pode ser muito lúdico se você aproveitar a ocasião para ouvir as músicas folclóricas do país (meus filhos gostaram de música folclórica russa!), testar uma receita típica (comida chinesa eles já provam), customizar uma fantasia com feltro (quimono japonês, chapéu russo), usando E.V.A., etc. E obras de arte, então? Estamos apaixonadas pelas pinturas orientais chinesas! 

Apenas: faça aos poucos e sem superestimar a atividade. O que eu quero dizer com isso: Não tente fazer “A” fantasia como se seus filhos fossem à um baile. Uns pedaços de panos, mesmos sem costurar, amarrados com um cinto, já servem. Crianças precisam fazer de conta, experimentar, e o trabalho imaginativo é justamente transformar aqueles panos que apenas lembram um quimono japonês em um quimono autêntico. E brinque com eles: faça perguntas, faça vozes engraçadas, divirta-se!


Árabe: Os mais belos contos das Mil e uma noites

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As histórias clássicas das Mil e uma noites são excelentes. Nós já passamos um pouco da noção de que há povos diferentes com crenças diferentes;  eu procuro pular as partes que falam claramente de outro Deus que não é Cristo, pelo fato deles ainda não terem maturidade – em qualquer cultura que eu esteja lendo. Uma abordagem assim valeria um post, mas a verdade é que eu não complico muito: pulo e leio a história como um todo. Simples assim.


Japonesa e Chinesa: Histórias tecidas em seda.

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O pote vazio, Demi

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Dois livros lindos para introduzir o lado japonês e chinês, respectivamente. Minha filha também gostou muito do desenho animado Mulan. Ano passado estudamos especificamente o Japão, e ela até ganhou uma kokeshi!


Histórias à brasileira, Ana Maria Machado

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Folclore brasileiro de uma maneira mais “saudável” e fácil de filtrar, é só pular algumas histórias que você julgar forte (à exemplo dos contos de Grimm). Ana Maria Machado reuniu nos vários volumes de Histórias à brasileira contos típicos do nosso país e histórias clássicas adaptadas e devidamente abrasileiradas.


 

Contos de fadas: Vários

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É claro que minha filha ama os contos de fadas e eu tenho muitas edições diferentes. A edição acima tem vários títulos e é recontada pela renomada autora Maria Heloísa Penteado. São recontados, porém fiéis; com linguagem mais literária e belas ilustrações, as edições da Ática são mais atrativas para crianças. A desvantagem é que algumas estão com preço elevado para a simplicidade da edição. A edição completa da Cosac Naify tem a vantagem de reunir todos os contos de Grimm, numa tradução fiel, mas as xilogravuras não são interessantes para crianças. Além disso, você notará que uma boa parte dos contos de Grimm contém cenas fortes e finais nada felizes; alguns beiram ao nonsense… eu tenho e vou filtrando. Geralmente, eu leio a história e conto de cabeça (no caso da Cosac).


 

Livro Crianças como Você

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Este livro traz imagens de crianças de várias partes do mundo, com curiosidades e detalhes bem explicados. Claro que no caso dos meus filhos eu não vou ler todos os detalhes, mas conversar sobre alguns deles de maneira geral. A proposta do livro se encaixa perfeitamente nesta noção de ir explicando as diferenças culturais através dos povos – melhor ainda, através de crianças!


Conforme mencionei em post anterior, outro livro que me ajuda nesta proposta é “Gente de todo o mundo”, da Coleção Mundo da Criança (década de 90).

A ideia, claro, é durante o ano prestar atenção em livros que possam enriquecer a nossa proposta, especialmente porque temos o hábito de alugar livros nas bibliotecas todo mês.

Nossos projetos incluem a confecção de um scrapbook com colagens referentes às diferentes culturas e brincar muito ao redor dos livros – exatamente como explicitei no post, que já é nosso costume: fantasiando, fazendo uma receita, um trabalho manual.

Espero que tenham gostado!

Fiquem com Deus!