Como ensinamos… Matemática

Salve Maria!

Este post é para mostrar como trabalhamos matemática neste momento – Lupita acaba de fazer 4 anos e Dimi fará 3 no segundo semestre. Basicamente, aprendemos a contar de muitas maneiras diferentes. No caso da Lupita, já estou introduzindo soma e subtração, mas apenas com materiais manipuláveis. Aliás, é o que mais usamos nesta fase. Deixei a escala cuisenaire para o próximo semestre (ou mesmo o próximo ano, ainda não me decidi). Também fazemos pequenas atividades de lógica: é o mais indicado para Dimi, por exemplo, que ainda não consegue reconhecer os números.

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Use tudo o que der

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Nessa fase, não é preciso investir muito em materiais de matemática. Eu fiz um apanhado de brinquedos e cacarecos das crianças e fiz nossa pequena “cesta de matemática”. Eu pesquiso no pinterest algumas atividades simples e tento ver o que eu já tenho ou posso providenciar facilmente: deste modo, quase todos os dias da semana fazemos alguma coisa diferente.

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Contar, contar, contar! Se você ficar apenas nos números e nas figuras de um livro, é claro que vai ficar chato – além disso, a criança é bem visual, sensível e prática, de modo que se ela está contando alguma coisa, deixe que ela segure. A atividade acima é muito simples: eu separo os conjuntos com os objetos e ela deve contar para pôr o número correto. Depois, o inverso: deixo o número embaixo de cada quadradinho e ela deve colocar a quantidade adequada.

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Noção de conjuntos: coloco diferentes objetos em forminhas para Lupita contar. Variações da atividade:

1 – Coloque os números embaixo de cada forminha

2 – Explicar noção de conjunto: local onde estão reunidas algumas coisas. Use o quadro branco para mostrar corações ou flores em diferentes círculos. Use outras coisas para guardar os objetos: caixas de fósforos, cestas, etc.

3 – Qual conjunto  é maior? Qual é o menor? (Quantidade)

4 – Qual é o conjunto de discos de madeira? Qual o conjunto de casinhas? (Dimi já pode fazer esse)

5 – Quais conjuntos tem a cor vermelha, quais conjuntos tem a cor verde, etc.? (Dimi também faz)

6 – Quais conjuntos tem 4 objetos, etc.?

7 – Pintei placas de madeira: relacione os objetos à cor da placa (principalmente para Dimi)

8 – Forme 4 conjuntos com 3 objetos cada. Objetos diferentes. Objetos iguais.

9 – Dou 2 forminhas e 10 peças iguais de madeira. Divida igualmente. (Coloque 1 em cada, por vez. Depois conte quantos ficou em cada forminha. Coloque o número embaixo)

10 – Dou um conjunto com 10 peças. Dou comandos: diminua 2. (Ela tira duas coisas) Some 1 (ela põe.) Etc, etc.

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Dimi ainda está aprendendo as cores, por isso, eu faço algumas brincadeiras de lógica: ele deve relacionar os objetos às cores do giz de cera. Depois, aproveitamos para contar. Uso feijões e coisas da cozinha para incrementar e mudar a mesma atividade de relacionar números e quantidade.

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O joguinho é um Mini mosaico, muito legal porque eles ficam tentando encaixar de diversas maneiras e é possível formar figuras diferentes. COMPREI AQUI. O livrinho de adesivos se chama Os números para colar e aprender, onde é possível cobrir pontilhados e fazer várias atividades relacionando números e quantidade com adesivos.

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Pequenas variações de jogos de emparelhamento: pares de meias, discos de E.V.A. decorados, recortados no meio e misturados para a criança montar corretamente. Você pode selecionar algumas peças de um jogo da memória para fazer a mesma proposta (cartas de baralho, peças de dominós, fotos de santos, enfim, tudo o que puder ser identificado como igual)

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Sequências lógicas e sequências de padrões. Acima, um jogo de sequência lógica. Comprei por uns 20 reais e é MDF. Mas você pode imprimir imagens que devam ser colocadas numa sequência.

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Seguir o mesmo padrão: este jogo de blocos da Melissa and Doug é um dos preferidos dos meus filhos. Comprei por 59 nas Americanas, é de madeira, vem várias formas e permite muitas brincadeiras. Eles montam cidades, brincam de doces, bonecos. Eu aproveito as peças para ensinar sequências.

1 – Faço sequências com diferentes cores e formas e eles tem que fazer igual.

2 – Eu faço uma sequência de retângulos coloridos e eles tem que fazer a mesma sequência de cores com quadrados (trabalhamos formas)

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Empilhar: as mesmas atividades, só que empilhando. Na primeira imagem, igualzinho. Na segunda, blocos de espessuras diferentes, o que exige mais atenção.

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JOGOS

Nós temos alguns jogos, como todas as crianças: jogos de opostos, quebra-cabeças, jogos da memória, e nossos próprios jogos “adultos” que eles já aprendem algumas noções básicas. Todo tipo de jogos de raciocínio são bons nessa fase, e nós incluímos muitos momentos semanais para brincar – especialmente em família, quando o papai está conosco. Inclua jogos, mesmo para os pais.  DÊ UMA OLHADA NESTA PÁGINA, onde eu encontro muitos jogos tradicionais de madeira para os pais ou crianças.

LIVROS

Não deu para tirar foto de todos, mas eu uso alguns livros simples e baratos para trabalhar cores, formas, números, etc. Tenho livros de pontilhados (na verdade, estão mais para revistas, até porque compro em bancas por menos de 10 reais), de adesivos.

A COLEÇÃO TAN TAN é uma coleção de livros simples que trabalham conceitos matemáticos, desde básicos como números de 1 a 10 até frações e medidas. Confira os títulos, é bem lúdico.

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Trabalhando matemática: Apostila de Escala Cuisenaire

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Salve Maria!

É com muita alegria que eu divulgo este material inédito de matemática, organizado por uma mãe católica homeschooler de 5 filhos: uma apostila completamente PRÁTICA de Escala Cuisenaire! Se você não conhece a escala, mais um motivo para adquirir este material, que mostra como podemos ensinar matemática aos nossos filhos de maneira eficaz, lúdica e, principalmente, com sentido! No meu post sobre como ensinamos Ciências, eu divulguei um texto que fala do fracasso do Brasil em ensinar Física – e, por extensão, todas as Ciências, exatas ou naturais -, e por isso eu considero de extrema importância um material como este, que ensina matemática de verdade. Leia mais e compre o seu através…

DESTE LINK.

Algumas palavras da autora:

“Como já escrevi outras vezes, o motivo pelo qual me encantei pela escala Cuisenaire foi que através do seu uso com meus filhos, além de ver a eficiência em ensinar conceitos matemáticos, pude resolver em mim vários conceitos mal entendidos ou nunca compreendidos — não pense que eram conceitos muito complexos, me refiro a conceitos básicos –, mas muito melhor do que começar a fazer as pazes com a disciplina, comecei a notar que estava facilitando a minha vida no dia a dia, na resolução de problemas, encontrando mais facilmente as soluções e melhorando a minha capacidade analítica. Logo percebi que os conceitos de lógica estudados na matemática foram os responsáveis por este acontecimento. Mas esta observação ainda era (e ainda considero de certa forma) muito superficial para mim, queria entender realmente o porquê deste “fenômeno”. Neste processo me dei conta que esta “falta de noção de conceitos básicos de lógica” afeta a maioria dos brasileiros e isso realmente é chocante porque afeta a vida intelectual e social como um todo. Foi a partir deste momento que decidi me tornar oficialmente uma estudante de matemática.”

Nani Selestrim