Segundo semestre: Ajustes

Salve Maria!

Segundo semestre: momento de organizar o planejamento do ano, de maneira a ajustar o que não funcionou até agora. Vocês devem se lembrar do meu planejamento semanal para este ano:

planejamento semanal

O que muda:

Atividade 1: A estratégia que deu certo (dica de uma mãe homeschooler bem experiente) foi: sair da mesa do café da manhã direto para mesa de trabalho por 30 minutos; depois eu geralmente sigo o meu planejamento para esta primeira atividade, especialmente as que envolvem brincar, se movimentar ou dar uma volta. A mesa de trabalho envolve as atividades de coordenação motora, pré-alfabetização, escrita e coisas do gênero. Percebi que quando deixava esse tipo de atividade mais formal para outro momento do dia ele tinha dificuldade de acontecer. Portanto, a melhor hora para ensinar as letrinhas com paciência é depois do café da manhã.

Antes do almoço: OK

Atividade 2: Quase não aconteceu mesmo. Um pouco demais, né? Atividade de manhã, passeios, leituras e… mais atividade? Não, não funcionou. Pelo menos não na idade em que os meus filhos estão agora. À tarde é a hora em que todos nós relaxamos, eu deixo brincar de massinha, ver um desenho. Depois, a rotina banho + lanche os ocupa até às 15:45, hora da soneca. Portanto, a Atividade 2 migrou para depois da soneca, antes do jantar, com duração máxima de 25 minutos.

Leitura de livros: OK. Mas, definitivamente, eu não segui os temas semanais.

Atividade 3: Eu tentei. Mas a rotina quando o papai está em casa à noite tem que ser mais orgânica e divertida. Portanto, esta terceira atividade foi substituída por uma mesa preparada com sugestões de coisas que podemos fazer juntos naquele dia. Um jogo, os livros que o papai vai ler, o que iremos precisar para o momento de oração em família.

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Alguns princípios para o bom funcionamento da nossa rotina:

  • A hora da soneca das crianças é um hábito. Dimitri tem que tirar soneca ou fica exausto. Lupita pode escapar às vezes, mas a verdade é que ela também cansa, por isso, vale a pena insistir (mesmo que ela tenha a convicção de que não vai dormir)
  • Se eles dormem, eu leio, estudo ou descanso. Mas jamais arrumo a casa, salvo se for muito imprescindível.  Eu não posso fazer muito barulho mesmo; além do mais, trabalhar enquanto eles descansam só faz com que eu não consiga descansar nunca, já que esta é a melhor hora para curtir o silêncio e dormir também – embora eu só faça isso quando estou além das minhas forças. Mas eu posso. Só lembrando a mim mesma. Vai chegar o dia (e mais filhos, e os filhos crescidos) em que isso estará mais difícil.
  • Eles podem ver um desenho à tarde e eu não vou me culpar. Eu não tenho ajuda durante todo o dia e por isso, é a hora em que eu posso adiantar aquela coisa impossível de fazer quando eles estão ao  meu redor, ou eu vou simplesmente descansar a minha mente que está os atendendo desde as 07 da manhã.
  • “Espere” é provavelmente o comando que eu mais dou ao longo do dia.  Eu preciso fazê-los esperar porque eles me pedem coisas a todo momento. Sou eu para pegar tudo, ajudar no banheiro, dar comida, atenção. Esperar é bom e eu não posso esquecer disso.
  • Esse planejamento semanal é para nos manter longe do tédio, mas o que mais conta nessa fase é a harmonia familiar. Nós somos tudo o que temos a oferecer a eles enquanto educação. Quando eles crescerem, nossa família será o melhor currículo que pudemos, concretamente, oferecer. Se não houver dedicação da nossa parte em rezar, amar e vencer os nosso defeitos, de nada vai adiantar apresentar autores e artistas maravilhosos: meus filhos terão sido criados por pais que não se empenharam em se vencer – e por isso mesmo, passaram, sem atenuantes, os maiores de seus defeitos. Identidade familiar: acho que é este o nome do nosso currículo para a vida toda.
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Planejamento 2016 (Lupita e Dimi)

Chegamos a mais um planejamento anual para a educação das crianças! Fico feliz em ver que cumpri quase tudo o que me propus no planejamento de 2015; aquilo que não pôde ser feito este ano foi devidamente substituído por coisas ou livros similares.

Religião

Todas as terças e quintas, aqui em casa, ocorre o Dia da Bíblia. Nada de muito cerimonioso: apenas nos reunimos, com nossas bíblias infantis e livros de histórias religiosas, numa mesa posta (com ícones, terços, etc.) para orações e leituras em voz alta. Dura cerca de 30 minutos. Foi uma maneira que encontramos de dar atenção às histórias bíblicas e, ao mesmo tempo, criar um momento de oração em família. Desta forma, nos disciplinamos para ler histórias religiosas para os nossos filhos, de modo que o momento de oração deixa impresso nos seus corações que este momento tem algo de solene. Continuaremos com as nossas bíblias infantis, acrescentando novas versões.

Para o próximo ano contaremos com novos livros. “Passagens Bíblicas para cada dia do ano” é um destes livros raros que ficamos imensamente felizes de encontrar; lindamente ilustrado e com a proposta de leitura diária. Espero cumprir os 365 dias! Colocarei como leitura breve após o café da manhã.

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A História de Jesus, pela mesma editora, possui belas ilustrações (realmente, sou muito exigente neste ponto) e estará no nosso repertório, pelo fato de ser a vida de Nosso Senhor o centro da nossa fé. Será um livro para ler e reler ao longo do ano, pois é apenas com muita repetição que as crianças pequenas se familiarizam com as histórias.

Outras fontes:

Continuaremos com as versões singulares das histórias bíblicas escritas por Orígenes Lessa, a exemplo de A arca de Noé e A Torre de Babel.

São Francisco de Assis

Os Santos (livro lançado pela Paulus de Portugal, faremos o sacrifício de importar)

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Alfabetização

A casinha feliz

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Usaremos o método fônico de alfabetização A Casinha Feliz. Já escrevi sobre ele aqui no blog. Pretendo usar o livro, o cd, as histórias e os fantoches. Espero que dê certo. Estou super confiante, mas sem pressa, já que Lupita ainda tem 3 anos e o método de alfabetização é geralmente usado entre os 5 e 6.

Números

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A escala Cuisinaire (com a ajuda da minha comadre Nani, que lançará um curso online ano que vem) será a prioridade este ano, e tudo mais o que puder envolver materiais manipuláveis para o ensino de matemática, tanto para Lupita quanto para Dimi.

Leitura em voz alta

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Sou uma grande admiradora dos livros do casal Wood. Meus filhos gostam bastante. São livros perfeitos para serem lidos em voz alta e memorizados. Eu mesclo este tipo de livros com as histórias clássicas – por razões pessoais e por acreditar que ambas acrescentam, à sua maneira. No começo do ano farei um mini-curso sobre o meu método pessoal de como criar um ambiente literário desde os primeiros meses de vida. Mas se querem saber, livros mais infantis, criativos e pitorescos são os que meus filhos preferem. Estes são os livros que eles querem ler a todo momento!

Mais títulos nesta linha:

Livros da escritora Julia Donaldson (O Senhor Vareta é um dos nossos favoritos!)

Selecionar os melhores títulos da brasileira Sylvia Orthof (ela é muito criativa)

Livros do autor Maurice Sendak

Livros do autor Peter Newell

Os melhores títulos de Ana Maria Machado

Alice no Jardim de Infância (versão escrita Lewis Carroll para crianças de 5 anos)

Coleção Fábulas de Ouro, da Paulinas

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Histórias clássicas ilustradas: esta é a coleção que usarei no próximo ano com meus filhos. Os títulos incluem: As mais belas fábulas de La Fontaine, As mais belas fábulas russas, Simbad e outras histórias, Aladim e outras histórias, Os três porquinhos e outras histórias, entre outras.

Escolhi esta coleção por alguns motivos: Em primeiro lugar, são contos de fadas populares em edições belamente ilustradas. Depois, falam de diferentes culturas de forma literária, porque tratam de países distantes – e pretendo dar ênfase, no ano que vem, a este aspecto cultural para Lupita ir tendo a noção de que o mundo é muito diverso, com costumes próprios de cada país e época. São conceitos complexos que, através da Literatura, serão facilmente absorvidos por Lupe e Dimi (que, aliás, já tem alguma noção e se mostram bem curiosos).

Minha lista de livros de literatura é muito extensa e estou sempre descobrindo coisas novas. Todos os meses, separamos uma pequena parte do nosso orçamento para a compra de livros, além de irmos nas bibliotecas de nossa cidade para alugarmos os muitos títulos que não poderíamos comprar e não conheceríamos se não tivéssemos este hábito. Nossas listas incluem: histórias clássicas, poesias, livros educativos, históricos, e muito mais. As crianças tem o hábito de lerem muitos livros diariamente. Adoram histórias “contadas da nossa cabeça”. Gostam de brincar de faz-de-conta a partir dos livros que leram… eu sou obrigada a limitar, pois eles realmente pedem MUITO para lermos em voz alta.

História

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O livro “Gente de todo o mundo”, da coleção O Mundo da Criança (a versão da década de 90). Eu vi nos currículos de HS que para o Kindergarten Junior (K2, equivalente a 4 anos) ele começam a estudar as diferenças culturais a partir dos hábitos das pessoas de várias partes do mundo. Este livro trata exatamente disso, numa linguagem acessível e é bem criativo. Como atividade, vamos produzir um portfólio ao longo do estudo, com fotos e desenhos (feitos pela Lupita) destas diferentes culturas.

Na verdade, este estudo vai partir do fato de que, em Literatura, estaremos lendo a coleção Fábulas de Ouro – volumes que incluem histórias russas e orientais. Sempre que possível, procurarei fazer o estudo interdisciplinar. Por exemplo: se você vai estudar a Grécia, deve fazê-lo a partir das grandes histórias gregas: os mitos, Homero, as histórias trágicas adaptadas para crianças. Note que se eu fosse simplesmente apresentar a noção de diferença cultural pelo viés histórico, este estudo seria monótono e superficial. Crianças são imaginativas ao extremo, e no fim das contas, serão as histórias as responsáveis por imprimir nos seus corações no que exatamente consistem estas diferenças culturais. No entanto, o aspecto histórico tem suas utilidades: questões investigativas, reflexões próprias deste tipo de abordagem e demais informações que não podem ou não são contempladas pela literatura.

Durante o ano vou incluir outras fontes, até porque fazemos estudo dirigido (estudamos o Japão há 3 meses, e foi bem interessante)

Ciências

Meu Primeiro Atlas ilustrado de animais continua no nosso planejamento, e até mesmo Dimi já se torna capaz de reconhecer animais como “monstro de gila”, “leopardos” e diferentes tipos de baleias. Nosso passatempo é passar as páginas, perguntar e dizer os nomes, observar e comentar as características de cada um. Este Atlas também permite a tradicional brincadeira “procure e ache”, que parece nunca ser cansativa para crianças pequenas.

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Este livrinho é indicado para a faixa etária dos meus filhos e é simples e eficiente na sua proposta de apresentar curiosidades para os pequenos, numa forma de introdução à ciência. Este tipo de livro é excelente como passatempo instrutivo (as abas o tornam mais interessante), para você levar à passeios onde o tédio pode surgir. Os meus filhos gostam muito de ter livros deste gênero, em que eles podem fazer perguntas e se divertir!

Este ano iremos finalmente ter tempo e condições de montar o nosso pequeno jardim na frente de casa, e sem dúvida, teremos aulas práticas de ciências nesse quesito!

Livros de Atividades

Para Lupita e Dimi, ao longo do ano, estes são livros divertidos e que tem relação com o que eu pretendo mostrar!

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Música, Dança e Artes

 

Estou fazendo um planejamento separado sobre musicalização, versos (literatura), biografias de artistas famosos e muito mais! Depois posto aqui!