I Feira de Ciências – Cientistas do Futuro em Ação

Eu faço parte de um grupo de famílias homeschoolers e tivemos a grande alegria de realizarmos uma Feira de Ciências! Com simplicidade e muita dedicação, a I Feira dos Cientistas do Futuro em Ação contou com nada menos que 25 expositores, com idades entre 2 e 11 anos!

Isto foi possível graças ao fato de que durante um bom período nós mantivemos encontros periódicos entre as famílias. Há muitas famílias que desejam montar um grupo de famílias homeschoolers, mas acabam não indo a mais do que um ou dois encontros, e o grupo não se forma. É preciso insistir, colocar como prioridade, dirigir para longe, não perder oportunidades. Então, ao propor uma Feira como esta, vocês já têm força e entrosamento suficiente para fazer funcionar, abrigar famílias em sua casa e fazer sacrifícios pelos outros.

Eu fiz a proposta há alguns meses, mas a ideia não foi adiante. Compromissos, faltava disponibilidade. E, então, o momento apareceu! Nesta primeira feira, não houve um tema, mas deixamos em aberto para que as crianças pudessem escolher aquilo que fosse de maior interesse para expor.

Foram muitos os temas: Experiências com o ar, trem magnético, animais, armas de Guerra, Corpo Humano, Vulcões, Cristais, insetos, aranhas, gravidez e parto…

Os meus filhos queriam fazer mapas. Por serem muito pequenos, a ideia de mapas deles está sempre relacionada aos mapas fictícios. Aqui brincamos de reproduzir os mapas para eles – especialmente do Hobbit. Escolhemos apresentar o Mapa de Nárnia, mas como eu não queria me envolver a ponto de fazer o trabalho por eles, decidimos fazer de Lego! O papai orientou sobretudo para que a maquete estivesse disposta geograficamente como no mapa original, mas é preciso dizer que eles fizeram quase tudo por si mesmos.

O processo foi muito bom. Eles se divertiram e aprenderam algumas coisas sobre mapas e orientação espacial. Nada tímidos, eles apresentaram muito bem para toda a platéia!

Foi uma experiência única para todas as crianças, que saíram motivadas e orgulhosas de seus projetos. O mais importante, no entanto, são os laços desenvolvidos entre as famílias que buscam o mesmo ideal. Já saímos com planejamento de feiras futuras, não apenas de Ciências, mas de Santos (amo!), das Nações e a tão aguardada Feira Literária!

Rezem por nós!

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Ensinar Ciências – Parte 2


ESTE POST É UMA CONTINUAÇÃO DO ANTERIOR, ENSINAR CIÊNCIAS: UMA DEFESA. 

Dimi ama regar as plantas


Como prometido, este é o post para mostrar como está sendo o caminho percorrido pela nossa família para aprender Ciências de verdade! Em primeiro lugar – e por razões até óbvias, especialmente para quem leu a primeira parte do texto – tudo têm sido feito aos poucos, a medida em que meus filhos têm necessidades novas. Basicamente, a minha contribuição será mais útil para quem tiver filhos na faixa etária dos meus.

No entanto, servirá a todos de uma maneira geral por dois motivos: o princípio da minha busca é simples e útil para quem quiser montar o próprio currículo. Além disso, eu posso indicar alguns materiais que encontrei no meio do caminho, mas que ainda não se destinam aos meus filhos.

Dois princípios gerais guiam o nosso aprendizado:

1 – Estudos Naturais

2 – Experiências

Por Estudos Naturais eu quero dizer: Inspirada na perspectiva de Charlotte Mason, proporcionar aos meus filhos um contato constante com a natureza, trabalhando a observação, pesquisa e sensibilidade. Por experiências eu quero dizer aprender as coisas a partir de investigações, postas à prova, de conceitos de ciências em geral.

Pronto. Aí está, de maneira bem resumida, a nossa filosofia para os anos iniciais da educação infantil. Deve haver outras coisas mais adiante, quando o ensino fundamental têm suas próprias exigências. Vou ilustrar com atividades do cotidiano, como tenho feito para colocar estes dois princípios em prática. Mas, antes, uma palavra sobre como eu costumo me orientar:

Basicamente, eu aconselho você a fazer o mesmo que eu: veja como as famílias homeschoolers americanas estão trabalhando aquilo que você quer fazer. Pode ser qualquer coisa. Nenhuma família é igual a outra, por isso, eu olho muitas famílias ao longo do ano: salvo as imagens de atividades ou livros no meu Pinterest (ferramenta muito útil, faça já a sua conta!), pois assim tudo fica organizado em pastas fáceis de serem acessadas. Eu também pesquiso alguns currículos americanos prontos e consulto o material deles. Muitas famílias se sentem frustradas por não termos um currículo pronto para HS; eu digo que adoraria ter o mercado americano disponível, mas continuaria montando o meu personalizado – isto é, pegando daqui e ali o que se encaixa melhor com a minha família. Pensando assim, eu consigo neutralizar a frustração de não ter este mercado, porque a verdade é que o nosso mercado editorial – pasmem – não é dos piores, e é possível encontrar similares.

Pois muito bem. Filhos de qualquer idade podem cumprir os Estudos Naturais sem nenhum “livro didático”. É muito simples, mas permite muita dedicação. Como atividade formal (você pode chamar isto de seu livro didático, se quiser) tenha um caderno de folhas sem pautas para a confecção de um journal – termo sem equivalente que quer dizer mais ou menos diário de registro com colagens, desenhos e observações em geral. Você pode criar um journal de pássaros, insetos, natureza em geral, animais, etc. Depende do foco de estudo dos seus filhos. Eis o nosso:

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Meus filhos são pequenos, por isso, é um journal no qual eu participo muito. O pássaro é minha tentativa de desenhar um garrincha, muito popular na nossa região. Ele fez um ninho no nosso telhado. Não sabíamos o seu nome, agora sabemos um pouco mais sobre ele. As folhas e flores são de nossa vizinhança. Um dia inteiro para colher; duas semanas secando em folhas de jornal prensadas; um dia para colagens e registro – quando eu aproveito para ensinar conceitos. Nós comparamos o estado das folhas e flores vivas com as das páginas; coloco as crianças para cheirarem as flores que ainda estão na frente de casa ou na nossa rua e comparamos com as secas. Eles mesmos são capazes de perceber: perdeu o cheiro, secou, perdeu a cor, etc. Eu não chego com o “assunto” pronto: “Lição sobre a diferença de uma flor viva e uma flor morta“. Nada disso. Isto seria fazer ciências do jeito errado, mais ou menos como os livros das nossas escolas, descrevendo o crescimento de uma planta. Nós já observamos o crescimento de uma planta: por semanas, plantando uma na frente de nossa casa. Imagine que somente agora, dois anos depois, ela deu uma flor roxa. Estamos impressionados.

Como diário, para fazer o journal você pode fazer uma pequena lista prévia do que gostaria de abordar ao longo da confecção do mesmo, desde que você se mantenha flexível. Um direcionamento é desejável, mas é preciso lembrar que um estudo natural envolve aproveitar os momentos que a vida lhe oferece. Eu não sou exatamente uma pessoa conectada à natureza, mas adotei o princípio de parar e prestar atenção nas paisagens naturais ao meu redor, e sempre que estamos num lugar novo eu aproveito a chance para mostrar as árvores, animais, guardamos folhas, flores, pequenos frutos.

Mas claro que não é tudo prático ou natural:  eu sempre uso livros criativos para aprendermos nomes de flores,relembrarmos como se deu o processo que observamos. Porque os livros são muito importantes: apenas em Ciências não se deve aprender a partir da descrição de coisas que você precisa compreender na vida real. Isso me lembra que…

… os Estudos Naturais são completados com o estudo de “Livros Vivos”

Sem dúvida, eu preciso fazer um post elucidativo para o conceito de “livro vivo” de Charlotte Mason. Você pode aprender mais AQUI.   São livros que se mantém verdadeiros ao tema a que se dedicam, por serem inspiradores e não meramente catálogos; escritos por autores que entendem e se dedicam ao assunto. Um exemplo bem palpável: se você está interessada em livros de receitas… Ora, um mero fascículo de receitas, com a descrição do passo a passo de cada prato, compilado por alguém que não faz questão de aparecer na publicação e dizer algumas palavras sobre os alimentos, nutrição, etc., definitivamente não seria considerado um “livro vivo” do gênero. Em contrapartida, um livro de receitas infantil de Annabel Karmel é um livro vivo do gênero: nele você percebe a dedicação ao assunto, informações adicionais relevantes que inspiram, além de informarem. Como veem, não é uma catalogação precisa, mas uma observação da tendência do livro: algo que você só aprenderá após alguma prática.

Eis alguns de nossos livros vivos usados em Ciências:

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Livros pequenos, extensos, ilustrados, mais didáticos… são muitos estilos. A editora Usborne, embora nem sempre tenha obras autorais, costuma ter livros vivos de ciências, principalmente em inglês (há livros dedicados a plantas, insetos, animais). François Crozat lançou esta coleção de livros de animais que, além de uma fofura, descreve tudo de maneira muito natural.


Para fazer experiências, nesta fase da educação infantil, não é preciso investir muito. O pinterest permite que você encontre rapidamente o passo a passo de qualquer experiência, bastando buscar os termos, principalmente em inglês. Uma pesquisa em currículos americanos (Mother of Divine Grace, Memoria Press, Seton Homeschool, Sonlight Homeschool) pode mostrar o que geralmente é trabalhado em cada ano. Eu costumo fazer um “mix” daquilo que eu acho relevante e possível para a nossa família, geralmente no meu período de pré-planejamento (como agora).

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Experiência das cores

Há algumas publicações no mercado brasileiro. Estas são algumas:

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1- Grandes ideias para pequenos cientistas, da editora Usborne, traz 365 experiências. Com certeza é um livro para acompanhar durante todo o ensino fundamental I

2 – Pequenos Cientistas – uma coleção voltada para crianças de 2 a 6 anos. Passo a passo, ricamente ilustrado, de  experiências temáticas

3 – Coleção Jovem Cientista – procure em sebos. Experiências para crianças, detalhadas e fáceis de fazer. Creio que a partir dos 7 anos a coleção é melhor aproveitada, e pode ser usada até uns 14 anos. AQUI VOCÊ ENCONTRA O PDF de vários volumes.


Definindo o seu próprio currículo de Ciências.

 Um passo a passo bem básico de como eu costumo montar aquilo que vou utilizar com os meus filhos, só para dar uma luz (tenho certeza de cada família poderá traçar seu próprio caminho, a partir de algumas ideias):

1 – Se você está totalmente por fora do que sejam bons currículos de ciências/homeschool, LEIA ESTE POST. Nele você conhecerá vários currículos de Ciências, poderá visitar os sites onde quase sempre eles oferecem uma pequena amostra em PDF do material. O Real Science for kids é o material que a Jessica do Shower of Roses costuma usar com os filhos, e que a Géssica Hellmanm, do Valorizando o Conhecimento, também (Ou seja, DEVE SER BOM MESMO). No SITE você confere todo o catálogo e pode comprar diretamente pela Amazon Brasil!

2 – Atualmente, eu me guio por dois currículos: Memoria Press e SONLIGHT. O que eu gosto deles é que, além de um material próprio, eles indicam muitos livros complementares para cada disciplina; alguns dos quais eu já encontrei tradução no Brasil, outros que me inspiram para buscar títulos similares. Como são baseados – em parte –  em indicações de livros, eu tenho em mente montar uma boa cesta de livros, usando o que é possível encontrar no mercado editorial brasileiro, e em casos bem selecionados, eu importo poucos títulos.

Por exemplo, em Ciências, o Sonlight indica para a faixa de 4 anos os livrinhos da serie Wells of knowledge Science, que você encontra na Amazon Brasil por 32,00 ou 23,00 a versão kindle. Outro livrinho é “What’s under the sea”, que eu substituí pelo livrinho Animais Marinhos (outra opção para crianças maiores é Fique por dentro do fundo do mar, da editora Usborne). Como vê, é um trabalho de adaptação, que me custa algumas horas de pesquisa, olhares em bibliotecas, catálogos de editoras… até eu ter os títulos similares localizados em bibliotecas da minha cidade, sebos e listas para compras (sim, eu realmente faço o dever de casa!)

O Memoria Press tem sempre uma lista de livros de Ciências para leitura complementar, a partir dos 5 anos. Definitivamente, eu não sou rica para comprar todos os livros dos currículos que me encantam… por isso, eu uso boa parte dos títulos como temas que eu simplesmente vou abordar e miro naqueles que eu até mesmo investiria importando, se valer muito a pena. Tenho tido sucesso em observar o tema do livro indicado e encontrar um  no mercado editorial brasileiro que aborda o mesmo tema ou algum tangente. Equilíbrio, orçamento, pesquisa (bibliotecas e sebos) são meus grandes aliados. O principal é você perceber o quanto tudo isso pode ser feito adaptando o currículo ao orçamento. Até a Lupita fazer 2 anos, eu investia muito pouco (cerca de 50 reais por mês) no homeschool, porque foi uma fase de muita dificuldade. Eles eram pequenos, eu pude fazer os brinquedos e montar atividades. Tudo depende de cada família. Eu digo que mesmo que você não pudesse investir em nenhum livro de ciências para o próximo ano, conhecer todas estas informações lhe ajudaria a buscar em bibliotecas e na internet aquilo que você pode abordar em casa. O bom do HS é justamente o fato de que você pode adaptar muito.

3 – Preparar com antecedência uma caixa com o material útil para os estudos de Ciências ajuda bastante. Dê uma olhada em experiências simples que usam barbantes, corantes de comida, tesouras, fitas adesivas, etc.: reúna algumas que usem os mesmos materiais básicos, imprima pelo menos as 5 próximas que você fará com eles e deixe organizado. Dessa forma, você não protela e já tem à mão um mês de trabalho.

O modelo das cestas de livros, journal e experiências é um modelo que serve para todas as idades – mesmo – , mas a partir dos primeiros anos do ensino fundamental I os pais se veem na necessidade de um livro didático mais sistemático, e neste caso eu aconselho selecionar um no mercado americano e comprar. Para quem não sabe inglês, eu indicaria assim mesmo, se possível comprando a versão kindle (se houver) porque é mais barata. Isto para que pelo menos você veja, com a ajuda de alguém, como é possível trabalhar os conceitos com as crianças e possa providenciar um material próprio. Estou indicando isso porque como o ensino de Ciências é um fracasso no nosso país, esta me parece a alternativa para o futuro (pelo menos, para mim).

É isso! Espero que tenham aproveitado. Quando eu divulgar o meu planejamento 2017, posso indicar os livros que eu pretendo trabalhar!

Fiquem com Deus!

2015 – 2016: Retrospectiva

Salve Maria!

Hoje mostrarei para vocês a retrospectiva do nosso último ano. Cada semestre envolve um novo planejamento, ainda que complementar ao anterior. Acho que no futuro eu irei começar o ano letivo sempre a partir de agosto – uma das razões é que a primavera começa em setembro e eu consigo fazer muitas coisas com as crianças em termos de atividades fora de casa, o que me dá um ânimo extra incrível! Em julho eu também consigo ter mais tempo para planejar, já que meu esposo está de férias e não há as festas de fim de ano para nos ocupar (com tantos planejamentos também).

Neste post eu espero dar um bom panorama geral de como nosso homeschooling funcionou, na prática, no período de 1 ano. Nada melhor do que a prática para servir de inspiração para vocês – e para mim mesma, como termômetro do que estou conseguindo realmente fazer. De nada adianta fazer listas e diretrizes se não conseguimos ver como todo o arcabouço de nossa teoria está refletindo na prática… então, vamos à retrospectiva 2015.2 – 2016.1!


1 – Famílias e Amigos

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Quanto vale, no homeschooling, encontrar famílias com muitos filhos para passar o tempo? Como diz o ditado, é meio caminho andado. Nada é capaz de substituir o contato direto com famílias que dividem o mesmo ideal que você! Quando eu cheguei na cidade parecia impossível ter pessoas ao nosso redor, mas pouco tempo depois elas foram aparecendo e hoje tentamos nos encontrar todo mês (porque não moramos todos na mesma cidade, mas perto).  Nossa esperança é sempre poder encontrar mais famílias, e com mais frequência! Esta é a nossa prioridade no HS: antes de qualquer meta, antes de qualquer currículo, o número 1 da lista é: fazer, conservar e rezar pelos nossos amigos.

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Pais, filhos e amigos brincando! Abaixo, um dos nossos encontros mais divertidos: as meninas de bailarina e um teatro improvisado!

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2 – Jesus, Maria e os Santos

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Acima, nossa peça de Natal: há 2 anos conseguimos fazê-la! Abaixo, uma amiga querida rezando com as nossas meninas num encontro especialmente para elas tomarem chá!

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3 – Rotina fora de casa

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Educação em casa, mas com pelo menos duas saídas semanais. Parques ao ar livre, atividades dirigidas em Sescs da cidade, bibliotecas e o que mais nós conseguirmos. Tenho conseguido cumprir bem essa meta, às vezes saindo apenas uma vez no meio da semana, às vezes saindo três vezes, depende de como está o tempo lá fora também…

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Lupita, num teatro, fazendo uma apresentação de ballet! (Ela faz 1 vez por semana)

Turminha reunida!

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4 – Em casa

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Sempre rola um teatro! Acima, eles se revezam no papel do Menino Jesus.

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Claro que eles se envolvem na cozinha de vez em quando…

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Sempre tem que ter uma boa bagunça para deixá-los bem livres e felizes!

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Se chove, coloco eles para fazer ginástica em casa mesmo. Eu me exercito quase todos os dias em casa, e eles gostam de me acompanhar do jeitinho deles!

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Dentro de casa, vocês já sabem: livros, livros e mais livros! Todo mês investimos em livros: novos, em sebos, garimpando feiras onde eles custam tão menos…

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Estão quase todos aí… e tem dias que estamos enjoados de tudo o que temos! Posso dizer que lemos mesmo cada um dos livros da nossa biblioteca! E aí nem estão os muitos que pegamos emprestado em bibliotecas ao longo do ano!

Com relação a cada tema – história, artes, matemática… – você pode acompanhar meus posts temáticos para mais detalhes. Aqui foi apenas para mostrar como caminhamos, em linhas gerais, ao longo de 1 ano… ainda temos muito o que melhorar, aprimorar e rezar!

 

Cesta de livros de Junho

Mais um mês, mais uma cesta de livros para ler e reler! Clique no título para ser direcionado à livraria, quando houver link!

As penas do dragão, Arnica Esterl

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A Coleção Os mais belos contos, da Cosac Naify, traz belíssimas ilustrações e histórias com alto nível literário. Infelizmente a editora acabou, pois a minha esperança era de que novos títulos fossem lançados. As penas do dragão, na minha opinião, é o melhor da coleção, tanto na história quanto nos desenhos. Não demore de garantir o seu na Amazon, pois quando acabar… só em sebos.  Meus filhos adoram esse história (quem não gosta de dragões?) e eu também!


A arca de Noé, Vinicius de Moraes

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Nós estamos lendo e passando as músicas, e eles amam, principalmente A pulga, São Francisco, As abelhas, A casa, O pato. A Arca de Noé, de Vinícius de Moraes, é um clássico que sempre agrada as crianças pequenas. Vale a pena ter e ouvir as músicas!


Quando esta história aconteceu..., Alan Garner

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Esse livro eu encontrei num sebo. Maravilhoso! Histórias que lembram fábulas ou contos de fadas com muito nonsense, cheias de falas engraçadas para se divertir com as crianças. Também gostei das ilustrações. Um livro que eles amam ouvir, especialmente se você caprichar na interpretação! É um dos meus preferidos da nossa biblioteca.


Kachtanka, Tchekhóv

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Livro esgotado. Faz parte da coleção Os mais belos contos e também é lindo. Crianças adoram cachorros e logo meus filhos se encantaram pela cadelinha Kachtanka, também chamada de Titia no livro, o perfeito retrato de uma simpática vira-lata.


Peanuts, completo

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Aqui adoramos as tirinhas da turma do Charlie Brown, e embora meus filhos obviamente não compreendam todo o sentido delas, eles gostam e acham engraçado. Eu percebo que eles vão ficando mais espertos tentando compreender do que falam os personagens.


Pedro e o Lobo, Sergei Prokofiev

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Meus filhos adoram histórias com lobos! Pedro e o Lobo é originalmente uma história narrada através da música, onde cada personagem representa um instrumento. Agora que estou lendo, vou passar a orquestra e a pequena animação da Disney. É o livro preferido de Dimi deste mês.


Histórias do Balé, edições Usborne

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Volta e meia este livro está sendo muito lido aqui em casa (claro que por Lupita, Dimi não se interessa muito). Nossos balés preferidos: Quebra-nozes, Coppélia, A Bela Adormecida.  Meninas vão amar!


Maria Fumaça – Sons Divertidos
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Como toda criança pequena meus filhos amam livros de sons. Não invisto em muitos por serem caros e também porque, em geral, as histórias são bobas. Escolho com cuidado. Este da Maria Fumaça é interessante porque, sonoramente, é criativo e instigante para crianças. Também investi em um com sons de animais (ótimo para quando eles são pequeninos) e um sobre Orquestra, que fala de diferentes tipos de instrumentos musicais.


Moisés entre os juncos

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Embora eu adore a ideia dos meus filhos terem bíblias infantis onde as histórias mais importantes estão reunidas (e assim eles comparam suas bíblias com as nossas e ganham logo uma noção do que são as Sagradas Escrituras), sempre invisto em histórias bíblicas individuais, para que eles conheçam melhor e vejam ilustrações diferentes. Difícil não se encantar pela história do bebê Moisés!


Histórias à brasileira, V1, Ana Maria Machado
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Meu marido está trabalhando este livro com seus alunos do quarto ano. Ele começou a ler com as crianças em casa e elas adoraram. Apesar de ser um livro com bastante texto (há algumas ilustrações entre  uma história e outra), as histórias reunidas por Ana Maria Machado fazem parte da tradição oral brasileira, e portanto são gostosas de ler e fáceis de serem compreendidas. Para quem não sabe o que ler do folclore brasileiro e não conhece outra coisa além de Saci e Mula sem cabeça, eu recomendo vivamente essa coleção em 4 volumes.


Espero que tenham gostado! Até julho!

Meu planejamento semanal (Atividades)

Salve Maria!

Este é meu quadro de planejamento semanal: depois de muitos ajustes, consegui organizar a minha rotina (clique na imagem para ampliar)! Antes que você pergunte: eu não faço tudo o que está descrito em cada dia todos os dias. Este é um guia geral que me mostra as oportunidades que eu posso ter em cada dia, levando em conta a nossa rotina (horário das refeições, soneca das crianças, quando elas estão mais dispostas a fazer atividades, etc.).

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Para compreender o quadro:

Basicamente, o meu dia funciona da seguinte forma: pela manhã eu consigo fazer uma atividade com eles (Atividade 1). Nesta atividade, eu dou prioridade a qualquer coisa que não seja ficar sentado “estudando”. É o momento de caminhar um pouco no bairro, brincar com plantas, com água, coisas que se sujem, dançar, passear (quando é o caso de irmos no SESC ou parquinho, coisa que fazemos 1 vez por semana ou a cada 15 dias). Por isso você vai notar que a cada dia da semana eu descrevo mais de 3 opções em cada Atividade: obviamente, eu escolho uma destas coisas para fazer em determinado dia, trocando também os dias da semana. Esta é a atividade mais longa do dia, e pode durar de 45 minutos a 1 hora e meia.

Antes da Atividade 1, nós já rezamos, tomamos café da manhã e já dei uma arrumada na casa. Nesta hora, eu os incentivo a me ajudar. Depois que eles ajudaram um pouco, eles brincam no quarto com os brinquedos, enquanto eu dou continuidade à faxina. Então, se tudo correu como de costume, fazemos a primeira atividade do dia (exceto nos dias em que eu vou ao parquinho ou saio de casa, quando a faxina fica para depois).

Pela manhã é quando eles estão mais ativos. Não faz sentido começar o dia com eles na mesa. Se eles não gastam energia pela manhã, ficam entediados e não querem tirar soneca.

A atividade livre que você vê no quadro é o que eu os deixo fazendo enquanto eu estou terminando o almoço (eu costumo deixar o almoço  parcialmente pronto no dia anterior) por volta das 11: 15 da manhã.

A Atividade 2 é geralmente feita após o descanso do almoço (13:30) ou após a soneca deles (o horário varia muito, mas vamos colocar às 17:00 hrs). É geralmente a atividade “senta e faz”, seja lendo, recortando, desenhando, etc (dura em média 30-45 minutos).

Quanto à leitura de livros: eu espalho ao longo do dia, conforme as oportunidades. Pode ser uma sessão imediatamente após o café da manhã (antes de arrumar a casa, especialmente quando não está muito bagunçada) ou até mesmo antes do café, quando eles não estão ainda dispostos e eu sei que eles irão apenas enrolar muito e comer pouco. Posso ler no descanso do almoço ou após a soneca (a depender da Atividade 2) e o pai certamente faz uma sessão diariamente, quando chega do trabalho. É comum que eles decidam ler, por isso quando eles escolhem alguns livros da estante, eu leio!

Como vocês sabem, eu tenho uma cesta mensal de livros: todo fim de mês eu separo cerca de 12 livros que serão nossos companheiros no mês subsequente. Eu faço isto para “dar conta” de alguns livros mais extensos e ler e reler todos os que estão na cesta.  No quadro, eu indico os livros “temáticos” (artes, música, ciências, etc.) para que, além dos livros da cesta, eu leia estes mais “educativos” ao longo da semana (estes livros ás vezes são livros de atividades).

Matemática: todos os dias em que há tempo e oportunidade (na prática, quase todos os dias). Jogos, contar coisas, livrinhos de contar, e tudo o que eu conseguir ensinar de forma lúdica.

Atividade 3: 4 vezes por semana, em família, uma atividade religiosa – Dia da Bíblia ou Catecismo ilustrado. Após o jantar ou café da noite, quando já descansamos (dura em média, 20-30 minutos).

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O planejamento semanal fica fixado no meu quadro e é o meu principal guia. Ás vezes eu planejo a semana específica, às vezes não. Depende das ideias que eu tenho e de que tipo de material eu terei de providenciar.

Este não é o planejamento perfeito, eu tenho que consolidar um pouco algumas coisas para então aprimorá-lo. Para a idade deles eu creio que seja importante não direcionar demais e deixá-los com tempo livre suficiente para brincar. São 3 atividades, mas a primeira é basicamente proporcionar uma diversão mais interessante do que simplesmente deixá-los com brinquedos.

O importante é investir em hábitos que atendam às necessidades deles e se adaptem à vida em família. Depois de muito insistir em detalhar absolutamente toda a rotina diária (horário de banho, orações, quando escutamos músicas, etc.), eu reconheci que comigo a rotina deve ser orgânica, justamente porque os meus dias são feitos de oportunidades. Crio as condições para que as coisas tenham a tendência de acontecer e elas começaram a acontecer. Há pessoas que são metódicas. Precisam detalhar que naquele dia específico ouvirão Bach, rezarão tais e tais orações com os filhos, lerão aqueles livros. No meu caso, fazer isto só conseguia me desanimar, porque eu não conseguia cumprir metade de um dia sequer! No dia me ocorria de ouvir Mozart ou pior: aquele planejamento acabava por exercer forte pressão em mim, pois embora conseguisse cumprir algumas coisas, ter deixado de ouvir a tal música ou ter mostrado determinadas pinturas me deixava com saldo negativo. Definitivamente, eu não sou uma pessoa metódica (admiro algumas amigas que são); comigo funciona: compre diversos livros de arte e tenha o hábito de ler com eles. Ouça música clássica no café da manhã. Vez ou outra, sim: faça um pequeno programinha, talvez envolvendo as biografias dos grandes compositores. E assim, eu sigo vencendo a mim mesma, pois organização nunca foi o meu forte.

Fiquem com Deus e a Santíssima Virgem!